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Mãe de coração

História de: Maria Tereza de Brito Silva
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 15/11/2004

Sinopse

Mineira de Três Pontas, Maria Tereza de Brito Silva trabalhou durante a juventude cuidando das crianças da cidade. Levava uma turminha ao parque de diversões e ao circo, e, junto, ia Milton Nascimento, o pequeno Bituca. Além de ter sido criada como irmã do senhor Zino, o pai de Milton, Maria Tereza foi cozinheira na casa dele durante algum tempo. Nesta entrevista, fala de sua convivência com a família, em especial com Bituca, que a considera como uma mãe.

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História completa

 

P/1 – Eu queria que a senhora repetisse pra gente o seu nome completo.

 

R – Maria Tereza de Brito Silva.

 

P/1 – E o dia e o local que a senhora nasceu.

 

R – 15 de novembro de 1916.

 

P/1 – A senhora nasceu aqui?

 

R – Em Três Pontas.

 

P/1 – Em Três Pontas, Minas Gerais. E o nome dos seus pais qual era?

 

R – Josias Ferreira de Brito e, minha mãe, Maria Quitéria de Jesus Brito.

 

P/1 – E o que eles faziam, dona Tereza?

 

R – Minha mãe era cozinheira, doceira. Meu pai trabalhava, viajava, né?

 

P/1 – Viajava? Viajava pra onde?

 

R – Ah, antigamente era carroça, charrete, viajava pra Cambuquira.

 

P/1 – E o que ele fazia nessas viagens?

 

R – Levava gente nas viagens.

 

P/1 – Transportava as pessoas?

 

R – É.

 

P/1 – E a senhora ia junto?

 

R – Não. Ainda era muito pequena.

 

P/1 – E quantos irmãos a senhora tem?

 

R – Agora tem só três, eu e mais duas. 

 

P/1 – E antes?

 

R – Nós éramos em sete.

 

P/1 – Sete. E a senhora também é Brito, não é isso?

 

R – Sou Brito.

 

P/1 – E qual é o grau de parentesco entre a senhora e o seu Zino?

 

R – Ah, o Silvinho é outro Brito.

 

P/1 – Ah, é?

 

R – É outro Brito.

 

P/1 – Vocês não são parentes?

 

R – Não, foi meu vizinho tudo, nasceu aqui em Três Pontas, a mãe dele é da minha idade. Mas ele é de outro Brito.

 

P/1 – Quer dizer que a senhora não é parente do seu Josino?

 

R – Não.

 

P/1 – Nem distante?

 

R – Não. Agora, do Zino é o mesmo Brito do meu.

 

P/1 – Do seu Zino, pai do Milton?

 

R – É, sim, é Brito também. O dele é o mesmo Brito meu.

 

P/1 – Mas é seu parente?

 

R – Agora do Silvinho é outro Brito.

 

P/1 – Mas, eu digo, do seu Zino, mesmo.

 

R – O Zino, a gente é do mesmo Brito. Nós fomos criados juntos igual irmãos, mesmo.

 

P/1 – Ah, vocês foram criados juntos?

 

R – Criado junto igual irmão.

 

P/1 – Quer dizer, o pai da senhora é o quê do pai dele?

 

R – Ah, era primo, parente da mãe dele. Porque o pai do Zino era Campos, a mãe que era Brito.

 

P/1 – Então vocês foram criados juntos onde?

 

R – Aqui em Três Pontas, mesmo.

 

P/1 – Desde pequenininho?

 

R – Desde pequeno.

 

P/1 – E o que vocês faziam?

 

R – Não fazia nada, né?

 

P/1 – Brincava?

 

R – Brincava.

 

P/1 – Do que vocês brincavam?

 

R – Teve uns tempos que eu fiquei cozinhando na casa dele, era cozinheira.

 

P/1 – Tá. E a senhora quando era novinha, a senhora trabalhava onde?

 

R – Eu pajeava, era pajem das casas aqui.

 

P/1 – Você cuidava das crianças?

 

R – Das crianças.

 

P/1 – E a senhora gostava de ouvir música?

 

R – Toda vida gostei.

 

P/1 – Que tipo de música a senhora ouvia?

 

R – De que tipo? Eu gosto de qualquer música. Eu gosto muito das músicas do Bituca, né? Gosto muito.

 

P/1 – A senhora ouve todos os dias um pouquinho?

 

R – Ouço os discos tudo.

 

P/1 – E a senhora canta?

 

R – Não, agora, não. De vez em quando eu cantava.

 

P/1 – Cantava?!

 

R – Gostava de cantar.

 

P/1 – E o que a senhora cantava?

 

R – O Bituca quando vem aqui, nós dois cantamos uma música muito engraçada. Ele toca violão e nós cantamos. A música chama “Pinguelo Dentro”. “Pinguelo dentro/ Pinguelo fora/ Tira o Pinguelo/ Que eu vou-me embora.” (cantando) Ele toca violão e nós vamos cantando. “Eu não sabia/ Que a casa/ É de família/ Pinguelo dentro/ Pinguelo fora/ Tira o pinguelo/ Que eu vou embora.” Sou eu com o Butuca (risos) Que bobagem! (risos)

 

P/2 – (risos)

 

R – Ele vai morrer de rir! (risos) “A Tereza é louca mesmo.” Ah, “Pinguelo Dentro”...

 

P/2 – Tereza, mas quando você era mocinha assim, você gostava de cantar o quê? O que que a senhora cantava?

 

R – Ah, cantava as músicas antigas, “Saudades do Matão”, essas músicas antigas, né?

 

P/1 – E essa musiquinha do Pinguelo de quem é? Quem que fez?

 

R – Ninguém. Eu e o Bituca que inventamos isso, o Bituca que inventou isso. Não é de ninguém, não. (risos) Isso é bobagem.

 

P/1 – E além dessas músicas, tem alguma cantora, algum cantor especial que a senhora gostava de ouvir?

 

R – Ah, eu gosto muito da Fafá. É minha amiga, ela vem aqui, eu encontro com ela, tenho retrato com ela, encontro com ela no Rio. E a Simone também, sempre quando eu vou ao Rio, no dia 24, é lá no Bituca a festa, no dia 25 é aniversário da Simone, aí vamos na casa da Simone, depois, de manhã cedo, na casa do Denis.

 

P/1 – E fala um pouquinho então do tempo que a senhora foi trabalhar na casa do seu Zino e da Dona Lília.

 

R – O quê?

 

P/1 – Em que ano a senhora foi trabalhar?

 

R – Ah, isso faz tempo, em mil novecentos e cinquenta e tanto, por aí assim.

 

P/1 – E a senhora entrou na casa para fazer o quê?

 

R – Eu trabalhava, de vez em quando eu ia cozinhar para eles, não era assim seguido não.

 

P/1 – E como era a Dona Lília?

 

R – Dona Lília? A Lília era muito boa, baixinha. Muito boa ela. Ela é do Rio, né? A Lília é do Rio.

 

P/2 – Você lembra quando ela chegou aqui em Três Pontas?

 

R – Lembro.

 

P/2 – Conta pra gente, vocês ficaram amigas? Como é que foi? Como você conheceu ela?

 

R – É por causa do Zino, né? Bituca veio pra cá tinha dois anos e meio, era pequeno. Dois anos e meio que ele veio pra cá. Era pequeno. Depois que ele ficou grande, lá na praça onde mora lá, era mato lá. Ele tocava sanfoninha, flautinha, eu levava ele, os colegas dele no parque de diversão, no circo.

 

P/1 – E qual foi a impressão da senhora a primeira vez que a senhora viu o Bituca? O que a senhora achou?

 

R – Achei ele o mesmo que um filho meu. Quero muito bem ele, Nossa Mãe. E o Bituca comigo, toda viagem que ele faz, ele me manda um cartão, toda viagem.

 

P/1 – Quer dizer que a senhora cuidava dele também? A senhora era a pajem dele?

 

R – Não, do Bituca não, ele tinha quem olhava ele.

 

P/2 – Mas passeava com a turminha?

 

R – Saía com a turminha.

 

P/2 – Ia ao circo, onde mais?

 

R – No circo, levava ao parque de diversões.

 

P/2 – E quem era essa turminha além do Bituca?

 

R – A turminha dele era meus filhos, uns vizinhos lá.

 

P/1 – E o que o Bituca gostava de fazer quando era criança além de tocar sanfoninha, flautinha? A senhora lembra de alguma coisa?

 

R – Isso eu não lembro, não.

 

P/2 – Mas ele era levado?

 

R – Não, ele era quieto.

 

P/2 – Era quieto?

 

R – Muito quieto. Toda vida ele foi muito quieto.

 

P/2 – Ele gostava de fazer traquinagem? Tinha alguma história engraçada de criança?

 

R – Tinha. Antigamente o melhor carnaval de Minas foi o de Três Pontas. Na terça-feira de carnaval, o Bituca levava mais de trinta homens pra comer lá em casa, não saía lá de casa. Tinha _, aquela turma toda era lá de casa, Gonzaguinha, Gonzaguinha não saía lá de casa. Quando fez um mês e vinte dias que ele esteve aqui, ele morreu. Gonzaguinha...

 

P/1 – E a senhora que cozinhava pra esse pessoal todo?

 

R – Ah, quando via que chegava gente, todo mundo queria ir pra cozinha cozinhar, pra ficar com os artistas. (risos) Os vizinhos todos, né?

 

P/1 – E o quê o Bituca gosta de comer?

 

R – Frango com quiabo, frango caipira, angu, e coqueiro também. É a comida predileta dele. Ele gosta.

 

P/2 – Aí ele vem pra cá, você faz até hoje?

 

R – Agora não. Agora quase que eu não encontro com ele. Ele não sai quase de casa. Depois que a Lília morreu, Bituca ficou muito triste. Não é pra menos, né?

 

P/2 – É.

 

P/1 – E a senhora se lembra...

 

R – Meu aniversário, no ano passado, ele veio no meu aniversário. Um colega dele fez um festão pra mim. Eu nem esperava, fez festa, bolo, tudo. E chorava de um lado para o outro. “Minha mãe morreu, agora você que é minha mãe.” No meu aniversário, ele veio.

 

P/2 – Que gostoso.

 

P/1 – A senhora se lembra quando teve as bodas de prata do...

 

R – De quem?

 

P/1 – Era o seu Zino.

 

R – Do Zino?

 

P/1 – A senhora se lembra quando teve as bodas de prata do seu Zino e da Dona Lília?

 

R – Lembro, foi na roça, na fazenda, lembro. Eu fui, teve um festão do Zino e da Lília.

 

P/1 – E veio muita gente de fora?

 

R – Veio. Foi na fazenda aí. Fazenda Zaroca. Muita gente foi.

 

P/1 – Como eram essas pessoas que vieram de fora, a senhora se lembra?

 

R – Não lembro.

 

P/2 – Dona Tereza, fala um pouco dos outros irmãos do Milton, do Luís Fernando, da Elizabeth, como que eles eram, crianças, assim?

 

R – O Fernando era primo da Lília, né? A Lília criou o Fernando, criou o Bituca, a Beth, agora a Jaceline que é filha mesmo, né?

 

P/2 – A Jaceline?

 

R – É, a Jaceline é filha. Jajá. Ela é filha. Criou a Beth, criou o Bituca e criou o Fernando.

 

P/2 – E como eles eram, assim, os quatro? A convivência na casa, todo mundo gostava de música? Como é que era isso?

 

R – Não, naquele tempo quase que só o Bituca mexia com a música.

 

P/2 – Os outros não gostavam?

 

R – Não mexia.

 

P/2 – Oh Tereza, e tinha procissão? Como é que era? Tinha procissão? O que tinha de festa na cidade?

 

R – Ah, tinha o carnaval, era muito animado. Semana Santa era muito animada.

 

P/2 – Tinha procissão?

 

R – Tinha.

 

P/2 – Vocês iam?

 

R – Ia, a gente não perdia. Passava sempre aqui na rua.

 

P/2 – E tinha o footing também? 

 

R – Hein?

 

P/2 – Footing, ficava na praça?

 

R – Ficava.

 

P/1 – Tem alguma história engraçada que você gostaria de contar pra gente? Daqueles tempos que o Bituca vinha com os amigos e sentavam na mesa pra... Parece que a senhora gostava muito de sentar junto, também, conversar, né? Tem alguma história que a senhora se lembra que seja engraçada dessa época?

 

R – Isso eu não lembro, não.

 

P/1 – Não lembra? Tá bom.

 

R – Eu ia muito em Alfenas com ele na casa do povo do Wagner Tiso, que o povo do Wagner mora em Alfenas. Ia muito lá. Quando morreu a mãe do Wagner. Gileno. Nossa, o Gileno, ele esteve aqui ontem, né?

 

P/2 – É. Ele toca bem também?

 

R – Toca. O Gileno toca.

 

P/2 – Tereza, você lembra quando o Marcinho veio aqui pela primeira vez pra Três Pontas? Veio ele e o Bituca?

 

R – Lembro, faz tempo já.

 

P/2 – Como que era o Marcinho nessa época? É, faz tempo...

 

R – Faz tempo.

 

P/2 – Como era? Você lembra? Lembra dele?

 

R – Não lembro. Agora, a vez que inaugurou um livro dele lá em Varginha, eu fui, e outra aqui também. Eu tenho um livro lá em casa do Marcinho. Eu fui com eles.

 

P/2 – Que mais?

 

R – Tá bom, né? Acabou.

 

P/2 – (risos) O que mais você gostaria de contar pra gente?

 

R – Ah, agora mais nada. Agora tô véia já. Não tá valendo mais nada. (risos)

 

P/2 – Mas, Tereza, e aí você chegou a ir lá pra BH, nos shows, você conheceu a Dona Maricota?

 

R – É, eu ficava na casa deles. O Lô.

 

P/2 – Ela me contou que conhece você, que uma vez você foi lá pra BH.

 

R – Eu ficava era lá.

 

P/2 – É?

 

R – É.

 

P/2 – Vocês ficaram muito amigas? Como é que era?

 

R – Eu era amiga, gostava muito dela. Eu ia com o Bituca. Ia eu o Bituca e a Beth, nós íamos lá. Eu ia pra lá sempre com o Bituca.

 

P/2 – Ia assistir show? O que vocês iam fazer?

 

R – Ia passear, assistir show, passear. Eu ia muito lá, ia com o Bituca. Saía muito com ele.

 

P/2 – E aí você chegava lá e era um monte de filho, irmãos, tinha o Lô, o que você lembra deles? Você lembra deles de cabelo comprido?

 

R – Lembro.

 

P/2 – Conta um pouquinho, o que você lembra deles.

 

R – Ah, lembro que dava aula lá também, dava aula, lembra?

 

P/2 – A-hã.

 

R – Tinha. Eu lembro mais ou menos.

 

P/2 – Eles eram levados, todos, não?

 

R – Mais ou menos. O Lô separou da mulher, né? Separou. Agora um que é um pingaieiro danado é o Beto. O Beto ficava lá em casa. Beto Guedes bebe muito, né?

 

P/2 – É.

 

R – Ele vai na cervejaria, quando ele sai, Nossa Senhora, sai bêbado de tudo, né?

 

P/2 – Mas ele era muito quietinho, né, muito tímido?

 

R – É, agora ele tá. Eu gosto muito do Beto.

 

P/1 – E tem algum disco que a senhora goste mais assim, em especial do Bituca?

 

R – Eu não tô mais já sabendo, agora esqueci. Eu gosto de todos os discos dele.

 

P/1 – Alguma música que a senhora lembre? Que a senhora mais gosta ou são todas?

 

R – Agora eu não tô lembrando.

 

P/2 – Tereza, olha só, o Bituca ficou aqui em Três Pontas, depois ele foi pra Belo Horizonte, né? 

Ele foi pra Belo Horizonte fazer o quê? Ele já foi pra cantar ou ele foi trabalhar em outra coisa?

 

R – Ele foi pra cantar. Ele ficou lá na casa do pai do Lô, eles ajudaram muito ele, né? O pai do Lô foi muito bom para o Bituca.

 

P/2 – O que a Dona Lília achava disso? De ir pra Belo Horizonte pra ser cantor?

 

R – Ah, achava bom, né?

 

P/2 – É?

 

R – No começo da carreira dele, ele não tinha nem carreira. Eu tinha uma filha que morreu, aí saia ele, ela, dando show por aí afora, tudo. Ela morreu com vinte dois anos. Ela chamava Vera.

 

P/2 – E ela ia junto?

 

R – Ia junto, cantava.

 

P/2 – E quando ele estava lá em Belo Horizonte, ele vinha sempre pra Três Pontas?

 

R – Vinha.

 

P/2 – Ele começava a falar como é que estava indo a carreira?

 

R – Falava, falava.

 

P/2 –  O que vocês achavam? Vocês achavam que ele ia ficar famoso desse jeito?

 

R – Ele ficou famoso, né?

 

P/2 – Mas naquela época vocês tinham ideia?

 

R – É, em toda a vida ele cantou muito bem, a voz muito boa. Tocava sanfoninha, flautinha.

 

P/1 – A senhora estava me contando que ele fez uma música pra sua filha, não é?

 

R – Fez, “O que foi feito devera”. Tem.

 

P/1 – “O que foi feito devera”?

 

R – É. Minha filha morreu.

 

P/1 – E ele fez essa música pra ela?

 

R – Fez.

 

P/1 – Eles eram muito amigos?

 

R – Era, mais que irmão, né? Agora chega.

 

P/2 – Já?

 

R – Já.

 

P/2 – Você não tem coisa engraçada pra contar pra gente? A senhora não pode contar?

 

R – Não, as coisas engraçadas é só bobagem. (risos)

 

P/2 – (risos)

 

P/1 – A gente quer ouvir. (risos)

 

P/2 – Vocês aprontavam muito, né? (risos)

 

R – Mais ou menos, né? (risos)

 

P/2 – Olha só, a gente tá montando o Museu do Clube da Esquina, né?

 

R – Uhm.

 

P/2 – Se você fosse mandar uma mensagem para o Bituca hoje, para o pessoal todo do Clube, para o Marcinho, para o Lô, para o Marilton, o que você falaria para eles? Esses meninos já estão crescidinhos, né? O que você falaria para eles, assim? Uma mensagem para eles.

 

R – Uma mensagem?

 

P/2 – É.

 

R – (riso) Agora não tô valendo mais nada. (risos) Tô véia, não tô valendo mais nada. (risos) Ai, ai.

 

P/2 – Tereza, a dona Maricota era muito brava com os filhos?

 

R – Não, não era não. Maricota era calma, muito boa.

 

P/2 – É, e o Salomão?

 

R – O Salomão é bravo. Salomão, o Salomão tá acabado, né? Diz que ele tá acabado. Sali, eu chamo ele de Sali.

 

P/2 – Que nem a dona Maricota.

 

R – A Maricota é muito boa. Esteve doente, né?

 

P/2 – Esteve.

 

R – Esteve.

 

P/2 – Você quer falar mais alguma coisa?

 

R – Não. Agora chega.

 

P/2 – Chega? Então tá bom.

 

P/1 – Obrigada, dona Tereza.

 

P/2 – Obrigada.

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