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História

"Não saio daqui por nada"

História de: Ailton Santos de Oliveira
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 25/08/2020

Sinopse

Mudança da Bahia para São Paulo. Primeira impressão de São Bernardo do Campo (SP). Bairro Riacho Grande. Lazer e atividades culturais. Amor pela cidade.

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História completa

P - Leandro Cusin

R - Ailton Santos de Oliveira



P – Bom, primeiro, eu quero que você fale o seu nome completo, o local e data do seu nascimento.

 

R – Eu me chamo Ailton Santos de Oliveira, é, nasci em Itororó, Bahia, no dia 23 de maio de 1969.

 

P – E como que... O senhor mora aqui em São Bernardo, certo?

 

R – Moro em São Bernardo há 21 anos.

 

P – E como que o senhor veio morar aqui em São Bernardo?

 

R – Como que eu vim morar aqui? Por incentivo dos meus tios, né? Eu tinha uma vida desprovida lá e vim pra cá. Hoje, graças a Deus, sou feliz aqui.

 

P – E você pode me dizer a origem da sua família?

 

R – Minha origem, da minha família, eu tenho um pouco do Nordeste e um pouco, descendente de português.

 

P – Aqui de São Paulo?

 

R – São Paulo.

 

P – E você se lembra qual foi a sua primeira impressão de quando o senhor chegou aqui em São Bernardo?

 

R – Muito medo. (risos)

 

P – Por que medo?

 

R – Medo, o caos da grande metrópole, né? Acostumado [com] lá na roça, então a gente... Diferença muito grande.

 

P – Então, a primeira foi medo, mas depois...

 

R – Depois fui me acostumando, né?

 

P – Em que bairro que você mora aqui em São Bernardo?

 

R – Riacho Grande.

 

P – Riacho Grande?

 

R – Riacho Grande, isso.

 

P – E é um bairro bom?

 

R – Eu gosto de morar, porque é arborizado, né? Sempre gostei do mato, então, graças a Deus, estou no lugar certo.

 

P – Então, esses foram os motivos que fez o senhor morar lá?

 

R – Foi sim, não trocaria lá por nenhum lugar aqui no Centro.

 

P – E do que você mais gosta aqui, dessa cidade, de São Bernardo? 

 

R – De São Bernardo, são as atividades culturais, né? O lazer, tem muito lazer aqui, pra criança principalmente, é ótimo.

 

P – O senhor costuma fazer bastante desses programas culturais aqui?

 

R – Costumo. Na minha folga, eu faço isso com os meus filhos, graças a Deus, e sou feliz.

 

P – Ah, que legal. E você conhece alguma ação de meio ambiente?

 

R – De participar mesmo, não tenho assim um...

 

P – Você não participa?

 

R – Não participo.

 

P – Mas o senhor sabe que tem aqui...

 

R – Existe sim, eu sei que existe, mas nunca fui, assim, [de] procurar, porque eu também não tenho tempo.

 

P – Legal. Então, pra gente acabar aqui, me conta alguma história bem curiosa que o senhor já passou aqui em São Bernardo, que você pode contar aqui pra gente.

 

R – Mas em que sentido, história?

 

P – Uma história curiosa que você passou por aqui e assim, que você viveu aqui, sabe? Algum imprevisto, alguma coisa assim que foi engraçada ou triste e marcou a sua vida.

 

R – Tristeza? Não, não foi tristeza. Foi, assim, uma alerta pro mundo, né? Eu estava fazendo cursinho, quando cheguei no determinado local, desci do ônibus, o cara me, levou toda a minha roupa e me deixou só de cueca na Anchieta. Só isso. (risos)

 

P – Ele te assaltou, então? Total?

 

R – Me deixou só de cueca, e eu com todo o meu pagamento no caderno, de cuequinha, de meia, sem camisa. É mole?

 

P – E mesmo assim, o senhor continuou morando aqui porque...

 

R – Não saio daqui por nada, só se for para ir embora para o interior, mas isso aí vai demorar muito ainda.

 

P – Então, beleza. Obrigada Ailton por essa entrevista. Até a próxima.

 

R – Até a próxima.

 

[Fim do depoimento]

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