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Inovação nos Negócios: Conheça a história de Caio Perussi

História de: Caio Eduardo Alves Perussi
Autor: Ana Eliza Barreiro
Publicado em: 10/07/2021

Sinopse

Caio Eduardo Alves Perussi, 09 de junho de 1997, São José do Rio Preto. Mãe Eli Regina Alves Perussi e pai Flávio Eduardo Perussi. Apaixonado pelo universo dos negócios, começou a trabalhar com comércio e atendimento em lojas de tecido desde os quinze anos. Com o tempo foi prospectando clientes e fazendo contatos de fornecedores de malharia. Persistiu no sonho de ser empresário, e criou empresas na área de malharia. Hoje, é proprietário e gestor do “Rio Preto Confecções – Solução em uniformes”, especializada em uniformes, e na Coat Store– Jalecos Premium”, loja varejista em moda branca. A empresa de jalecos premium surgiu do investimento da antigo “BauebS”, grupo com 34 anos à venda, que se transformou em “Coat Store”. Venda de produtos personalizados e premium. Plano de transformar “Coat Store” em franquia. Caio sonha no sucesso profissional lançar um “holding” internacional e dar oportunidade de crescimento para jovens, à âmbito pessoal pensa em se casar e construir uma família.

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História completa

            Meu nome é Caio Eduardo Alves Perussi, sou de 1997, de 9 de junho. Nascido e criado aqui em São José do Rio Preto. Minha mãe é Eli Regina Alves Perussi, e meu pai é Flávio Eduardo Perussi. O meu avô por parte de pai é italiano. Por parte de mãe, era tudo Minas.

            A minha avó por parte de mãe cozinhava muito bem. Inclusive, ela cozinhava pra fora, não só pra gente. Ela trabalhava numa escola, uma cidade pequena, e era convidada a ser cozinheira de outras. Tinha festa de peão na cidade, então fazia galinhada para companhias, né? Então, eu sou bem influenciado por mineiro. Um queijo, assim, não dispenso; um queijinho frito, aquela comida mineira bem básica mesmo: galinhada, assim.

            Meu pai sempre morou no sítio, até os 18 anos. O meu avô decidiu vender a terra que ele tinha lá, e eles vieram para São José do Rio Preto. E a minha mãe veio pra cá pra estudar, para fazer faculdade. Aí é que eles se conheceram. Hoje, meu pai é auxiliar de abastecimento de gás a granel, na Copagaz. E minha mãe é encarregada de produção, aqui na minha empresa. Minha funcionária.

            A gente morava no Boa Vista, mas quando minha mãe engravidou, meu pai comprou a casa no Residencial Rio Preto I, onde eu moro até hoje. A escola, pra mim, foi sempre em escola pública, e eu estudei no Otacílio Alves de Almeida, que é ali no bairro mesmo. Aí eu saí no primeiro colegial, quando arrumei um serviço que era período integral, e ali não tinha período noturno. Fui para o noturno do Colégio Andaló. Sempre tirei nota boa e nunca repeti. Então, hoje eu tenho 23 anos, sempre estudei em escola pública e tenho duas empresas. Tenho amigos que estudaram comigo que foram para o caminho da droga, desviaram o caminho. Por isso não pode falar: “Ah, a escola pública que me fez desse jeito”.

            “Do Otacílio para o mundo”, pois a gente estudava na escola Otacílio Alves de Almeida. Mas não tem nada igual à prática. Porque eu aprendi na raça. Hoje você entra na internet, você digita no Google, no Youtube, te dá tudo. A prática envolve a emoção, o dia a dia, o estresse. Por isso que eu tranquei a faculdade. Eu sou a favor do curso de Administração de Empresas implementado nas escolas, não na faculdade. A solução do nosso Brasil vai ser quando eles implementarem isso e ter uns cinco anos de curso, ensinar a população a cuidar do dinheiro. Eu falo “empresas”, mas é administração em geral, pode ser o seu dinheiro ou o dinheiro de uma empresa.

            Mas eu comecei a trabalhar, mesmo, porque minha mãe trabalhava numa empresa de uniformes, o ramo que a gente atua hoje. Às vezes apertava de serviço lá na firma, e ela falava para a patroa: “Posso chamar meu filho de 15 anos? E não ganhava nada, era mesmo pra ajudar minha mãe.  Era embalar camiseta, colocar camiseta no saquinho e pregar um durex, tranquilo. Aí o rapaz do bordado, que era terceirizado lá, estava precisando de gente nova, de 15 a 17 anos, pra trabalhar das 14h às 18h. Fiquei só três meses, porque a patroa falou que uma malharia estava contratando, só que era período integral, das 8h às 18h. Foi aí que eu entrei para o comércio mesmo. Eu já fui pegando o gosto do cliente, porque eu sempre gostei de tratar as pessoas muito bem.

            E também eu enxerguei uma oportunidade, pois o dono e a esposa já estavam querendo aposentar. Foi muito bom pra mim entrar ali, pela questão da minha educação, porque era uma empresa totalmente familiar. Aí eu fui pegando gosto pelo comércio, por empresa, pois antes eu achava assim: as pessoas que têm empresa hoje é porque receberam alguma herança. Achava que isso não era pra mim, eu não era filho de pai rico, pensava que tinha que trabalhar para os outros o resto da vida. E não é isso, você pode ser o que você quiser. Então, eles me ensinaram muita coisa.

            Ali eu já comecei até a negociar com fábrica, lidar de frente com o cliente. E chegou num ponto em que os clientes iam lá, e eu tinha quatro clientes me esperando, porque queriam ser atendidos por mim. Então, isso foi crescendo muito o olho do dono lá dentro, e fui mostrando o meu potencial. E nisso, um cliente me fez uma proposta para ir trabalhar na empresa dele, pois ele acabou vendo meu potencial de vendas ali e me chamou. Foi aí que eu entrei para o ramo de vendas de uniformes. Eu já tinha a base, mas aprendi muito lá com ele também. Então, eu pegava num dia, fazia 50 visitas em clientes. Eu chegava com um tufo de cartãozinho de cliente. Depois eu fazia relatório no meu caderno, pra ver depois pra quem eu tinha que ligar, o que eu conversava, sabe? E eu chegava com um tufo, um tufo muito grande de cliente. E aí fui começando a ter resultado.

            Às vezes, eu ia com o meu carro até a Avenida Bady Bassitt, parava ali no quarteirão pra cima, que não tinha área azul, pegava a Bady Bassitt e ia até a JK a pé, comércio por comércio. E quando você fala isso para um vendedor hoje, ele fala assim: “Impossível, como que vai a 50 lugares no mesmo dia?” Eu falo: “Cara, eu fazia. Eu fazia”. E sem contar que eu fazia tudo isso e estudava à noite ainda.

            No Antoni, esse comércio, foram três anos nesse batidão. Depois, na Maknyl, também. Aí eu saí de lá e fui para o Ceasa. Mas dos clientes daquela empresa lá de trás, vários tinham o meu telefone e ligavam pedindo mercadoria, mas eu não trabalhava mais lá. Até que um amigo me disse: “Por que você não começa a pegar isso daí e fabricar? Você não sabe fabricar? Tua mãe não fabrica? Tua mãe não trabalha na fábrica?”

            Eu abri a minha empresa a partir daí. No lugar de eu recusar os pedidos, eu comecei a pegar os pedidos e pedir uma entrada, que eu já pedia na outra empresa. Como é um produto personalizado, você pede uma entrada. Então, eu comecei no quarto de casa, depois aluguei um salãozinho, aluguei mais outro um pouquinho maior e contratei a minha mãe. Aí, depois, eu fui comprando mais coisas, comprando modelagem, comprando mesa, comprando máquina. Já em dezembro de 2019, tinha uma cliente minha que colocou a empresa dela à venda, e eu conversei com ela - a gente fez uma negociação e ela aceitou que eu pagasse parcelado.

            Eu pago até hoje as parcelas, mas eu tive aquele negócio rodando e o potencializei. Hoje eu tenho uma estrutura, pago aluguel de um prédio aqui na Redentora. Tenho uma loja de jalecos que vende uniformes, só que uniforme hospitalar. E eu vendia uniformes chão de pátio, que era camiseta operacional, sabe? Então, acabei abrigando outras coisas e potencializei minhas vendas. Hoje eu tenho tenho cinco funcionários aqui dentro e tenho a mão de obra terceirizada, que são as costureiras terceirizadas que trabalham em casa. Fui crescendo aos pouquinhos também, e já faz um ano que a gente está aqui. Durante a pandemia eu também fabriquei muita máscara, e graças a Deus não precisei mandar nenhum funcionário embora.

            Então tem aqui a “Rio Preto Confecções – Solução em uniformes”. Essa é a primeira, que tem cinco anos, que eu comecei lá com 19 anos, e nós vamos transformá-la em “holding”. A “Coat Store” vai ser uma empresa do “Grupo Rio Preto Confecções”. A “Coat Store” é uma loja de moda branca, varejo. Eu vendo moda branca pra médico, trabalho para um público premium. É “Coat Store – Jalecos Premium”. O público que eu atendo aqui é um público elite, que é médico. O meu jaleco mais barato é de 299 reais.

            A gente está fazendo um processo de formatação, e a “Coat Store” vai virar franquia. Nós somos fabricação própria, fazemos tudo customizado, personalizado, com pedraria. Os que eu mais vendo são os de 300 pra cima. E os meus jalecos não saem daqui em sacola embalada, em sacola com o logo da “Coat Store”. O meu não, ele sai personalizado. Um negócio individualizado, com bilhetinho, com bombom, com cheiro. Então, a gente não vende jaleco, a gente vende a experiência de consumir um jaleco na nossa loja. Isso aproxima o cliente da gente. Eu tenho cliente que chega aqui hoje e vem na produção, que entra dentro da produção pra conhecer e falar comigo.

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