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Nascer e crescer com o BNDES

História de: Grace Caxiano
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 00/00/0000

Sinopse

Grace Caxiano conta que começou a frequentar o BNDES desde novinha, pois acompanhava o seu pai no trabalho. Gostava de ir pra colônia de férias com os filhos dos funcionários. Ela relembra sobre o seu ingresso no banco, na área de Comunicação e Cultura, sobre suas grandes amizades com os outros funcionários, sobre os projetos e eventos que participou e sua opção por não clinicar e continuar trabalhando no banco.

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História completa

P/1 - Bom dia Grace.

 

R – Bom dia.

 

P/1 – Qual o seu nome, o local e a data do seu nascimento?

 

R - Meu nome é Grace Caxiano. Eu nasci no Rio em oito de abril de 1961.

 

P/1 – Quando e como se deu o seu ingresso no BNDES?

 

R - Eu brinco um pouco dizendo que entrei no banco com seis anos de idade, e na verdade, lógico que não é nada disso. Meu pai era funcionário aposentado, e nessa época eu vinha, desde muito pequena, brincar no banco. Adorava uma máquina de datilografia, mas o ingresso de fato começou pela FBNDES, foi o meu primeiro emprego, eu trabalhava com atendimento na área cultural e vim pro banco mais tarde. Fiz uma seleção também pra BNDESPAR, fui funcionária também da BNDESPAR, mas como naquela época havia uma questão dos funcionários teriam que voltar à suas origens, eu não queria voltar. Eu já tinha feito laços dentro do banco. Então eu fiz concurso e entrei como funcionária efetiva. Concurso público.

 

P/1 – Isso foi em que ano?

 

R – Meu concurso foi em 83.

 

P/1- Mas você tem trabalhado aqui no banco desde que ano?

 

R - 1980.

 

P/1- Que história é essa de que vinha pro banco desde os seis anos de idade?

 

R - É, porque como meu pai era funcionário, vez por outra tinha aquele: “Vamos trabalhar com papai?”, como a gente faz com os filhos da gente. E na verdade é uma grande repetição, porque hoje eu vejo as minhas filhas – não, agora que elas são adolescentes – mas elas sempre adoraram vir pro banco, e eu adorava vir trabalhar com o meu pai. Essa coisa de vir pro trabalho com o pai é sempre legal. E aí eu vinha, mexia naquelas máquinas de datilografia, achava um grande barato. Hoje eu olho pra uma mesa dessa marrom de trabalho, me lembro que eram essas mesas. A gente brincava de sentar na cadeira que rodava. Então o banco me é muito familiar.

 

P/1 – Quais são as atribuições na sua área hoje?

 

R - Hoje eu trabalho na área de Comunicação e Cultura, na parte de eventos culturais e é uma coisa que eu acho super interessante. Durante muitos anos trabalhei com uma mesma pessoa, que foi o Paulinho Libergott, nós temos laço de amizade muito grande. Nós trabalhamos juntos, e foram doze anos das nossas vidas. E depois trabalhei no gabinete da Diretoria, durante muito tempo também. Então hoje, trabalhar com essa parte de eventos é muito interessante, porque é muito dinâmico.  Você conhece pessoas, interage com elas. Então é um trabalho que me agrada muito.

 

P/1 – Mas o Paulino Libergott(?) era gerente de alguma coisa  ou algo mais?

 

R – O Paulinho, quando o banco inaugurou o CEDSERJ, eu vim da BNDESPAR pra cá com o Gabriel Stoliar. E depois da saída do Gabriel, o Paulinho já era técnico do Gabriel, ele tomou, ficou no lugar dele, e nós continuamos juntos. Então foram doze anos de convivência com separação, casamentos, filhos, novos namoros, dificuldades, alegrias, tristezas. Então foram laços assim, que hoje é uma pessoa que tem um lugar muito querido no meu coração. E eu sei que a recíproca, é verdadeira.

 

P/1- O que ele está fazendo hoje?

 

R – Paulinho hoje está fazendo Mestrado.

 

P/1- _________

 

R – Não, é uma coisa bem recente.

 

P/1 – Quais os projetos em que você participou, que você gostaria de estar registrando?

 

R – Projetos?

 

P/1 – Projetos, algum projeto que você _______

 

R – Hoje, nessa área cultural? Em geral?

 

P/1 – Algum projeto.

 

R – Olha, eu não participei exatamente de nenhum projeto, mas vi.. No gabinete de diretoria você tem acesso a algumas coisas. E eu via o “Nossa Hora Extra”,  o Partido Trabalhista circular pelo gabinete. Era uma coisa que as pessoas queriam muito e na verdade não aconteceu. Há um tempo atrás, muitos anos atrás, processos do _____, o novo quadro de funcionários. Não sei exatamente porque tantas coisas aconteceram, você vê tantas coisas, mas não ter trabalhado exatamente em um projeto, especificamente.

 

P/1 – E nessa área que você está agora?

 

R – Nessa área são vários projetos, são muitos eventos. A gente atende aos eventos basicamente da presidência,  diretoria, da alta administração. Então são muitos e são projetos também culturais, fazem parte [dos] projetos culturais. Esses sim, de implantação desses projetos tanto pra auditório quanto pra galerias. A gente vê dar entrada tantos projetos bonitos, quase quinhentos projetos que circulam para serem aprovados, serem selecionados, aí sim. Não participo da comissão que identifica esses projetos selecionados, mas todos eles passam pelas nossas mãos. A gente lê, escuta, assiste. Isso é muito interessante.

 

P/1 – Palpita?

 

R - Dá uma palpitada, por mais que não tenha nenhuma grande decisão na comissão efetivamente, mas a gente tem o nosso palpite,  tem a nossa opinião.

 

P/1 – Então agora me conte uma de suas lembranças marcantes do seu dia a dia no BNDES. Você me contou essa história de quando você tinha seis anos, você vinha pra cá. Você teve algum desses dias, quando você era pequena, que você veio pra cá e foi um dia marcante? Ou os dias marcantes vieram depois que começou a trabalhar?

 

R - De quando eu era pequena, não. Esses dias marcantes pra mim era ir pra colônia de férias, muito menina, com três anos de idade. Eu fui criada com os filhos dos diretores, contínuos, auxiliares. Naquela época a gente não tinha distinção. Nós éramos na colônia, filhos dos funcionários. Então isso faz parte sim da minha lembrança, e é uma coisa muito gostosa, porque eu cresci junto com esse pessoal, namoramos entre nós, fizemos hi-fi, fizemos grandes amizades, fomos amigos durante  toda a infância e a adolescência. Então hoje, aquele pessoal que se aposentou mais tarde, foram pessoas com quem eu também trabalhei, mas na verdade conheci desde criança. E aí hoje, quando eles passam por mim, e não me reconhecem mais, penso: “Não sou mais aquela menina, porque eu os reconheço”. Essa é uma parte muito gostosa. Agora, ao longo do banco, quando eu fiz concurso pro banco, foi uma coisa que me marcou, porque já era funcionária do BNDESPAR e queria ser funcionária efetiva do banco. Naquela época não era o sistema.  Eu fiz a prova junto com o meu irmão. Então a minha preocupação na prova dele, que ele ainda era muito menino e eu queria que ele trabalhasse aqui, eu tomei mais conta da prova dele do que da minha. Então ele se saiu melhor. Na datilografia, gente, eu já estava cansada de trabalhar com isso por alguns anos, e faltava uma semana também pra eu me casar, minhas unhas estavam grandes e eu quebrava com os dentes as minhas unhas, pra poder ser rápida. E tomando conta da minha prova e tomando conta da dele. Ele fez na minha frente, foi chamado antes, e só mais tarde eu fui chamada. Essa é uma das minhas recordações. E ao longo do tempo, lógico, você cria amizades. É a saída de uma pessoa, a morte de outra...

 

P/1- Então seu irmão também trabalha no banco?

 

R – Trabalha.

 

P/1 – E o que ele faz?

 

R -  Ele é o Coordenador do setor de Arquitetura. É muito engraçado quando a gente sai pra almoçar, as pessoas olham, não sabem exatamente... A gente ri muito com essa situação, porque como a gente tem o hábito de sair muito pra almoçar, é muito engraçada a curiosidade das pessoas.

 

P/1 –Por que? As pessoas acham que vocês...

 

R – De repente é um namoro. Aí eu falo: “Que bolão hein, ta batendo um bolão” (risos).

 

P/1 – O que é o BNDES pra senhora?

 

R – O banco pra mim é... Além de ser familiar, como eu tinha dito anteriormente, eu me orgulho de estar tendo, não é um emprego, eu tenho amigos, eu tenho trabalho que me satisfaz. Na verdade, é o que sustenta a minha casa. Então é uma coisa que está presente na minha vida desde muito pequena.  Eu ouço histórias desde muito pequena. Faz parte da minha vida. Eu realmente me sinto muito grata pelas pessoas com quem eu trabalhei, pelo ambiente que se formou. Foram pessoas que ficaram minhas amigas. Pra mim o banco foi realmente muito importante, a ponto de eu ter uma opção pra clinicar e eu realmente não tive coragem de deixar o banco.

 

P/1- Do que você tem formação?

 

R – Eu tenho formação em Psicologia e Bioenergética.

 

P/1 - Você tinha a opção...

 

R – Tinha opção de clinicar, e eu realmente não tive coragem de largar o banco.

 

P/1 – Agora pra finalizar, o que a senhora achou de ter participado dessa entrevista e contribuído para o projeto dos cinquenta anos do BNDES.

 

R - Pra mim foi... Eu estou muito agradecida de estar participando disso e eu espero que o banco tenha muitos depoimentos, muitas histórias pra contar, porque eu tenho certeza que as pessoas que trabalham aqui podem enriquecer o dia a dia dos que não contaram as suas histórias e dos que estão chegando.

 

P/1 - Então Grace, muito obrigada.

 

R – Obrigada.

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