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Memórias que vagam pelo Centro de São Paulo

História de: Eleni de Almeida Santos
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 07/07/2020

Sinopse

Eleni relata brevemente sua experiência com a região central da cidade de São Paulo, contando as surpresas e reflexões que ocorrem durante suas caminhadas. Compartilha as memórias do local e as mudanças que pôde observar ao longo do tempo. Eleni compara o Centro com a Europa, ressaltando como o considera bonito e único.

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História completa

P/1 – Boa tarde.


 

R – Boa tarde.

 

P/1 – Por favor, diga seu nome completo, local e data de nascimento.

 

R – Eleni de Almeida Santos, nasci em São Paulo, em 10 de agosto de 1964

 

P/1 – A Eleni é uma das moradoras do Centro e agora ela vai dizer pra gente qual é o Centro que ela frequenta.

 

R – Eu frequento o Bixiga, principal Centro e o principal... o que me toca bastante é o Centro de São Paulo.

 

P/1 – Que locais, especificamente?

 

R – O Bixiga, Rua dos Franceses e no centro o Viaduto do Chá, quando limpo.

.

 P1 – Eleni, você tem algum personagem do Centro que você achou bem característico, você já encontrou alguém que te chamou a atenção?

 

R – É um cara que canta. Ele vive cantando pelo bairro de São Paulo. Ele é um desconhecido. Ele canta como se fosse o principal artista de São Paulo.

 

 P/1 – Pelas ruas?

 

R – Pela ruas.

 

P/1 – Você já viu ele aqui no Centro em algum lugar específico?

 

R – Já. Antes ele sempre acompanhava o Sindicato dos Bancários, e atualmente ele tem ficado na Rua dos Ingleses com a Brigadeiro Luís Antônio.

 

P/1 – Eleni, conta uma história pra gente. Em toda essa época que você está morando aqui no Centro, alguma história que aconteceu aqui com você.

 

R – Uma história do Centro que me toca bastante. Há muito tempo atrás eu ainda não morava no Centro, eu morava no Jabaquara e caminhando pelo Centro eu encontrei Adoniran Barbosa sentado num bar ali perto da Dom José de Barros tomando café e fumando. Isso foi assim uma emoção. Muito emocionante.

 

P/1 – E falando em Adoniran Barbosa, qual é uma música que te lembra o Centro?

 

 R – Música que me lembra Centro é aquela música do Caetano Veloso, Sampa.

 

P/1 – Agora conta alguma coisa que você tenha na sua memória sobre o Centro. Você estava tão entusiasmada em dar o seu depoimento, conte aí alguma aventura, alguma coisa.

 

R – Eu não vou falar sobre aventura, mas o que me toca e que me deixa cada vez que eu entro no Centro e que me emociona bastante é que o Centro de São Paulo é tão lindo quanto a Europa. Eu tive a oportunidade de conhecer a Europa o ano passado e eu sempre imaginava que São Paulo era igual. E São Paulo é muito mais bonito. Infelizmente está abandonado, mas ele é lindo, maravilhoso e muito melhor ainda que a Europa, porque ele tem o calor humano que não existe igual em nenhum lugar do mundo. Isso me toca. E a emoção que eu tenho no centro é de andar pelas manhãs. Eu ando com o meu cachorro Ideafix muito cedo, seis horas da manhã. E é lindo andar pelo Centro de São Paulo de manhã, é lindo, não tem violência nenhuma, é mentiroso isso. Hoje mesmo, dia 19 de maio de 2001, eu andei com ele pela manhã e você não vê nenhuma violência quanto estampa a televisão e é lindo, São Paulo é lindo.

 

P/1 – Por que ruas você anda?

 

R – Às vezes venho até o Centro, passo pelo caminho que ele gosta de fazer, é ali perto da funerária ali... que é perto do Largo São Francisco. Às vezes a gente passa pela Sé, às  vezes a gente passa pelo Pateo do Collegio, Consolação, São Luís e é um boulevard. Não tem outra palavra que expresse.

 

P/1 – Está certo Eleni. Agora, para terminar, me conta o que você está achando dessa exposição que está tendo aqui no Centro Cultural Banco do Brasil. Especialmente essa aqui do subsolo que é feita baseada nos depoimentos da população.

 

R – Olha, é uma emoção estar aqui nesse prédio que eu vim várias vezes nessa agência. A exposição está mil. Esse depoimento, eu acho que assim, tinha que ser mais divulgado. Eu vi isso uma única vez, logo que lançaram e está lindo, maravilhoso. Tenho que dar os parabéns, continue assim.

 

P/1 – Muito obrigada, Eleni, pela sua colaboração.

 

R – Tchau.

 

--- FIM DA ENTREVISTA ---



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