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O óleo no Nordeste

História de: Carol Couto
Autor: Carol Couto
Publicado em: 02/12/2019

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Ser voluntário é doar de si todo aquele sentimento que está dentro do coração quando presenciamos cenas que nos comovem, é ter compaixão e empatia. Incrivelmente todo voluntariado vem com algum tipo de recompensa, aprendizado e agradecimento, seja no sorriso de uma criança, na lambida de um animal resgatado, seja no nascimento de uma flor de uma área recuperada, seja o mar nos mostrando com suas altas e baixas que tudo passa e se renova, basta cuidarmos pra que isso aconteça. O coração fica em pedaços ao ver esse óleo chegando e ninguém sendo punido; os oceanos, os animais e todo o ecossistema, eles que não tem culpa de nada, sofrem as consequências. É triste, dói, dói demais. Chegar na praia e encontrar essa cena é desesperador, um pesadelo. Todos os dias presenciamos uma praia diferente sendo tomada pela lama densa negra. Ficando atenta a cada reportagem, a cada mensagem, a cada ligação. Ainda tenho uma explosão de sentimentos ao chegar nas praias atingidas, me ajoelho, choro e peço perdão a “mãe natureza”, falo pra ela que não sabemos o que estamos fazendo, que somos um “bando” de egoístas e ambiciosos e que vamos limpar toda essa sujeira. Os dias estão sendo exaustivos, dormimos e acordamos com novas notícias de onde o óleo está atingindo. Apreensivos, com crise de choro, insônia, é assim que nós, voluntários, estamos vivendo dia a dia. Sendo obrigados a conviver com perguntas sem respostas, de onde está vindo? Quanto ainda tem pra chegar? Quem foi o culpado?

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