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História

O canto e o corpo

História de: Marina Machado
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 26/10/2005

Sinopse

Na casa de Marina Machado sempre teve música, ela diz que seu pai era um apreciador de música e esse seu encantamento pela música vem de seu pai. Já a desenvoltura no palco vem de sua mãe. Conta que em sua adolescência curtia Rock’n roll e voltou a escutar Música Popular Brasileira por conta do Clube da Esquina. Relembra como foi o processo, por conta de sua necessidade de fazer trabalhos autorais, de soltar a voz, conhecer e trabalhar com grandes cantores e ao mesmo tempo soltar o corpo em peças de teatro.

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História completa

P- Bom dia Marina, eu gostaria de agradecer por você ter vindo dar esse depoimento. Eu gostaria que você dissesse seu nome completo, data e local de nascimento.

 

R- Marina Machado, 1972, em Belo Horizonte.

 

P- Tem alguma ligação da sua família com a música?

 

R- Profissionalmente não. Mas meu pai é um cara... Eu devo a ele esse tanto de musicalidade que eu tenho, ele é um apreciador de música. Em casa a gente sempre ouviu música, lá em casa todo mundo gosta de sentar e ouvir música. Não é botar música para conversar, é realmente sentar e curtir a música. A minha mãe é uma palhaça (risos), ela é tímida por fora, mas quando está só com a gente ela solta, faz gracinha. Eu acho que ela tem um pouco de palco, e eu peguei dela.

 

P- Na sua infância, o que você se lembra de ouvir?

 

R- Na minha infância eu escutei muita Música Popular Brasileira, Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Jobim, Sarah Vaughan, algumas coisas de Jazz que meu pai curtia, Ray Charles, enfim, Miles Davis. Pode continuar falando?

 

P- Claro.

 

R- Na adolescência comecei a curtir Rock and Roll, Beatles, Queen, depois Pink Floyd e aquelas bandas todas de Rock Progressivo, Yes, Rush, Genesis e Led Zeppelin era a minha favorita. E foi engraçado como a forma de eu voltar a ouvir música brasileira, foi escutando Clube da Esquina. Tinha os discos lá em casa do Lô Borges, do Beto Guedes e tal. Mas era uma coisa mais assim, eu ouvia porque meus pais estavam ouvindo. Na adolescência, eu conheci um disco do Milton Nascimento que se chama “Milton”, que na capa ele está com o cabelo molhadinho, parece que saindo do mar, é um disco azul, rosa. Foi através desse disco dele que eu comecei a escutar música brasileira de novo, eu estava um pouco afastada. Esse disco é muito legal, tem músicas progressivas, tem aquela música “Fairy Tale Song”, tem Tostão, têm Francisco, que eu adoro, tem umas coisas bem legais naquele disco. São coisas que eu fiquei impressionada e falei: “Olha, aqui no Brasil o povo faz rock’n roll também” (risos). Mas isso me fez retomar a música brasileira, comecei a escutar mais e de outra forma, de um jeito mais crítico, de falar: “Olha, isso tem a ver comigo”. Eu já estava afim de cantar e aí eu comecei a me colocar e falar assim: “O que eu gosto de cantar? Eu gosto de rock’n roll, mas eu gosto de música brasileira” e eu acho que esse foi um caminho que eu encontrei.

 

P- Quando é que você sentiu que iria ser cantora?

 

R- Eu sempre gostei de música como todo mundo lá em casa. Uma pessoa que me influenciou muito para as artes, foi uma amiga, a Paula Manata do grupo Armatrux. Ela já era do Armatrux que na época chamava Tangram, era uma escola de teatro e ela queria fazer aula com a Babaya que é uma cantora aqui de Belo Horizonte. Eu já tinha feito aula de violão com a Babaya quando eu tinha uns oito anos, e nessa época eu tinha uma banda com as meninas, a gente compunha, mas era tudo brincadeira. Em 1989 a Paula me chamou pra fazer aula com a Babaya de novo. E eu era nadadora, minha onda era outra, eu achava que eu ia fazer Educação Física, ou Fisioterapia, alguma coisa assim, eu adoro nadar até hoje. Aí eu comecei a fazer aula com a Babaya e ela percebeu que eu tinha uma coisa de palco que ela achava legal e que eu cantava bem e deu essa ideia. E eu curti, eu adorei o dia que ela falou comigo: “Eu acho que você devia ser cantora”. Eu levei um susto, pra mim aquilo tudo era brincadeira. Mas aí eu levei super a sério e comecei a cantar na noite e a buscar esses caminhos todos que eu busquei. Eu sempre tive um namoro com o teatro porque através da Babaya eu conheci um diretor de teatro aqui de Belo Horizonte que é o Eid Ribeiro. E o trabalho com o Eid foi o primeiro trabalho mais profissional. Eu já cantava na noite, cantava com o Podé Nastácia. Minha vida é uma loucura, eu já atirei pedra pra tudo quanto é lado (risos). Porque eu tinha essa coisa com o Rock'n roll e eu cantava com o Podé que é o vocalista do Tia Nastácia e o Maurinho, a gente tinha um trio, Zoombeedoo. Então a gente ia fazer algumas coisas na noite, a principio eu e o Podé, e aí a gente fez esse espetáculo musical que é o Hollywood Bananas dirigido pelo Eid. E eu conheci a Regina Spósito por causa disso. Daí eu e Regina montamos a Companhia Burlantins que é uma companhia de cantores, mas que fazem espetáculos na rua, a gente queria fazer uma companhia pra isso. Porque fazer música em Belo Horizonte é difícil, então a gente queria uma outra alternativa para a gente criar, fazer trabalhos mais autorais, porque a gente tinha pavor de ser cantora da noite. A gente achava legal, que isso fazia parte, mas a gente queria ter um trabalho mais autoral, queria ter um espaço para inventar coisa e tal. Então eu tive essa oportunidade de trabalhar com o Eid Ribeiro e ele foi muito bacana pra mim, porque eu era uma meninona com o negócio da natação e ele falou: “Não, você é mulherão, você tem um corpão, você é bonita, você é sensual”. E aí eu fui entendendo isso, o poder das minhas coxas (risos). Aí a gente vai entendendo o que é. E isso foi muito legal porque dali, desse Hollywood Banana, saiu esse meu trabalho com o Podé e com o Maurinho que era uma coisa mais de rock’n roll e saiu esse trabalho com a Regina que é da Companhia Burlantins. Daí a gente trabalhou com o Chico Pelúcio várias vezes, fizemos outros espetáculos, tivemos o prazer de ter o Maurício Tizumba que é um grande cara na nossa companhia e nos espetáculos com a gente. E aí eu fui apresentar o “Homem da Gravata Florida” acho que na Praça da Liberdade e um dia o Flávio Henrique me viu nesse espetáculo que era uma coisa bem teatral e eu fiquei conhecendo o Robertinho Brant também essa época. Essa época que eu encontrei com ele foi também quando eu me aprofundei geral no Clube da Esquina e eles começaram a me aplicar, mas eu tinha os discos que todo mundo tem. Aí que eu fui conhecer “A Página do Relâmpago Elétrico”, aquele disco do Tênis do Lô Borges, vários discos do Milton que eu também não conhecia, que são maravilhosos “Journey to Dawn”, “Anima”, o “Angelus” que eu acho lindo. Através do Flávio Henrique e do Robertinho Brant que conheci essa outra turma que fazia Música Popular Brasileira e que eu vi que era muito diferente do tipo de música que as outras pessoas no resto do mundo faziam. E o fato da gente ter a sensação que isso é daqui, eu achei bacana e que eu tinha que ficar perto dessas pessoas. E foi muito legal mesmo, eu que estava nessa briga interna de não saber para que lado eu ia, porque eu gostava de rock’n roll, mas no meio das coisas que eu cantava, eu sempre colocava algumas coisas no repertório que o pessoal do rock’n roll se incomodava e fala: “Você tem que fazer alguma coisa mais rock’n roll”. E ao mesmo tempo não satisfazia o público que gosta de MPB. E eu acho que o Lô Borges e o Milton Nascimento me acolheram muito bem e isso foi uma coisa muito legal pra mim, isso deu uma norteada no meu trabalho. O fato deles gostarem do jeito que eu estava cantando e me chamarem para fazer coisas com eles. Eu acho que quem me levou para esse caminho foi o Flávio Henrique e o Robertinho Brant. Eu gravei “Leila” em um disco instrumental que o Robertinho estava fazendo que chama “Renascimento”, era um disco em homenagem ao Milton, e o Flávio me chamou pra fazer um disco com ele que chama “Flávio Henrique e Marina Machado”, porque eu comprei a ideia e é um disco que ele tem parceria com o próprio Robertinho, Ronaldo Bastos, Sergio Santos, Paulo César Pinheiro e Murilo Antunes. O Milton ouviu esse disco, ficou apaixonado e ficava mandando recados para eu ir conhecê-lo. Mas eu sempre fui muito tímida, eu morro de vergonha e ficava fugindo dessa história: “Eu não vou, não. Eu vou chegar lá nesse negócio e vai ser um silêncio, eu não vou conseguir falar nada”. Eu sempre fui muito fã do Milton e ficava adiando essa história até que um dia eu fui no camarim dele lá em São Paulo, eu estava em uma CD Expo daquelas e estava rolando o “Crooner”, espetáculo dele. Aí eu cheguei no camarim acompanhada do Flávio Henrique e ele olhou pra mim e falou: “Oi, tudo bom?”. Eu:“Tudo bem?”. Ele falou: “Você vem cantar comigo semana que vem aqui?”. Aí eu falei: “Venho”, mas eu não podia, eu estava no Rio de Janeiro com “O Homem que Sabia Português” no teatro Villa Lobos. E aí foi uma loucura, alguém já tinha me falado dessa história, eu já estava sabendo que ele queria me chamar, mas eu não sabia que ele ia me chamar daquela forma. E como falar não, eu não dava conta, era o meu sonho que estava em jogo, eu sabia que se eu não topasse, eu ia perder a minha chance. Acabei pagando uma multa enorme no teatro Villa Lobos e fui cantar com o Milton. Isso me deu uma série de problemas, mas que graças a Deus eu consegui resolver depois de vários anos, as coisas foram limpando, a gente conseguiu retomar a companhia e o trabalho com o Milton só foi crescendo. Acabou que a gente teve uma empatia muito grande de palco. Dessa época que eu cantei no “Crooner”, logo depois eu tomei coragem e liguei pra ele para ele fazer participação nos meus shows em uma turnê estadual que eu estava fazendo aqui através de Lei de Incentivo a Cultura e ele topou. Aí eu liguei e falei: “Oh Bituca, você topa ser meu padrinho nesse projeto?”. E ele adorou porque a vida do Milton é isso, ele sempre apadrinhou as pessoas, mas dessa vez era uma menina que estava chamando para apadrinhar. E ele curtiu, veio, fez os shows todos, teve um que ele não pode e o Lô Borges fez, porque eu queria que fosse alguém da mesma galera. Isso foi em 2000, aí em 2001 ele fez um projeto pra mesma Lei de Incentivo a Cultura e fez os show “Milton e convidados”, aí chamava eu, o Lô e o Elder Costa, aí fizemos 2001 todo e em 2002 um show ou outro, e no final do ano ele me chamou pra cantar no “Pietá” que é o último disco dele de estúdio. Aí fomos eu, Maria Rita e Simone Guimarães e na época da estréia do show, foi quando a Maria Rita estourou para o Brasil. A Simone Guimarães também tem um trabalho bem consolidado, com gravadora e tudo mais e eu era a mais desconhecida das três. E eu estava sonhando com esse projeto, porque a gente, artista independente, você faz um show e pra você rodar com esse show é muito difícil. A gente fica arrumando maneiras de ir, mas na capital acaba que você não consegue mídia, tem toda essa dificuldade e eu estava sonhando com esse projeto do Milton, eu sabia: “Essa é a grande oportunidade da minha vida”. Aí eu espertamente cheguei pro Bituca e falei: “Oh Bituca, eu tô vendo que esse negócio vai ficar só no lançamento. Me põe aí na sua banda, deixa eu fazer coro também, eu toco percussão, eu canto e danço tudo o que você mandar, me bota aí na sua guig”. E ele adorou de novo, ficou super feliz porque ele sabe que eu tenho meus outros trabalhos, ele sabe, mas isso era um investimento pra mim, pessoal e consequentemente pra tudo o que eu faço, para a companhia, pro meu trabalho solo. E aí foi muito legal porque a gente pode se conhecer melhor e ele me deu um espaço super grande nos shows, além das músicas que eu gravei no disco, eu canto as músicas da Maria Rita, as da Simone, eu peguei tudo pra mim, foi ótimo. E fiz e construí uma historinha dentro do show do Milton, que inclusive tem músicas do meu último disco que eu gravei “Going To California” do Led Zeppelin, “Pablo” do Milton e Ronaldo Bastos e tem isso no show, eu canto “Tristesse” que eu também tinha gravado com o Telo Borges, eu canto “Vento de Maio” do Telo que eu amo, é a minha favorita, “Encontros e Despedidas”, “Casa Aberta” que eu acho que é uma música muito legal, até ela faz parte dessa minha ligação com o Milton. É uma música que eu gravei no meu primeiro disco solo e conta a história do Candombe da Serra do Cipó, que é um pessoal negro, descendentes de escravos que praticam o Candomblé que é a forma mais primitiva do Congado. E eu sempre quis falar dessa história, contar isso pro mundo e eu achei muito legal quando o Milton gostou dessa música em especial, porque essa música traduz tudo o que eu sou. Eu já gravei muita coisa, mas quando eu quero falar essa música aqui sou eu, é essa música. E eu achei legal ele me chamar pra cantar essa música no disco dele. Ele me levou com o meu repertório, ele teve esse cuidado. O Milton foi muito generoso comigo, é impressionante, eu nunca vi artista do nível dele dar o espaço que ele está me dando, nunca vi ninguém fazer isso pra ninguém. É uma coisa que eu realmente tiro o chapéu e eu agradeço todo dia à ele, agradeço porque isso me deu uma experiência muito grande. Eu fiz com ele essa turnê enorme, a gente foi quatro vezes para a Europa, África, Japão, todas as capitais do Brasil, eu estou viajando com ele desde maio de 2003 e agora a gente está indo pra Nova York. E eu acho que está acabando, mas nunca acaba. Agora ele fez uma trilha para o filme “O coronel e o Lobisomem” com o Caetano Veloso, as músicas do Milton e as letras do Caetano e ele me chamou pra gravar o tema da Ana Paula Arósio. Então ele está sempre me colocando nas coisas. O Milton é o meu padrinho, é o meu pai na música e é o meu ídolo, eu acho que eu estou realizando o meu sonho. A princípio eu não sabia se eu ia fazer isso da minha vida, mas desde que eu comecei a fazer, eu curti muito, eu acho que você ter uma profissão como essa, é de um privilégio, eu acho que trabalhar com música é muito maravilhoso, você trabalha dando alegria para as pessoas, harmonizando ambientes, você trabalha com a alma das pessoas, é um trabalho onde eu meu sinto uma espécie de médica, eu estou curando as pessoas, eu me sinto um instrumento de Deus para passar tantas coisas. É um poder tão grande que tem no palco. Eu tenho uma felicidade tão grande de estar trabalhando com isso e de ter esse retorno do pessoal aqui da minha terra, isso é muito importante, acho que isso me coloca no Brasil como cantora. Eu não sou uma cantora, porque tem tantas e tão boas, mas eu adoro quando as pessoas falam “A cantora mineira Marina” e aí quando vai ver meu repertório, a maioria dos compositores que eu gravo são daqui de Belo Horizonte. Eu acho bacana e eu espero que o pessoal do Clube da Esquina, eu tenho noticia de que eles gostam, mas eu espero que eles gostem mesmo, porque eu admiro todos muito e eu quero dar essa troca, já que eu tenho bebido tanto dessa fonte, tomara que eu esteja agradando, e pode me puxar a orelha, pode me dar conselho e me dar música para cantar.

 

P- Que tipo de inovação você acha que o Clube da Esquina trouxe para a MPB?

 

R- Eu acho que eles tem uma abertura para a música, eles sacavam a música dos Beatles, desses Rocks Progressivos que eu te falei e do pessoal do Jazz, da Bossa Nova. Eles conseguiram pegar essas influências e essas trocas que eles tinham, porque não era só influência, eles também influenciaram. Eu acho que eles conseguiram traduzir isso numa coisa nova, numa música que é regional, mas que é muito universal, que tem a cara de Minas, mas que é compreendida nos vários continentes do mundo. Então eu acho que eles deram uma contribuição muito grande para o Brasil, por ser essa coisa tão única e diferente de tudo.

 

P- Nessas viagens com o Milton, como é a receptividade do público?

 

R- É impressionante. Eu acho que o Milton faz esse circuito há mais ou menos trinta anos, então ele já tem um público em todos esses lugares. No Japão ou na África, na Europa e felizmente ou infelizmente, eu não sei, ele é até mais reconhecido fora do Brasil do que aqui, ultimamente. O mercado brasileiro de música está muito fechado, você não vê mais Chico Buarque tocando tanto no rádio, nem Milton. O Bituca até que ele é danado, ele está em toda novela, é uma coisa muito legal. Mas as pessoas, o povão, não sacam tanto, porque não tem acesso, então é legal você ver como que as pessoas lá fora valorizam muito. Eu encontrei com pessoas do Jazz, pessoas que têm carreiras muito sólidas no exterior e todas são fãs do Milton e do Clube da Esquina, todos conhecem, todos aplaudem. Eu pude sentir de perto isso, porque eu sempre ouvi falar, mas é uma música muito universal. No Japão é impressionante, os japoneses cantam mesmo com aquela língua tão diferente e tem o Toninho Horta que também é muito conhecido no Japão. É muito legal, é um exemplo pra gente, perder essa noção de mundinho aqui e pensar que você pode fazer porque tem gente no mundo que vai escutar.

 

P- Você considera o Clube da Esquina como sendo um movimento musical?

 

R- Eu não sou boa para falar o que é e o que não é, porque é muito relativo. Para mim é, porque cada movimento vai por uma causa, no caso do Clube da Esquina, foi a música. Eu acho que é um movimento sim, porque são várias pessoas cantando de forma parecida e se entendendo muito bem na música. Não é um compositor só, são vários compositores que pensam de forma pelo menos parecida. Eu acho que é sim.

 

P- O que você achou dessa ideia do Clube da Esquina virar um Museu?

 

R- Eu acho importante, valoriza o movimento, valoriza essas pessoas, valoriza essas músicas e uma série de coisas. E também amplia, as pessoas vão poder saber melhor o que foi isso, como aconteceu, então eu acho importante sim, para as novas gerações e para quem está vindo junto como eu, olha que importante. Vocês me chamaram para vir aqui, eu estou satisfeita, estou feliz da vida. Espero que esteja bom, se não estiver você me chama amanhã.

 

P- Tem mais alguma coisa que você queira falar?

 

R- Não, acho que está bom.

 

P- Então obrigada pelo seu depoimento.

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