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História

O Futuro é Azul

História de: Djalma Thomaz
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 16/10/2015

Sinopse

Nascido em Petrópolis, Rio de Janeiro, no ano de 1949, começou a trabalhar cedo em uma fábrica de tecidos. Após o término de seu casamento, em 1982, partiu para o Maranhão em busca de uma nova vida. Então, iniciou seus trabalhos na Vale, na área ambiental. Fazendo jus ao lado carioca, Djalma é conhecido como "pagodeiro" e fundou um bloco de carnaval na cidade de São Luís do Maranhão, chamado "Pato Misterioso". 

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História completa

P/1 - José Carlos

R - Djalma Thomás

 

P/1 - Djalma, então, primeiro, boa tarde.

 

R - Boa tarde.

 

P/1 - Primeira pergunta que eu vou fazer, pedir para você se apresentar, nome completo, data e local de nascimento.

 

R - Meu nome é Djalma Thomás, eu sou natural de Petrópolis, Rio de Janeiro e nasci naquela cidade imperial em 27/01/1949.

 

P/1 - Os seus pais são de Petrópolis?

 

R - Só papai, mamãe... não, só mamãe. Papai é do interior de Minas Gerais, Zona da Mata, São Pedro de Piqueri.

 

P/1 - E como é que foi um pouco a sua... Crescer em Petrópolis, como é que foi...

 

R - É, eu nasci, nasci e me criei em Petrópolis. Tive um casamento em Petrópolis e de lá eu me desquitei e vim para cá em 1982, fim de 1982. Desse casamento em Petrópolis, eu tenho uma filha, a Fabiana, e aqui eu também já casei de novo, claro, que ninguém é de ferro. E tenho aqui... Sou casado com dona Maria do Socorro e tenho aqui a nossa Ludmila, que tem 16 aninhos agora.

 

P/1 - Mas em Petrópolis, você chegou a trabalhar lá e...

 

R - Trabalhei em Petrópolis. Comecei cedo. A minha vida foi muito difícil, devido aos trabalhos que a gente tinha que fazer para ajudar a família. Então, eu comecei cedo. Eu ainda tenho carteira de menor. Naquele tempo, naquela época ainda tinha. 1964, eu tinha essa... Já comecei a trabalhar na companhia, fábrica de tecido Dona Isabel. Uma companhia que foi a precursora do... Lançou o jeans (Roy Book?) na época e eu trabalhava lá.

 

P/1 - Era um jeans famoso esse?

 

R - Famoso. Na época era muito famoso.

 

P/1 - E como é que era trabalhar numa tecelagem? Quer dizer, tem aquela coisa do barulho?

 

R - É, aquela coisa do barulho. Aquela tecelagem me lembra até essa novela que começou agora, Esperança, aparece um pedaço de uma tecelagem... é exatamente aquilo. É tomar conta dos fios, para não enrolar os fios para não arrebentar e está sempre atento naquilo. Hoje não. Hoje está tudo automatizado, mas naquele tempo era tudo manual. E a gente trabalhava naquilo. Eu saí de lá com 14 anos de idade, eu saí com cabelo branco de pó de fio, de lã, me encobrindo. A gente saía que parecia um velho, já naquela idade.

 

P/1 – Trabalho, o turno era o que, 12 horas, oito?

 

R - É, eu trabalhava... a gente trabalhava de turno, mas eu por ser menor, eu não trabalhava durante a madrugada. Eu só trabalhava até o máximo 22:00. Era o turno que pegava de 14:00 às 22:00. E de 6:00 às 14:00. Aí eu trabalhava só nessas duas coisas.

 

P/1 - Como é que surgiu, o senhor vir para São Luís? Quer dizer, quando é que isso aconteceu?

 

R - Eu estava... Isso foi fim de 1982, eu estava passando um momento muito difícil na minha vida lá, devido a problemas de separação, aquela coisa toda. E eu tenho um grande amigo até hoje, Braga, Braga Neto. É um engenheiro florestal que chefiava aqui a área de meio ambiente na época e eu liguei para ele, ele perguntou para mim: "Se quiser, vem que eu estou precisando de gente aqui da minha confiança". Aí eu vendi tudo que me cabia, comprei uma passagem só de vinda e aportei no Cunha Machado, no dia 15 de setembro de 1982.

 

P/1 - Mas já tinha alguma... Já tinha ouvido falar da Vale do Rio Doce?

 

R - Não, não, eu não sabia o que era Vale do Rio Doce. A gente lá do Sul, a gente tem até, não sei se por falta de necessidade de conhecer, assim, a gente ficava "pô, mas aonde é o Maranhão?" Ficava pensando que lugar é esse, tal. Mas eu pensei, mas falei: “vamos embora. Tu tem que ir, tem que sair daqui, se não vai dar certo”. Aí eu vim embora. Graças a Deus, estou aqui vai fazer 20 anos e sou muito bem quisto, muito querido, as pessoas... Consegui fazer um círculo de amizade maravilhoso, tenho uma família magnífica. E estamos aí vivendo, já pronto para pendurar as chuteiras.

 

P/1 – Você veio de ônibus?

 

R - Aqui na Vale, aqui na Vale. Aí depois eles continuam com outras coisas por aí.

 

P/1 - Você veio de ônibus?

 

R - Não, eu vim de avião.

 

P/1 - Ah, veio de avião.

 

R - O que sobrou para mim da separação tinha que dar pelo menos para comprar uma passagem de avião, se não, não dava. Fiz um bom negócio.

 

P/1 - E como é que foi chegar em São Luís? Você se aclimatou...

 

R - É, chegar em São Luís foi aquele choque porque eu saí de Petrópolis, eu me lembro que estava um clima meio frio, aquele (fogue?) metropolitano e eu vim de manga de camisa... Eu vim de camisa de manga cumprida e de lã. Aí quando abriu a porta do avião aqui em São Luís, que eu senti aquele bafo, eu falei: “meu Deus do céu, o que que é isso?”. Mas é isso aí. Consegui me adaptar, graças a Deus, estou bem, graças a Deus, estou...

 

P/1 - E a chegada na Vale para trabalhar, você lembra o primeiro dia?

 

R - Lembro, me lembro. Primeiro dia que eu cheguei na Vale, eu não vim propriamente para trabalhar, eu vim para conhecer, onde eu ia ficar, onde eu ia passar. Naquela época, eu já pensava o resto dos meus dias profissionais, devendo satisfações ao patrão. A minha meta naquela época era me aposentar na Vale do Rio Doce e, graças a Deus, eu estou conseguindo. Ano que vem, parece, que eu já estou conseguindo alcançar isso. Mas eu vim para cá e vi, olhei, gostei, gostei do que vi. Isso aqui, tudo isso aqui era um canteiro de obras. Tudo isso aqui estava sendo construído e eu me sinto orgulhoso e feliz por ter participado dessa fase tão áurea da Vale. Começo de tudo, graças a Deus, eu tenho testemunha, sou testemunha disso.

 

P/1 - Desde os primórdios?

 

R - Desde que começou aqui, desde começaram aterrar. Isso aqui tudo era areia, que era praia da Ponta da Madeira. Aí foi tudo aterrado para ser construído todos esses prédios que vocês vêem a nossa volta.

 

P/1 - E já tinha uma imagem da Vale dentro da cidade de São Luís? cidade já...?

 

R - É, a Vale, quando eu cheguei aqui, São Luís era uma cidade muito recatada, muito atrasada naquela época. Atrasada que eu digo, em termos assim, de avanço tecnológico, como por exemplo, a Vale estava se propondo a fazer como fez. Então, ela foi muito atacada na época pelo pessoal da política, com relação ao que a Vale ia trazer de nocivo para a cidade. Quando se falou implantar no trabalho com minério, pensou-se que a Vale ia poluir tudo, que isso aqui ia virar uma loucura e tal, quando na realidade, não foi. A Vale se importou muito, assim, tipo levou como prioridade zero a conservação do meio ambiente, como vocês podem ver. Tudo nosso aqui é muito bem tratado, tudo arborizado. Os locais onde são feitas as operações do minérios são todos eles lavados, tratados, todo, tudo cuidando principalmente do Meio Ambiente. Então, naquela época, a gente foi muito atacado, pensando que ia fazer isso. Hoje não. Hoje, a visão da Vale é outra. A Vale de hoje já tem uma visão satisfatória consolidada. Todo mundo... Não existe aqui pessoas que são... Que vão de contra a Vale, até porque o material humano de hoje na Vale, 80%, 70%, não sei bem ao certo, mas é de mão de obra maranhense. A pelotização que vai começar a funcionar agora, ela tem 80 técnicos formados em Vitória, todos tirados da Escola Técnica do Maranhão.

 

P/1 - Ah, eles foram daqui para Vitória...

 

R - Foram daqui para Vitória, onde passaram seis meses se aprimorando para tocar a usina de pelotização. Então, hoje, a Vale é uma empresa maranhense.

 

P/1 - Muito bem vista.

 

R - Com certeza.                

 

P/1 - Quando você chegou, você tinha alguma noção dessa história de meio ambiente? Quer dizer, imaginava o que você ia ter de lidar?

 

R - Já porque, já porque lá no Rio eu trabalhei numa empresa chamada Prospec e eu trabalhava com uma equipe de engenheiros florestais. Então, eu tinha muito, tinha muito a ver comigo. Então, a minha vida profissional sempre foi voltada para natureza, para campo aberto. Eu não me vejo sentado numa mesa, fazendo continhas, essas coisas todas, sem querer desmerecer os administradores, que isso, longe de mim tal coisa. Mas para mim não dá. Não é o meu perfil. O meu negócio é mato, campo, meu negócio é esse.

 

P/1 - E você se enfiou muito pelo mato aí nesses anos todos?

 

R - Muito, muito, muito. Nesses anos da Vale, eu tenho histórias maravilhosas. Eu, por exemplo, eu trabalhei durante algum tempo na entrega. Me foi confiado entrega de medicamentos para... nas reservas indígenas, que a Vale corta aqui. A Vale atravessa aqui duas ou três reservas indígenas. Então, a Vale tem um convênio com a FUNAI e contemplava isso. A gente dá assistência médica para os índios. Então, eu fui acompanhando isso aí. Aí tem histórias magníficas, maravilhosas.

 

P/1 - Ah, conta um pouquinho para gente isso? Conta uma história dessa?

 

R - Muita coisa. Por exemplo, tive, por exemplo, numa tribo, que eles gostavam muito de... Não gostavam muito de gente que não era índio. Então, quando eu cheguei lá, eu cheguei com outro rapaz também que foi comigo, aí a gente começou a conversar com eles, aquela coisa toda, dizendo o que que a Vale estava se propondo a fazer... E aí uma meia dúzia de índios lá se rebelaram: “Não, vamos dar um pau nesses brancos”. “Me chamou de branco... Espera aí (risos)”. Tudo bem. “Vamos dar um pau nesses brancos, vamos mandar embora, vamos matar, vamos fazer, vamos acontecer”. Foi momento, assim, meio tenso, mas graças a Deus, tudo correu normal. A gente conseguiu contornar a situação, tudo correu, graças a Deus, bem. Andei, andei muito, nunca andei tanto de cavalo na minha vida. Estava me sentindo já um sertanejo. Eu andei 98 quilômetros no lombo de um burro, que esse burro não tinha cela. Então, eu tive que ir num negócio chamado... como é o nome daquilo? Um negócio para carregar carga. Cangalha. Aí você viu como é que eu cheguei, né? Quando eu cheguei, 98 quilômetros depois, como é que eu cheguei.

 

P/1 - As pernas...

 

R - Totalmente, totalmente. Eu queria descer e não conseguia. A cabeça mandava descer, mas as pernas não obedeciam. Então, essas coisas todas foram maravilhosas, mas só serviu de aprendizado. E tive também uma outra experiência bonita também, a gente aprende muito com essa coisa de meio ambiente. E tivemos aqui a visita da WWF, aquela ONG famosíssima que cuida de anilhamento de pássaros e migração, e pássaros, essa coisa toda. E eu também estava escalado para essa missão, aqui bem atrás, aqui perto de Âlcantara, na Ilha de Cajual, onde nós passamos 15 dias maravilhosos acampados. Uma equipe de 12 pessoas acampados, anilhando pássaros, aprisionando pássaros, aquela coisa... 

 

P/1 – Anilhando pássaros é o que?

 

R - Anilhando é colocar aquele anelzinho na patinha do pássaro para ele ser encontrado depois lá não sei para onde, para tudo quando é canto. Para onde ele vai, eles faziam aqui a rota migratória dos pássaros. Então, aqui era um dos pontos, aqui. Então, eles vieram para cá para fazer esse trabalho. Foi muito bonito também, muito interessante. Aprendi muito. Tenho até hoje grandes amigos lá no Recife, na Universidade Federal de Pernambuco, que vieram acompanhar.

 

P/1 – Por que veio o grupo da ONG, representantes da ONG, mas esses...

 

R – Vieram representantes da ONG. Inclusive o papa da ONG veio também. Quando ele viu os camarões aqui, ele ficou apaixonado. Comeu quase uma panela de caldeirada sozinho. Resultado: eu tive que atravessar esse boqueirão aqui meia noite e pouco. Não, com ele não, que ele não aguentava nem levantar. Eu tive que atravessar meia noite e pouco aqui de voadeira. Atravessei aqui, são mais ou menos 18 quilômetros de lá para cá, para vim comprar remédio para ele e voltar. Mas também está morto de agradecido, até hoje eu recebo correspondência dele.

 

P/1 – Os visitantes que chegam aqui ficam muito impressionados, seu Djalma, com a paisagem?

 

R – Principalmente os estrangeiros, os de fora, que eles vem, que eles ficam... Porque lá a gente quase não vê mais isso. Dizem que a Amazônia que todo mundo fala, inclusive os Estados Unidos diz que os brasileiros estão acabando com a Amazônia, quando na verdade a coisa não é bem essa. Quem mais destroi a natureza são eles. Então, eles não vêem isso. Então, eles ficam impressionadíssimos quando eles chegam aqui. A gente mostra as coisas bonitas que tem aqui; muita praia, muita área verde, muita coisa, eles ficam maravilhados realmente. E a gente está aí, para apresentar a coisa.

 

P/1 – Esses remédios que vocês levavam para os índios, que remédios eram esses?

 

R – Eram remédios para tratamento. Eram remédios indicados pelo médico da Funai para tratamento de doença de índio. Então, o médico ia acompanhando. Ele vinha, a gente comprava remédio, ele vinha, conferia, ia com a gente para as aldeias. De lá ele fazia o tratamento. A gente acompanhava tudo, mostrava tudo fotograficamente, tudo, relatório, temos tudo.

 

P/1 – Eles reclamavam, tranquilo ou resistiam?

 

R – Alguns, alguns... Tinha uns que tinham medo de injeção. Então, eles gostavam de remédio de pingar, né? Aí chegava lá: “estou com dor, estou com dor”. Aí o médico pegava a seringa, ele: “não, já melhorou”. Aí eles iam embora (risos). Então, era interessantíssimo. Foi uma época muito bonita.

 

P/1 – Djalma, como é que você vê o futuro da Vale aqui em São Luís?

 

R – O futuro da Vale é magnífico. O futuro é azul, totalmente azul. Agora está sendo inaugurado a usina de pelotização. Um dos grandes trunfos da Vale, essa usina de pelotização. Vai trazer mais emprego para São Luís. A Vale do Rio Doce, de um modo geral, ela vai trazer... ela já traz grandes empregos. Existem outras grandes perspectivas. Agora, por exemplo, vai ser feito a Usina de Sossego, né, vai ser inaugurado a Usina de Sossego, que vai trabalhar com cobre. A meta da Vale é daqui a cinco anos ela ser um dos mais importantes pólos de extração de cobre, produtivo de cobre. Então, a Vale só tende a crescer. E a diretoria também, uma diretoria jovem, dinâmica, tocando a todo vapor, cabeça fresquinha para jogar as idéias e as coisas acontecer. Então, está na hora de eu chegar, entregar o meu boné, “está aqui. Até aqui eu vim, agora vocês tocam, que agora a bola está com vocês.”

 

P/1 – Você quer deixar uma mensagem assim?

 

R – Queria. A mensagem que eu tenho para deixar para todos que estão entrando agora “que amem a Vale, como eu amei até agora”.

 

P/1 – Um caso de amor.

 

R – Amor, bonito, 20 anos, assim vai ser difícil. Vamos lá.

 

P/1 – Está bom, Djalma. Então, agradeço. Tem alguma coisa que o senhor queira contar, alguma coisinha, alguma história que você queira para encerrar?

 

R – Muito obrigado. História a gente vai ficar aqui até...

 

P/1 – Uma musiquinha que o senhor lembra, alguma coisa?

 

R – Eu fiz aqui. A gente... o pessoal me chama de pagodeiro aqui, que eu gosto muito de pagode, essa coisa toda. E eu tenho uma música que eu fiz, eu tenho um bloco aqui de carnaval também, mas isso já é outra história. Isso aqui já é lazer. Tem um bloco de carnaval aqui também, tinha que trazer, afinal de conta não trazer um pedaço do Rio para cá é complicado. E a gente tem uma música que a gente fala... O nome do meu bloco é Pato Misterioso.

 

P/1 – Pátio?

 

R – Pato.

 

P/1 – Pato.

 

R – Pato Misterioso, porque aqui os blocos têm nome de bicho. Tem uma porção de Bloco do Jegue, Bloco disso, Bloco daquilo. Então, botei Pato Misterioso. É uma caricatura da cara de um pato com óculos e um chapéu, assim, tipo Charles Bronson, Desejo de Matar, aquela coisa bem sério, bem circunspecto e a gente fez uma música para ele.

 

P/1 - E como que é?

 

R – Que tem um pedaço muito bonito que diz que... como que é? “Pato misterioso...” Agora, varreu-se da memória, mas é interessante. Mas é muito bonito. Se vocês tivessem aqui na época do carnaval, ia ser muito bom. “Escuta essa, meu bem. Que eu vou te contar agora.” Essa música conta toda história do pato como aconteceu. “Não faz tanto tempo assim. Um grande pato entrou para a nossa história. Foi no carnaval que passou. Enquanto as virgens passavam. Não deu para ninguém entender como aquele pato foi desaparecer. Se ele voou, não sei. Se ele fugiu, não vi. Alguém olhou um pato gordo por aí. Se ele voou, não sei. Se ele fugiu, não vi. Alguém olhou um pato gordo por aí. Mas até hoje ninguém descobriu como é que foi que este pato sumiu. Se foi para cima, voou, se foi para baixo, dançou. Se resolver escapulir do nosso prato. Só sei dizer que tem gente agora. Que fala tanto em delicioso. Vamos entender essa história, meu bem. O pato misterioso”. (aplausos) Mas essa história é a seguinte; quando eu falei das virgens, as virgens era um bloco que tinha aqui, que a gente se vestia de mulher. Então, as virgens... A gente saía nas virgens e teve uma esposa que era paraense, que fazia um pato no tucupi muito gostoso e ela chamou alguns do bloco... Os diretores do Pato, do qual eu fazia parte e do Bloco das Virgens, para comer esse pato. Só que a gente sabia que o pato era delicioso e não ia dar para quem quisesse. Então, o que é que nós fizemos? Juntamos uns quatro e fomos lá por trás, comemos o pato todo. Então, essa música conta a história, conta história do pato misterioso. Aí quando chegou o resto do pessoal para comer, que eles levantaram a tampa da panela e que não viram o pato, “pô, que pato misterioso é esse?”. Aí eu aqui, “pô, isso dá samba. Isso dá samba. Vamos fazer, vamos conversar.” Fizemos e saiu um bloco maravilhoso. Aí todo ano a gente sai, é o maior sucesso aí do carnaval do Maranhão.

 

P/1 – Maravilha, seu Djalma. Obrigado.

 

R – Muito obrigado, gente. Muito obrigado por essa oportunidade.

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