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Mãinha de Medina

História de: Mãinha de Medina
Autor: Mãinha de Medina
Publicado em: 21/05/2004

Sinopse

A história de Dona MARIA JOSÉ MATOS CUNHA é a história de uma pessoa extremamente dada ao próximo. Mãe, avó, bisavó e trisavó, extrovertida por natureza, incansável nos seus mil afazeres, e inabalável em sua fé - o que a ajudou a superar os traumas de muitas e dolorosas perdas.

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História completa



1. RAÍZES

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AVÓS MATERNOS:  Honorina Soares Gonçalves // Antônio da Silva Matos

AVÓS PATERNOS:  Avelina Gonçalves dos Santos // Avô desconhecido

PAIS: Ascendino Gonçalves dos Santos // Isaura Matos dos Santos

 

<b>IRMÃS // IRMÃOS:</b>

Adair Matos dos Santos (Augusto Pereira †) // Aurenice Matos dos Santos // Lígia Matos dos Santos // Edinete Matos dos Santos + (Válter Pereira †) // Renato Matos dos Santos † // Antônio Matos dos Santos + (Teresa †) Gilvan Matos dos Santos // Isaudino Matos dos Santos †

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2. NASCIMENTO E INFÂNCIA

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Primogênita de uma família cujo pai era alfaiate e a mãe dona de casa, Maria José Matos dos Santos nasceu no dia 13 de abril de 1932, em Medina, Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, cidade banhada pelo rio São Pedro. Seu pai, Ascendino, tocava tuba na Banda de Música da cidade, à beira da rodovia Rio-Bahia, o que possibilitava novos contatos aos moradores de uma região onde era comum o escambo, ou seja, trocar mercadorias, e assim era a fartura de ovos, queijo cabacinha, requeijão, carne de sol, umbu, jenipapo, carambola, araticum, abacate, manga, romã, ingá, melancia-da-praia, jatobá, tamarindo. Toda casa fazia seus próprios doces, caldas, geléias, biscoitos e licores, e todo quintal tinha suas ervas. Caçavam-se inhambus e tatus. O rádio era o Mundo. Aprendeu crochê, tricô e bordado do tipo richelieu, com a mãe Isaura, a avó Avelina, tias e amigas delas. Perdendo a mãe aos 14 anos, de parto, tornou-se quase que a mãe da casa, pelo que, junto com as tias e avós, ajudou a criar os irmãos e irmãs menores, visto que seu pai, embora jovem, não se casou mais. Não concluiu os estudos secundários, mas ainda se lembra do uniforme e da escola, numa época em que era comum as meninas usarem o cabelo do tipo maria-chiquinha. Outra pessoa de muita influência em sua vida foi a sua tia Manuelita, irmã do seu pai, solteira sempre, professora no meio rural. Dona Maria José fala das brincadeiras no rio São Pedro, bem como de lavar a louça e a roupa no rio; dos piqueniques, e de se montar a cavalo, recordando-se com ternura das amigas Oldenísia Botelho, Generinda e Fany Moreira Reis (madrinha do seu primogênito); de Maria Ferreira; de Maria Augusta Figueiredo, Ideaci de Matos, Julieta Martins e Deaci Reis; e das irmãs Diva e Maria Sena (Tó), de Adalgisa Peixoto, Terezinha Neiva, Terezinha Cerqueira Lima, Cleonice, Dona Dozinha, e também das amigas mais jovens e ex vizinhas como Neusa Fróes, Neide, Sandra Gregório, Marta (trabalhou no seu salão de beleza), Poliana, Selma, Norma, Marta Helena e Elem Teixeira; das atuais vizinhas Mara da Silva (enfermeira), Graça (costureira), Andréia, Dona Conceição, Cristina, Sueli e Rosilda, além de outras pessoas com o mesmo valor.

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3. NAMORO, CASAMENTO

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Aos 16 anos conheceu aquele que seria o seu futuro marido - Elviro Ferreira Cunha (com ele prestes a ingressar no IBGE, onde permaneceria até aposentar-se, em 1986). Casou-se aos dezoito anos, mudou-se para Pedra Azul e, no mesmo ano, para Joaíma, onde o casal ficou até 1962, indo então para Santa Bárbara (cidade histórica, com igreja com obra do Mestre Ataíde - hoje, no palácio do Governo; bem próximo da cidade, fica Colégio Caraça. A casa de nascimento do ex-presidente da República, ainda está de pé, e é uma casa de cultura - Casa Afonso Pena). O casal morou na centenária Casa do Mirante (hoje, tombada pelo Patrimônio Histórico), até 1969, quando foram para Belo Horizonte. Sempre participaram de festejos comunitários, não tendo braços a medir ajudando a fazer doces, biscoitos, quentão, canjica e licores. Em Santa Bárbara, promoviam reuniões em sua casa, o trivial, os maridos jogavam cartas ou simplesmente falavam sobre alguma reforma no clube ou na igreja, quando não sobre as coisas da política. Seu marido foi diretor do Santa Bárbara Social Clube. Ela não deixa de visitar doentes, de rezar por este e por aquele, independentemente de serem ou não pessoas da família. Mesmo com família numerosa.

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4. DESCENDÊNCIA

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FILHOS/FILHAS:

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Darlan de Matos Cunha (Antje Karin Lia Gulden †) // Heber Matos Cunha *1952 †1983 (ex-Norma Fonseca; depois, Cleusa Balsamão) // Telma de Matos Cunha *1954 †2005 (Idalmo Nascimento) // Múcio Matos Cunha *1955 †1985 // Maria Talma de Matos Cunha *1956 †1956 // Márcio Matos Cunha (Maria de Lurdes Maia) // Marcílio Matos Cunha (ex-Heloísa Souza) // Iara Matos Cunha (Francisco Browser Catão) // Eduardo Matos Cunha *1962 †1985 // Ione Matos González (Carlos González)

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NETAS e NETOS:

Andréia Fonseca Cunha // Patrícia Maia Cunha (Manoel Guerra) // Shirley Nancy Azevedo // Fabiana Cunha Nascimento (ex Frederico de Sá Costa; depois, Joaquim) // Marcelo Souza Cunha (Débora) // Tiago Balsamão Cunha (Rita) // Cristiane Cunha Nascimento // Flaviane Cunha  (Pedro) // Débora Thalita Maia Cunha //  Luiggi Maia Cunha // Jonathan Maia Cunha // Isaac Cunha Catão //  Isabela Cunha Catão // Thiago Cunha Catão

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BISNETAS e /BISNETOS:

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Luana // Larissa // Julie // Bernardo // João Marcelo //  Artur // Mia // Maria Eduarda // Alícia Telma //  Penélope

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TRINETA:

Isabella (filha de Luana)

 

NORAS e GENROS não sabem o que fazer para o bem dela. São eles: Idalmo (viúvo de Telma), Francisco, Carlos e Maria de Lurdes e Heloísa (ex-Marcílio).



5. MASSA E MOLHO

 
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Extrovertida, e com uma fé inabalável na vida, apesar de tantos e pesados percalços, Dona Maria entra nos dias como quem vai passear com Deus, não abrindo mão de ir práticamente todos os dias à igreja. Sua filha Maria Talma faleceu devido ao que as pessoas chamavam de mal-de-sete-dias, mas, apesar do choque, ela seguiu com a energia de sempre numa casa onde nunca se ouviu alguém levantar a voz em detrimento de outra. Anos depois, já residindo na capital mineira, perdeu três rapazes em um ano e dez meses: Múcio, Eduardo e Heber - de 30, 23 e 33 anos. Em 2005, perdeu a filha Telma, de 51 anos, mãe de três filhas, nos EUA, onde está enterrada. Muito anos antes, perdera o irmão caçula, Isaudino, afogado na Amazônia, e em 2003 perdeu o irmão Renato. Nos anos 80, resistiu a uma hemorragia, mas nos lábios e no coração dela sempre havia e há o sorriso de quem canta, enquanto trabalha e ouve música, sendo o centro da família e da vizinhança, pois todos, de uma forma ou de outra, contam com ela, com a sua alegria, sua paciência, sua fé inabalável. Que o diga a sua afilhada Tércia Ornellas, por exemplo. Esteve no Paraguai, nos Estados Unidos, na Jordânia, em Israel e nos Emirados Árabes Unidos, pelo que sempre diz que, embora seja uma simples dona de casa, esposa de funcionário público federal, lhe foi possível viajar, com o apoio dos filhos, filhas, genros, nora e netas, podendo assim conhecer novas pessoas e lugares. Filhos e filhas, além da alta educação formal, também se sobressaem pelo dom da pintura, música, desenho e literatura. Criou-os de maneira a terem uma visão ética ampla da vida. Vários foram morar nos EUA, tendo ela netos, netas e bisnetas nascidos lá. E eis que cada visita é uma festa. Ela diz que é bom e ruim ficar com o coração em dois lugares ao mesmo tempo; mas diz também que é muito bom ver todos eles e elas com pulôveres, cachecóis, blusas, gorros, bolsas e echarpes feitos por ela, que teve um salão de beleza durante nove anos, uma loja de tecidos na garagem de casa, serviu marmitas, trabalhou com bijuterias e com jóias de ouro, prata e pedras semi-preciosas. Faz croché e tricô. Sem empregada. Publicada por um de seus filhos, ela tem, além dessa página no Museu da Pessoa, outra página na Internet, da qual muito se orgulha. Visite: http://www.flickr.com/photos/algumdomdoce

 

 

6. ELVIRO FERREIRA CUNHA

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Após um casamento de 60 anos, seu marido faleceu no dia 26 de agosto de 2012, vitimado pelo mal de Alzheimer, após longo sofrimento. Por tudo o que ela passou, fique aqui então esse tema que é a cara dela, O que melhor pode definí-la, e que ela sempre repete: " - Queria que o dia tivesse 25 horas."

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