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História

"Me sinto um Ambeviano agora"

História de: Gilberto Modesto Junior
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 20/10/2006

Sinopse

Gilberto Modesto Junior iniciou sua longa relação com a Ambev justamente quando a Fábrica de Jaguariúna era inaugurada. E lá começou na parte operacional, depois transferindo-se para a área administratriva.

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História completa

IDENTIFICAÇÃO Nome, data e local de nascimento. Meu nome é Gilberto Modesto Júnior. Nasci em 14/2/1972, em Campinas.

TRABALHO Ingresso na Companhia/Trajetória profissional Eu fiz 13 anos de Companhia agora em maio. No dia 5 de maio, completei 13 anos de estadia dentro da Companhia. Hoje eu estou como Analista de Ativo de Giro, que é a parte de logística que cuida de movimentação dos ativos, garrafa, garrafeira. Quando eu entrei, foi como Ajudante Geral na área de Engarrafamento, que hoje é a área de PET. Eu era Ajudante Geral e Operador de máquinas das linhas de envasamento. E aí fui subindo no decorrer dos meses. Fui conhecendo outras máquinas, tornei-me líder do pessoal. Depois, fui para a área administrativa, onde fiquei a maior parte do tempo. Eu ingressei na Companhia por intermédio de amigos, porque eu soube que ela estava contratando. Na época, estavam finalizando o funcionamento da Antarctica em Campinas. E estavam abrindo aqui, em Jaguariúna, a parte de cerveja. Refrigerante já estava rodando. Foi em 1992 para 1993. Eu estava desempregado e me falaram para ir lá. Fiz a ficha e começaram as entrevistas, os exames, que duraram 1 mês. Tinha muita gente pra entrar, mas, graças a Deus, consegui a vaga.

UNIDADES DE PRODUÇÃO Jaguariúna Quando entrei, a Antarctica estava saindo de uma pequena fábrica, localizada em Campinas, para uma enorme fábrica, que é essa de Jaguariúna, que é top de linha. É uma das mais modernas que nós temos no país. A gente está produzindo 400 mil hectolitros de produção. É sempre nessa faixa, entre 400 e 500 mil hectolitros de cerveja. Envolve também Gatorade e água. Deve estar tudo junto.

EMPRESA AmBev Acho que é ótimo você estar numa Companhia que tem equipamentos, sistemas e treinamentos de última geração. Então, é o que a Companhia te fornece de melhor. Se você ficar com coisas atrasadas ou antiquadas, vai ficar naquele mundo que não é a realidade mundial. Porque tem que sempre estar por dentro do que está acontecendo aí fora. Então, eu vejo pelo lado bom.

CULTURA DA EMPRESA Valores A gente também leva pra casa as práticas de reciclagem, de separação de lixo, de reaproveitamento de materiais, que são preocupações com o meio ambiente. Se você está andando na rua, não joga a sujeira no chão. Você procura um cesto adequado pra jogar fora. Muitas das coisas que são feitas aqui a gente consegue fazer em casa pela própria mentalidade. Eu tenho sabido de casos de muitas pessoas que saíram, não conseguiram se adaptar em outros lugares pra trabalhar e batem na porta pra voltar. Elas se arrependem de sair. Então, a procura é muito grande pra trabalhar aqui, principalmente de quem já esteve aqui, saiu. Então, na região, aqui, é muito procurado. A Companhia sempre incentiva o funcionário desenvolvendo treinamentos, chamando pra reuniões, conversando com as pessoas. A brigada também puxa bastante e a Cipa também. Também são desenvolvidos treinamentos externos. Então, eu senti que a AmBev investe muito em treinamento, investe muito no funcionário. Coisa que não tinha tanto na Antarctica. Porque se ela investe, se ela tem o funcionário bem treinado, ela tem resultado. Se o funcionário não estiver bem treinado, ele não vai dar resultado. Essa é a concepção. Se o funcionário der resultado, a Companhia tem resultado. Ela atinge onde quer chegar. Então, ela aplica bastante em metodologia de treinamento, em desenvolver pessoas. Eu sinto orgulho de ser um funcionário AmBev. Quando as pessoas me perguntam se eu gosto, eu falo: "Eu gosto." Eu trabalho com o coração. Não é só vir, pegar o salário e ir embora. Eu realmente me dedico o tempo que for necessário. Tento sempre alcançar outros patamares de conhecimento estudando sempre. Eu me orgulho de trabalhar na AmBev.

PROCESSOS INTERNOS DA EMPRESA Fusão Na época que a fusão saiu nos jornais, ninguém acreditou. As pessoas ficaram estarrecidas, porque a Brahma e a Antarctica eram arquirrivais. E, no fim, as duas se juntaram. Mas, o único propósito foi o de formar uma cervejaria nacional forte pra competir com as outras marcas estrangeiras. Então, a Companhia se fortaleceu mais ainda pra explodir no exterior. Então, isso foi incutido na nossa mentalidade porque é isso o que a gente busca: a melhor cervejaria do mundo. Eu já tive momentos bons e ruins. Mas, o que marcou foi a fusão, que foi uma troca totalde metodologia, de pessoas. Daquele quadro da Antarctica, ficou 5%. A maioria já saiu. Quebraram-se muitos paradigmas de como era e como tem que ser hoje. Com essa quebra de paradigmas, muitos acho que não quiseram mudar, não quiseram se adaptar ao novo sistema que a AmBev aplica. Então, resolveram sair, ou, no decorrer do tempo, já estamos com 5 pra 6 anos de fusão, não se adaptaram e foram saindo. No meu caso, eu não vi problema nenhum. Acho até bem melhor do que era.

TRABALHO/ MUNDO DO TRABALHO Trajetória profissional/Cotidiano de trabalho Eu comecei um pouco na parte operacional, mas fiquei muito mais no administrativo. Eu cheguei a ser Secretário do Gerente Industrial, na época da Antarctica. Depois, na fusão, eu só fiquei na área de logística. A área de logística cuida de todo o processo de carregamento, de distribuição, planejamento de produção e armazenamento. E toda essa parte é feita pelo ativo de giro que movimenta os nossos produtos. Então, nós temos que estar sempre analisando os números das movimentações, a disponibilidade desse material para produzir, para envasar, para comercializar com os revendedores, com as outras cidades. Então é sempre estar ali, analisando os números, vendo o que está entrando, o que está saindo, o que está sendo movimentado, o que está quebrando. E sempre trabalhando com os índices. Os índices de quebra, os índices de ressarcimento e de carregamento. Como é que está o carregamento da Companhia, as vendas... O próprio tratamento com o revendedor. Como está o atendimento: como a fábrica atende o revendedor? Se está bem, se está ruim, como é que a portaria se comporta. Então tudo isso a gente tem que olhar. É uma área bem abrangente e bem complexa, porque você trata com pessoas e com materiais. Então, você tem que conciliar tudo da melhor forma possível. Porque trabalhar com pessoas é difícil, é complicado. E trabalhar com o sistema. Então, você tem que conciliar essas três partes: sistemas, revendedores e pessoas. Tem que estar tudo junto. Só parei de trabalhar aqui para me dedicar à minha vida, aos estudos, essas coisas. Não parei pra ver se quero trabalhar em outro lugar.

PRODUTOS Brahma Chopp/ Bohemia/Gatorade/Líber O nosso portfólio acho que é o maior parte da Companhia: Bohemia, Gatorade, que é exclusivo aqui de Jaguariúna. Gatorade é só Jaguariúna que faz. A Líber, que é a cerveja totalmente sem álcool, também é exclusividade de Jaguariúna. O chope e a long neck Stella, que também é uma cerveja que veio com a Interbrew, são também exclusivos de Jaguariúna. Fora as Skol, Brahma, Antarctica, Original, água mineral. A maior parte das long necks são feitas em Jaguariúna também. Então, o portfólio é muito grande. O volume é alto.

PROJETO MEMÓRIA VIVA AmBev Organização dos acervos/Importância da história/Importância dos depoimentos Eu acho muito importante você guardar os pontos, as imagens. Sempre é bom guardar pra montar a história de uma Companhia ou de uma vida mesmo. Na vida pessoal nós não tiramos fotos e vamos guardando? É a mesma coisa. Achei isso muito importante. É muito legal essa iniciativa de AmBev. Daqui a 5, 10 anos, vão ver essas reportagens e vão estar prestando depoimentos também. Tomara que continuem a resgatar tudo o que for sempre possível pra melhorar sempre a Companhia, porque ela tem muita coisa a oferecer e tem muita gente boa trabalhando nela.

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