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História de: Clodoaldo Gomes Tibiriça
Autor: Clodoaldo Gomes Tibiriça
Publicado em: 04/09/2020

Sinopse

Diário de Clodoaldo Gomes Tibiriça, 28 de agosto de 2020. Jornada, dia 3.

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História completa

Quando eu tinha 10 anos, meu irmão caçula nasceu. Então nossa família ficou composta da seguinte maneira: pai, mãe,e quatro filhos. Nós morávamos em um sobrado na Rua Dardanelos, 288,no bairro da Lapa,na cidade de São Paulo. Mas como a família havia crescido,meus pais resolveram comprar uma casa maior. Foram alguns meses até encontrar o imóvel desejado ser adquirido. Assim que meus pais assinaram a escritura do imóvel,levou os filhos para conhecer a casa nova. A primeira impressão do imóvel não me agradou Pois a "casa nova" necessitava de uma reforma,e pintura nova. E assim foi feito,meus pais contrataram alguns profissionais,e durante algum tempo o imóvel ficou em reforma. Quando a reforma já estava no final,minha mãe Encarnação,contou com a ajuda da minha avó materna Maria do Carmo,para poder ajudar a preparar a nossa mudança. Faltando mais ou menos,uma semana para a mudança, meu pai me chamou e disse: olhe você terá uma surpresa na casa nova. E eu bem curioso, e insistente , não consegui arrancar uma só palavra a mais Pois bem, minha expectativa era tão grande no dia da mudança, que nem me lembrei da conversa que tive com meu pai. Quando chegamos na residência nova, e enquanto aguarda anos o caminhão com nossa mudança,fomos vendo como ficou a reforma. A sala com sua linda lareira toda arrumada,os quartos nas cores de preferência de cada um de nós,os banheiros,a copa, cozinha e área de serviço, tudo muito bem pintado,e com cheiro de aconchego. Mas o melhor ainda estava por vir. "A Surpresa"! Bem a tal surpresa,nada mais era que meu pai,nos fundos da casa, havia construído uma oficina. Meu sonho antigo, enfim se tornou real. Sempre quis ter uma oficina para aprender,e ajudar meu pai,a fazer pequenos reparos em casa. Aí a partir daquele momento,elegi a oficina,o lugar ideal da nossa nova casa. Lá também com a ajuda do meu velho pai, construí meu carrinho com rodas de pneu de borracha. Meu pai, só me fez uma recomendação. Eu deveria esperar que ele chegasse do seu trabalho,para juntos poder entrar na oficina. Tal exigência se dava, pois além da minha pouca idade,ali seria guardado muitas ferramentas,e as sobras da reforma de nossa casa. E quando estávamos juntos na oficina, sentíamos o cheiro da comida, que era preparada na cozinha pela minha mãe. Jamais esquecerei o cheiro inconfundível da comida,entrando pela janela,e pela porta aberta da nossa oficina. E quando minha mãe nos chamava para o jantar,eu esquecia do meu amor pela oficina,saia correndo, lavava as mãos,e sentava a mesa, junto com minhas irmãs,e meu irmão recém nascido. Junta vamos com os nossos pais,e conversávamos,com os assuntos do colégio. Meu pai fazia questão da família reunida no jantar. Meu velho pai, dizia que ali era a única hora,de reunir toda a família. Ele queria saber o que cada filho,aprendeu naquele dia no colégio. Meu pai era uma figura doce,minha mãe também. Mas os dois eram muito enérgicos,na questão da escola. Meu pai dizia, "Eu me esforço para pagar a mensalidade escolar de vocês três, só quero que estudem". Bem está é a recordação que tenho daquela linda casa, que meus pais com muito esforço compraram para dar conforto para nós. Muito obrigado.

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