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História

Judaico Universal

História de: Shoshana Baruch
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 19/12/2012

Sinopse

Identificação. Os pais, de origem búlgara. A infância, juventude e início da vida adulta. Os contatos com a atividade comercial junto aos pais, vendedores de iogurtes, queijos e sorvetes. A trajetória da família em meio a acontecimentos históricos. O emprego em uma casa bancária. A imigração para o Brasil, em 1976, e as dificuldades de adaptação. A ida para Israel e a volta ao Brasil. Os aprendizados com a mãe e a escolha de uma nova área de atuação. O Bom Retiro e dos primeiros anos do restaurante. As relações com os clientes e com os funcionários e a continuidade do negócio.

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História completa

“O restaurante abriu como rotisseria, porque em Israel é comum a pessoa vir e comprar comida. Só que nós viemos para um país que tinha empregadas em casa, empregadas que cozinhavam; na época as pessoas não compravam comida pronta, compravam ingredientes. Então o restaurante, quando abriu, na verdade, tinha só duas mesas e o balcão: um balcão de doce e um balcão de comida. A ideia era que a pessoa viesse, pegasse a comida e fosse embora. Naquela época, por volta de 1976, era tudo judeu no Bom Retiro. Feriado judaico, como Rosh Hashaná, Yom Kippur, ficava tudo fechado. E nosso restaurante, claro, sempre teve vários pratos judaicos: tem uma entrada que se chama guefilte fish, que é um bolinho de peixe que serve com um molho de raiz-forte com beterraba; tem o mocotó gelado; tem hering marinado; tem sardinha marinada; temos saladas búlgaras, que faço lá; pimentão de berinjela; tem homus com tahine, que é israelense; tem salada cole slaw, que é americana, mas que eu adaptei. O que sai mais é o guefilte fish e o patê de fígado. Foi assim por muito tempo, mais pratos judaicos, mas chega uma hora que só esse tipo de comida não dá para pagar as despesas, então tivemos que adaptar. Os clientes sempre foram principalmente os donos de lojas aqui do Bom Retiro, gerentes de bancos, e, como eu falei, no começo era balcão, não tinha onde ficar; eles comiam em pé. Mas aconteceu que foi se formando um boca a boca, porque eles vinham e gostavam, e então: ‘Põe mais mesa’, ‘Põe mais mesa’. E aos poucos a clientela foi mudando. Os coreanos gostam de vir comer peixe, mas têm outros que comem tudo, até comida judaica, até guefilte fish. Tem coreano que vai direto ao guefilte fish, come varenik, come férfale; gostam. Agora meu filho está assumindo a cozinha e ele entrou com pratos contemporâneos, que não tinham antigamente. Cozinha contemporânea é prato do mundo inteiro: é filé-mignon com molho madeira; salmão com salada no meio; salmão cru, tipo sashimi, com salada no meio; um risoto com frango com gergelim. Tem pratos búlgaros, tem pratos romenos, tem kebab, tem mititei, tem várias coisas. Hoje em dia tem massas, tem risoto, meu filho faz vários tipos de filé, prato do dia, tem peixes, vários peixes de vários modos. Dá para fazer lá misturado e ele faz bem-feito.”

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