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História

Netinho do Vista Alegre

História de: Eduardo Santos
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 06/05/2010

Sinopse

Em sua entrevista, Eduardo fala de sua descendência mineira e dos inícios do Jardim Vista Alegre, zona oeste de São Paulo. Em seguida, conta como o ativismo de sua mãe foi inspirador para toda a sua vida; nos fala sobre suas brincadeiras de infância, os problemas de saneamento básico da região e o emprego de sapateiro do pai. Depois, ouvimos sobre suas experiências conflituosas com a escola e sobre as dificuldades que sua família enfrentou logo da morte de seu pai – isso tudo, aliado ao preconceito racial, conformou uma das fases mais difíceis de sua vida. Seguindo em frente, fala de seus trabalhos na infância, seus dois casamentos e por fim entra em detalhes sobre sua incansável vida nos movimentos sociais e conselhos municipais da região. Eduardo termina sua entrevista contando o sonho de construir uma casa para sua mãe.

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História completa

A Yolanda era uma negra, que era respeitada em todos os movimentos. E tolda vez que ela sentava em um grupo de pessoas e falava que a gente tinha que aprender, estudar, se esforçar para aprender as coisas, que ela não ia viver o resto da vida, e ela era nova, ela ia viver a vida dela inteira para poder estar ajudando a gente a escolher, a mudar a história de direito que nos pertencia, que ela não ia viver por muito tempo, que ela tinha um problema sério, que ela ia morrer a qualquer hora. E tinha gente que ria disso, e falava: “Que, essa negra está com mentira, não sei o quê.”

 

E essa mulher onde ela chegava ela tinha uma mansidão na palavra, mas era numa fera pra poder conduzir os direitos, pra conseguir benefícios que na época ela montou um projeto com a gente chamava de Cooperativa Convivências Calçados, contando a história do meu pai. E ela não tem nada a ver com a minha família, era amiga da minha mãe, lá do Movimento, e ela sabia da história do meu pai, que na época ele mexia com escola de samba, essas coisas, e sabia que o meu pai fazia isso aí. Então ela montou um projeto chamado Convivências Calçados, Cooperativa Convivências Calçados. Nós trabalhamos bastante, mas foi uma felicidade imensa, eu vendia sapato, sapatilha lá pra Campinas, pra um monte de lugar. E nesse tempo, ela todas essas lutas de moradia, ela, no dia em que a minha mãe ia ganhar uma casa, ela veio a falecer, que foi quando ela conseguiu o projeto Dalila II, que é perto da escola onde a gente estudou, ela conseguiu 46 casas, casa com quintais, separadinhos, como uma comunidade, bem organizada, casas bonitinhas, do jeito que ela sempre contou, que ela sempre queria desenvolver esse projeto aqui. E quando ela... ela... a minha mãe ia entra no segundo loteamento ela faleceu.

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