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Maria Aparecida: Sua história Sua Vida

História de: Maria Aparecida
Autor: Ana Paula Vidal Araujo
Publicado em: 22/11/2012

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Há 62 anos, na pequena cidade de Santo Antônio de Pádua nasceu Maria Aparecida. Naquela época era normal que as mães tivessem seus bebês em casa mesmo, diferente de hoje, que a maioria das pessoas nasce em hospitais. Sendo assim, Cida nasceu em casa, com a ajuda de uma parteira. Nesta mesma casa, uma moradia simples e de barro e bem ajeitadinha, pintada por dentro e por fora decorada por um jardim de flores lindas e perfumadas, ela brincava com seus irmãos e viveu uma infância muito boa ao lado de seus familiares. Aparecida era uma menina tranquila e comportada. Preferia brincadeiras calmas, pois tinha pavor de se machucar. Gostava de bonecas, pular amarelinha e brincar de casinha. Ao completar 8 anos, Maria Aparecida foi matriculada em uma escola. Mas seu primeiro dia de aula foi marcado por um terrível acidente, o qual se lembra até hoje com muita tristeza. O caminho para a escola era longo e perigoso, era preciso andar bastante e ter muito cuidado, pois nessa estrada passavam muitos veículos. Neste dia, Aparecida caminhava com duas amigas: Celinha e Ana Maria. Elas iam brincando e rindo quando de repente a Celinha e Ana começaram a brigar por causa de um tomate. Na briga, a Celinha acabou correndo para a pista sem perceber que um enorme caminhão carregado de leite se aproximava rapidamente. Sem tempo de desviar do caminhão, a menina acabou sendo atropelada e não resistiu aos ferimentos. Com o passar do tempo, Aparecida foi se recuperando daquela tragédia e passou a ver a escola com mais alegria. Essa escola existe até hoje e era muito organizada. Exigia disciplina e muita limpeza dos alunos. Nos dias de chuva, Aparecida precisava colocar sacos plásticos nos pés para não sujar os sapatos, pois a diretora fiscalizava o uniforme. Essa diretora (que já se encontrou com Deus há muito tempo) era tão rígida, mas tão rígida, que obrigava os alunos a usar o lápis até quase acabar. Só ganhava um lápis novo quem mostrava o cotoquinho pra ela. Cruz credo! Mas a escola também era lugar de brincadeiras, de aprender e de comer... hum... que hora boa era a hora da merenda! Em sua infância, teve um animalzinho de estimação: um patinho. Eram amigos inseparáveis até na hora de dormir. Ela se acostumou a dormir com o patinho, mas não foi uma boa ideia. Um dia, no meio da noite, ela rolou pra cima do bichinho e... o resto você já pode imaginar. O tempo foi passando e a menina foi crescendo. Aos 16 anos conheceu seu primeiro e único namorado: Edmário. O namoro era bem assim: o pai no meio do casal no sofá da sala e nem pensar em sair de casa sozinhos. A jovem Aparecida tinha o sonho de ser professora e conseguiu realizá-lo estudando em uma escola Normal. Após terminar o curso de formação de professores, ela se casou. A cerimônia aconteceu na Igreja da cidade e foi muito linda e especial! Depois do casamento, ela se mudou para a Baixada Fluminense, escolhendo o município de Duque de Caxias para iniciar essa nova fase de sua vida. A família de Aparecida e Edmário não demorou a aumentar e quatro filhos nasceram dessa feliz união. São eles: Marcos Vinícius, Patrícia, Marcela e Beatriz, a caçula. D. Aparecida observava diariamente o movimento de entrada e saída dos alunos da Escola Municipal Pedro Rodrigues do Carmo, da qual era vizinha. Ela admirava aquele lugar e certo dia resolveu trabalhar lá. Começou como voluntária e depois conseguiu um contrato. Fez de tudo um pouco: foi merendeira, atendente e também auxiliava no reforço dos alunos. Ela ajudou muito a escola e acompanhou todo o crescimento e mudanças que o espaço teve. D. Aparecida tem muito orgulho disso. Com o passar do tempo, os filhos cresceram, estudaram e quase todos já casaram. Só a Beatriz ainda mora com os pais. Ela tem uma netinha, a Maria Eduarda, que está com 8 anos. D. Aparecida adora ver televisão e conversar. Mas sabem o que ela mais gosta de fazer? Reunir sua família para um almoço especial de domingo.
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