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História

"Meu sonho é continuar ajudando"

História de: Marcos Kenji Kaneko
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 01/08/2014

Sinopse

Marcos conta sua história com grande felicidade e a inocência das crianças. Fala sobre os períodos em que morou no Japão e as dificuldades encontradas na primeira escola em que estudou. Com grande alegria fala das doações que faz todo ano para o projeto Criança Esperança. 

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História completa

Meu nome é Marcos Kenji Kaneko, nasci em 13 de maio de 1983, em São Paulo. Minha mãe chama Rosa e meu pai, José. Eles nasceram em São Paulo também. O pai do meu pai era Takefumi e a mãe da minha mãe era Hatsumi. Meus pais se conheceram numa viagem e estão casados até hoje. Minha casa onde eu moro atualmente é na Vila Jabaquara, quando eu nasci morava perto do São Judas.

Eu ia para a escola de carro com a minha mãe. Na escola eu gostava de estudar, ler e escrever e brincar com os meus amigos. Eu lembro da Verônica, a professora de História. Na escola, quando vinham me enforcar, eu gritei socorro e aí o meu irmão, quando eu estava sendo enforcado, aí ele me protegeu. Isso porque eu não gostava de brincar com eles e meu irmão me protegeu. Eu gostava de Química também, a professora era a Cris. Eu tinha muitos amigos na escola, a Gabriela, por exemplo.

Eu tenho dois irmãos: meu irmão é mais novo e minha irmã é mais velha. Ela tem 33 anos e ele 22. Quando eu era criança, eu brincava de motoquinha, de Lego, de bola, jogar bola.  Minha mãe era agente de viagens. Na época, ela fazia pacotes e hoje, minha mãe trabalha em casa. Ela lava a louça, lava a roupa, ela faz janta, almoço.

Na primeira escola eu estudei de 92 até 93. A segunda foi de 93 até 2001. Eu fiz o ensino fundamental. Parei porque meu pai foi pro Japão e aí, eu tive que ir pra lá, pra ficar com ele. No Japão foi legal. Aquela época eu ficava em casa, estudando na escola. Eu fui à escola para aprender japonês. Na primeira escola em São Paulo sofri preconceito, porque eles não gostavam de mim na primeira escola. Porque eles achavam que eu não entendia nada, que eu não era muito bom pra estudar. Na segunda foi legal, porque eu sempre interagia com eles, brincava de correr e dançar, a escola chamava Essência. Fica longe da minha casa, é no Campo Belo. Meus colegas eram a Gabriela, o Marcos, o João, o Felipe, a Daniele, a Maira, o Tiago, o Bruno, o Douglas e outras crianças, que eu não lembro o nome. Eu gostava de tudo lá, gostava de ver os professores falando, de conversar com eles, de aprender com eles e até hoje, eu estou falando com eles na internet. Eu morei duas vezes no Japão, na primeira eu fiquei um ano e meio, e na segunda foi quase 8 anos. Foi legal, eu ficava passeando, comendo, estudando também. Eu gostava de passear com a minha família.

Desde 93 eu gosto de assistir o Criança Esperança porque mostrava depoimentos de crianças que estavam precisando de ajuda, de doações. Eu sempre acompanhava as doações e aí minha mãe autorizou a doar e até hoje, eu estou doando. Eu falei: “Mãe, posso doar sete reais pro Criança Esperança?”, e ela falou: “Pode uma vez por ano.” E até hoje, e o ano que vem eu vou doar uma vez por ano. Eu doo para ajudar as crianças a terem uma vida melhor. Eu sempre via as histórias de crianças e pessoas que sempre doam pro Criança Esperança e na TV, sempre vejo telefones, a Globo sempre faz programação especial, por isso que eu fiquei só falando sobre a campanha e liguem, doem, participem e ajudem as crianças, e aí, desde 93 até hoje eu estou doando. Eu tinha 10 anos quando comecei a doar. Eu doo R$ 7,00 por ano. Eu vejo sempre anúncio da campanha Criança Esperança, os shows, falando sobre shows, passa no Fantástico, no Jornal Nacional, toda programação da Globo que eu vejo. Eu sinto bem doando porque eu faço a minha parte. Vou continuar doando porque quando eu doo, faço a minha parte, aí quando a Globo anuncia o telefone, aí eu ligo e depois quando eu saio, fico um tempão, aí eu faço a minha parte, até hoje. Hoje e ano que vem, eu vou doar, porque eles precisam, porque as crianças precisam ter saúde, educação, ter bastante vida e ter mais ajuda.

Eu gosto de ficar na internet, escovar os dentes, fazer exercícios, brincar com o meu irmão. Meu sonho é continuar doando pro Criança Esperança e fazer minha parte. Gostei de vir aqui porque é muito bom contar histórias, eu lembro quando eu era criança, quando eu viajava pro Japão e eu voltava pro Brasil.

 

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