Busca avançada



Criar

História

O futuro é amanhã

História de: Jackson Rodrigues Vieira
Autor: Raquel
Publicado em: 10/06/2021

Sinopse

Entrevista de Jackson Rodrigues Vieira. Piauiense que veio para o Rio de janeiro para estudar. Sonho de ser jogador de futebol. Estudos na escola técnica. Concurso público para a Petrobras. Ingresso em 1977. Petroleiro. Trabalho na manutenção. Caldeiraria e outras atividades, como pintura, mecânica, tubulação e inspeção. Reflexão sobre o conhecimento e o futuro.

Tags

História completa

Memória Petrobras Entrevistado por Douglas Tomás Entrevista de Jackson Rodrigues Vieira Duque de Caxias, 07/07/2009 Realização Museu da Pessoa Entrevista MPET_REDUC_TM_009 Transcrito por Andiara Pinheiro Revisado por Luciane Recieri P/1 – Vou pedir pra gente começar que você fale o seu nome completo, o local e a data do seu nascimento. R – Meu nome é Jackson Rodrigues Vieira, nasci em Teresina, cidade do Estado do Piauí, região Nordeste, né? E eu nasci no dia 19 de abril de 1955. P/1 – E Jackson, conta pra gente como é que ________________ quando e como você ingressou na Petrobras? R – Ingressei na Petrobras em 1977. Vim do Piauí sozinho com aquele sonho de Rio de Janeiro, Maracanã, como todo jovem. Eu jogava bola e estudava também. Aí fui e ingressei na escola técnica, lá conheci um rapaz que jogava bola também, aí nós fomos treinar no Vasco, mas o destino não quis que eu fosse ser jogador. Logo pintou o concurso para Petrobras, logo no final do curso do segundo grau da escola técnica e aí entrei aqui na Reduc [Refinaria Duque de Caxias] em 1977. Já passei _____ em 1983 fui para Macaé, trabalhei dez anos embarcado e depois voltei para a Reduc. Espero terminar aqui minha atividade profissional, na Reduc. Apesar que hoje eu não estou na Reduc direto, hoje eu sou _________ estou presidente da CEPE Caxias, que é o Clube dos Empregados da Petrobras. Estou mais dedicado hoje ao clube do que propriamente à Reduc. P/1 – Tá, a gente pode _____ só vou voltar um pouquinho. Quando entrou, você entrou em que área? Como é que foi, fez o concurso? R – É. O concurso consistiu de provas técnicas, né? E uma redação. Na época não havia aquele rigor que hoje exige a Constituição Federal, então passamos por um estágio primeiro, fomos avaliados nesse estágio, fizemos a prova e fizemos uma redação daquilo que a gente fez no estágio. Então fui trabalhar na manutenção no setor de elétrica. Fiquei por alguns anos no setor de elétrica, lá para 1983 fui para a área de manutenção de caldeiraria, aí conheci outras atividades que é pintura, mecânica, tubulação. Em 1994, retornei à Reduc e aí voltei para a inspeção, quer dizer, eu posso garantir que nesses 30 e poucos anos de refinaria, conheço todas as áreas de manutenção por onde passei. Acolhi muitas experiências boas que me fizeram crescer profissionalmente. P/1 – Mas o quê você fazia exatamente na área de manutenção elétrica? R – É, em elétrica a atividade é muito complexa porque tem _______ não é uma coisa certa. A elétrica tem desde o sistema de proteção dos equipamentos da Petrobras e de todo e qualquer equipamento elétrico, tem a parte de comando, tem a parte de ______ naquela época se usava muito os relês mecânicos, era outro mecânico, eles não têm área eletrônica que hoje é concebida. Também, trabalhei muito, muito mesmo, de reconhecimento de nível até Brasil porque viajei muito para transferir esse conhecimento que adquiri na Reduc, que era teste de cabo a óleo de 13.8, os cabos que transferem energia subterrânea. Então são cabos complexos porque são imersos no óleo, quer dizer, a proteção dele é a óleo e quando você vai recuperar uma emenda daquela ali, emendar leva às vezes doze horas para você emendar aquele cabo, é muito complexo, é um trabalho sensível. Tem também a parte de rolamento de motores que a gente trabalhou muito. Hoje não fazia mais enrolamento de motores, mas fizemos muito isso aqui. Nós tínhamos uma oficina preparada para _______ nada sai daqui, então ________ faz aqui, recuperação de baterias se fazia aqui até a destilação da água para usar na bateria se fazia aqui, aí refinaria cresceu e esse serviço foi terceirizado para outra _________ P/1 – Por que você foi para Macaé? R – Em Macaé surgiu uma promoção, era difícil na época promoção na Reduc, limitaram até pela ________ por política governamental, de contrato, então num destaque aqui, ia para um outro local, porque a experiência lá seria importante. E nessa oportunidade, adquiri alguns conhecimentos. Já tinha quase oito anos nessa área de elétrica e a plataforma estava começando a ______. todo sistema de Macaé estava começando, isso foi de grande valia tanto para a Petrobras quanto para mim, porque a gente levou esses conhecimentos que detínhamos aqui e hoje você vê que Macaé cresceu. Acho que fui uma célula nesse corpo todo que é hoje a bacia de Campos. Fui um dos primeiros a ingressar lá em Macaé. P/1 – Você ficou até quando lá? R – Fiquei dez anos. P/1 – Voltou em que ano? R – Voltei em 1993 e fui para a área de inspeção que também é uma área diversa da elétrica, como é diversa da mecânica. A inspeção, a finalidade principal, o foco da inspeção é garantir a integridade do equipamento. Como é isso? É a companhia na vida útil e a vida daquele equipamento, seja qual for o equipamento. Pode ser um motor, pode ser um transformador, pode ser tubulação, pode ser um forno, enfim, tudo que é equipamento da refinaria, a inspeção acompanha, tem história de todos e a vida de cada um deles. A gente sabe através de técnicas em laboratório, de conhecimento também e a gente consegue determinar essa vida útil desse equipamento aqui. Aqui tem que trocar, não pode continuar. Ou esse equipamento para continuar funcionando precisa de um. _______ parar para a gente efetuar o reparo. Então, a inspeção hoje é a garantia de toda essa segurança que precisa um equipamento. Como que é uma indústria que trabalha na área petrolífera, onde se trabalha com altas pressões, altas temperaturas, entendeu? E é importante ter um setor com uma certa independência para trabalhar nessa área. P/1 – E hoje você está ainda na inspeção? R – Um ano, como te falei, há um ano estou no clube, né? Então o clube aqui adjacente à Reduc em que estamos como presidente. Assumimos em maio e acho que o clube estava numa situação tão ruim, acho não, a gente sentiu isso e então foi consenso aqui com a gerência da gente ficar lá para recuperar, para minimizar os problemas graves do clube. P/1 – E o que é o clube? R – O clube é formado de uma Associação dos Empregados da Petrobras, do sistema Petrobras, digamos assim, para dar marginalidade à coisa e também dos sócios não _______ de pessoas também não fazendo parte do sistema, mas que trabalham aqui na Reduc, que a gente chama de sócio contribuinte, aquele que trabalha no polo petroquímico e por vontade própria deseja ser sócio do clube. Então nós temos um contingente de sócios, tanto do sistema Petrobras como não. Que fazem parte dessa _______ grupo que chamamos de associação. E esse clube atende as necessidades sociais, né? E culturais do ________ da força de trabalho ______. Ele hoje tá crescendo, mudou. Em um ano de gestão houve mudança substancial na estrutura física, na parte financeira do clube. A situação contábil, bem como a parte mais importante que considero, que é a imagem, a dignidade. Hoje o clube, pode-se dizer que recuperou uma imagem que estava perdida, desgastada. P/1 – Que tipo de atividades vocês desenvolvem? R – É, lá no clube, são ________ uma infinidade de atividades, né? Ela vai desde essa área social que é o congregação de pessoas que vão para se reunir, para jogar bola, é um ______ canto musical, churrasco, uma reunião para tomar uma bebida, né? A parte esportiva, tem também a parte _______ a parte esportiva nós temos a academia onde tem todas as atividades ligadas à essa atividade física que seria hidroginástica, piscina, natação e a própria academia mesmo, as atividades que se executa dentro da _______ de uma sala. E também temos um trabalho com responsabilidade social, né? Nós temos um programa criança aí, com convênio com a Petrobras. Hoje temos 450 crianças lá que a gente atende desde o café da manhã, o lanche, almoço, e damos também oficinas de música, oficina da palavra que é o português, atividade esportiva, com aptidão que o garoto gostaria. Atividade de dança, enfim, a gente pega essas crianças da região mais próxima, a região carente e essas crianças a gente _______ fora da ______ ela tem que ser matriculada e tem que estar efetivamente estudando. Então vem aqui depois da escola, passa a tarde aqui no clube, aí recebe toda aquela atenção e atividades que a gente procura vivenciar aquele momento que é a criança. P/1 – Sim. E você tá falando do clube, né? E da região. A Petrobrás tem uma presença aqui na região de Caxias, como é que você vê isso ____? R – A Petrobras tem uma ________ não aqui em Caxias como no Brasil todo, mas vou falar especificamente aqui em Caxias que é a área que conheço, né? Ela tem uma presença muito forte nesse setor de responsabilidade social, de atendimento a essas famílias e essas pessoas que estão aqui próximas a área da Reduc. Então, há 20 anos que vem com esse trabalho do Programa Criança e outros programas, mas basicamente no clube é o Programa Criança. Esse é um programa que deu certo e que a Petrobras vem mantendo, tanto é que o contrato está encerrando e a gente está renovando porque temos resultados, entendeu? São crianças que a gente tira da ______ do potencial da marginalidade, daquela possível _______ para um momento de congregação com outras crianças e ali há uma troca, há exemplo dos funcionários, há exemplos de pessoas. Então hoje tem muito adulto, já com 22 anos que: “Olha, poxa ________”. Lá, para você ter uma ideia, tem professor de fundo do Programa Criança ________. P/1 - _______ professor de. ___________________________ R - _______ professores lá que também um dia foram do Programa Criança. Um dia foi uma criança, um adolescente que participou. Nós temos três casos lá. E outros também que saíram para buscar outros interesses mas que, enfim, tavam lá porque... nós fazemos um cadastramento dessas crianças e a preferência mesmo são de pessoas que têm necessidades, principalmente pecuniária, financeira. Essas pessoas a gente faz uma entrevista, existe um grupo preparado para isso, psicólogos, professores, pedagogos, enfim, tem tudo ________ assistente social, tem toda uma estrutura montada para captar essas crianças que estão lá fora, entendeu? Há uma pesquisa, há um estudo, há uma análise, a gente traz essa criança para o clube, aí a gente faz aquele trabalho de socialização cultural e esportiva. P/1 – E Jackson, você acompanhou essa _________ a história da Petrobras aqui em Caxias. Você destacaria alguma ________ poderia falar um pouco sobre isso _______ você destacaria alguma mudança em relação mesmo à cidade, você me disse que veio de fora para cá. Acho que têm muitos casos parecidos, né? Eu não sei se você lembraria assim, como é que foi essa mudança? R – É. Engraçado que eu _____ você tocou num assunto que eu, que é bom fazer uma análise, né? Porque a gente fala em futuro. Eu vejo o futuro do passado como de frente do futuro do presente. Não sei se combina bem, mas deixa eu explicar isso. No passado, a gente planejava o futuro para décadas, né? “Olha, o meu futuro...” você planejava o futuro para comprar uma casa própria, também indústria, então você projetava o futuro para um longo prazo. E hoje, eu costumo falar isso lá do clube, lá com os funcionários e onde eu ______ palestra que eu faço e que o futuro é hoje. O futuro que a gente imagina é hoje, você não pode mais projetar nada para daqui a cinco anos, o máximo que você tem que projetar o futuro é para daqui a dois anos, o que está acontecendo. E hoje quem detém informação é que vai sobressair. O velho hoje não é quem tem idade, o velho hoje é quem desconhece o conhecimento, porque só vai ocupar o futuro é quem está com o conhecimento. Então vejamos aí: esses dois futuros aí que eu falei anteriormente. Quando eu entrei na Reduc, a Reduc era uma ________ poucas unidades. Era Diref, Dilub e Dutil, basicamente isso. P/1 – São _____ o quê é? Explica. R – Diref, era o refino, Dilub, divisão de lubrificante e a Dutil, que é a divisão de utilidades. Essa utilidade compreendia vapor, geração de vapor, e geração de energia. Olha só. Então, naquele mesmo período, naquela mesma década de 1977, iniciou um amplo programa de _______ arrojado programa lá perto da Reduc de crescer. E nós estamos ainda meio sem conhecer bem essa força da Petrobras, quando começamos a trabalhar nesse projeto arrojado, que deu-se o nome de Anuc [Ampliação do Espaço Lubrificante], aí a gente viu como a Petrobras tem uma força empreendedora muito grande. Porque talvez dobrou a capacidade da Petrobras, em instalações sim, tenho certeza disso. Foi uma obra gigantesca em que o parque de estancagem e o parque de produção de lubrificante da refinaria, acho que triplicou. Nessa mesma dinâmica, também criou, também cresceu a parte de energia. Construiu-se uma nova unidade só de geração de energia e hoje é a unidade 2200 lá. P/1 – Só um minuto, só cortar _______ [troca de fita] R- Então surgiu a unidade 2200, uma unidade especificamente, exclusivamente para gerar energia, que também triplicou a _______ o fornecimento de energia elétrica. Então foram projetos de futuro, né? Mas que aconteceu ao longo de uma década, mas a informação está presente, a tecnologia está aí também presente e o futuro tem que ser hoje, tem que ser amanhã, não pode ser depois de amanhã não. Não pode ser daqui a três anos. Então, o quê é que veio? Petrobras na sua grande capacidade de pesquisa e descobertas e de novas tecnologias. Descobriu petróleo e gás na bacia de Campos, no fundo do mar. Quer dizer, novo desafio para nós empregados aí. Por que? Como tirar esse petróleo e como aproveitar esse gás? A refinaria mais uma vez mostrou a sua capacidade. De quê? De pegar esse gás, manufaturar e colocar nos postos de gasolina. E isso foi rápido, isso foi um projeto que não foi demorado. Isso í em três anos esse projeto estava pronto. Hoje mesmo a própria Petrobras, a Reduc, já trazendo o futuro de hoje, os contratos que a Petrobras tem, em particular a Reduc, são contratos para três anos. E está aí hoje, tem uma _____ 12, 15 mil empregados para concluir projetos que não pode durar mais que três anos para entregar nova planta de gás, uma nova planta de _____. entendeu? De ________ basicamente a parte de gás que a Petrobras está, o que é nosso grande desafio até pela questão ambiental mesmo. Mas não deixou de cuidar da parte do petróleo também que é um petróleo, não é aquele petróleo bom da Arábia, né? É um petróleo ruim. Então teve que desenvolver uma tecnologia para processar esse petróleo sem que ele cause muitos danos ao material, ao fornos, aos equipamentos. P/1 – E Jackson, você poderia falar para um leigo o quê é a Reduc, o quê faz, o quê fabrica? De forma simples, que possa entender. R – É, para um leigo mesmo? O que é que a Reduc faz. Ela recebe aquele petróleo que vem lá da bacia de Campos, vem de outras _____ importado, enfim, o petróleo que é matéria-prima. É como se fosse o algodão que o cara pegou para fazer a camisa. É como se fosse o couro do boi para fazer o sapato. Então ela pega aquele petróleo, passa por uns fornos, esses fornos vão aquecer aquele petróleo, vai passar por uma torre, como se fosse um aparelho de pressão. Aquele líquido que é o petróleo vai evaporando e ali você tem um processo industrial, você vai captando aquele vapor. Ele tem vários tipos de grau e de piso, né? Ele sai ________ você pode pegar daquele vapor, você pode pegar a gasolina, pode pegar a nafta, até o óleo diesel, né? Então a Reduc hoje, através do petróleo em si, processa e vende diretamente para o consumidor a gasolina, aí tem a gasolina Podium, a gasolina comum, vende a parafina, vende o óleo diesel, vende o álcool, vende o butano, né? Que é aquele gás de cozinha. Basicamente aqui, ao lado da Reduc, têm várias empresas que recebem o produto processado da Reduc e fazem um novo processo para a indústria farmacêutica, por exemplo. Para você ter uma ideia, que muita gente não sabe, esse batom que a mulherada usa, aquilo é do petróleo, é parafina, ma não é de assustar não porque a indústria farmacêutica basicamente usa o petróleo para vários produtos do remédio, então é isso. A Reduc, ela _______ ah, nós falamos dessa parte de trabalho, mas tem a outra parte importante, não se pode deixar de falar da importância política que é a Reduc no cenário de Duque de Caxias, né? Que você começou a fazer a pergunta e eu estava lembrando de responder essa aí, mas a gente se empolga, fala tanto de Reduc, nós não podemos deixar de falar dessa parte política. Conheci Caxias, uma cidade pequena, ainda funcionava aqueles currais, curral eleitoral, né? As famílias se perpetuando no poder e você via, ainda que a informação não fosse ampla, mas você vê que havia um nicho de corrupção muito alto, que os impostos gerados pela atividade da Reduc, não iam para a população. Então fiz muito isso, lembro que fiz muito isso nessa época de 1980 e ______ !977 a 1983, nós íamos muito nas escolas, a Petrobras tinha convênio com a Prefeitura para levar às escolas nossa força de trabalho e material para gente pintar. Eu mesmo pintei salas de aula aqui nessa região, lote 15, isso é o fato que todos conhecem que eram da minha época, entendeu? Carteiros, a gente levava marceneiro para cortar, então tínhamos esse trabalho. Ainda hoje a Petrobras faz muito isso, ajuda as comunidades aí. Mas eu quero dizer o seguinte: Que era o papel do Estado, né? O município, de repor as melhorias ou _______ e não tinha, o dinheiro não ia para essa comunidade, assim como as estradas, o saneamento básico, entendeu? Não tinha, realmente era zero. E com o implemento aí das ______ refinarias crescendo e precisando expandir e o próximo acordo de Petrobras com a Reduc, com a Prefeitura _______ houve naturalmente um desenvolvimento que Caxias mudou, Caxias mudou de uns 15 anos para cá. Foi quando começou essa ______ esse volume de obra na Reduc, entendeu? Que Caxias teve que mudar a mentalidade, “Não, vamos ter que dar retorno, nós vamos ter que preparar essa ________ as condições aqui, aí essa estrutura para a Reduc e para os funcionários que trabalham lá”. Então hoje saneamento ______ Caxias tem um bom sistema de saneamento básico, tem um ______ os hospitais não têm muito (ADV?), as estradas, eu corro por aí, vejo as estradas pavimentadas, está bom! Houve uma melhoria substancial nessa relação Reduc-Município e ganho político, devido a uma empresa de porte estar instalada aqui, até porque os recursos gerados, os recursos fiscais são muito altos. Então, não há como negar que tem que ser injetado no próprio município. P/1 – E o perfil das pessoas que trabalhavam aqui quando você chegou, era um perfil parecido com o seu, de pessoas que vinham de fora ______ cómo era? R - _______ Não, não. Quando nós entramos aqui na Reduc, a gente observou que tinha um grupo de pessoas aqui há muitos anos, aqui dentro, né? Já com 20 anos. Então, são pessoas com certos vícios, mas não deixavam de ser trabalhadores e responsáveis, mas que com outra mentalidade, porque na formação da Reduc mesmo, da Petrobras em si, isso aqui era um pântano, então teve que pegar pessoas pelo laço, entendeu? Não se exigia uma formação técnica, até porque trabalho de fundação, de base, não tinha ainda, aquele _________ e a tecnologia não era aquela de hoje, isso é bom de se falar. Então os empregados, os funcionários que encontrei aqui eram pessoas que não tinham essa mentalidade que nós, quando entramos, já tínhamos, de uma escola técnica, naquela revisão de laboratório, né? O eletricista anterior era aquele eletricista bem simples. Eletricista mesmo, aquele eletricista de obra, caseiro, não é aquele que vem de uma escola técnica, né? Aquele de laboratório, de estudo, de pesquisa. Então a visão era outra e o ______ certo que eu _______, mas fui bem acolhido por essa galera, interessante, né? Eles sentiam tanto a sua força que depois eles diziam: “Esse cara não vem para me ameaçar”, então poxa, foi legal, sabe? Fiquei com esse pessoal ainda uns dez anos, aí foram aposentando, aposentando. Então a Petrobras ______, a Reduc, é uma gênese de mudança de _______ nessa fase também de, por exemplo, de empregos, né? Nunca para, está indo, daqui a pouco ______, mas é tudo também ligado à política governamental. Fernando Henrique teve aí oito anos, achatou salários e não conseguiu gerar empregos para ninguém. Lula veio, a Petrobras deu outro salto, geração de empregos, ninguém pode questionar, os jornais até hoje mostram, absurdo e tal. No setor executivo, como no legislativo e judiciário, o governo incita é muito emprego, é muita chance mesmo. Quer dizer, há um processo de renovação, então essa gênese da Reduc, da Petrobras, também acompanha essa política. E é bom que a gente tem um governo aliado com essa mentalidade da Petrobras, que ela pode crescer mais ainda. Acho que, nesse particular, nós devemos ao Lula em grande parte, por ele deixar a Petrobras “Olha, vai lá, toma conta, tu sabe fazer isso”. Não ficou engessada por um governo ligado a uma política mais conservadora, sabe? Nesse ponto o Lula liberou legal. P/1 – E Jackson, você já teve um envolvimento mais direto com política sindical mesmo, aqui na ________ R – Olha só, acho que as virtudes, conhece a fala que recebe. Conheço tudo isso, sei como é que funciona isso, detenho essa informação, tenho uma formação que considero a meu ver, muito boa, leio muito, entendeu? Mas sempre fui a parte, eu nunca exerci um cargo político. Estou político não porque eu quis, foi um ______ a gente tinha que mudar aquilo, então veio um grupo de colegas e sabendo da minha capacidade, segundo eles, né? Da minha forma de gerenciar, tenho uma empresa no centro da cidade, tenho um escritório de advocacia que eu não posso me arrepender do trabalho que executo lá, tenho um corpo jurídico que trabalha comigo. Bem, eles me conhecem há muitos anos, então sabem:“Ó, é você que vai dar um jeito naquilo ali”, mas politicamente, quer dizer, sou um animal político, como diz Aristóteles, mas não que detenha, não que eu tenha essa ambição, não, porque ______. não sei, não veio isso. Pode ser que amanhã, né? Agora como cargo de presidente, conhecendo _______ hoje conheço o prefeito, já conheci os vereadores, a própria política aqui da refinaria, a gerência, nós estamos bem alinhados num projeto de transformar tanto o CEPE como a Reduc em uma das primeiras colocadas daqui a dois anos. É um projeto político e social nosso, né? Então,estamos bem alinhados nessa fase, engajados nessa fase de tornar essas duas empresas grandes e como é que fazemos? Esse trabalho de base, né? Então, é um trabalho político também. Um trabalho social. Sindicato, sempre fui sindicalizado, sempre paguei sindicato, desde que entrei na Reduc, mas honestamente, nunca participei de um ______ fiz greve inclusive, porque achei que naquele momento era greve. Teve momentos que não fiz greve porque achei que naquele momento não era para greve, isso coisa particular, né? Política, né? Mas cargo eletivo em sindicato, não, nunca me ocorreu pensar isso. P/1 – É, vou voltar só um ______ surgiu uma curiosidade. Quando chegou aqui você era bem novo, né? E _____ período de ditadura militar, teve algum caso que você poderia citar? Como era aqui? Você sentiu isso ou você não passou, né? Porque você até era muito novo, recente, não sei. R – É. Eu era muito jovem, né? E a gente sabia que tinha esse movimento, mas as coisas não eram passadas assim, de forma fiel. Aliás, nem para aqueles executores mesmo dessa política repressora, eles também não eram tão realistas, não eram tão, não passava aquela coisa como devia ser feita. Mas eu ______ 14, cheguei aqui acho que com 16 anos no Rio de Janeiro, mas já tinha uma visão, lia, tinha conhecimento, lia alguma coisa. Lembro que naquela época, a imprensa, ainda que fosse observada de perto pelo Governo Militar, costumava passar uma imagem de que o americano, aqueles programas americanos, aquele era o melhor, entendeu? A maior democracia do mundo. Sempre fui um cara questionador, sempre quando alguém me manda mensagem, pego essa mensagem e começo destrinchar de que forma vai entrar na minha cabeça. Porque, de outro lado, acho que eram dois mundos, então tinha um outro lado antagônico que era _____ chamava de comunista, que era o bicho, que o urso comia criança. Achava aquilo esquisito, não conseguia entender aquilo. Aí depois fui vendo, fui vendo uma coisa, fui lendo as histórias, quer dizer, hoje _____, mas não vi nenhum movimento assim, eu mesmo não fui atingido por esse movimento, lembro que o _____ entrei na Petrobras antes do regime democrático, ainda vivemos numa ditadura, né? Já estava naquele processo de abertura. Tanto é que o processo ocorreu mesmo em 1982, com retorno de Leonel Brizola, mas já existia aquele abrandamento do _______, mas não vi nenhum momento assim, senti na pele o que é uma repressão, sabe? Eu andava à noite, ia prá escola técnica, aquele negócio todo. Pegava trem, via muito soldado _______ na rua, mas quanto a mim e minha família, meu pai também sempre fui alheio nessa questão política... P/1 – E você continuou jogando futebol mesmo depois de ter entrado na Petrobras, como é? R – Jogo, jogo futebol, por incrível que pareça, jogo futebol. Estou meio relaxado, né? A atividade de presidente daquele clube está me tomando muito tempo, estou lá perto do campo e às vezes não consigo, dá uma vontade de jogar, mas têm outras coisas para fazer, adoro uma piscina, mas também não tenho tempo. Estou vivendo, vivencio aquele clube 24 horas, por incrível que pareça. Chego aqui seis e meia, trabalho até às oito, oito e meia, nove horas. Vou pra casa, aí pego aquelas informações, vou pro meu computador lá em casa. Ontem mesmo, dez e meia estava fazendo um contrato e separando as fotos pra gente fazer o nosso primeiro informativo, porque ainda não tem informativo. Isso era dez e meia, 11 horas, que foi a hora que eu estava livre para dormir, lembro que deitei às 11 horas. E quando foi cinco horas já estava acordado, mas nesse período sonhei com o clube, sonhei com minha página na internet [risos]. Quer dizer, vivo o clube intensamente, porque gosto também do clube, aquilo ali tem _______ costumo falar que não tenho um salário ali, mas ali é uma questão de altruísmo, digamos assim. De amor mesmo, de vontade mesmo para você mudar. Porque você vê a sensação desse tipo de trabalho, no sorriso do sócio: “Poxa, mudou, esse clube está mudando, esse clube está melhorando”, entendeu? Porque aquilo também é meu, sou sócio daquilo ali, ali é um patrimônio que também é meu e eu tenho que cuidar daquele patrimônio. Acho que se todo mundo pensasse assim, a gente vai ter o melhor clube do país daqui a dois anos. P/1 – Tem alguma meta, ou algum projeto que você queira ______. R – ______ têm muitos projetos ______. P/1 - _______ que vocês queiram executar? R – Projetos na _______ ali nós temos _______ o nosso projeto funciona como um tripé. O primeiro é parte física, né? Reestruturar é revitalizar as estruturas que foram danificadas. Então, isso aí nós já estamos concluindo, estamos numa segunda fase ainda pelo tripé que é de obras mais de melhoria. Isso já estamos com memorial descritivo, já para sair em desenho, para sair licitação. Daqui a pouco, nós vamos ter novas quadras, nova entrada, uma nova subestação com acréscimo de carga elétrica, uma nova sauna para os sócios e tal. Tudo novo que estou falando, viu? Não é recuperar. Piscina recuperada. O outro tripé é a questão financeira. Hoje, única dívida do clube, basicamente, é a dívida fiscal, é aquela dívida do INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], que a gente já chamava de Refis [Programa de Recuperação Fiscal] que o Programa de Refinanciamento da Dívida com o INSS, a dívida que você pagou ao longo de décadas e que espero que até agosto a gente feche. Aí acabou o problema de dívida do clube, quer dizer, vai ficar uma dívida planejada, saber o que vou pagar. Hoje não se paga essa dívida, porque ela é impagável, mas tem uma lei aí, recentemente aprovada pelo congresso nacional, permitindo que os clubes amadores também façam o refinanciamento com o prazo de 180 meses. Com isso, os juros, se você der entrada no processo, os juros cairão pela metade, a multa também vai cair pela metade, essa dívida também vai cair também pela metade. Acho que fica uma condição boa para o clube pagar. A gente quer entrar e pagar, entendeu? E dá para pagar. E o terceiro tripé, né? Que é essa questão da imagem do clube que a gente acha que está bem andada, acha que está bem resolvida e nós vamos testar agora quando a gente começar a buscar junto às outras empresas e aos sócios aqui da Reduc, os funcionários da Reduc principalmente, a adesão de sócios. Vamos ver como é que os sócios estão nos vendo para atender essa convocação de mais sócios, participar dessa família do CEPE. O slogan hoje do CEPE é “o clube para a família”, então hoje estou vendo muitas famílias no clube. Pai leva a esposa, que leva o filho, hoje a esposa tem um salão de cabeleireiro, tem manicure, o filho tem um brinquedinho lá, o que não tinha antes. P/1 – Você tem muitos amigos aqui ou não? R – É aquilo que te falo, amigos temos, mas a gente consegue ver o amigo quando você precisa dele. Eu _______ a minha vida toda foi olhar para os outros. Sempre olhei. Vim pro Piauí, do Piauí para cá. Logo quando entrei na Petrobras, chamei a minha família. Então já olhei pra minha família, trouxe todo mundo para cá. Orientei os irmãos a estudar, hoje tenho mais dois irmãos na Petrobras. Minha mãe e meu pai ainda estão vivos e são independentes. P/1 – Vieram depois de você? R – Depois de mim. Vim primeiro, fui _______ arrumei a casa, aluguei. Hoje não, moro em casa própria. E assim _______ tenho uma propriedade aqui em Cachoeira de Macacu, que lá tem umas 400 famílias mais ou menos, que poxa, é Deus no céu e eu na terra, mas adoro! Por que? Porque eu chego lá, jogo sinuca com um, estou ________ pego uma roupa, dou para outro _______ Natal, sempre Natal, levo umas cestas básicas para dez, 15 famílias. Quando é Páscoa, falo com as professoras, a gente fecha aqui, venho compro ovo de Páscoa e distribuo para as crianças, faço palestra sobre meio ambiente. Estou sempre presente naquelas famílias e são famílias carentes, né? Sou muito querido lá, entendeu? É uma região de roça mesmo, mas me sinto seguro lá. Acho que eles são amigos, né? Aqui no clube, nunca vi ninguém me ameaçando, o pessoal elogia, gosta e tal. Também estou olhando sempre nos outros também, no sorriso dos outros para ver _______ quer dizer, essa é minha sina, entendeu? P/1 – E Jackson, você teria alguma história interessante para contar pra gente, nesses anos de trabalho, não sei. Uma história marcante, algo que tenha marcado, que você lembre agora também, até porque as vezes a gente _______ R – É, até lembrei de algumas coisas, são tantas emoções [risos]. Olha, as histórias marcantes, elas ______ todas elas não têm nada de ruim, todas elas foram boas, não tem nada assim, “Poxa _____” que me trouxe um profundo gosto sabe? Ou isso aqui foi amarguroso para enfrentar. Não, todos os desafios que eu enfrentei na Reduc foram bons porque somaram pra minha vida profissional e pessoal. É, teve lance de estar na praia, por exemplo, em junho, não era _______ estamos em julho, né? Junho, frio. Mas por incrível que pareça, teve um verão desses aí, 1982, 1983, que eu estava na praia, lá na (Base Ju?). Eu morava ali no Anil, tinha vários amigos ali que eu ______ aquelas barraquinhas de cerveja, chegou um carro da Reduc, tinha ido lá na minha casa e meus irmãos sabiam que eu estava naquela barraca, lá naquele ponto, que era certo me achariam. E o motorista falou: “Ó, o superintendente está te chamando lá na Reduc.” Aí passei em casa, botei a roupa de manga curta, vim pra Reduc: “Olha, o problema é em Curitiba. Sei que você domina essa área aqui de teste de impulso, de edificação de curto-circuito em cabos elétricos”, eu tinha esse conhecimento, né? “Ele quer saber algumas dicas”. Aí voltei pro telefone, falei com ele e tal: “Porque não faz assim e tal”, só que o pessoal não tinha essa experiência que nós tínhamos aqui na Reduc. Aí: “Você não quer vir pra cá?” “Mas isso aí é coisa de dois dias” “Então vem, traz o seu equipamento aí e tal”. Aí falei pro gerente, o gerente foi e liberou a passagem de avião, daqui mesmo fui pro aeroporto e peguei o avião. Cheguei em Curitiba, frio, com roupa de manga curta, né? Aqui um calor danado, chegava lá, aquele frio imenso... P/1 - _______ veio da praia ______ R - _______ meu Deus do céu. “Rapaz, não vou pro aeroporto não, o que tem aí pra me dar pra eu beber?”. Tomei lá dois goles de conhaque e disse: “Vamos lá para Curitiba para poder resolver isso, porque eu não aguento isso aqui não, está muito frio”. Cara que veio do Nordeste, piauiense, lugar que se frita ovo na calçada, entendeu? Numa terra de oito graus negativos, oito graus positivos de frio, “Não, não, vamos primeiro preparar você” aí que veio luva, gorro, jaquetão, calça de luva, meia, tudo apropriado. Fiquei 45 dias, tive que mudar todo o vestuário, fiquei direto lá na repara, em Curitiba. É uma coisa gostosa porque fui para fazer uma coisa, nós fizemos, realmente fiz: “Não, fica aí, ajuda a gente aí”, o gerente já se acertava. Fiquei lá trabalhando, mas o que parecia ________ e assim, têm outras histórias parecidas, de desafios, mas que a gente superou numa boa. P/1 – E Jackson, a gente está caminhando para o final, o que é ser petroleiro para você? R – Rapaz, ser petroleiro é quase que ________ olha, vou ser sincero, é quase que _____ não dá para descrever, é tudo cara! Porque é uma troca, né? Porque se eu vim pra cá, olha só, vamos analisar aqui: se eu vim pra cá do Piauí, puxando a cachorrinha, né? Sozinho para estudar, para ser jogador de futebol e acabo por um destino qualquer, vou para a Petrobras e hoje tenho carro do ano, tenho fazenda, estou liberado para cuidar do sítio, estou com a família aí, tenho dois irmãos. Quer dizer, eu trabalhei, mas tive recompensa. O que mais me impressiona em tudo isso, é que não conheço, não conheço até hoje, dentro dessa minha vida que eu tenho de estrada, uma empresa que qualquer área de atividade, dispõe de tanta tecnologia e conhecimento. Então, quando eu estava fazendo concurso para a Petrobras, tinha passado para a Embratel e o salário era maior. Lembro que quando fiz o estágio aqui, eu _________ na dúvida, moleque, sem experiência, perguntei: “Rapaz, eu passei na Embratel, o quê é que eu faço?” perguntei a ele. Ele era o mestre de elétrica, aí ele falou: “O quê é que você quer? Você está pensando em ganhar dinheiro agora ou em adquirir conhecimento?”. Sempre tive sede de conhecimento, até hoje, acabei de falar para você aí. Que o velho é aquele que está atrás de conhecimento. Aí eu digo: “Quero o conhecimento”.“Então é aqui”. Foi uma boa opção minha, porque até hoje você só aprende aqui dentro dessa Petrobras. Primeiro porque ela facilita, te dá condições. Depende de você. E aí, meu amigo, foi a vontade mesmo. Então o conselho que eu dou para os jovens que estão buscando _______ aliás, é aquele negócio, as pessoas estão tão imediatistas, que a gente não pensa nisso não. mas acho que a gente tem que pensar um pouquinho no conhecimento, porque o dinheiro ________ tudo isso e aí? Entendeu? Comprei uma fazendo para passar final de semana, passo final de semana no clube. Um carro do ano, você pode ter um carro mais simples e também ir para onde você quer. Quer dizer, dinheiro hoje, para mim, não é tudo mais não. Nunca foi também tudo. Era _______ tinha a sua importância, tem a sua importância, mas acho que aquela ganância _______ logo você está jovem, quer buscar um primeiro emprego, então acho que tem que fazer uma escolha assim, do conhecimento. E ver se aquela empresa te propicia isso. E a Petrobras, nesse sentido, é exemplar. Então, ser petroleiro hoje é ser orgulhoso de ser petroleiro, de ser Petrobras. Porque a família minha Petrobras hoje, não é só os colegas aqui não, dentro da minha família como te falei, tenho dois irmãos, então existe também uma família, um núcleo lá que é petroleiro. Então, que nem um saiu ainda. Tô lá feliz da vida. P/1 – Jackson, tem alguma coisa que você queira comentar que não foi dito e que eu não perguntei? R – Acho que _______ aquilo que você não perguntou também eu falei [risos]. Mas dizer _______ bem, falar de clube, né? Não adianta, minha cachaça é o clube agora. O clube hoje tem um objetivo junto com a refinaria. É ser, daqui a dois anos, um dos melhores clubes do Brasil. E ele não está sozinho não. Nós estamos juntos com a Reduc. Então, o que eu posso dizer, a força de trabalho da Reduc especialmente, né? É que o clube está à disposição para os colegas que são chamados para trabalhar, porque naquele estresse, que a gente sabe que é estresse, as coisas lá acontecem numa velocidade muito grande, entendeu? Que eles utilizem o clube para relaxar, porque o clube é companheiro desse sócio e esse sócio é funcionário da Petrobras e é sócio do clube. Nós três temos que ser os melhores daqui a três anos. É o desafio que nós temos, é o foco que nós elegemos como principal para tornar a vida bela, né? Com a Reduc melhor, isso significa está mais segura, está mais ________ as atividades estão mais tranquilas e o clube com mais áreas de lazer para esses sócios. Então, o que quis dizer é isso. P/1 – E para terminar, queria que você falasse se gostou de ter participado do Memória Petrobras, de ter dado a entrevista. R – Eu adorei. Adorei, sabe por que? Tenho pela empresa, a empresa que me acolheu. Como falei, houve trocas, mas que os dois somaram, ganharam, né? A empresa ganhou um pouquinho da minha força de trabalho, estou mais velho, tenho mais dedicação, mas em compensação, adquiri conhecimentos, entendeu? E trouxe também para minha família fazer parte, porque elegi como empresa. Então foi bom, acho isso legal, entendeu? Nunca tinha participado. Acho que isso deve continuar, até para que motive mais outros colegas e também é bom conhecer a história, né? É o conhecimento, está vendo? Não adianta, a gente tem que deter o conhecimento. Então são essas histórias de pessoas do passado, pessoas que vivenciaram o início da Reduc ou da Petrobras que contam um pouquinho de cada coisa. Isso aí são conhecimentos que a gente está passando. Então é importante sim esse nosso bate-papo, é importante que vocês continuem e que não parem. Acho que a Petrobras está no caminho certo. P/1 – Então está ótimo, Jackson _______. R - _____________ eu tenho só a agradecer isso. P/1 – Ótimo. Obrigado então pela entrevista. R – Nada.

Ver Tudo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | atendimento@museudapessoa.org
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+