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História

O papel da escola para a comunidade

História de: Elza Maria Bernardes Zanolli
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 15/07/2020

Sinopse

Natural da cidade do Olimpia. Profissional dedicada e engajada em parcerias com sua comunidade. Acredita no papel da escola e que esta deve estar voltada para a comunidade, para atender as necessidades locais. Somente numa comunidade onde todos estão presentes e tanto a escola quanto a família participam, os jovens podem ter um futuro melhor.

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História completa

P/1 - Por favor, diga seu nome completo.

 

R - Elza Maria Bernardes Zanolli.

 

P/1 - Data e local de nascimento?

 

R - 27 de Novembro de 1952, na cidade de Olímpia, Estado de São Paulo.

 

P/1 -  E a sua região é Itapetininga?

 

R - Itapetininga.

 

P/1 - Este projeto "Prevenção também se ensina", qual é a sua opinião sobre o projeto?

 

R - Eu acho muito bom. Nós temos que trabalhar é com prevenção, não podemos deixar as coisas acontecerem para depois correr atrás do prejuízo.

 

P/1 - E "A Comunidade Presente"?

 

R - Eu acho muito bom. Se a gente não estabelecer a parceria com a família, a coisa não funciona.

 

P/1 - Por favor, conte algumas experiências interessantes dentro desses acontecimentos.

 

R - Bem, na minha diretoria todas as escolas trabalham com prevenção e com a comunidade presente. Mas, eu vou destacar o trabalho de uma escola que eu acho muito interessante. É uma escola de primeira a oitava série, Escola Jair Bart, ela fica dentro de uma comunidade definida. Os alunos moram em volta da escola, naquele bairro e nos bairros circunvizinhos. A direção e o... 

 

(INTERRUPÇÃO DA FITA)

 

P/1 - Por favor, "Prevenção também se ensina" e "Comunidade Presente", esses dois projetos, qual é a sua opinião sobre eles?

 

R - Eu acho muito bom. Primeiro que a gente precisa contar com a comunidade; quando a escola estabelece uma parceria com a comunidade, ela participa muito melhor. E a prevenção, a gente tem que investir, principalmente porque o jovem é muito vulnerável... então é mais fácil você investir na prevenção do que correr depois atrás do prejuízo.

 

P/1 - Você teria alguma experiência interessante para contar?

 

R - Tenho várias experiências. Na minha diretoria todas as escolas trabalham com prevenção, nós temos várias experiências. Mas, eu vou falar da Escola Jair Bart, que é uma escola de primeira a oitava série - e os alunos daquela escola, eles moram ali em volta da escola. Então, é uma comunidade definida. Tanto a direção como a maioria dos professores dessa escola, eles estão voltados para a comunidade. Então, tem um problema, se o pai não vem à escola, o diretor vai até o pai. As reuniões da escola são programadas nos horários em que o pai pode vir. Então, por exemplo, no sábado à tarde, ou então ela é dividida, bem de manhãzinha - antes dos pais irem para o trabalho - ou à tarde, quando os pais estão voltando do trabalho. Também tem um trabalho bonito, que é a participação dos amigos da escola, onde professores dão uma hora por semana para a escola. Então, um professor vai ensinar pintura para os alunos fora do horário de aula; outro professor vai ensinar a jogar xadrez… uma professora, ela pediu retalho nas indústrias, então faz colcha de retalho, tapete de retalho, bolsinha. Com isso, os alunos voltam para a escola no período da tarde e a renda desse produto seria revertida para a comunidade. Desta maneira, chamam também os pais… por exemplo, mães que vêm ensinar a bordar. Então, os pais, a comunidade em geral está entrando na escola e devolvendo para a comunidade determinadas atividades. Sendo assim, está tirando os jovens da rua e, consequentemente, tirando os jovens das drogas que é o problema sério que a gente está vivendo hoje - prostituição e droga. O jovem está tendo um vínculo que é o que ele mais necessita. Assim, a escola com os colegas, está encontrando este grupo que é um coletivo saudável, ao invés de procurar o grupo da droga. 

 

P/1 - O que é para você a valorização da vida na escola?

 

R - Olha, é valorizar o jovem enquanto pessoa, ser humano e cidadão.

 

P/1 - Para onde você acha que está caminhando essa coisa de prevenção? Quais são as tendências, a perspectiva de vocês nesse trabalho?

 

R - Eu acho que elas são positivas. Eu acho que a ______ é a gente chegar mais perto. 100% a gente sabe que é utopia, mas a gente está caminhando.

 

P/1 - Ou seja, um caminho positivo. Muito obrigada pela entrevista.

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