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Iacanguense autêntico, com boas histórias para contar

História de: Antonio Alves de Oliveira
Autor: Patrícia Ferreira Mendes
Publicado em: 30/10/2019

Sinopse

Antônio Alves de Oliveira, nasceu, cresceu e permanece até hoje na cidade de Iacanga. Com muitas histórias para contar, relembra vários momentos da sua vida, como as brincadeiras de sua infância, a escola, o trabalho enquanto criança, juventude e as formas de paquera da época. Também conta as mudanças na cidade, como o zoológico que já não existe mais e a nossa prainha que recebia vários turistas antigamente.

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História completa

Antonio Alves de Oliveira, mais conhecido como Teco, 72 anos, nasceu e cresceu dentro de Iacanga. Morava com sua família em uma casa simples, de madeira, mas faz questão de dizer que teve uma infância feliz. Como uma criança normal, brincava de várias coisas, mas não consegue esquecer de pé-de-lata e também da sua preferida, o futebol. Ele conta que no local onde hoje é a Praça da Bíblia, existia um campo, onde ele e seus amigos jogavam futebol todos os domingos. Como na frente deste campo era a Casa das Crianças, dirigida pelas irmãs (freiras), antes de todos os jogos, juntamente com elas, os meninos tinham que rezar, para só então poder jogar. Seu Teco estudou até o primário e conta que antigamente a escola era muito diferente do que é hoje. Se os alunos demonstravam maus comportamentos, sofriam castigos como ficar de joelhos na frente de toda a classe ou até mesmo apanhar com uma varinha, nas mãos. A merenda era normalmente sopa de fubá com couve, o fogão da escola era a lenha e as mesas do refeitório eram de madeira e ficavam embaixo de uma árvore. Seu Antônio conta que quando chegava da escola tinha que ir para a roça ajudar seu pai. E também aos sábados engraxar sapatos para trazer um pouco de dinheiro para dentro de casa. Sempre vinha circos para a cidade com muitos animais. Os donos sempre pediam ajuda dos meninos para ajudar a cuidar dos bichos e eles adoravam. Havia um zoológico muito simples aqui em Iacanga com pato, cutia, anta e sucuri que era uma atração para a cidade, mas infelizmente não existe mais. Na praça, que fica no centro da cidade existia um coreto onde aos sábados e domingos vinham diversas bandas fazer suas apresentações e as famílias ficavam ao redor para assistir. Na sua infância, em época de São João, a cidade fazia muitas festas juninas, tantas que os moradores não sabiam aonde ir. Todas com muita comida, feitas pela comunidade. Os jovens, na cidade de Iacanga costumavam ir a missa nos finais de semana a noite e depois ir passear na praça da igreja Matriz. Então na rua, em frente a igreja, que era de terra, ficava um corredor de homens e as mulheres ficavam passando no meio, esta era a forma de paquera dos jovens. Existia também um auto falante que funcionava como uma espécie de correio elegante, onde se poderia pedir várias musicas e oferece-las para qualquer pessoa e isto era anunciado neste auto falante. Como sempre morou em Iacanga, seu Antônio conta que antigamente não existia a prainha aqui na nossa cidade, tudo fazia parte de uma fazenda e no lugar da praia era um campo de futebol. Com a construção da barragem, por volta dos anos 80, surgiu a prainha. Ele conta que era muito limpinha, vinham várias caravanas, faziam muitas festas, enfim, era muito famosa em toda a região. Seu Teco casou-se nesta cidade com a dona Marisa há 43 anos e conta que hoje seu maior sonho é reformar sua casa que é de madeira, transformando-a em uma casa de tijolos, para dar mais conforto para sua família.

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