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História

Na dualidade, o eterno adolescente

História de: Marcelo Gonçalves
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 18/01/2018

Sinopse

Prepare-se: história de vida de um geminiano. Vai ter amor e ódio, grandeza e pequeneza. Vai ter dualidade do início ao fim, mas histórias regadas de muito sorriso e ingenuidade. Marcelo é assim: um cara simpático, talvez um pouco rigoroso demais consigo! Altamente reflexivo. Inteligente. No fundo, um eterno adolescente. Com um coração bondoso, apaixonado pela esposa e pelos sobrinhos. Alguém que sabe olhar a oportunidade, avaliar se cabe sua personalidade nela e abraçar quando a resposta é sim. Marcelo é um cara que procura o equilíbrio e que sabe buscar aquilo que importa: trilhar a sua história se inspirando na do outro. Alguém surpreendente.

História completa

Até os meus 20 anos eu morei na Mooca, na Rua João Antonio de Oliveira, 671, uma casa pequena. Depois a gente se mudou para uma casa maior e foi o momento mais feliz da minha infância! Lá tinha um quintal muito grande, e convivíamos com três cachorros e 25 gatos. Lembro da Bolinha, uma cachorrinha que perdeu seu filhotinho no mesmo dia em que apareceu um gatinho em casa – e que ela pegou pra criar. A partir daí ela começou a defender todos os gatos da casa. Minha mãe perdeu a foto que tinha a gata deitada com os gatos em volta dela. Era uma foto bem significativa, que mostra que não existem barreiras: todo mundo consegue se relacionar com todo mundo.

Pra ser feliz, você não precisa de muita coisa, né? Não precisa de muito espaço. A gente morava num lugar com um quarto e uma sala, então eu dormia com a minha irmã na sala e meus pais dormiam no quarto. Quanto menor o espaço, mais as pessoas ficam juntas. Quando a coisa começa a aumentar, as pessoas passam a ficar mais individualistas, você começa a ter o seu espaço. Então em casa era bem organizado. Com pouco, a gente era mais feliz do que quando a gente começou a ter um pouco mais. Foi uma fase bem legal, tenho bastante carinho por essa época na Mooca.

A fase da adolescência tem muita descoberta de diferenças. Por sempre ficar muito trancado em casa, comecei a querer procurar referência fora, com amigos. Você começa a questionar muito se o que você tem em casa é o mundo perfeito ou se o mundo perfeito passa a ser o que é externo. Foi uma experiência interessante, eu ainda me considero um adolescente. As duas coisas que eu gostava: matemática e idioma. Ainda hoje tenho uma certa tara por dicionário. Quando eu era pequeno, tive problema de fala, então eu aprendi a escrever olhando dicionário! Fiquei meio viciado em dicionário, então eu começava a copiar dicionário de tudo, inglês e espanhol...

Cada pessoa tem a sua essência, né? A minha essência é uma essência de TI, em ser mais introspectivo e mais lógico. Então o que eu faço é gerenciar essas minhas altas e baixas. Se eu acordo muito de mau humor de manhã, de repente não é o melhor dia pra falar com a Força de Vendas ou pra fazer reunião com alguém: é melhor ficar trancado! Acho difícil girar a chave porque estamos falando de essência! Quem decide fazer Exatas é porque não gosta muito de gente; quem decide fazer Humanas é porque o perfil é estar com pessoas. Cada um tem a sua essência, é difícil mudar.

 

Eu vario muito de humor durante o dia, afinal, meu ascendente é em gêmeos! E esse é um problema sério porque às vezes eu estou sorrindo e se eu perder a paciência, você vai falar assim: “Cara, não é o mesmo Marcelo!” Então eu gerencio essa falta de humor, esse gerenciamento de inteligência emocional, que ninguém é perfeito, mas enfim, eu não sou perfeito e nem quero ser também.

 

No final das contas você não aprende em faculdade algumas coisas, você aprende com as pessoas. Eu sempre procurei muito as pessoas, referências, então eu tentava puxar das pessoas alguma coisa, né? Não gosto de ficar meio na historinha de cada um, sempre quis procurar a minha história.

 

Não sou um cara ambicioso, não sou um cara que tem muita ambição do tipo: “Eu quero ter uma casa com dez quartos!” Eu preciso ter um espaço que seja meu e que eu fique bem. Me adapto muito bem com espaços pequenos, porque fui aprendendo que quanto menor o lugar, maior a felicidade, você não precisa de muito pra ser feliz, né? Então acho que eu estou bem. Se eu estiver com a minha esposa, minha família, meus sobrinhos, eu consigo ir bem e não quero muito mais do que isso.

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