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História de vida da depoente Mônica Silvia Tallis Soliane

História de: Mônica Silvia Tallis Soliane
Autor: Ana Maria Ihmes da Silva
Publicado em: 19/12/2012

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Numa cidade bem próxima a Indaiatuba chamada Campinas, na data de nove de setembro do ano de mil novecentos e sessenta e dois, nasceu uma menina chamada Mônica Silva Tallis Soliano. A mãe de Mônica gostava muito de uma artista famosa chamada Morgana, e gostaria que sua filha tivesse esse nome. Mas seu pai não gostou do nome, disse que era parecido com nome de bruxa. Porém entraram num acordo e decidiram que o nome seria Mônica, por ser parecido com Morgana. Apesar de Mônica ter nascido em Campinas, passou toda a sua infância aqui em Indaiatuba. Morava em frente da praça da igreja São Benedito. Naquela época, a cidade era pequena e muito tranquila. Não havia movimento na rua e nem violência. Com seus vizinhos, Mônica brincava na rua de várias brincadeiras como: bolinha-de-gude, futebol, cinco-Marias, esconde-esconde, pega-pega entre outras. Toda vez que saía para brincar, Mônica deveria avisar aos seus pais a hora de ir, e de voltar. Ela tinha duas amigas, que às vezes brincavam em seu quarto com um boneco chamado “Piarose”, até hoje mantém suas amizades de infância. Seu pai era ferroviário e político. E sua mãe professora, uma das primeiras a alfabetizar na pré-escola. Sua mãe não tinha onde deixa-la para trabalhar, Por este motivo teve contato muito cedo com a escola, pois tinha que acompanhar sua mãe. Quando estudava, estava sempre com o cabelo preso como rabo de cavalo, e usava vestido que trazia escritas as vogais: A, E, I, O e U. A primeira escola foi a Escola Estadual Professor Randolfo Moreira Fernandes, depois se cursou o ginásio na Escola Estadual Dom José de Camargo Barros, concluindo o seu colegial em Campinas. A mãe de Mônica foi sua primeira professora, e depois a Dona Landinha, da qual sente muitas saudades. Ela se recorda que para manter a ordem da sala, a professora, jogava um pedaço de giz na cabeça do aluno, quando não resolvia, colocava-o de castigo atrás da porta. Naquela época, existia um grande respeito aos professores que era demonstrado presenteando-os com maçãs e flores. Na qual se lembra, sua maior arte aconteceu na escola. Ao observar sua mãe preparando as provas, notou que ela jogou o estêncil no lixo, sem que ninguém percebesse, pegou-o com a intenção de colar e tirar dez na prova. Sua mãe descobriu e a deixou de castigo, tendo o maior trabalho de refazer a prova, inclusive mudando a data da avaliação. Em sua adolescência, costumava frequentar os dois únicos clubes da cidade: o Indaiatuba Clube e o Clube Nove de Julho. Onde o costume da época e ficar somente até as 22:00 horas. Viajava muito com sua família, e começou a namorar aos dezesseis anos. Em sua adolescência estudou na Unicamp em Campinas, pois queria ser médica. Considerava os estudos complicados e mais difíceis que em Indaiatuba. Seu comportamento era igual ao dos jovens da época, a moda era hippie, com muitas pulseiras e roupas coloridas, chegou até usar perucas. Suas músicas favoritas eram cantadas por Caetano Velozo, Chico Buarque e Maria Bethânia. Sua primeira faculdade foi de biologia, porque gostava de genética e oceanografia. Por causa de alguns problemas pessoais, deixou Campinas e voltou a morar em Indaiatuba, onde começou a lecionar Biologia. Em suas aulas, observou que alguns alunos tinham dificuldades na aprendizagem. Então resolveu estudar pedagogia e psicopedagogia para aprender como o ser humano desenvolve sua aprendizagem e assim, poder ajuda-los. Sentindo que faltava algo, voltou para a faculdade para estudar psicologia. Trabalhou em um consultório durante quatro anos, saiu da Educação e foi trabalhar na área da saúde, onde trabalhou na Unimed, cuidando de pacientes em fase terminal. No momento atual, trabalha no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), onde ajuda famílias com problemas sociais. Em sua profissão, seus momentos felizes são quando observa a recuperação de pacientes. E um momento triste que marcou, foi quando uma paciente pediu para filha ligar, para que ela pudesse ajudar seus familiares e aconselha-los no momento de sua morte. No instante em que Mônica chegou a paciente faleceu. As datas mais importantes de sua vida foram quando seus filhos nasceram. Seu filho mais velho está terminando de cursar a terceira faculdade, e seu filho mais novo é economista e tem sua própria empresa. Hoje ela é divorciada. Seu passatempo preferido é estar junto a sua família e viajar. Seu maior medo era a máquina de diálise, conseguindo superar percebendo que ela era quem a manteria viva, considerando a máquina sua melhor amiga. Ainda hoje tem muito medo de agulhas. O seu maior sonho é fazer um transplante de rim, e ser livre para ir e vir, onde quiser.
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