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Memórias da minha vida

História de: Patrícia Buenaga Pacheco
Autor: CLAUDIA BORGES M DA SILVA
Publicado em: 26/11/2012

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O CARRINHO DE ROLIMÃ Quando criança Pati morava na cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. Ela adorava brincar com seus irmãos e amigos. Sua rua formava uma grande ladeira de paralelepípedos, onde a maioria das brincadeiras acontecia. Um dia o pai de Pati resolveu construir um carrinho de rolimã para ela e seus irmãos brincarem. O carrinho era colocado no alto da rua e as crianças desciam em alta velocidade. Mas eles não estavam satisfeitos com a rapidez do carrinho. Então para que o brinquedo descesse ainda mais rápido o pai de Pati colocou sabão nas rodas. O carrinho deslizava, deslizava com ajuda do sabão e ficou tão rápido que às vezes era difícil de controlar e aí você pode imaginar o que acontecia. Essa brincadeira fazia a alegria da criançada e eles se divertiam muito com o carrinho de rolimã. OS BRINQUEDOS Naquele verão Pati resolveu fazer brinquedos para ela e seus irmãos. Fazia pipas coloridas que voavam alto e bem no alto enfeitavam o céu de Petrópolis. Construía também carrinhos e bonecos de lata. Para esse tipo de invento não precisa muita coisa, basta conseguir em casa latas vazias, uma tesoura e muita imaginação e isso parece que Pati tinha de sobra. Ela queria muito outros brinquedos, mas como sua família não tinha dinheiro para comprar ela teve a ideia de construir os próprios brinquedos para ela e seus irmãos. Outras brincadeiras que Pati gostava eram carniça que é uma fila indiana de crianças. Enquanto uma fica agachada, as outras, uma por uma da fila vai pulando por cima. A outra é pique esconde. Quem nunca brincou dessa brincadeira? Quando Pati não estava na rua brincando, ficava assistindo a seus desenhos favoritos “Pica–Pau e Tom e Jerry”, que até hoje fazem parte da infância de muitas crianças. AS VIAGENS Patrícia não saía muito de Petrópolis, portanto não conhecia muitos lugares. Mas um em especial faz parte da sua história. Nas férias ela costumava ir para a casa de seus avós, em Cabo Frio. Todo ano ela fazia o mesmo trajeto, mas nunca era igual, afinal de contas sempre acontecia algo diferente em cada viagem. A paisagem mudava e os passageiros não eram os mesmos. Suas viagens eram muito longas e divertidas. Tudo continuava do mesmo jeito quando um fato inesperado aconteceu. A família de Pati teve que sair de Petrópolis por causa da saúde de seu irmão. Foram morar em Mauá. Pati não gostou muito, pois teve que deixar seus amigos. Mas uma coisa teve de bom, a praia. Ela passava boa parte do seu tempo livre pegando sol, tomando banho de mar e jogando vôlei que passou a ser seu esporte favorito. OS ANIMAIS DE PATRÍCIA Os cachorros sempre fizeram parte da vida de Pati. Quando menina ela tinha vários. Ela limpava as fezes dos animais e dava comidas para eles. Isso às vezes, porque segundo Patrícia essa tarefa ficava para a mãe dela fazer. Os animais davam muito trabalho, mas ela gostava deles. Sempre que Pati chegava da escola eles pulavam em cima dela e faziam a maior festa. Até hoje ela tem paixão pelos cachorros. Ela tem um Pitbull. Um dia patrícia pegou seu cachorro e foi passear com ele. O Pitbull adorou, pulava de alegria em cima da sua dona. Sua brincadeira favorita é brincar de bolinha. Ela jogava a bola longe e o cachorro pegava e trazia de volta e entregava em sua mão. Patrícia não abre mão dos seus bichinhos. A VIZINHA ENCRENQUEIRA Um belo dia Pati e seus irmãos estavam chegando da escola e a vizinha reclamou que sujaram de papel o corredor da casa dela. Estava cheio de bolinhas de papel. A vizinha foi tirar satisfação com a mãe da Patrícia e as duas se desentenderam. A vizinha colocou a mão por cima do muro e puxou o cabelo da mãe da Pati. Ela gritava: - Ai! Ai! Ai! Os puxões foram tão fortes que ficou cabelo na mão da vizinha. Pati e seus irmãos resolveram ajudar sua mãe. Pegaram uma vassoura e um rodo que estavam encostados no muro e partiram para cima da vizinha. Foi vassoura voando para um lado e rodo voando para o outro. Bateram na vizinha e a vizinha desmaiou. A situação foi contornada e quando o pai dos meninos chegou castigou os filhos pelo que eles fizeram. Afinal de contas não se combate violência com violência. Depois disso a vizinha parou de implicar com eles. A JUVENTUDE Quando adolescente Pati tinha uma amiga que se chamava Mônica. Elas viviam sempre juntas, pareciam até irmãs. Até mesmo quando iam para a escola, apesar de estudarem em lugares diferentes. As duas se divertiam muito, embora de vez em quando elas acabassem brigando. Mas isso não impedia que as duas continuassem amigas. Fora da escola, estudavam em casa. Se Patrícia tivesse dificuldade com os deveres era Mônica quem lhe ajudava. Patrícia só não precisava de ajuda em Matemática, sua matéria preferida. Patrícia gostava muito de estudar e de ler. Lia constantemente, ficava durante muito tempo debruçada sobre seus livros de histórias. Apesar do gosto pelos estudos ela só estudou até a 8ª série, motivo que vocês saberão mais à frente. Com o passar dos anos, Patrícia resolveu ir morar em Petrópolis outra vez com uma amiga. Nessa época saia bastante para se divertir. Nessa fase da juventude precoce, Patrícia conheceu um rapaz que mudaria para sempre sua vida. Eles se apaixonaram e começaram a namorar. Como ele era mais velho seu pai não autorizou o namoro. Eles então passaram a namorar escondido. O CASAMENTO Durante algum tempo Patrícia e seu amado namoraram escondido. De repente, auuuuu! Ela engravidou. Sua mãe começou a desconfiar quando ela passou a ficar enjoada, vomitar, com desejo de comer várias coisas e a sua barriga foi ficando grande, grande, grande... A mãe da Patrícia resolveu contar para o pai dela. Quando ele ficou sabendo da notícia desesperadora ficou bravíssimo, fez cara de mal e obrigou-os a se casarem. Por conta desse episódio ela não teve o tão sonhado pelas mulheres, pedido de casamento. O casamento de patrícia foi realizado na cidade praiana de Mauá. Nesse dia tão especial, o céu resolveu chorar ao invés de sorrir. Caiu um toró, um pé d`água, uma tempestade, foi inacreditável. Ao chegarem ao casamento, os carros dos convidados foram atolados nas poças de lama. Parecia uma dança de carros. Movimentavam-se para lá e para cá, na tentativa de saírem do atoleiro. Ufa! O casório foi complicado, mas aconteceu. Após o casamento, Patrícia com apenas 17 anos teve sua primeira filha, uma menina linda que recebeu o nome de Aline. Com o passar do tempo, Patrícia teve mais dois filhos, Jorginho e Carlos Henrique. Seu tempo então ficou apenas para eles e por conta disso não pode mais estudar. Pois teve que cuidar dos filhos e da casa. Mas patrícia não ficou triste. Pelo contrário, criou seus filhos com todo amor, carinho e dedicação de uma mãe de verdade. Seus filhos eram muito bonzinhos, nunca lhe deram trabalho. Na escola eram estudiosos e dedicados. Sempre tiravam boas notas. Hoje os três são formados. A BARRACA No planeta Terra, num país chamado Brasil, na cidadela de Duque de Caxias, em um bairro conhecido como Imbariê, a escola Paulo Rodrigues Pereira, situada à rua Voltaire, chamou a atenção de uma moradora do bairro. Ela percebeu a possibilidade de uma renda extra. Então essa moradora de nome Patrícia resolveu fazer doces e salgados para vender em frente à escola. Montou uma pequena barraca, encheu de guloseimas como chicletes, balas, pirulitos, biscoitos, refrigerantes, guaraná natural e também encheu os olhos dos alunos de alegria. Eles adoraram e compravam de tudo na barraca. Era um tal de Patrícia eu quero isso, Patrícia eu quero aquilo e assim ela vendia suas guloseimas. A barraca foi crescendo e foi ficando popular. Em toda a escola se falava na barraca da tia Patrícia. A Patrícia fez muitas amizades com os funcionários da escola. O sucesso da barraca foi tanto que chamou atenção da direção da escola. Foi feito um convite para que ela tomasse conta da cantina da escola. Ela aceitou na hora. Venderia mais, pois na cantina o espaço era maior e ainda Patrícia não precisaria se preocupar com o tempo, se chovia, se fazia sol... Deu tão certo que Patrícia ficou trabalhando na escola por muito tempo. O TRABALHO Patrícia se dividia entre o trabalho na cantina e em dar aulas particulares, sua grande paixão. Muitas crianças começaram a procurá-la para serem seus alunos e ela teve que deixar a cantina da escola e se dedicar somente ao trabalho de explicadora. Os alunos da Patrícia são de séries e escolas variadas. De todos os alunos de Patrícia uma em especial, a Braina, se destacava por seu tom de voz altíssimo. Ela lhe dava muito trabalho, pois era falastrona. Braina falava tão alto, mas tão alto que patrícia grrrrr, rangia os dentes e sentia dor de cabeça. Então Patrícia pedia para ela falar mais baixo, mas não adiantava, continuava a falar alto e ia se abaixando, se abaixando, até chegar ao chão e gritava: baaaaixo! Bem alto. Sem alternativa patrícia começava a rir. Kkkkkkkkk! Acho que você também iria rir. Para Patrícia, dar aulas como explicadora é muito gratificante, pois ela adora lidar com crianças. Quando seus alunos entram de férias patrícia fica muito triste e sente falta das crianças porque estar com eles é um dos momentos mais felizes e divertidos e isso torna seu trabalho mais interessante. Patrícia se sente realizada com o seu trabalho. Patrícia Buenaga Pacheco, nascida em 17/09/1962 atualmente mora em Imbariê/Duque de Caxias. Não gosta muito de sair de casa, mas durante as férias dos seus alunos ela aproveita para aceitar o convite de sua filha Aline para irem ao shopping. Ela gosta de olhar as vitrines e comer sanduíches na lanchonete “MC Donalds”.
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