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História

Minha vida, uma diversidade de experiências

História de: Letycia Pereira Paz
Autor: Valdicinéa
Publicado em: 01/10/2020

Sinopse

Sou Letycia Pereira Paz, tenho 13 anos, sou uma menina tímida e sorridente, gosto de ler, desenhar, fazer amizades e estar em contato com a natureza. Quando era pequena, não tinha muito contato com outras crianças, brincava com meus avôs e amava ouvir as histórias que eles contavam. Aprendi a ler aos seis anos de idade e o presente que sempre pedia era livros de histórias infantis. A nossa história é marcada por encontros e desencontros, experiências diversas, importantes para a formação do nosso ser e para a construção da nossa trajetória de vida. O conhecimento é o caminho que nos leva ao longe. Deixarei que o tempo se encarregue de mostrar o que estar por vir, pois a minha história será construída com as amizades sinceras e com os ensinamentos de cada dia. Esta história foi produzida integralmente por Letycia Pereira Paz, para a aula do Componente Curricular ARTES, nas turmas do 8° ano do Ensino Fundamental II do Colégio Viana, da cidade de Governador Mangabeira – Bahia, ministrada pela professora Valdicinéa Aragão Conceição, durante o II trimestre letivo 2020 (aulas remotas).


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História completa

Meu nome é Letycia Pereira Paz, tenho 13 anos de idade, sou estudante, moro no Povoado de Furtado, zona rural do Município de Governador Mangabeira. Nasci no dia trinta de setembro de dois mil e seis, às doze horas e cinqüenta minutos da manhã, na Santa Casa de Misericórdia, Município de Cruz das Almas - BA. 


Sou uma menina tímida e sorridente, também choro com facilidade, gosto de fazer amizades e estar com contato com a natureza. Quando era pequena, não tinha muito contato com outras crianças, brincava com meus avôs e amava ouvir as histórias que eles contavam.


 No ano de dois mil e dez, com três anos de idade comecei a estudar na Escola Helenita Gomes da Silva, localizada no Distrito de Quixabeira/Governador Mangabeira, onde permaneci até dois mil e treze, quando conclui o primeiro ano do Ensino Fundamental. Tenho boas recordações de todos da escola, principalmente das professoras. 


Sempre gostei de ler e desenhar. Aprendi a ler aos seis anos de idade com a ajuda da minha mãe Jucinéia Ferreira Pereira Paz, que também é professora. Lembro-me que o presente que sempre pedia era livros de histórias infantis, os quais guardo até hoje e utilizo para contar histórias para minhas irmãs.


Aos sete anos de idade, em dois mil e quatorze, estudei o segundo ano do Ensino Fundamental em uma escola particular. Não foi uma experiência muito boa pelo fato de sofrer bullying, por ser muito pequena fisicamente, os colegas não brincavam comigo, me sentia rejeitada e até era confundida com aluna da Educação Infantil. Porém, recordo-me com carinho da diretora e da professora.


 No ano seguinte fui matriculada na Escola Vereador José Gomes da Silva, onde cursei do terceiro ao quinto ano do Ensino fundamental. Vivi a experiência de ter minha mãe como professora do terceiro ano e o curioso é que, na sala de aula, nunca a chamei de mãe, mas em casa, muitas vezes esquecia e a chamava de pró. Lá fiz muitas amizades, participei de muitos projetos interessantes, a exemplo do Criativos da Escola. Também escrevi minha história na linha do tempo e a professora Dulcinéia parabenizou o meu trabalho. Minha formatura de 5º ano foi um momento mágico. Estava feliz, mas o fato de saber que iria mudar de escola não me agradava. Queria estudar lá o resto da vida.


Nos anos de dois mil e dezoito e dois mil e dezenove, cursei o sexto e o sétimo ano do Ensino Fundamental no Colégio Teresa de Lisieux, em Cabaceiras do Paraguaçu. Foi uma experiência boa que me recordo com saudade, mas, este ano de 2020, mudei para o Colégio Viana porque não formou turma na escola anterior. Foi um momento difícil, pois eu já estava acostumada com os Professores e colegas. Ainda estou me adaptando na nova escola e espero aprender coisas novas e manter um bom relacionamento com Professores e colegas. 


Como a vida não é feita apenas de estudos, há outros fatos importantes como meu aniversário de cinco e sete anos, que foram comemorados com a quantidade de bolos equivalentes à idade que eu estava completando. Senti-me muito feliz e todos ficaram admirados, diziam que parecia uma festa de casamento. 


A chegada da minha irmã Ana Lyvia, no ano de dois mil e quinze, trouxe um mistura de sentimentos. Me sentia feliz e triste ao mesmo tempo, era boa a ideia de ter uma irmã para brincar, porém, não me agradava o fato de perder a atenção exclusiva. Já estava com nove anos, mas sentia ciúmes e fazia birra para chamar a atenção.


  O réveillon de dois mil e dezesseis para dois mil e dezessete foi maravilhoso, viajei com meus pais, Jucinéia e Genilson, juntamente com minha irmã Ana Lyvia, para a cidade de Madre de Deus. Entrei na praia pela primeira vez, pulei ondas, brinquei no carrossel e comi algodão doce. Fiquei encantada com a queima de fogos e a decoração que simulava a neve caindo. 


Em 2018 ganhei mais uma irmã que se chama Luyza. Fiquei muito feliz e não senti ciúmes.  Por ser a caçula da família, passei a cuidar como se fosse uma bonequinha.


Também não poderia deixar de mencionar a viagem para a FLICA (Festa Literária Internacional de Cachoeira - Bahia), no ano de dois mil e dezenove, com os alunos do Colégio Teresa de Lisieux. Foi uma experiência muito boa, pois aprendi coisas diferentes e ao mesmo tempo me diverti muito com meus amigos.


Percebo que a nossa história é marcada por encontros e desencontros, experiências diversas nem sempre agradáveis, mas todas elas são importantes para a formação do nosso ser e para a construção da nossa trajetória de vida.


Pretendo continuar estudando, pois sei que o conhecimento é o caminho que nos leva ao longe. Quero continuar admirando a natureza e me inspirando nas coisas que marcam a minha vida de forma positiva. Deixarei que o tempo se encarregue de mostrar o que estar por vir, pois a minha história será construída sempre com as amizades sinceras e com os ensinamentos de cada dia.

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