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História de Vida

História de: Aila Canto Oliveira Santos
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 09/09/2003

História completa

Meu nome é Aila, nasci em vinte e oito de novembro de setenta e sete. Alguns dizem que foi uma madrugada de muita alegria, outros de puro desespero Só pelo choro já dava pra saber que eu não seria nem um pouco quieta... Sou a filha mais velha e única mulher, bom, fui completamente única até os meus seis anos, quando o meu irmão Bruno nasceu. Como já demonstrava parcelas do meu temperamento explosivo, minha mãe achou melhor me mandar para o cinema na hora em que meu irmãozinho viesse com ela do hospital. Quando cheguei em casa e vi aquele pedacinho de gente no berço, pensei que era de brinquedo e quis logo pegar para brincar. E foi aí que começou a eterna e imutável rixa de irmãos...Com o passar do tempo fomos crescendo, e piorando... O apartamento em que morávamos era pequeno, e não tinha playground, por isso tínhamos que esperar a boa vontade da babá para ir brincar em frente a um quartel próximo. Sorte que ela era muito boazinha. Esses eram momentos de grande alegria O quartel era extremamente arborizado, e o calçamento cercava-o todo, dava para andar de bicicleta o dia inteiro. Antes do meu irmão nascer pode-se dizer que eu tinha uma vida cultural bastante agitada, não perdia nenhuma peça nem filme infantil, era o maior barato Talvez seja por isso que me interesse tanto por cultura. Desde pequena meu pai me presenteava com livros, a paixão por eles foi instantânea E não foi à toa que os transformei em hobby predileto. Bom, na escola eu sempre tive comportamento diferenciado dos colegas, eu os achava comuns demais Aprendi a ler antes dos meus colegas, em casa, com ajuda da babá, e quando a professora da alfabetização escreveu "chapéu" no quadro e eu li, foi a maior confusão Chamou minha mãe e pediu para fazer um teste de Q.I.. Minha mãe riu e explicou o que acontecia, mas mesmo assim não perdi a fama de super dotada. No geral, do meu primeiro grau, a grande decepção foi ter aprendido uma História do Brasil falsa e errada, e chegar no segundo grau os professores falarem que tinha que ser assim, pois você não tinha capacidade de entender... e foi aí, com vontade de mudar o mundo, que meu amor por História aconteceu, junto com a minha primeira paixão adolescente... E muitas outras se sucederam, junto com as minhas opções de carreira. Primeiro quis ser pediatra, só que me dou melhor com bichos do que com crianças. Então vamos a Veterinária. Só que eu gosto tanto de bichos que não iria suportar vê-los morrer. Depois dessas dúvidas eu decidi dizer que não gostava de sangue e fui para a área de humanas. Fiz vestibular para Direito, só que, além de perder, eu descobri que a justiça não era tão justa quanto parecia...E nesse ano de cursinho resolvi fazer um teste vocacional, e descobri a Museologia. Foi como se eu estivesse latente esses anos todos e, de repente acordasse Nesse mesmo ano fiz o vestibular e passei. Minha mãe não gostou muito, mas meu pai adorou No meio dessas confusões, decisões, opiniões, etc., surgiu um amor inesperado. A maioria dos meus relacionamentos não passava do PTB, ou seja, período tríplice básico: três meses e não queria ver mais a cara Talvez tenha sido porque foi o primeiro cara a me dar um fora, e olha que eu nem gostava dele Pois é, estamos juntos há três anos e pelo que parece ainda vai durar muito... Bem... Tentei fazer um pequeno resumo da minha vida, e já que minha vida não se resume só a isto, comunique-se comigo
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