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Jourdan Amóra/Arassuaí

História de: Jourdan Amora
Autor: Jourdan Amora
Publicado em: 04/10/2019

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Achei sensacional a proposta do Museu. Tem uma importância gigantesca e não sei como não o conheci antes. Neste momento é meu elo com a cidade de Araçuaí, onde nasci e poucas vezes lá voltei. Tenho saudades da terra e das poucas pessoas com as quais convivi. Meu avô era Zaiter Antonio Tanure. Estudei no Colégio Nazareth, na década de 40. Duas das marcantes passagens do calhauzeiro ausente, a venda do seu Lidirico e o "Pão dos Pobres", consagrado a Santo Antonio. Sou jornalista ativo na altura dos 81 anos de idade e dirijo um diário e um semanário em Niterói. Revivendo mais de duas mil páginas de memória, registrei estes dois fatos. Lembrei-me que Lidirico carregou no colo. Voltei lá, já adulto, com o meu primo Antonio Zaiter e, imitando os nordestinos, pedi "Moço,me arranje algo para beber". Era noite e êle me surpreendeu: "Fala logo o que você quer, Jourdan". A cena se repetiu na festa do centenário da cidade". Haja capacidade de identificação. Numa das noitadas na redação ouvi o Adelzon Alves, na Rádio Globo, mandar um abraço para O Lidirico". Por coincidência encontrei o radialista na Região dos Lagos fluminense e lembramos dele. O Pão de Santo Antonio tinha ficado na minha memória. Quiz visitar aquela casa modesta e ver como poderia ajudar aquela obra, situada perto do casarão do meu avô. Minha prima levou-me para uma àrea imensa, com muitos pavilhões. Uma grande obra realizada com ajuda dos holandeses bondosos. Mas também visitei um centro espírita, levado por outra prima, que o iniciou no vasto quintal do casarão do meu avô. Estava em outro local, bem montado e organizado e colhí a alegria de ouvir um agradecimento. Sempre quis fazer algo pela minha inesquecível cidade. Quando minha empresa se desfez do sistema tipográfico para ser o pioneiro no sistema "off set", no Estado Rio, quis ceder as linotipos e impressoras planas para quem quisesse implantar um jornal em Arassuaí, terra de onde saíram os irmãos querem concorrentes dirigindo os dois únicos jornais diários da capital daquele antigo RJ: eu e o Ephrem Wellington de Barros Amóra, de marcante atuação no Estado. Ele faleceu no início do novo milênio. Coincidentemente tinha nascido a primeiro de janeiro de 1937.

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