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História

Minha infância

História de: Daila
Autor: Dilcriane
Publicado em: 11/11/2017

Sinopse

Uma menina mulher criada pelos avós que viveu seus dias de felicidade entre a natureza e que trouxe além das lembranças a criança que ainda vive dentro dela.

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História completa

Fui criada pelos meus avós, eu e minha irmã, como minha mãe precisava trabalhar deixou nós com eles. Uma infância maravilhosa nós brincávamos de tudo, a brincadeira que mais gostava, era brincadeira de elástico, como diziam "pular corda". Então quando chegava noite, se reunião todas as crianças daquela rua, brincávamos de "eu sou rica,rica,rica, de marre de sim" e brincávamos de esconde , esconde, pata cega e outras. Tínhamos a hora de irmos pra escola, levamos o lanche farofa ou bolinho de farinha, bolinho de crueira frito, isso era o lanche que ia embrulhado em folha de caderno. O meu material escolar era todo reciclado, tipo a minha avó pegava folha de caderno usado e aproveitava para o ano seguente. A capinha de sombrinha era meu estojo, onde guardava meus lápis e canetas. As folhas reaproveitada era costurada a mão com agulha e linha de costura e forma um novo caderno. Minha irmã não gostava nada disso, ela resmungava e pedia para a mamãe comprar um novo caderno. mas minha avó não trabalhava apenas vivia de costura umas roupas aqui outras ali, e meu avô trabalhava de agricultor no "BEC" em Oriximiná ele plantava banana, melancia, milho etc...e vendia esses produto na cidade e com o dinheiro da venda sustentava a casa. quando era só alegria por um lado e por outro ficarmos triste, alegria era que irmos comer biscoite "MARIA" com refrigerante, e por outro a tristeza por não deixar nós brincarmos com as criança rua. Ela dizia que tínhamos que estudar para sermos pessoa de bem, meu avô era muito rígido, naquele tempo se chegasse visita em casa ele mandava eu servir o café, minha irmã recolhia os copos. tínhamos que tomar bença da visita, na chegada e na saída. E só íamos pra sala se ele chamasse. Que infância! muitas saudades! aprende muito com ele, embora naquele tempo achasse ruim hoje,ele se foi, minha avó existe,como o tempo passa rápido e só percebemos quando se tem um filho,e quando vamos conta a eles nossa história sei que um dia minha filha contará minha história também . Hoje tenho minha família, mas sempre vou visitar minha vozinha , e as lembranças sussurram aos meus ouvidos, como é bom lembrar.

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