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História

O metalúrgico

História de: Antenor Francisco
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 06/07/2010

Sinopse

Antenor Francisco relembra sua infância na cidade de Garça, sua terra natal, sua vinda para a capital, além de contar sobre o seu trabalho na plantação de café e na fábrica de metalúrgica. 

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História completa

P/1 – Seu Antenor, as nossas entrevistas no Museu, a gente começa sempre com as mesmas perguntas...

 

R – Sei.

 

P/1 - São facinhas, o nome completo do senhor, o local onde o senhor nasceu e o ano do nascimento.

 

R – Sim, só isso?

 

P/1 – Só isso.

 

R  -Tá bom, pensei que fosse contar mais caso...

 

P/1 – Depois nós vamos contar mais caso.

 

R – Eu sou de pouco caso, sabe?

 

P/1 – Mas vamos lá, qual o nome do senhor, o local e a data de nascimento?

 

R – O nome meu? Antenor Francisco.

 

P/1 – O senhor nasceu onde?

 

R – Nascido em Garça.

 

P/1 – São Paulo?

 

R – É.

 

P/1 – Em que ano o senhor nasceu?

 

R – Eu nasci no ano 2000, assim 2000 de novecentos e uns quebrados, e eu sou nascido em Garça, o casamento também meu foi em Garça, mas só que eu sou casado com uma mulher daqui.

 

P/1 – Daqui de São Paulo?

 

R – É.

 

P/1 – Então vamos voltar lá no começo da história. Como é que o pai do senhor se chamava?

 

R – Meu pai se chamava Nicolau.

 

P/1 – Nicolau do quê?

 

R – Francisco.

 

P/1 – E a mãe do senhor?

 

R – Maria Francisco.

 

P/1 – E como é que os dois foram parar lá em Garça?

 

R – Hein?

 

P/1 – Como é que seu pai e sua mãe foram parar lá em Garça?

 

R – Eu?

 

P/1 – O pai e a mãe do senhor?

 

R – É, eles... Naquele tempo ele tinha nascido por aqui e perto de Pompéia. Ele nasceu, cresceu ___________________ de vê ele, nasceu o filho dele. Os três filhos dele nasceu aqui em Mujana.

 

P/1 – Onde?

 

R – (Mujana?) na Garça, Mujana...

 

P/1 – Mogiana.

 

R – É, Mogiana. O filho dele, um filho morreu o outro viveu muitos anos, depois morreu. Tem três filhos...

 

P/1 – O seu pai teve três filhos?

 

R – Três filhos.

 

P/1 – Então o senhor teve dois irmãos?

 

R – Dois irmãos e tem filho... Eu tenho mais irmãos, o outro ta sumido por aí, outro seis, sete e meio de idade, foi assim aí veio eu e meu irmão, esse ta vivo, né? Veio eu e mais dois, aí ele parou com três anos, quatro, dois anos... É, dois anos. Aí ele foi crescer, e veio o mundo, aí eu falei: “então também vou, ué, eu também vou”. Aí crescemos, ele cresceu, aí nós dois... Com 12 anos eu tava aqui fora paulista, 12 anos de idade eu tava aqui em São Paulo, cresceu um animal, tocando, tocando até o irmão... Morreu um, outro nasceu vivo e fomos tocando a vida. Depois toquei o resto _______ o animal e a criação, então uns dois anos, três anos depois nós demos pros outros, demos pros outros e nós tocamos o forte de madeira...

 

P/1 – Então peraí, deixa eu ver se eu entendo, Seu Antenor, o senhor nasceu lá em Garça e teve dois irmãos, aí vocês trabalhavam com gado na fazenda?

 

R – É.

 

P/1 – O pai do senhor era fazendeiro?

 

R – É...

 

P/1 – Dono de Terrinha?

 

R – É, batia terra, né? Mas nós tocamos a mão no animal, o véio tocava a fazenda, nós tocamos a fazenda na mão.

 

P/2 – E vocês vinham pra vender aqui em São Paulo, é isso?

 

R – Vinha aqui em São Paulo e vendia aqui.

 

P/1 – E como é que era esse caminho de lá aqui?

 

R – Hein?

 

P/1 – Como é que era o caminho que vocês faziam de lá aqui pra vender o gado?

 

R – Ah, tinha vez que eu vinha de a pé, tinha vez que a gente vinha a cavalo, não tinha certo, naquele tempo condução era pouco, era pouca condução, então nós… Um porrete com ele e na outra veio devagar.

 

P/1 – Vinha a cavalo?

 

R – Vinha a cavalo.

 

P/1 – E demorava quantos dias de lá pra vir a cavalo?

 

R – Ah, uns três dias.

 

P/1 – Três dias?

 

R – Três dias pra vir e voltar.

 

P/2 – E foram muitas vezes?

 

R – Muitas vezes...

 

P/2 – Passou a infância toda lá fazendo isso?

 

R – Infância toda.

 

P/2 – E vocês vendiam aqui em São Paulo aonde?

 

R – Aqui? Vendia num sítio _________, aqui em São Paulo. É tudo ___________ porque tinha muito terreno aqui, foi picada em lote, foi tocada a terra, a vaca, o boi, sabe? Depois vinha vender a cavalo e conforme eu vinha a pé, com esse né? Eu não aguentava a ponta muito não.

 

P/1 – Seu Antenor e o pai do senhor, como é que você se lembra do seu pai?

 

R – Ah, meu pai? Meu pai eu lembro dele até os 12 anos, porque meu pai perdeu o sítio, perdeu tudo que tinha, pé de manga, pé de “coisa”, tudo peste, ele nasceu, bateu, ________, venceu e veio vindo. Então nós ____________ um bem igual ele (que se dava?), mas (aí começou a abrir com outro bem?), já tava bem os outros e quem vivia mal vivia porque... Ele dava um cacete ___________. Aí nós vivia assim, não lembro se bebia e brincava com o cacete _____, brincava... E meu pai segurava o filho, né? E nós com os bichos, aí cresceu, o bicho pequeno grande e ele foi mantendo, foi mantendo nós e nós vivemos muito bem, vivemos bem, passou, esse que mora vem com nós, vive conosco lá, vim antes de solteiro até casar, ooouu, o cara tem que arranjar trabalho, né, trabalha ___________________, e vivia assim, vivia bem com os outros, com eles, com os irmãos, assim vivia.

 

P/1 – E a mãe do senhor como é que era a sua mãe?

 

R – Ah, mamãe era mulata, mulata bem clara e ela vivia toda apressada, ela morreu na _______, ela morreu com... Eu já tava com três anos quando morreu...

 

P/1 – Com três? Só com três anos quando ela morreu? Ela morreu do quê?

 

R – Ela morreu de doença, doença pegou quando era solteira e foi crescendo, crescendo e morreu.

 

P/2 – Você pegou seus olhos dela?

 

R – Os olhos? Não, os olhos foram batidos… Batidos _____________ nos olhos...

 

P/2 – Mas a cor.

 

P/1 – O olho azul.

 

R – Ah, o olho azul? Olho azul esse é coisa minha, do meu pai... Nasceu comigo, eu nasci com os olhos azuis. Edson nasceu com os olhos pretos, dos irmãos só eu nasci com os olhos azuis. Os outros nasceram com os olhos verdes, vermelho, preto... Eu nasci com olho azul.

 

P/1 – Seu Antenor como é que foi a sua mudança de Garça pra São Paulo?

 

R – De Garça pra São Paulo?

 

P/1 – É.

 

R – De Garça pra São Paulo ________ do meu pai era a gente, roça, e eu quando nasci em Garça, o sítio, nós tocava sítio, porrada com _____ não, a vivência dele, vivência na mata, mato assim, ele vivia, ele matava, ele formava e tudo perto do arroz, feijão, milho, tudo plantava perto, né?

 

P/1 – Na rocinha de vocês lá?

 

R – É.

 

P/1 – Lá em Garça?

 

R – Em Garça, então a gente, eu... Nasceu em Garça, eu ____________ pouco tempo com as coisas, eu não tinha vida, não tinha vivência, eu nasci porque o meu irmão insistiu [para o meu] pai ter [mais]  filhos... O (Rodriguinho?), Antônio, o Sebastião, a Guida... A Guida e tem mais outro… Tem o Marcelino...

 

P/1 – Quem são esses?

 

R – Hein?

 

P/1 – Quem são essas pessoas?

 

R – Os irmãos da gente.

 

P/1 – Seus irmãos?

 

R – É ____________________, somos em quatro, em quatro homens. Homem era mais, eram cinco, cinco homens e quatro mulheres.

 

P/1 – Tudo do mesmo pai e da mesma mãe?

 

R – Tudo do mesmo pai e da mesma mãe.

 

P/1 – Ah, então vocês eram em muitos irmãos.

 

R – Ah, sim, é tudo mesmo pai e mesma mãe.

 

P/1 – E quando que o senhor se mudou de Garça pra São Paulo?

 

R – Que eu mudei de Garça?

 

P/1 – É. O senhor veio de lá pra cá, não é? Não mudou aqui pra São Paulo, pra capital?

 

R – É, mudei pra capital, quando nós viemos pra capital nós viemos porque não tinha mais jeito de nós vivermos lá.

 

P/1 – Não tinha jeito? A roça não tinha dado certo?

 

R – Não tinha dado certo.

 

P/1 – E aí vocês vieram quando pra cá?

 

R – Nós viemos pra cá, foi… Quando que viemos? Foi no ano de plantação, viemos na zona de 2000, 2002, (2001?), nós estávamos aqui era... Café.

 

P/1 – Café? Era plantação de café?

 

R – Era café, café, o sítio aqui tinha muito mais café do que o outro.

 

P/1 – Então, mas aí vocês vieram pra cá, né?

 

R – É.

 

P/1 – E como é que foi quando vocês chegaram aqui, veio a família toda?

 

R – Toda.

 

P/1 – Seu pai e seus irmãos?

 

R – Todos, meus irmãos vieram todos, sabe? Vieram juntos os irmãos, os parentes... E eu vim por último... Porque eu tava esperando o café formar, então plantava o café lá e ia lá e (se apossava pra lá?), pra cá e nós vendíamos. E nós vivíamos com café, mas o café pra nós era pouco, pra nós era pouco… Era bastante, mas no ponto certo era pouco, né? Então nós vivíamos com café e vivia com _______________________ era uma comunidade de sete, oito, dezoito anos.

 

P/1 – Você tava com 18 anos? E aí o quê que vocês fizeram quando chegaram em São Paulo?

 

R – O que nós fizemos?

 

P/1 – É, quando chegaram aqui, vocês foram morar onde?

 

R – Ah, tanto aqui (risos)... Nós viemos morar aqui, eu vou te mostrar... Bagunçar a terra, a cidade do Jorge Alonso, Baltazar, essa região, né? Fomos bagunçar com ele e foi mexer na terra dele, “ponhar” a terra pra ele, replantar pra eles, mas não foi muito feliz não.

 

P/1 – Não foi muito bom não? Isso foi quando vocês chegaram aqui em São Paulo?

 

R -  Exato.

 

P/1 – Vocês cuidavam da terra de um rapaz, é isso?

 

R – É, nós cuidávamos dele, né?

 

P/1 – Plantava, mas aqui em São Paulo?

 

R – É, plantava dele.

 

P/1 – E o senhor se lembra em qual região que ficava essas terras?

 

R – Lembro a região que ficava a terra dele... É interior, Vera Cruz, Garça, cidade ___________, vizinha lá, terra dele, plantava, colhia...

 

P/1 – E o pai do senhor, quando se mudou pra São Paulo foi trabalhar aonde?

 

R – Foi em trabalhar em Garça, em Garça veio parar aqui.

 

P/1 – Então, mas quando ele veio pra cá ele trabalhava no que aqui?

 

R – Aqui trabalhava na lavoura.

 

P/1 – Onde?

 

R – Lavoura.

 

P/1 – Lavoura?

 

R – É.

 

P/1 – Na lavoura aqui em São Paulo?

 

R – É.

 

P/2 – O senhor também?

 

R – É, eu também.

 

P/2 – Aqui na capital? Mas tinha lavoura perto?

 

R – Tinha, tinha nós não dávamos de lavoura não.

 

P/2 – E quando que o senhor sai do campo e vai pegar serviço na fábrica como metalúrgico? Como que foi?

 

R – Ah, não metalúrgico, metalúrgico foi o seguinte: foi em Garça. Eu trabalhei dois anos, aí apanhei café, ihhh... Bico, né, café meio novo, a minha irmã tava junto e ela tinha filho - aí foi nascendo assim - mas nós tocávamos café, o café que nós tocávamos era modo de dar o café, né? Outro trabalhava também, então vivemos de café, tomamos conta do café, _______ o café, mas não éramos obrigados, não era obrigado que nós ficávamos ______________________, que _________________________ tocava, se ________________________, se quisesse ir embora podia ir embora, era assim, sabe?

 

P/1 – Mas Seu Antenor, e a vida nova aqui em São Paulo como é que foi? O senhor começou a trabalhar aqui em São Paulo na fábrica quando?

 

R – Ah, quando? ________ na fábrica...

 

P/1 – Como é que o senhor entrou na fábrica?

 

R – Como entrei? Entrei quando tinha a fábrica, quando o pé de café produziu o café até dá, quando foi plantar café e voltava pra cidade e nós estávamos junto pra morar junto com eles, do café. Então de lá nós viemos pra cá, de lá nós viemos pra cá, colher café deles, plantado com eles. Aí foi proibido o café aqui, plantando café bom, café maduro, café verde e colhido. Os outros homens... e o café maduro, mas o plantado, cultivado esse foi nós, nós que plantamos; bateu o café até o café produzir, quando produziu nós pegamos o café maduro, aí plantamos o café maduro, nós tocamos o sítio e tudo, sabe? Eu só, plantando, colhendo, maduro, quando o café deu café, nesse já tava abusado de café, certo? Até abusava café, então nasci _______ do café, o café foi pouco tempo acabou aqui. Onde estava o café maduro? Era pro interior, pra Garça… Vai acabando… Aqui não tem.

 

P/1 – Seu Antenor me conta uma coisa, e a sua esposa?

 

R – Ah, minha esposa… Ela teve anos bons, anos tristes, mas dá pra contentar.

 

P/1 – Mas como o senhor conheceu a sua esposa?

 

R – Minha esposa? Conheci tem pouco tempo, uns quatro, cinco anos...

 

P/1 – Que o senhor conheceu a sua esposa?

 

R – É.

 

P/1 – Mas e a primeira esposa?

 

R – Então, é essa! Essa é minha primeira esposa.

 

P/1 – A sua primeira esposa?

 

R – É.

 

P/1 – Mas e a mãe da sua filha?

 

R  - Mãe da minha filha? Essa também... Dois anos, dois anos... Não, tem oito anos de vivência...

 

P/1 – Quem?

 

R – Minha filha.

 

P/1 – Sua filha?

 

R – Oito anos de vivência, essa que nasceu.

 

P/1 – O senhor tem quantas filhas?

 

R – Tenho duas.

 

P/1 – Duas? Como é que elas se chamam?

 

R – Elaine e Helena.

 

P/1 – Elaine e Helena?

 

R – É.

 

P/1 – Quantos anos elas têm?

 

R – Uma tem um ano, a outra tem dois anos.

 

P/1 – Dois anos de idade? E a esposa do senhor, como é que se chama?

 

R – Chama Margarida.

 

P/1 – Margarida? O senhor se lembra como o senhor conheceu ela?

 

R – Ô, se lembro...

 

P/1 – Conta pra mim.

 

R – Não posso escutar não... Não posso contar porque é tempo furado, tempo furado, vivemos juntos um tempo, moço, mas ________________________________________, porque não gosto de contar.

 

P/1 – Não gosta de contar?

 

R – Não.

 

P/1 – O senhor foi feliz com ela?

 

R – Fui feliz com ela, mas eu não gosto de contar.

 

P/1 – Não?

 

R – Não.

 

P/1 – E a fábrica?

 

R – A fábrica da mudança de maquinário de café, maquinário de café pra moer um arroz, nós demos um duro, né, trabalhamos no café, trabalhamos na lavoura, trabalhamos... ____________ Depois (a produção?) foi aumentando, aumentando, o arroz foi acabando, acabando e foi ____ arroz e arroz. Até pouco tempo dava arroz, começava a plantar, plantar, dava arroz bom, bom.

 

P/1 – É? Seu Antenor a gente ta terminando a entrevista, mas antes de terminar eu queria perguntar mais algumas coisinhas pro senhor, tá bom?

 

R – Tá, eu tenho todo o dia ___________

 

P/1 – Oi?

 

R – Outro dia nós conta.

 

P/1 – Qual que é a história que o senhor ta com vontade de contar pra mim? Conta uma história, qualquer uma.

 

R – História?

 

P/1 – É.

 

R – História, história, história...

 

P/1 – Qualquer uma.

 

R – Eu não tenho boas juntos ___________ (se juntar?). Uma história boa, boa… Bom é cantar.

 

P/1 – Cantar?

 

R – Cantar, cantava bem _____________________, tem raça, tem fé em Deus  e dá certo, a coisa boa é que tem vários tempos pra plantar. Então mais pra frente eu venho aqui e conto, sabe?

 

P/2 – Qual foi então a melhor coisa que aconteceu na sua vida?

 

R – Melhor coisa?

 

P/2 – É.

 

R – Melhor coisa que aconteceu na minha vida _______________________...

 

P/2 – Não entendi.

 

R – Foi assim, mérito de plantação.

 

P/2- Plantação?

 

R – É, venda de plantação.

 

P/2 – Venda de plantação?

 

R – É.

 

P/2 – Foi boa a venda?

 

R – Foi.

 

P/1 – Seu Antenor quando o senhor ta lá na sua casa, se o senhor ta sentado no sofá sozinho o que o senhor gosta de pensar, de lembrar?

 

R – Ah tem vezes que eu lembre bem, tem vezes que eu passo _______________________________________, agora quando passo um tempo bem rodado, aí eu rodo, hoje vou sentar, sentar, (ver o bar?) um pouquinho, se contar coisas velhas...

 

P/1 – O senhor quer que ajuda?

 

R – Não...

 

P/1 – O quê que o senhor quer? Quer ajuda?

 

R – Não, é só posicionar.

 

P/1 – Quer que põe a perna aqui em cima?

 

R – Não, assim ta bom, to vendo os animais.

 

P/1 – Ta vendo os animais?

 

R – É. O tempo meu não dá nem pra contar…

 

P/1 – Não dá?

 

R – Não dá porque _________ é pouco, bicho viveu um monte e não viveu nada, olha sempre ____________ o arroz deu foi o tempo do arroz, ________, ele nasceu, nascia bonito, colhia bonito, nasceu e vira a terra, só vivendo... _______ tem uma lavoura, plantar uma horta, mas o tempo do arroz foi bom, porque é o tempo que vendia barato, vendia __________, pagava e dividia o arroz e dava o arroz, iih, era bom viver.

 

P/1 – Seu Antenor nós vamos terminar a entrevista, queria te agradecer de ter vindo aqui contar.

 

R – Ah, eu também quero agradecer, vou ver se venho mais outro dia com a Elaine aqui, quem sabe a gente recorde mais um pouco.

 

P/1 – Mas o que o senhor recordou foi muito legal.

 

R – Recordo um pouco, agora a confusão tá demais (risos).

 

P/1 – Ta? Mas foi ótimo ouvir a sua história lá de Garça. Tá bom? Muito obrigado viu?

 

R - As ordens ___________

 

P/2 – Como é?

 

R – Venho outro dia aqui, espero bater um pouquinho mais de papo gostoso.

 

P/1 – Obrigado viu Seu Antenor?

 

R – As ordens.






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