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História

Menino de liceu

História de: Marco Alfredo Di Cunto Junior
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 20/12/2012

Sinopse

Identificação e a infância passada em São Paulo. As idas à doceria Di Cunto, fundada pelo avô e seus irmãos. O desejo de trabalhar na doceria e continuar a empresa da família. O início do trabalho efetivo, aos 15 anos, auxiliando nas vendas em datas comemorativas. A graduação em Comunicação Social e o início do trabalho na área de Comunicação e Marketing da empresa. A organização interna, o histórico de formação, sua expansão, o atendimento aos clientes e as estratégias adotadas na comunicação. O processo de desindustrialização e a evolução do comércio no bairro da Mooca.

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História completa

“Minha família é tradicional na Mooca e, como não podia deixar de ser, eu estudei num colégio do bairro. Esse colégio se chama Liceu Santa Cruz. Ele existe até hoje. Eu fui muito cedo para a escola. Eu via a minha mãe levando a minha irmã e queria ir também, queria por todo modo ir junto. Tanto insisti que minha mãe resolveu fazer teste, até com dor no coração, coitada, porque eu era muito novinho. Eu tinha pouco mais de dois anos. Mas enfim ela me levou lá no Liceu Santa Cruz e eu me saí muito bem no teste. Então entrei no colégio ali no início dos anos 80 e continuei estudando ali até a conclusão do segundo grau, médio hoje. Como eu fiquei esse tempo todo no mesmo lugar, fiz muitos amigos, muitos que conheci pequenininho e que cresceram comigo. Eu sempre morei no mesmo lugar: Avenida Paes de Barros, 1.136; e o Colégio devia estar no número 700, 600, sei lá. Ficava a duas quadras da minha casa. Então, desde muito jovem eu já ia a pé para a escola. Não ia sozinho porque tinha um amigo do prédio que também estudou nessa mesma época no Liceu. Ele morava no segundo andar e eu no sétimo, então a gente sempre se encontrava e ia junto para o colégio; estudava na mesma classe. E havia outros amigos que moravam no caminho também, então todo dia a gente ia encontrando o pessoal e chegando junto na escola. Era uma grande farra ir para a escola, era um momento de alegria. Para mim nunca foi chato ir para a escola. A gente encontrava os amigos e passava momentos bem legais. Outra coisa que me vem à memória é o momento de comprar o material escolar. Hoje as escolas quase que vendem um pacote. Não existe mais aquele ritual. Eu me lembro de ir com a minha mãe ao mercado do Yamauchi, que também é tradicional do bairro. Eles têm uma área no pavimento superior que é de brinquedos, papelaria, e a gente sempre estava comprando coisas por ali. Mas não que eu fosse caprichoso, porque nem eu, nem meus amigos éramos do tipo que liga para o material, de ter tudo certinho. O estojo era bagunçado, um usava o do outro, um emprestava para o outro. Só uns poucos alunos na sala é que tinham o estojo todo bonitinho; separados os lápis, lapiseira. Tenho lembranças fortes também das festas de final de ano. Eram grandes festas que eram feitas, muitas vezes, no Clube Atlético Juventus no salão nobre, que era um salão muito grande. Então tenho grandes lembranças aí dessas festas de final de ano, em que a gente preparava um número para apresentar aos nossos pais. Ou era fantasiado de alguma coisa fazendo dança; uma apresentação bem bobinha, bem simplesinha; são coisinhas bem marcantes para a gente. A gente tinha um diretor da escola, que era o proprietário, ele chamava Afonso. Ele, nossa!, ele fazia discursos longuíssimos; aquilo para a criançada era um porre. Nas festas, a gente queria brincar e ele ficava ali falando. Mas é isso. Foram grandes amigos, grandes professores, grandes exemplos, e tudo isso contribuiu para que eu me tornasse quem eu sou.”

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