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Livros por toda parte!

História de: Luis Antônio Basque
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 21/05/2021

Sinopse

Luís Antonio Basque nasceu em 27 de setembro de 1969, na cidade de Primeiro de Maio, Paraná. Seus avós maternos vieram da Espanha com 10 anos de idade, enquanto que os avós por parte de pai são ascendentes de italianos, espanhóis e portugueses. Seus pais foram agricultures a vida toda. Boa parte da família migrou para o Paraná na década de 1940 para desbravar terras ainda não tocadas. Trabalhou com os pais até os 23 anos, depois foi trabalhar no Unibanco em 1993 como office-boy, chegando a ser futuralmente o gerente administrativo do banco. Abriu a loja em uma das principais ruas de São José do rio Preto. Início das vendas online na plataforma do Estante Virtual e outros sites. Conta sobre as dificuldades da pandemia.  

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História completa

          Meu nome é Luís Antonio Basque. Nasci em 27 de setembro de 1969, na cidade de Primeiro de Maio, Paraná. Meu pai se chama Luís Basque, e minha mãe se chama Francisca Galera Basque. O meu avô materno veio da Espanha com dez anos, e minha avó é descendente de italiano, espanhol e português. E os meus avós por parte de pai também são todos descendentes de italiano, português e espanhol. Eles eram dessa região aqui de Borborema, Novo Horizonte, mas na década de 1940 boa parte da família migrou para o Paraná. Eles compraram terra lá, desmataram para desbravar, porque era tudo mata verde.

          Meu pai e a minha mãe eram agricultores em Primeiro de Maio, zona rural. A “água” se chamava Barra Bonita. Eu me lembro de algumas árvores plantadas na frente da minha casa: um pé de laranjeira, um pé de flor-rosa, alguma coisa assim. Lembro da casa da minha avó, que morava muito pertinho da gente. Aí depois a gente mudou para um outro sítio, onde eu passei uma boa parte da minha infância - lá eu morei dos quatro aos 14 anos de idade. E lá foi onde eu brincava na beira da água, jogava bola com os amigos e trabalhava na roça já, pois eu comecei a trabalhar com nove anos.

          E eu trabalhei com o meu pai até os 23 anos de idade, na roça. Meu pai tinha uma chacrinha muito pequenininha, e a gente trabalhava em família. Aí, eu saí da roça para trabalhar num banco, em Londrina, em 1993. Comecei de office-boy, trabalhei por 12 anos, já estava no cargo de gerente administrativo. Mas o meu tio, que tem um sebo muito grande em Londrina - deve ter mais de 300 mil livros -, teve a ideia de montar uma loja de sociedade com o meu irmão, para ele tocar em Marília.

          A gente abriu a loja lá, e ele começou a tocar a loja. A coisa foi andando... e o banco era um pouco desgastante, suga muito a gente, então eu tinha vontade de sair. O nogócio foi crescendo, a loja foi dando certo, até que eu resolvi sair para montar uma outra, que já foi aqui em São José do Rio Preto. Mas antes, quando eu montei a sociedade com o meu irmão, a gente ficou em Marília, porque ficava mais próximo de Londrina – e eu só trabalhava quando estava de férias do banco. E aí a gente teve a ideia de vir para Rio Preto, porque tinha muitos clientes que iam à loja de Marília, conheciam a loja, gostavam e falavam que aqui em Rio Preto precisava ter uma nesses padrões. Quando a gente tomou a decisão de eu sair do banco para montar outra loja, a gente veio conhecer Rio Preto. Gostamos, procuramos um ponto bom, e acabou dando certo.

          Abrimos a loja de Rio Preto em 9 de maio de 2005. Eu abri bem em frente de onde eu estou agora. Fiquei seis anos aqui na frente, mas na renovação de contrato de aluguel não deu muito certo, e a gente mudou só de lado de rua. Então, eu estou há 16 anos aqui na Rua Bernardino de Campos, que é a principal rua do comércio em Rio Preto.

          Quando a gente abriu, a gente ia muito para São Paulo comprar livro. A gente ia nos sebos lá de São Paulo e comprava bastante. E nessas idas e vindas para São Paulo, a gente conheceu um dono de sebo na cidade de Campo Grande, o Itamar. Chama Maciel Livros, e é um sebo que tem muito livro! Ele tinha duas lojas, mas a Americanas alugou o prédio onde ele tinha uma dessas lojas, e ele não tinha espaço físico para colocar, porque era muito livro! A gente acabou comprando metade desse acervo dele. A gente deve ter comprado lá cerca de uns 30 mil livros, mais ou menos.

          Nós compramos sempre o lote. A gente vai lá e faz uma negociação do lote: “Nesse lote aqui eu quero tanto, eu te dou tanto”; e vira aquela briga, né? Até chegar num acordo. Aí, depois que chega o material, você vai dando uma separada, vai dando uma classificada. Isso porque um acervo de qualidade seria de livros que têm um valor agregado, e também são livros que têm bastante movimentação, bastante procura. Às vezes não é caro, mas é um material que é procurado, que é pedido em faculdade, que é pedido na escola. E sem contar as obras raras também, que colecionador gosta. Além disso, quando você for comprar na internet, e o cliente está anunciando que é autografado, normalmente o produto dele é mais valorizado. E os livros técnicos também são muito procurados.

          Agora eu tenho um programa que sobe nas três plataformas online. Inclusive, se o cliente comprar em uma, e você só tem um exemplar, ele já tira das outras duas. Porque às vezes acontecia de você vender o mesmo produto em dois ou três sites, e você tinha um só. Mas o programa que a gente usa já faz a integração, pois o sistema baixa sozinho. Se o cliente comprar, vendeu aqui na loja, baixa das três plataformas on line.

          Hoje, o meu acervo cadastrado está em torno de 80 mil. Mas não está tudo cadastrado, tem alguma coisinha que eu não terminei de cadastrar ainda, que ficou pra trás. E o meu irmão e eu somos sócios nisso. A gente montou a primeira loja em Marília - mas hoje eu não sou mais sócio da loja de Marília, porque o meu irmão se separou, e a loja de Marília ficou para a esposa dele. Mas nós continuamos sócios, pois temos a loja aqui de São José do Rio Preto, a gente tem uma em São José dos Campos, uma em Piracicaba e uma em Jundiaí.

          Livros novos são fáceis de catalogar. A gente pega o leitor de código de barras, lê o Isbn, os sites já saem mostrando os preços e tudo. Esses mais antigos, a gente tem que digitar tudo manual: o título do livro, o autor - porque tem muitos títulos com vários autores -, pesquisar qual editora é – pois às vezes uma tem mais valor que a outra. É mais ou menos por aí, tem que ir dando uma filtrada. Mas no manual é mais trabalhoso.

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