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História

O Cheirinho da Cidade

História de: Cleiton Aparecido
Autor: Ana Paula
Publicado em: 16/06/2021

Sinopse

Sinopse: Nascido em Guarulhos, revela as mudanças da cidade e declara simpatia pelas mudanças. Narra a infância simples na cidade, brincadeiras e lembranças.

História completa

Memórias no Metro Realização Instituto Museu da Pessoa Entrevista de Cleiton Aparecido Entrevistado por Danilo Lopes São Paulo,16 de maio de 2008. Código: DIHV_CB025 Transcrito por Mirian Bruna. Revisado por Valdir Canoso Portásio P/1- Primeiro, Cleiton, eu gostaria que você se apresentasse, falasse seu nome completo, local e a data de nascimento? R- Meu nome é Cleiton, nasci em Guarulhos no dia 06 de outubro de 1978. P/1- Eu queria primeiro que você falasse um pouco sobre os seus pais, os nomes, o que eles faziam, me conta um pouco sobre eles? R- O nome do meu pai é Adão, minha mãe se chama Rita, na realidade eu não conheço muito a história de vida, mas eu sei que eles ralaram muito para cuidar de nós, isso é o mais importante para mim. É o que eu recordo mais deles. P/1- Você tem irmãos? R- Eu tenho cinco irmãos. P/1- E conta assim para nós, você nasceu em Guarulhos né? R- Guarulhos. P/1- Está agora 20... 30 anos né. R- 29. P/1- Conta um pouco para gente, Guarulhos mudou ou não? R- Na realidade Guarulhos mudou! Guarulhos mudou e mudou para melhor, entendeu. Eu achei que está muito desenvolvido. P/1- Como era quando você era criança, conta pra mim, por exemplo a sua rua? R- A nossa rua era cheia de buraco, mato. Na verdade, era isso aí, aquela rua bem caótica mesmo e agora está legal. P/1- Você lembra de algumas brincadeiras que você fazia lá? R- Nossa. Jogar bola, empinar pipa, sair correndo à noite sem luz, sem nada. Agora está totalmente diferente, as crianças já não brincam como brincavam antes. Era ótimo! P/1- E o que foi mudando Cleiton, você falou das mudanças, mas o que foi que mudou lá? R- Acho que ficou mais desenvolvido, o asfalto. Foi tirando aquele cheiro... o cheirinho da cidade e foi pegando mais aquele ar industrial né. P/1- Da sua infância, me conta uma lembrança bem marcante para você? R- Final de ano sem luz, você tem que passar, sair e se divertir com a molecada de rua em rua, de casa em casa e hoje você já não vê mais isso. Passavam os caras muito “chapados”, a gente brincando, correndo, feliz ano novo para todo mundo. E hoje totalmente diferente de onde eu moro. P/1- Vamos pensar o seguinte, uma história que você acha super-importante na sua vida. Uma história, como você conheceu, por exemplo, a sua esposa? R- A minha esposa eu conheci nas caminhadas mesmo [risos]. Um casamento que nós marcamos de ir e eu a conheci. Essa parte eu não gosto muito de falar [risos]. Essa parte foi muito marcante [risos]. P/1- Tá certo! [risos]. P/1- Vamos lá, você falou para gente que estava trabalhando né. Me conta uma história do seu trabalho, uma história que foi muito importante para você no trabalho? R- O importante no meu trabalho é que eu consegui o que eu queria, entendeu, que o pessoal confiasse em mim. Isso para mim foi o mais importante no meu serviço. P/1- Mas teve uma grande dificuldade, teve um dia muito estranho? Você falou que trabalha de vigilante. O que você já viu de esquisito ou engraçado, conta para nós? R- Na minha área de engraçado foi um camarada meu. Nós dois trabalhávamos à noite e ele tinha medo, aí falava que via assombração, essas histórias que vigilante conta entendeu, mas era só para assustar um ao outro [risos]. P/1- Você já viu uma? R- Eu não! [risos]. P/1- Deixa eu perguntar, você gosta de ler? R- Eu leio pouco. Leio pouco! P/1- O que você tem lido Cleiton? R- Eu li só uma história, um livro para a minha sobrinha, nem lembro o nome do livro. P/1- Agora vamos pensar o seguinte, estamos aqui, no dia de História de Vida, o dia de valorização do indivíduo da história de vida de cada um. Qual é a mensagem que você gostaria de deixar? R- Eu acho isso muito importante o que vocês estão fazendo, retratando o museu, levando as pessoas para dentro dele, eu acho legal. Acho que isso é valoroso. P/1- E qual é o seu sonho hoje? R- Meu sonho hoje é ser feliz, só isso. Curtir o que eu não curtia e fazer o que eu nunca fiz e o que eu queria ter feito. P/1- E o que você queria fazer, Cleiton? R- Queria ter ralado mesmo e ter ganhado mais dinheiro [risos]. P/1- O que você achou de dar esse depoimento? R- É bom para vocês conhecerem uma história que nunca pensaram que iriam conhecer. Talvez vocês não iriam saber da minha história. P/1- Cleiton, em nome do Museu da Pessoa, no dia Mundial da História de Vida, gostaria de agradecer a sua participação. R- Obrigado. Só desculpa por eu não poder falar mais! [Risos]. ---FIM DA ENTREVISTA---
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