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O outro lado da Minha Vida

História de: Lilian Jorge
Autor: Lilian Jorge
Publicado em: 08/04/2014

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Não consigo me expressar, não consigo entender mas o "Mundo" me pegou de uma tal surpresa que não consigo "ajudar" porque preciso de ajuda. Tive uma infância perturbada desde criança. Minha mãe verdadeira me maltratou muito me lembro de vagarosamente algumas coisas devido a paulada que ela me deu na cabeça e tive 5 anos e meio até 6 anos entre CTI e UTI. Mas me lembro de que ela me trancada no quarta roupa para ninguém saber de mim, me lembro que me amarrava de baixo de uma cama, me lembro das queima duraras que tenho no rosto que ficou sequelas para o resto da vida, belisco nos braços e etc... Pois antigamente não tinha SOS Crianças. Mas depois que saí do hospital através de uma vizinha “amiga” da Dona Irene Barbosa Jorge, nome da “minha mãe” tiveram que me colocar num orfanato em Apucarana Paraná que hoje já não mais existe. Sou Lilian Jorge, Nasci em Londrina Paraná em Maio dia 05 de 1971, mas fui Praticamente criada no orfanato de Apucarana. Bom por um lado foi muito bom, mas por outro lado confesso que “roubaram” minha infância neste orfanato. Trabalhávamos, os tios que cuidava da gente usava a gente como mão obras para vários aspectos neste lugar. Ou seja, mão escrava hoje se fala trabalho infantil. Mas 1977 tudo eram as escondidas, trabalhava em Canavial, trabalhava com granjas, trabalhava, em horta, em fim, são inúmeros aspecto. Naquela época me lembro de que apanhava com tal Borracha que vinha de sofá antigo que o Tio tirava uma das enormes borrachas e batia na gente igual escravos de senzalas. Estudava meio período e o outro trabalhava. Como o orfanato era longe da cidade e não tinha vizinhos, o tio sabia muito “bem” colocar medo na gente se abrir a boca na escola, aí de nós, com ele era “meio” esperto quando batia na gente só de calcinhas amarrava as mãos da gente e os pés da gente para trás e dava em tordo de umas 20 conforme o “ero” que ele achava batia nas costas com “Sal mora” para quando a gente ia para escola ia de camiseta de braços longos para não aparecer marcas. Mas por outro lado fomos criados aprendendo todas as tarefas de uma casa. Entrei acho com 6 anos de idade aí fui para um tal de internato depois de Apucarana em Ivatuba (PR) IAP que até hoje existe mas como não me prepararam para tal mudanças e lá eu tinha que ser Industriaria só fiquei 2 anos que foi o bastante para mim. Depois em 1990 veio uma pessoa me buscar que tinha sido funcionário do Lar em Apucarana, porque sabia que eu queria e tentaria sair de lá, como eles iriam morar em Corumbá (MS) e tinha 2 filhos pequenos, eles me convidaram para eu morar na casa deles e trabalhar e cuidar dos seus filhos. Jovem de tudo sempre tinha já responsabilidade, pois já de orfanato já sabia fazer de tudo de serviços de casa. Passa o tempo com uns 4 anos, esse casal foi transferido para Campo Grande(MS) fui junto para dar continuidade no serviço e cuidar das crianças. Já em Campo Grande fazendo o antigo Magistério de 4 anos, quando estava no primeiro Ano eles foram embora de volta para o Paraná. Nossa aí sim comecei a sentir desespero, abandono porque não pude ir tive que me virar para achar outra casa e continuar a estudar. Mas tive que me virar agora já era outra situação. Mas sempre como fui da igreja e nunca ninguém me mostrou o que era um Namoro um relacionamento. Infelizmente conheci um cara com 25 anos eu ainda era virgem me tirou a minha virgindade aí fui morar com ele. Começou outra trama na minha vida. Acho que devido que apanhei demais acabei me acovardando neste relacionamento. O cara me batia tanto, quando o conheci em 1997, que como não tinha família, como ele na época tinha um irmão Matador Profissional me aterrorizava muito, Maria da Penha? Nem sabia que era isso, mas quando denunciei ele pela primeira vez. Nada delegacia da mulher só escutava e soltava o agressor. Mas com ajuda de DEUS e minha Fé com meu DEUS sempre foi Maior, jamais poderia acreditar que 2009 me separei dele definitivo. Hoje feia velha sem filhos morro com outro homem que é trabalhador, honesto, digno. Mas estou escrevendo tudo isso devido minha Baixa estima, tenho inúmeras sequelas da vida e sou depressiva. Não faço terapia aqui onde morro não existe já tentei vários suicídios, por questão de não se uma mulher por completa e não consigo entender porque mesmo ainda hoje minha família não me aceita. Acho que devido que sou muito pobre, feia minha família por parte de Pai são muito ricos não faz questão de me aceitar. Quanto minha mãe já tem 2 anos que meu pai Morreu foi muito triste para minha pessoa que nem no funeral dele eu não pude ir. Mas em 2010 vi a dona Irene Barbosa Jorge que não me aceita como filha. Não tenho vicio, não bebo só apenas depressiva comigo mesma. Agora dia 5 de Maio faço 42 anos só vou me decaindo e definindo minha vida. Meus sonhos é tentar colocar meus dentes, colocar minha família, para entender porque eles não me aceita. Graças a DEUS com todos esses problemas nunca usei drogas, nunca me prostituí, nunca Bebi, meu grande defeito acho que é ser Bem FEIA e Pobre. OBS. Desculpe-me os Eros de Português tenho dislexia devido sequelas da cabeça.

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