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Intimidades da vida

História de: Vicente Izidório Soares
Autor: Thalyta Pedreira de Oliveira
Publicado em: 29/06/2021

Sinopse

Vicente conta sua trajetória para a entrada na Petrobras e sua função na companhia. Relata o fato marcante que ocorreu no governo Collor, o qual interferiu em sua carreira. Fala também do movimento sindical, das greves, conquistas e sua atuação como diretor no sindicato.

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História completa

Projeto Memória Petrobrás Depoimento: Vicente Izidório Soares Entrevistado (a) por: Jorge Moreira Mossoró, 15/02/2005 Realização: Museu da Pessoa Entrevista: CBRNCE 07 Transcritor: Charles R. Silva Revisado por: Gioanna Zou P/1: Seu Isidoro, boa tarde, gostaria de começar esta entrevista com o senhor falando o seu nome, local e data de nascimento. R: Meu nome é Vicente Isidoro Soares, eu nasci no dia 05 de abril de 1959, sou natural de Valença do Piauí, no estado do Piauí. P/1: Senhor Isidoro queria que o senhor falasse um pouquinho de como se deu seu ingresso na Petrobras. R: Meu ingresso na Petrobras, assim, após a saída do estado do Piauí, eu fui pro estado do Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 1977, salvo engano e passei um tempo lá, por Macaé, no interior do Rio de Janeiro, e de lá fui pra São Paulo, passei um tempo em São Paulo, retornei novamente para Macaé. Ingressei na Petrobras no dia, depois de passar por uma empreiteira chamada COBRASIL, que fazia obra de construção do Porto de Macaé, passei um período nesta construtora. E em 11 de novembro de 1978, eu ingressei na Petrobras, trabalhando na faixa do cais de Macaé. P/1: Seu Isidoro, fala um pouquinho do trabalho do senhor. E os locais que o senhor trabalhou. R: Inicialmente eu entrei na Petrobrás, em Macaé, tinha uma função que na época era Auxiliar de Apoio Operacional, a gente trabalhava fazendo lingada pra carregar os rebocadores, abastecendo os rebocadores com água, óleo e enfim, fazia o serviço de estiva do cais de Macaé, que na época era um serviço primeirizado da Petrobrás. P/1: E durante este tempo de trabalho, o senhor lembra de algum fato marcante, que marcou o senhor na sua trajetória na Petrobrás? R: Tem. São muitos fatos assim que marca a história da gente, mas o fato de toda essa minha época na Petrobrás, meu tempo na Petrobrás foi um fato político, que logo, que o Governo Collor assumiu, nesta época eu já estava aqui no estado do Ceará, trabalhando em Paracuru, e quando nós fomos alguns companheiros demitidos naquela ocasião, e passamos três, se não me engano, três anos e pouco fora da Petrobrás, né, uma ação arbitrária do Governo Collor, e graças ao empenho do pessoal do sindicato, da direção do sindicato e muita luta, nós conseguimos retornar para Petrobras e hoje vivemos, assim, num clima mais democrático, onde há mais respeito pelas posições políticas do funcionários. P/1: Senhor Isidoro, o senhor se lembra de alguma história, algum caso engraçado, alguma história, durante este tempo de Petrobras do senhor? R: Eu não sou muito, assim, não me vem agora. Eu não sou muito contador de caso, então prefiro não arriscar. P/1: Tudo bem. O senhor é sindicalizado? R: Eu sou sindicalizado desde que..., depois da Reforma Política, com a Anistia que começou a reestruturar os sindicatos e a se criar os sindicatos, e agora, atualmente, eu tô na diretoria liberado, juntamente com o companheiro Márcio Dias e os outros companheiros lá de Natal, Fafá...o diretor geral de Ivanito... P/1: Fafá...é? R: Uma das nossas diretoras lá em Natal. P/1: Mas o nome dela é? R: É Maria de Fátima. P/1: Maria de Fátima. O senhor exerce algum cargo na diretoria? R: Eu atuo em várias...é...como? Fazer essas assembleias, a distribuição do boletim, é receber os companheiros lá no sindicato, enfim, a gente é uma espécie de diretor que faz um pouco de tudo. P/1: O senhor é um diretor do sindicato. R: Isso, isso, isso... P/1: E durante esse período o senhor sabe quais os momentos, a participação política, os momentos mais importantes do sindicato? O senhor queria destacar alguma coisa? R: Acho que um dos momentos marcantes pra mim foi, foi depois de uma greve de trinta dias, que nós fizemos ainda no Governo Fernando Henrique Cardoso, quando foi praticamente, os sindicatos foram sucateados, porque tinha..., é..., os valores que eram pagos para o sindicato iam todo pra Justiça, que foi, na época a Justiça deu uma sentença obrigando o Sindicato pagar um valor muito alto e os sindicatos ficaram assim que meio que..., conseguimos reestruturar os sindicatos e após, ainda no Governo Fernando Henrique Cardoso fizemos uma greve, se não me engano, acho que de dez dias ou foram cinco dias, uma categoria que teve coragem de enfrentar o Governo Fernando Henrique Cardoso, mesmo tendo os prejuízos que nós tivemos na greve de 1995. P/1: Essas são as principais conquistas do Sindicato. O senhor sabe dizer como que está a relação do Sindicato e a Petrobras aqui? R: Eu acho que tá uma relação boa. Acho que bem diferenciada do que foi o Governo Fernando Henrique Cardoso, onde..., se respira mais democracia, as questões, o Sindicato é mais ouvido, acho que é mais respeitado, acho que no passado a gente era temido, mas tinha um inimigo que..., eles nos via como inimigo, acho que hoje a Petrobras vê o Sindicato, pelo menos eu penso dessa forma, como um parceiro, um legítimo representante dos trabalhadores. P/1: Senhor Isidoro, o que o senhor acha de ter participado do Projeto Memória Petrobras? E a sua participação no Projeto? R: Eu estou muito feliz de ter, de poder dar esse depoimento e tô bastante satisfeito, e agradecer a oportunidade de revelar coisas que é tão intima minha, nunca tinha falado pra ninguém. P/1: Bom, senhor Isidoro, obrigado por sua participação e gostaria de encerrar a entrevista. R: Ok. Obrigado. FIM DA ENTREVISTA
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