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História

O ano de 2009

História de: Roberto Andrés
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 29/01/2020

Sinopse

Em sua entrevista, Roberto fala de sua infância em Entre Rios, a fazenda de seus pais, a dinâmica da cidade e sua brincadeiras com seus irmãos. Comenta sobre a árdua mudança de ares em Belo Horizonte, para fazer cursinho e depois se dedicar à Faculdade de Arquitetura da UFMG. Fala de seu intercâmbio em Paris, a iniciativa de criar um instituto para sua avó e o ano de 2009, crucial para sua vida. Por fim, narra o renascimento do carnaval de Belo Horizonte, seu engajamento com relação ao urbanismo da cidade, seu casamento e a criação de suas filhas.

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História completa

2009 foi um ano que acontece muita coisa, que para mim muda tudo. Foi um ano que a gente criou um primeiro bloco de carnaval de rua em BH, a minha lembrança de carnaval, nesses outros anos eu tinha ido para o Rio, era de ir para o Rio ver aquele carnaval de rua que estava renascendo, mas em BH ficavam as ruas desertas, né? Em 2009, a gente decide, um grupo de amigos, fazer. Chega lá tinha 30 pessoas e saímos e foi super histórico para quem estava lá, foi um dia lindo, assim, de vivenciar a rua da cidade, com o carnaval, a gente andando, as pessoas olhando, achando estranho, algumas vindo para o bloco. 2009 foi o ano que eu fiz uma exposição sobre minha avó, foi o ano que eu passei no concurso para UFMG, comecei a dar aula na UFMG. E também eu terminei um namoro que eu estava e comecei a namorar com a Fernanda que é a minha companheira até hoje. Então tudo nesse ano de 2009, foi um ano super curioso, assim, tudo que eu vivi nesses dez anos de lá para cá, tiveram um pouco de inflexão ali naquele ano. Acho que também essa coisa do carnaval, porque é também o início de engajamento com a cidade de Belo Horizonte. O bloco se chama Tico Tico Serra Copo. Tem dez anos aqui em BH, a moçada deve conhece-lo. E outro bloco dos amigos que a gente conheceu, foi o Bloco do Peixoto, foram os dois blocos que saíram naquele ano de 2009. O trajeto era nas casas, muita gente morava na Serra, nessa época, eu tinha essa casa que eu morava com essa minha namorada da época, a Ana, então saia de uma outra casa, que era de umas outras pessoas que eram do bloco, passava pela nossa, passava perto de uma outra e ia terminar em um bar. Era um trajeto, assim, modesto, bem bobo mesmo, sabe? Era tão amador que ninguém foi lá ver no bar se o cara ia ficar aberto, ou a pessoa foi falar e o cara não levou a sério, falou: “Ah, isso”. Aí não estava aberto o bar, aí o bloco continuou, falou: “Pô, e agora o que nós fazemos?”. Por sorte, alguém chamou uma pessoa que era vendedor ambulante de cerveja, ela foi acompanhando o bloco, essa mulher faturou, vendeu tudo. E o bloco foi continuando, aí choveu, aí entrava em lote vago, entrava em agência bancária, aí virou um bloco experimental, assim. Tinha um trajeto super bobo de início, depois que deu errado o trajeto, ele virou um bloco meio experimental, meio flamante, assim, pela cidade. Aí foi muito empolgante para todo mundo, entrava em sorveteria, ficava tocando, era pequenininho, né? Ficava um povo. Todo mundo se surpreendia com aquele bloco atravessando a cidade, a cidade não tinha ninguém. Um bloco foi no domingo, outro foi na terça, o Tico Tico e o Peixoto. Eu lembro que na segunda, a gente naquela coisa de curtir uma ressaca, de uma festa boa, assim, a gente se encontrando, indo almoçar em algum lugar, algumas dessas pessoas. A cidade completamente vazia, todas as ruas vazias, não tinha ninguém em Belo Horizonte há dez anos atrás, no Carnaval. Acontece ali uma fagulha, igual quando faz fogo, tem um contexto todo para fazer o fogo, a coisa tem que estar mais seca e etc. Mas tem uma coincidência do contexto. Mais engraçado ainda ter surgido o do Peixoto, que a gente não se conhecia exatamente, não eram turmas que eram a mesma, O Tico Tico era uma turma que tinha mais a ver com arquitetos, urbanistas e um pouco um povo do cinema e o Peixoto, uma galera que vinha mais da Comunicação, assim. A gente ficou super amigos, são amigos algumas pessoas, né? A gente se conheceu ali no carnaval e hoje somos muito amigos. Tags

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