Busca avançada



Criar

História

O comunicador do social

História de: Entrevista de Paulo Augusto F. Bouças
Autor: Tayara Barreto de Souza Celestino
Publicado em: 10/07/2021

Sinopse

Paulo Augusto Ferreira Bouças sonhava em trabalhar no Banco do Brasil e em 1971 consegue um emprego de menor aprendiz em uma agência de Uberlândia, onde sua família morava. Em 1994 é transferido para Brasília e descreve as dificuldades iniciais de se mudar para a nova cidade, pois era acostumado com a vida tranquila do interior, onde todos se conhecem. Em 2001 é convidado para trabalhar na Fundação Banco do Brasil, onde atua até hoje na área de comunicação. Conta sobre as experiências e visões sobre a Fundação, relata sobre alguns dos projetos que teve contato e a importância da Fundação para o desenvolvimento social no Brasil.

Tags

História completa

 

Fundação Banco do Brasil

Entrevista de Paulo Augusto F. Bouças

Entrevistado por Eliete Silva

Brasília, 05 de maio de 2006

Realização Instituto Museu da Pessoa

Entrevista nº FBB_CB0003

Transcrito por Caroline Carrion

Revisado por: José Gabriel Meneses da Silva

 

P- Paulo, bom dia.

 

R- Bom dia, Eliete.

 

P- Paulo, seu nome completo, o local e a data de nascimento.

 

R- Eu, meu nome é Paulo Augusto Ferreira Bouças, eu nasci em Barra do Piraí, estado do Rio de Janeiro, no dia 28 de outubro de 1971.

 

P- Paulo, quando que você entrou no Banco do Brasil?

 

R- Entrei em agosto de 1986, primeiro de agosto. Foi uma data tão interessante pra mim, porque as pessoas que entravam dia 1º, recebiam o salário dia 20, e eu fui menor estagiário, né, entrei com 14 anos, faltando dois meses pra, dois meses pra completar 15 anos de idade.

 

P- Conta um pouco pra gente, assim, como que foi essa história, a sua entrada no Banco do Brasil, que você, por que você, é, escolheu o banco pra trabalhar, se foi uma escolha, como que foi isso?

 

R- O Banco do Brasil, ele teve, em anos anteriores, aquele projeto de menor carente. E na época, lá em Uberlândia, eu morava com a minha mãe, minha mãe é separada do meu pai, e ela não trabalhava à época, e, com mais duas irmãs menores, ela conseguiu, com conhecidas lá, que fizessem alguma intervenção no banco, pra que me colocasse nesse trabalho, lá de, de menor. Então, por intermédio de uma vizinha que conhecia alguém de importância na cidade, que foi falar com o gerente, pedindo oportunidade, eu fui escolhido numa entrevista, dentre 15 ou 18 candidatos, saíram três pra trabalhar no banco nesta época. E eu, juntamente com outros dois, que foram meus colegas por alguns anos, lá na agência central do Banco do Brasil em Uberlândia, nós fomos selecionados e passamos a trabalhar com... Menor, eu passei no concurso em 88, dois anos depois, ainda no concurso interno, como menor estagiário, e em 89, quando eu completei 18 anos, eu tomei posse, como básico, na, na mesma cidade.

 

P- E o que que significava trabalhar no Banco do Brasil, Paulo?

 

R- Eu já tinha uma afinidade com banco, nesta época, porque a casa em que morávamos era de um funcionário do Banco do Brasil, era aluguel, e eu queria, eu ia todo mês, com o cheque do meu pai, pagar esse proprietário, é, o aluguel da nossa casa. Então eu já namorava o banco, eu já via as pessoas, eu já via os menores trabalhando. E eu, um dia, até comentei com um menor deste, que depois se tornou meu amigo e hoje trabalha aqui em Brasília também, eu comentei com ele: "Um dia eu vou vir trabalhar aqui". Ele até falou: "É muito difícil, eu só consegui porque meu pai é funcionário do banco e conseguimos uma forma de colocar alguns funcionários aqui trabalhando, mas eu sei que é muito difícil". E dois meses depois eu estava trabalhando com ele no arquivo geral desta agência central.

 

P- Ah, que legal. Agora, Paulo, como que você veio pra Brasília? Você pediu transferência, como que foi?

 

R- Ah, Brasília foi um convite que eu recebi em 94, que aliás foram três convites seguidos da mesma pessoa. E eu só não abri mão nesse terceiro convite, porque quando a sorte bate na porta muitas vezes, é porque tá te chamando mesmo. Em 94, alguns funcionários de Uberlândia vieram pra Brasília, e começou uma demanda muito grande de trabalho aqui na direção geral, e alguns funcionários eram selecionados, eram convidados a vir trabalhar. Esse amigo veio da agência Bairro Martins, na qual eu trabalhava, ele veio trabalhar na antiga presidência, que era presi (?), que tava fazendo uma estrutura inicial junto com a área de comunicação, área parlamentar, e ele me convidou, por intermédio do chefe dele, me indicou e eu recebi o convite, fiz uma entrevista por telefone e recebi um convite pra vir trabalhar em Brasília. Aí eu acabei abrindo mão, lá, dos estudos, que eu estava continuando naquele período, da família, largar a mãe, irmãs, num convívio de toda a vida dentro de casa, pra vir pra uma cidade que você não conhecia, morar com pessoas que você não conhecia, que, no início, teve que ser em república, foi um pouco difícil, mas foi uma aventura de você querer uma liberdade e construir um caminho que hoje eu venho, é, buscando no trabalho no banco.

 

P- E qual foi o impacto que você teve com Brasília, com a cidade? E como era Brasília naquela época?

 

R- Ah, o impacto veio de uma frase que um amigo meu me disse: "Quem ama Brasília à primeira vista, vai amar sempre. Quem odeia não tem como amar a cidade". E eu amei na minha chegada. Cheguei num domingo aqui, com um carro cheio de coisa, inclusive o meu colchão, e já gostei da cidade desta forma. No dia seguinte, o trabalho também foi maravilhoso. No início desta época, eu morava aqui na Asa Norte, então era fácil o trabalho e, em república, a gente dividia os carros pra vir trabalhar. Era uma forma bem gostosa. E Brasília, a peculiaridade que a cidade traz é de pessoas fechadas. Eu morei num prédio onde eu não conhecia vizinhos. É diferente de uma cidade do interior. Eu, mineiro, vindo de Minas, onde você conhece todos os vizinhos, às vezes você vai almoçar na casa de vizinho porque sua mãe viajou, sua mãe foi trabalhar e não conseguiu fazer aquela comida do dia, você acaba almoçando na casa do vizinho, e você tem uma relação muito grande com estas pessoas. E Brasília não tem isto. Então foi difícil essa adaptação em relação às amizades. E com isso você vai construindo, é, amizades no próprio trabalho. Hoje, as amizades já são enormes, amizades no local da região onde eu moro, da comunidade que eu convivo na Igreja, já mudou bastante. Da mesma forma que a cidade cresceu e hoje você tem, por exemplo, um trânsito horrível, uma dificuldade enorme de locomoção, as facilidades aumentaram com as amizades que você vai conquistando dia-a-dia.

 

P1- Ah, legal. Agora, como que veio a Fundação pra você? Você já conhecia a Fundação quando você tava trabalhando no banco?

 

R- Eu conhecia pessoas que trabalhavam aqui na Fundação. Em 96, na época ainda lá na presi (?), algumas modificações foram feitas na direção geral, a nossa divisão, ela foi mudada de diretoria e com isso alguns funcionários saíram. Como era área de comunicação, alguns deles vieram pra Fundação Banco do Brasil, construir uma nova equipe, e com isso veio um conhecido pra cá. De 96 até 2001, nós nunca falamos em relação de trabalhos, trabalharmos juntos. Eu continuei na equipe de comunicação, assessoria de imprensa, depois voltei pra comunicação no Banco do Brasil. Em 2001, quando teve uma vaga aqui na Fundação, na área de promoção, é, eu recebi o convite desse colega, que é o Humberto, que na época ele era diretor da área de comunicação. E eu vim do Banco do Brasil pra Fundação, na mesma comissão, não foi buscando uma ascensão, mas foi buscando uma mudança de trabalho, uma mudança de linha de trabalho, que a Fundação faz totalmente diferente do banco; lá a área de comunicação é toda voltada pra buscar negócios com clientes, pra buscar vendas de produtos, e a linha da Fundação é totalmente diferente, à qual me apaixonei, e, desde 2001 até então, estou integrando a equipe de comunicação aqui da Fundação.

 

P1- É, o que você faz, então, basicamente, Paulo? Você trabalha na área de comunicação, mas qual o seu trabalho específico, como que você até avalia, assim, essas mudanças, porque você tá desde 2001, né, na área de comunicação aqui na Fundação?

 

R- Em 2001, eu entrei na área de promoção, eu era responsável por fazer a promoção de todos os programas da Fundação. Essa promoção, ela consiste na divulgação, seja em forma de participação em eventos externos, seja na forma da divulgação própria aqui na Fundação pros demais colegas, como no Banco do Brasil, enfim, e outras atribuições que você fica responsável, que é a, a comunicação com as superintendências, repassar números da Fundação, fazer a comunicação fluir nos estados. E tem mais, premiações que você acaba concorrendo, outras atividades, mas era focado na promoção. Em 2003, final de 2003, abriu uma vaga aqui na Fundação de assessor sênior, no entanto eu tava como assessor pleno, e eu fui indicado pra vaga. Teve mudança de diretoria, foi um outro diretor à época, o Ricardo Uri (?), e meu nome foi indicado pro presidente da Fundação. Neste período, eu não fui qualificado pra assumir a área, veio um outro colega trabalhar na equipe, o Eufrásio, que integrou perfeitamente a equipe, hoje somos uma dupla no trabalho de estratégia, de divulgação, e, com isso, não frustrou as minhas expectativas pro futuro, mas tive o trabalho, é, a mesma atribuição, respeito e consideração que tinha com a equipe. Com isso fez que na, na ascensão do novo diretor, que foi o Claiton (?), que estava como sênior na equipe, fez com que meu nome retomasse, fosse retomado para a diretoria, na indicação de assessor sênior. Então no final do ano retrasado, em 2004, eu fui nomeado assessor sênior, pra cuidar da parte de estratégia de comunicação da Fundação, bem como o trabalho de relacionamento com imprensa, é, e toda a parte que envolve a comunicação externa da Fundação. Então, com isso fez com que eu tivesse uma ascensão aqui na Fundação, na equipe, sobretudo fazendo com que meu serviço fosse reconhecido, e mudança do conhecimento da área, mudança do tratamento do trabalho realizado. Isso foi importante pra mim, que a ascensão sempre teve de 94 pra cá, se você seguir a minha trajetória, sempre passando por áreas, e de um determinado período você receber uma ascensão pelo reconhecimento, pelo trabalho realizado, e esse foi o reconhecimento, também, da Fundação, no qual eu serei sempre grato com esta equipe, né, que proporcionou isso.

 

P1- Legal. Você acompanhou, assim, você ali, na sua área de comunicação, você chegou a acompanhar algum projeto, assim, teve um certo carinho, se identificou com algum projeto da Fundação?

 

R- Projeto específico, nós não acompanhamos, porque o nascimento do projeto, ele é realizado nas áreas afins. Então o assessor, o analista que acompanha um projeto, ele vai começar a construir, começar a articular com a comunidade, dentro da área dele, com essa comunidade. Nós, da área de comunicação, muitas vezes já conhecemos o projeto já inaugurado, já com alguns resultados. Então nós não temos essa construção. Porém, nós participamos de uma etapa onde a gente percebe o reconhecimento dos participantes dos projetos, né, que lá fora eles chamam como os beneficiários dos projetos, nós temos essa participação também em conhecer, em divulgar, aí a gente aprofunda o conhecimento em cada uma dessas etapas e sente a transformação na comunidade. Trabalhando na área de comunicação, a gente tem essa oportunidade de participar de um evento, junto com participantes, beneficiários de um programa, e dali conviver com ele na divulgação do programa, ele relatando o que ele ganhou, o que foi transformado na vida, na comunidade dele com isso, e a gente podendo falar pro público, como essa construção foi realizada, como isso se deu. Então, se falar que identifico, eu me identifico com todos os programas que a Fundação faz, desde o "Criança e Vida", que foi quando eu conheci, em 2001, tomando posse aqui, onde nós ganhamos premiações e eu participei, junto com a anterior presidente, Heloísa Helena, nós já fomos receber três prêmios, dos quais tiveram envolvidos "Criança e Vida", a "BB comunidade" e "BB educar", isso com a gratificação enorme, pra gente, do reconhecimento do público desta realização. E também conheci a fundo outros projetos, os quais nós participamos da inauguração, como a Casa de Cultura no Ceará, como o Projeto Tecbor [Tecnologia Alternativa para Produção de Borracha na Amazônia], o qual o professor da UnB [Universidade de Brasília] vinha aqui na Fundação contar do trabalho, contar da alegria de tá lá na Amazônia, junto com seringueiros, repassando essa tecnologia social, o qual eles participaram conosco, do prêmio de tecnologia sociais. Então isso é gratificante, você acaba passando por projetos, aqui, você acaba conhecendo a fundo as pessoas que participam dele, o próprio projeto, como nasce na comunidade, e isso torna presente na sua vida, no dia-a-dia, e você fala pra todo mundo, você começa a falar sobre ação social no seu dia-a-dia.

 

P1- Você tem alguma lembrança de alguma história dessas viagens, desses acompanhamentos, assim, dessa parte da comunicação? E que ou de beneficiário ou de, não sei, alguma história particular, vem alguma coisa na sua mente, alguma lembrança específica?

 

R- Eu sempre me envolvi com essas pessoas. Em cada comunidade que eu fui, que eu participei, é, por exemplo, no projeto Berimbau, na Costa do Sauípe. Nós saímos depois da inauguração do projeto, nós fomos até a comunidade, porque isso foi lançado lá no complexo turístico. Nós fomos até a comunidade. Nós fomos até a casa da dona Lita (?), que é a líder comunitária, e ela mora numa casa simples, e de frente ela tem um barzinho, um restaurante na comunidade. Então você sente que as pessoas querem te tratar bem pela aquela afinidade que a Fundação teve ali na comunidade. E cada uma dessas pessoas é importante pra você, você se torna amigo delas, como foi o caso da dona Lita, como foi o caso de bordadeiras de Brasília, artesãs lá de Costa do Sauípe, catadores de recicláveis de Belo Horizonte, os quais eu convivi com eles num evento em Belo Horizonte, onde nós estávamos expondo as ações, as reaplicações de tecnologias sociais, as ações sociais, e eles, e a gente convida-os pra estar conosco no nosso stand. Então você acaba convivendo com essas pessoas. Você fica, vai ficar num hotel junto com elas, você vai tá no dia-a-dia com elas, almoçando, jantando, tomando café, participando do stand . Então essa lembrança vai ficar marcada. Neste período, em Belo Horizonte, minha esposa tava grávida. E, ao final do evento, estas pessoas se reuniram, compraram uma camisa pro meu filho que iria nascer e me deram de presente como agradecimento daquela semana juntos. Então você sente isto. Essas pessoas acabam fazendo parte da sua vida. Não são coisas de papel que você tem relacionamento em mandar uma carta, receber uma resposta, repassar o recurso e depois receber outra resposta de agradecimento. Você acaba convivendo com isto. E se eu convivi em um pedaço só, num evento, imagina os analistas que vão pra comunidade construir esse relacionamento com a comunidade, porque a Fundação só investe na comunidade depois da sua organização. E ela vai até a comunidade fazer essa mobilização, essa organização. Então o relacionamento é muito maior deste colega com a comunidade.

 

P1- Paulo, como você avalia a sua trajetória na Fundação?

 

R- Muito boa, muito boa. É um caminho que eu ainda quero continuar por muito tempo, porque eu sei que a Fundação tem muito que crescer, não só nas suas ações externas, mas também na comunicação com os funcionários do banco, pros funcionários reconhecerem o que é a Fundação, o que a Fundação faz no país. E se estamos atuando de norte a sul, de leste a oeste, nós somos um espaço pequeno aqui em Brasília, mas que todos os funcionários do banco tem que ter esse conhecimento e essa participação, sobretudo o envolvimento com a Fundação, então eu espero chegar ainda neste caminho, junto com a equipe de comunicação, junto com os colegas da Fundação, nesse sentido, com o banco, fazer a Fundação crescer, não fisicamente, mas em conhecimento com todos os funcionários do banco e trazendo-os pra esta ação em conjunto.

 

P1- Paulo, você já comentou um pouquinho sobre, mais ou menos, o impacto social, né, da Fundação nesses eventos que você acaba acompanhando. Você pode falar um pouquinho pra gente, assim, que você pensa sobre a Fundação e o desenvolvimento social no Brasil?

 

R- Sim. Eu penso que o Brasil, nós temos um problema muito grande, que vem dos nossos governantes, em fazer uma atuação buscando o resgate destas pessoas necessitadas, necessitadas de tudo quanto é forma, tanto o trabalho que hoje o governo federal faz, em questão do Fome Zero, a gente tem que olhar todas as outras questões em relação à educação, em relação à geração de trabalho e renda, saneamento básico, todas as formas. Eu sei que a Fundação Banco do Brasil, não só ela, mas todas as instituições que trabalham no terceiro setor, buscam complementar o que o governo deixa de fazer. Mas o governo tem que fazer ainda muito mais do que ele vem fazendo, e isso tem que ter ajuda mútua dos estados, dos municípios e das pessoas. Eu acho que uma ação social, qualquer pessoa pode fazer, mas uma vez que todos nós pagamos impostos e esses recursos nossos têm que ser destinados a áreas afins pra que seja distribuído, essa distribuição, ela tem que ter administradores, pra fazer com que esse dinheiro chegue e se transforme em realizações pras comunidades, e isso envolve todos os ministérios, envolve todo o poder público, envolve todas as ações que os governos fazem, o governo estadual, municipal e federal. Então o Brasil, ele tem capacidade pra chegar nisto. É lógico que o sonho é que todas as fundações acabem. Como que elas vão acabar? A medida que o governo suprir toda a necessidade. Eu estava conversando com um amigo que veio da Inglaterra pra cá, ele trabalha numa empresa na área de recursos humanos, que ele recebe do governo federal recursos pra trabalhar com crianças, é, que não têm uma criação adequada dos pais. Então eles têm... (fim da faixa)

 

P1- Continuando, Paulo, você tava comentando sobre o papel da Fundação, né, no desenvolvimento social no Brasil.

 

R- Sim. É, essa contribuição que a Fundação faz tem um número significativo, se você verificar o montante que a Fundação tem disponível pra fazer trabalhos, e isso contando todas as instituições do terceiro setor. Mas, como eu frisei, o papel do governo é importante pra que o desenvolvimento social do país possa ser realizado. Então em que pesem (?) as instituições do terceiro setor estarem fazendo uma complementação que o governo está fazendo, cabe muito mais ao governo estar trabalhando nesse desenvolvimento social do país. Creio que isso é possível, temos pessoas capacitadas, temos instituições capacitadas, que muitas delas dependem de recursos pra realizar os seus projetos, e o governo tem que adotar políticas públicas em cima de projetos, programas que dão certo no país. Uma vez que você pega programas da Fundação, por exemplo, como o BB Comunidade, isso tornando política pública, você vai ver muito mais criança saindo da rua e voltando pra escola e tendo um desenvolvimento social muito maior no município, muito maior praquela família, praquelas crianças. Isso o governo vem fazendo, ele, muitas vezes, direciona o bolsa-escola, o bolsa-família, junto com o programa da Fundação, pra que aquela família, uma vez tendo a criança na escola, a família está recebendo a renda e pode dar a oportunidade pro pai e a mãe estarem trabalhando. É nesse sentido que o, que o país precisa buscar, é, formas decrescimento, base pra família desenvolver, desenvolver na educação, desenvolver com a geração de trabalho e renda e fazendo com que as ações sociais cresçam no país, pro seu próprio desenvolvimento econômico.

 

P1- Paulo, você pode comentar a Fundação em poucas palavras?

 

R- A Fundação, ela, ela cresceu. Ela deixou de ser uma adolescente pra virar uma adulta, em quatro, cinco anos. Ela hoje tá fazendo diferença no país, ela está sendo reconhecida na sua forma de atuar. Ela deixou de ser simplesmente um caminho de negociação do banco com a comunidade, ela deixou de ser uma financiadora de projetos que depois se perde dos resultados que ela teve, com ações concretas, com atuação e reconhecimento. Isso é visto pela forma que ela atua na comunidade. Se ela para pra mobilizar, articular parcerias, fazer com que a comunidade se envolva com aquilo que ela vem aplicando, ela cresceu, ganhou respeito e tá fazendo muito mais do que vem fazendo de anos pra cá. Isso você vê não só no recurso que ela tem investido, que houve um crescimento significativo, e muitos desses recursos são recursos de terceiros, então, se são recursos de terceiros, é porque a nossa credibilidade cresceu, que a gente vem fazendo, tem reconhecimento e tem resultados. E também recursos próprios do investimento que ela faz dos seus recursos, do capital que é repassado pro Banco do Brasil, faz com que hoje, é uma Fundação completa na sua forma de atuar. Temos dois eixos: educação e geração de trabalho e renda. Com isso, a gente consegue, é, fazer harmonia desse eixos em ações que desenvolvemos. Eu posso ter um programa de educação num município, e dali entrar com uma programa de geração de trabalho e renda pra envolver mais ainda a comunidade que esteja, é, trabalhando com os nossos programas. Então é uma sinergia que deu certo, é um crescimento, é um amadurecimento que a Fundação fez nos seus últimos anos, que vai trazer ainda muito mais resultados significativos pra gente.

 

P1- Legal. Paulo, o que que você achou de ter participado dessa entrevista, estar participando do projeto Fundação Banco do Brasil 20 anos, o que você acha de estar participando do registro da história da Fundação?

 

R- Olha, é a primeira vez que eu sou entrevistado no Banco do Brasil. Eu vou fazer 20 anos de casa agora em agosto. É, eu, o Banco do Brasil é a minha história de vida, e eu ser entrevistado pra ser história da Fundação, que é a história do banco, eu acho muito importante, eu...

 

(toque de celular)

 

P1- Pode continuar falando...

 

Alguém- Desculpa.

 

R- Eu, posso repetir?

 

P1- Eu vou repetir a pergunta, tudo bem? É, Paulo, o que que você acha de estar participando da história da Fundação Banco do Brasil, de estar fazendo parte da memória, né, da Fundação, dos seus 20 anos?

 

R- Eu fico muito feliz em estar participando da história da Fundação. Por quê? O Banco do Brasil é a história da minha vida. É, eu vou fazer 20 anos de banco agora em agosto e é a primeira entrevista que eu dou pro banco, é o primeiro registro que eu faço no Banco do Brasil, em relação a entrevistas, a notícias, e eu fico muito feliz pela Fundação, agora, ter um registro meu, do que é importante o banco, a Fundação Banco do Brasil na minha vida, a história da minha vida, e eu quero fazer parte da história da Fundação Banco do Brasil.

 

P1- Tá, legal. Bom, Paulo, a gente agradece, em nome da Fundação Banco do Brasil e em nome, também, do Instituto Museu da Pessoa pela sua entrevista.

 

R- Obrigado.

  

--FIM DA ENTREVISTA--

 

Ver Tudo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | atendimento@museudapessoa.org
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+