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História

O generoso sempre prosperará

História de: Wellington Trindade Vitorino
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 28/10/2021

Sinopse

Wellington Trindade Vitorino tem 27 anos. Nasceu em Niterói e cresceu em São Gonçalo - região metropolitana do Rio.

Aos 8 anos de idade teve sua primeira experiência no comércio. O pai vendia água e refrigerante numa barraca na praia, enquanto Wellington e o irmão brincavam com a mãe. Mesmo divorciados os pais de Wellington sempre tiveram um bom relacionamento. 

Um dia o pai fez uma proposta: daria o lucro de tudo que ele e o irmão conseguissem vender. Com o lucro Wellington investiu em mais produtos para vender, no mesmo dia deu três viagens até o mercado.

No ano de 2006/2007, o pai abriu uma padaria. Wellington e o irmão foram trabalhar com ele. Eles ganhavam R$50,00 para trabalhar das 9h às 18h, de segunda a sábado. No fim dessas férias, quis continuar trabalhando, mas os pais não deixaram com medo de que aquela rotina fosse atrapalhar os estudos. 

Ainda durante essas férias, nas semanas em que não ficava na padaria, saía para vender picolé. Em março de 2007, estava na rua vendendo e três homens o abordaram para comprar. Na hora de pagar, disseram que estavam sem a carteira ali e pediram para passar no trabalho deles mais tarde para pegar o dinheiro. Eram militares e foi assim que começou a vender picolé dentro de um Batalhão da Polícia Militar. Vendeu lá por três anos. Tinha 12 anos e ganhava quase o mesmo valor do que a mãe. 

Em paralelo, foi investir na produção de doces, como brigadeiro e cajuzinho. Começou a fazer 20 doces para a cantina da igreja. Depois de um tempo, os produtos já estavam em 23 pontos de venda.  Com o tempo, descobriu que se pegasse o mesmo doce e colocasse na caixinha com um laço, ganharia três vezes mais. Passou dos 12 aos 18 anos fazendo isso.

Os militares conseguiram a primeira bolsa de estudos de 50% de desconto e os outros 50% ele mesmo pagava.  

Em 2011 foi a uma palestra sobre carreiras com Marcos Vono. Se destacou nesse evento e conseguiu o contato do Marcos Vono, escreveu um e-mail de nove páginas para ele, contando sobre sua trajetória de vida e consegui uma bolsa para estudar na Escola Parque, na Gávea. 

Nessa época encontrou uma ex-professora que quis saber sobre a sua rotina. “Acordo às 4h, às 4h40 pego o ônibus e chego na escola às 6h45.” Foi aí que ela sugeriu que ele dormisse na sala dos professores de uma escola pública do Leblon. 

No final do ano, passou na faculdade federal, na estadual, ganhou bolsa na PUC, no Ibmec, tirou 1000 na redação do ENEM, a nota máxima. Ganhou uma bolsa e foi para Oxford estudar. Nesse período, também descobriu a Fundação Estudar.

Em uma palestra, um empresário falou algo que me impactou Wellington, a juventude não estava se movimentando para resolver os grandes problemas do Brasil. Um dia depois de ouvir isso, nasceu o ProLíder, em novembro de 2015. Em 2016, ele e dois amigos criaram o Instituto Four, que abriga o ProLíder, um programa de formação de lideranças jovens que consiste em discutir o cenário atual do país.

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História completa

Minha família é de Rio Bonito, região dos Lagos.

Minha vó era babá, então ela foi babá de muita gente na cidade. Algumas famílias que tinham poder aquisitivo até bastante alto.

Eu nasci em Niterói, mas cresci em São Gonçalo.

Meu pai serviu o Exército, dentro do Exército ele começa a aprender a cozinhar, porque tinha que cozinhar pra muita gente e daí surge a profissão dele.

Depois ele começou a aprender a fazer pão e meu pai é padeiro, até hoje.

A família do meu pai, uma família muito simples, muito humilde. Minha avó sempre trabalhou como faxineira, então trabalhou como auxiliar de serviços gerais, faxineira da FGV aqui no Rio em Botafogo, trabalhou em alguns lugares bastante conhecidos e meu avô era mestre de obras.

Meus pais são separados desde que eu tinha quatro anos de idade. Meu pai sempre foi muito presente, só em um outro momento foi um pouco menos presente, mas sempre esteve bastante presente na minha educação.

Eu tinha como referência muito paterna também o meu avô, que faleceu em 2006, quando eu tinha 12 pra 13 anos de idade, ele faleceu de câncer de próstata.

Eu tinha 14 anos, nessa época eu já trabalhava, eu já tinha meu dinheiro, já não dependia, mas eu precisava de uma pessoa pra ser representante financeiro meu. Minha mãe, com medo que de repente acontecesse alguma coisa nos meus trabalhos e eu não conseguisse arcar e ela não teria condições. Minha avó foi ser minha responsável financeira.

A gente foi beneficiado com a ascensão da classe D indo pra classe C, na época do último governo, na época do governo Lula, é inquestionável o que foi feito pelos mais humildes. A gente nunca recebeu Bolsa-Família, nem outros tipos de auxílios governamentais, mas eu tenho certeza que o crescimento do Brasil e algumas políticas que foram feitas no governo passado, beneficiou muita gente.

Depois eu me tornei vendedor de picolé num batalhão de polícia

Sempre teve um negócio muito forte de tentar ensinar pra gente o valor do trabalho, o valor do dinheiro. Se você tem essa camisa, você tem que preservar essa camisa, porque isso custou. Você tem que valorizar as coisas pequenas.

Eu tenho irmão mais velho, sempre foi um espelho pra minha educação.

A minha primeira experiência de trabalho foi com oito anos de idade, vendendo água e refrigerante na praia de Saquarema, junto com meu pai,

Dos oito aos doze eu fiz um pouco de quase tudo que você possa imaginar: eu catava latinha, papelão, garrafa de óleo, cobre, pra poder vender no ferro velho. Então, tem uma infância divertida também da gente lucrando, de certa forma, de maneira positiva e todo esse dinheiro ia pra uma caixinha que, ao final do mês, mais ou menos, era dividido entre duas partes, entre eu e meu irmão. Aí a gente tirava o que a gente precisava reinvestir e o restante da lucratividade, minha mãe não deixava a gente - era a única instrução dela - pegar o dinheiro e ficar gastando logo, senão no final do mês a gente nunca saberia quanto dinheiro nós tínhamos ganhado.

Hoje se fala muito de diversidade, mas se você olhar em 2016 pouco era falado de diversidade e a gente começa o ProLíder, que é hoje o maior programa de formação de lideranças do país, falando de diversidade. Porque eu não queria ser o único negro, não queria ser a única pessoa de classe mais baixa, a única pessoa, de repente, de outro credo participando. Então, no ProLíder tem preto, pobre, rico, branco, diversidade de raça, gênero, classe, ideologia, orientação sexual. A gente tem uma mistura realmente do que é o Brasil.

Tem amigos meus hoje que me chamam de negão e tudo bem, eu não vejo problema nesse sentido, não. Pras pessoas que têm liberdade, pras pessoas que são próximas e você entende também quando é um preconceito e quando não é, então, eu acho que fica muito claro

Com doze anos de idade eu começo a vender picolé dentro Polícia Militar, com o acordo com os coronéis que eu deveria mostrar meu boletim, ao final de cada bimestre.

Estava muito calor no Rio de Janeiro, março de 2007 isso. Resumo da história, eu pego e falo: “Pô, preciso receber e tal, já que vocês compraram o picolé e já que não tem mais nenhum sabor que vocês querem” “Pô, estamos sem dinheiro aqui, como é que faz?” e tal e aí me chamam pra ir lá no batalhão, falaram: “Chega aí, que lá a gente te paga” - aquela brincadeira: “Se tiver dinheiro a gente paga, se não tiver dinheiro não paga”, brincaram assim. “Não, a gente vai te pagar e lá você vai vender muito”. E foi assim que eu comecei a vender picolé dentro do 7º Batalhão da Polícia Militar.

Me falaram aí, posso te chamar de Pelezinho?” “Pode chamar”. Já tinham me apelidado no batalhão de Pelezinho e ele perguntou: “Você vende picolé aqui, né? Eu falei: “É, vendo picolé aqui, sim, coronel” “Ah, eu tô assumindo o comando” “Fiquei sabendo, coronel” “Os oficiais pediram pra você continuar vendendo picolé aqui, que você é muito educado, trabalhador e tal, bacana. Mas você estuda?” Falei: “Estudo, coronel, claro que eu estudo”. Aí ele perguntou: “Mas você gosta de estudar?” Todo mundo falava que eu era louco, mas não era bobo, né? Eu sabia onde o coronel estava querendo chegar com essa história de “se você gosta de estudar”. “Gosto de estudar, coronel”. Ele: “Então, tá bom, vamos fazer um combinado? Ao final de cada bimestre, pra continuar vendendo picolé aqui, você tem que mostrar o teu boletim pra mim”

Eu comprava o picolé a 45 centavos e vendia a um real, ganhava 55 centavos por picolé, vezes 95, 52 reais e pouco, arredondando pra baixo, cinquenta reais. E vezes cinco, duzentos e cinquenta, vezes quatro, mil reais. Na época o salário-mínimo era 380 reais. Então, eu tirava dois salários-mínimos e meio, passei a ganhar mais que minha mãe e passei a me bancar financeiramente, desde os 12 anos de idade. E com o dinheiro que eu ganhava dos picolés, comecei a investir na produção de doces, como brigadeiro, beijinho de coco, cajuzinho, casadinho, doces grandes, que normalmente a gente vê em cima dos balcões das padarias do Rio de Janeiro e aí eu comecei a fornecer vinte doces pra cantina de uma igreja. Em um ano e meio tinha 22, 23 pontos de venda, uma média de oitocentos e cinquenta a mil doces por semana, depois que eu descobri que o que dava mais dinheiro era festa infantil e bufê, fornecia pra festa infantil e bufê. Eu não precisava alavancar meu fluxo de caixa, porque as pessoas me davam 50% pra eu poder produzir e os outros 50%, quando eu entregava, elas me davam, mas com os primeiros 50% eu conseguia comprar os materiais e já lucrava, que a margem era muito alta.

Estudar no MIT foi planejado, antes de entrar na graduação, eu já sabia que eu queria fazer MBA numa top university, já conhecia as principais faculdades dos Estados Unidos, que eram a Harvard, Stanford e MIT e depois eu decidi que eu queria fazer desse lado da costa. Ficaram duas, a Harvard e a MIT, ou Oxford na Inglaterra, a minha primeira bolsa de estudos.

Hoje, quando eu falo pro ProLíder, que é o maior programa de formação de lideranças do país, de que a missão do instituto é formar gente pra atuar dentro do ambiente público/político e dentro do ambiente empreendedor brasileiro, essa minha contribuição que eu quero continuar dando pra sociedade, dando oportunidade pra outras pessoas, de multiplicar o impacto daquilo que eu construí, vem muito dessa visão que eu construí lá no batalhão

O tema hoje do Instituto Four, do ProLíder, é ‘reclamar, não muda’. Porque eu aprendi, na vida, a não reclamar, porque se reclamar só toma energia minha e de quem está ao meu redor. No final do dia, só reclamar não muda,

Antes de sair do batalhão, eu consegui uma bolsa de 50%, que os militares conseguiram, na melhor escola, na época, em São Gonçalo. E os outros 50% eu pagava no meu bolso. Então, com 14 anos de idade eu tinha uma mensalidade numa escola que não era barata, pra poder pagar.

Quatorze anos de idade. Eu tive deslocamento do ápice da cabeça femoral. Tenho um parafuso de sete centímetros de titânio, prendendo a minha bacia do meu fêmur.

E naquela época eu decido sair do batalhão e também tenho a consciência que eu teria dificuldade de passar no teste físico, pra ser oficial da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, em função do parafuso que eu tinha colocado na perna. e eu decido estudar muito, passei em quarto lugar numa escola técnica em alimentos, vou estudar numa escola técnica em alimentos e eu saio do batalhão no dia 5 de fevereiro de 2010

E botei na minha cabeça que eu ia ser o melhor aluno do meu curso.

Ganhei uma bolsa pra estudar num programa da embaixada americana, foi aí que abriu muito a minha mente em relação à cultura norte americana, às oportunidades de estudo também, que tinha fora, isso foi fantástico. Nessa época eu já tinha, sei lá, 16 anos de idade

aí eu olho para aquilo e vejo que tinha ali a PUC, Ibmec, FGV, muito boas na área de finanças, na área de administração e economia. Eu me dedico pra conhecer essas três.

Por meio da tia de um amigo conheço a Ibmec, aí que começa uma conexão com a Escola Parque, porque eu fui numa palestra e tive um destaque muito grande e no final um senhor me entrega um presente, um palestrante chamado Marcos Vono: Eu pergunto pra esse senhor se eu podia mandar um e-mail pra tirar dúvidas de carreiras, eu mando um e-mail pra esse senhor, de nove páginas contando a minha história, no final, colocava ali as minhas metas, meus objetivos e perguntava pra ele se eu estava no caminho certo.

Eu tive muita dificuldade no início, fui reprovado em seis disciplinas.

Até que eu volto na minha antiga escola, vou conversar com uma professora minha conto essa história para ela, falo: “Professora, eu não tenho tempo de estudar. Eu nunca consigo terminar de fazer todos os exercícios.”

Eu chegava em casa oito e meia e ficava estudando até meia noite, não comia nada, nem tomava banho, para o corpo não relaxar, não bater aquela moleza. E aí, depois, antes de dormir, comia alguma coisa, tomava um banho, para no outro dia acordar às quatro. Aí que ela fala: “Minha irmã é diretora numa escola pública na zona zul, o que você acha de ficar lá?”

Eu passei a dormir na sala dos professores, numa escola pública que é no Leblon. E aí os resultados começaram a melhorar. Depois eu passo na federal, na estadual, ganho bolsa na PUC, bolsa no Ibmec, tiro mil na redação do Enem, que é a nota máxima, tiro os melhores resultados da escola.

O Ibmec foi um dos primeiros grandes sonhos que eu realizei na minha vida.

O Ibmec foi um negócio constantemente ali, bem paranoico, bem olimpíada mesmo

E eu sabia que a melhor forma de eu entrar no Ibmec era via bolsa do ProUni, porque dava bolsa do ProUni naquela época. E eu já tinha noção que eu deveria, dentro da faculdade, ter um desempenho positivo, porque eu queria estudar nos Estados Unidos ou em alguma outra universidade fora. Então, eu entro na faculdade, me torno monitor de Cálculo I, Cálculo II, Mercados Financeiros e Microeconomia. Eu fui assistente de professor dessas disciplinas

E aí eu faço uma disciplina de mestrado, sou convidado, chamado Tópicos Especiais e Métodos Quantitativos. Eu pego, ganho uma bolsa e vou para Oxford. Então, foi a primeira viagem internacional que eu fiz, com 19 anos de idade. E aí isso alimenta mais o meu desejo de estudar fora.

Aí surge a ideia de criar o ProLíder. nessa época, eu me dedico muito à Fundação Estudar

eu tive uma experiência muito intensa de inglês durante um mês. A minha primeira experiência na Inglaterra, foi minha primeira experiência ali, saindo do básico e tal. Porque o básico foi no Programa Access, por uma bolsa da embaixada americana, com uma bolsa que tinha lá parceria com o Ibeu, que é uma escola de inglês muito reconhecida no Rio de Janeiro. Então, ali eu aprendi o básico.

Eu tenho a ideia do ProLíder dando uma palestra com o Nizan Guanaes, na casa do Florian Bartunek, no dia 23 de novembro de 2015. E no dia 24 de novembro eu tenho a ideia do ProLíder e vou falar com o Fernando Schüler, que é um intelectual que fala na Band News, Globo News, vários lugares. E o Schüler acredita na ideia e tal, e fala: “Cara, eu acho que você tem tocar essa parada”.

E no dia 24 de fevereiro de 2016 meu contrato de estágio acaba, eu começo a me focar muito no ProLíder e tal e aí tem esse negócio do almoço com o Jorge Paulo, mas eu crio uma relação mais próxima quando o Guilherme Barros, que é amigo do Jorge Paulo, escreve um e-mail falando: “Oi, Wellington, tudo bem? Sou muito amigo do Jorge Paulo, ele gosta muito de você, me pediu que eu deveria entrar em contato, que você é também de Niterói e que eu deveria conhecer você e a tua história”.

E aí a gente fica um tempo depois sem se falar e volta em 2018 e algumas coisas aconteceram ao mesmo tempo, eu passo a entrar na Rede da Fundação Lemann

No primeiro ano, que foi em 2016 do ProLíder, eu tinha 13, 14 mil reais, botei tudo do meu bolso. Peguei vinte mil reais emprestado com os amigos e vinte mil reais o Antônio Brennand, da família Brennand colocou. A gente não tinha CNPJ, não tinha nada, essa grana era para poder comprar coffee break, fazer essas coisas assim. Ele ia me dando o dinheiro que eu ia precisando ali e foi superbacana, porque o Jorge foi a primeira pessoa que botou grana, quando a gente formalizou.

O carro-chefe são os treinamentos para empresas. A gente se tornou muito bom em formar pessoas, principalmente pessoas de média gerência, até a alta gerência, até início de diretoria. A gente tem vereadores que fazem parte da nossa rede, foram eleitos. A gente tem prefeito que foi eleito e depois foi formado também pela gente, nesse sentido. Empreendedores que estão tendo um bom acesso dentro do mercado, ganhando prêmios, evoluindo nos seus negócios, que foram formados pela gente.

Política, cargo executivo, prefeitura, governo do estado e sonhando um dia com a presidência e eu acredito que eu vou chegar lá.

Eu estou indo para o MIT, é super glamouroso, é bacana e tal, mas tem um propósito aquilo lá. Aquilo ali vai abrir portas para outras coisas que eu queira fazer mais à frente, que é empreender, construir bons negócios de escala global, ter uma vivência internacional muito forte.

A partir do momento que você conseguir se colocar numa posição de conseguir fazer pelo outro, comece a fazer pelo outro. Que aí a gente faz essa roda girar mais rápido e não

eu acho que a minha história pode ser inspiração para muitas pessoas e os meus resultados possam sair do campo da inspiração e entregar resultado, para melhorar a vida dessas pessoas ou do nosso país, porque eu acho que a gente precisa de um país melhor.

 

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