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História

História de Fabiano Machado Martins

História completa

IDENTIFICAÇÃO



Meu nome é Fabiano Machado Martins. Nasci em Vitória, aqui no Espírito Santo, em primeiro de abril de 70.

MIGRAÇÃO



Itabira, BH, Japão, Vitória
Morei um tempo aqui em Vitória, morei um tempo no Japão, onde estudei engenharia ambiental, e recentemente eu estava em Itabira, Minas Gerais, trabalhando na Vale também na ferrovia. Lá de Itabira, fui para a Vale em Belo Horizonte. Agora retornei aqui para Vitória.

FORMAÇÃO EM ENGENHARIA



Mecânica e civil em MG
Me formei em engenharia mecânica e engenharia civil em Minas Gerais, em Governador Valadares. Estudei lá.

Ambiental no Japão
Posteriormente, fui fazer um curso de engenharia ambiental no Japão, retornei e comecei minha carreira aqui dentro do porto de Tubarão.

INFÂNCIA



O pai e a construção de Tubarão
Eu lembro muito da época da construção aqui do porto de Tubarão. Tinha quatro, cinco anos de idade, meu pai era funcionário da Vale do Rio Doce e participou da construção do porto. E na época, aos sábados - o pessoal trabalhava aos sábados também - eu sempre vinha com ele e ficava no escritório de implantação, enquanto ele ia resolver os problemas da área.

Morro da Companhia
As lembranças com certeza eram da época em que eu era pequeno e que eu vinha aqui na Vale do Rio Doce. Na época, morava no Jardim América, onde tinha o Morro da Companhia, que era de propriedade da Vale do Rio Doce. Lá moravam os engenheiros que trabalhavam na companhia. Lembro que eu acompanhava as locomotivas G12, estava sempre acompanhando as locomotivas.

ENTRADA CVRD



Engenheiro na ferrovia
Eu entrei na década de 90 como engenheiro na ferrovia, seguindo aí os passos de meu avô e de meu pai.

TRAJETÓRIA CVRD



Construção do TPD
Em 95, participei de várias obras do porto, de construção do TPD, pelotização também, na construção da Cobrasa. E posteriormente também na época em que eu já era funcionário aqui dentro de Tubarão, da construção do TPD e TGL no porto, umas coisas que marcaram bastante.

Estrada de ferro
Em 99 eu fui ingressar na Companhia Vale do Rio Doce para trabalhar na estrada de ferro, onde eu estou até hoje.

LOGÍSTICA



Mudanças importantes
No porto, acho que a mudança importante é a abertura da parte da logística, e com a construção do TPD foi uma mudança importante, porque a Vale do Rio Doce, que anteriormente focava a questão do minério de ferro, a partir do momento que ela abriu um píer para carregamento de outros produtos também, containeres, acho que foi uma nova fase que está começando na Vale do Rio Doce. Bem como os armazéns também de sódio, de farelo. Tem também a área de fertilizantes. Eu acho que é uma fase boa que está abrindo para outros lados. Isso é recente.

Olha, a ferrovia também seguiu essa tendência com o aumento gradativo do transporte de carga em geral. Anteriormente aqui só tinha minério de ferro, praticamente só transportavam minério de ferro, e hoje a carne já está concorrendo com o minério de ferro a nível de transporte.

COTIDIANO DE TRABALHO



Pesquisa de novas tecnologias
Atualmente estou participando de um grupo que faz estudos operacionais de siderurgia. Então, o meu dia a dia é pesquisar novas tecnologias. Participo de alguns projetos de melhoria de toda a estrada de ferro Vitória-Minas. Meu dia, então, é pesquisar em cima de melhorias da estrada de ferro.

PRIVATIZAÇÃO-OPINIÃO



Importante para dar agilidade
Olha, a privatização da Companhia Vale do Rio Doce foi muito importante porque o contexto atual mundial é diferente. E a Vale do Rio Doce não poderia se manter da mesma forma. Acho que a privatização foi muito importante para a empresa ficar mais ágil, ficar atenta às mudanças que ocorrem no cenário global, possa se adaptar e se modernizar de forma a ficar cada vez mais competitiva, continuando a ser a Vale do Rio Doce que a gente sempre conheceu. A Vale líder, a Vale competente, a Vale que é uma empresa de ponta.

CULTURA CVRD



Terceira geração na Vale
Olha, as histórias minha e da minha família se confundem um pouco com a história da Vale do Rio Doce. Porque começou desde o meu avô, em 1941, 42, na fundação da Companhia Vale do Rio Doce. Meu avô era engenheiro do porto de Vitória. Na época ele era fiscal das obras do porto de Atalaia, que foi o primeiro terminal de embarque de minério da Companhia Vale do Rio Doce. Foi ali no porto de Vitória. Aí ele se tornou funcionário da Vale do Rio Doce como engenheiro e chegou até superintendente da estrada de ferro Vitória-Minas. Posteriormente meu pai, na década de 60, 70 e 80, também começou na Vale do Rio Doce como engenheiro na fiscalização de obras. Trabalhou um tempo no Norte também e veio a ser Superintendente de Engenharia na década de 80.

Parte da vida
O que eu mais gosto na Vale é esse espírito que as pessoas têm de orgulho, de vestir a camisa da empresa. Não só eu como outros funcionários, da segunda, terceira geração, que estão dentro da empresa. Eles encaram a Vale do Rio Doce não só como empresa, mas realmente como parte de sua vida. Parte da sua história que está vinculada à história da empresa. Essa é a parte que mais me fascina na empresa e que me motiva a ficar aqui dentro por muito tempo.

CASOS DE TRABALHO



Balsa solta no mar agitado
Uma vez a gente estava fazendo manobra na construção do Terminal de TGL com a balsa, o mar estava muito agitado, e ao mesmo tempo tinha um rebocador fazendo manobra de atracação de navio. Esse rebocador passou no cabo de aço, a hélice dele agarrou no cabo de aço que segurava nossa balsa, um dos cabos, e aí cortou o cabo. O mar estava meio agitado, precisou mergulhador mergulhar e ir lá amarrar a balsa de novo. Foi uma situação bastante complicada, mas a gente conseguiu passar bem.

Cabuse "cabou-se"
Tem um caso interessante que foi até um inspetor de fiscalização que me contou, e que, na verdade, eu nem sei se aconteceu mesmo. É que anteriormente, os trens da Estrada de Ferro Vitória-Minas andavam com um vagão atrás chamado Cabuse e nesse vagão ficava o funcionário que ficava olhando a operação do trem lá de trás, verificando se estava tudo OK. Um desses vagões era o Cabuse. E diz que teve um funcionário de uma outra área que viu um trem desse passando e chegou a fazer um comentário com o outro funcionário: "Puxa, esses trens Vitória-Minas realmente são muito modernos. São tão modernos, que no final da composição tem um vagão dizendo que o trem acabou: "cabou-se."

DEPOIMENTO



Isso eu acho de fundamental importância, porque acho que a empresa tem que ter uma história, tem que ter uma memória. E a história da Vale é muito bonita. E isso aí acaba que fica na cabeça das pessoas, muitas vezes se perde. Então, é importante que a empresa se preocupe com isso, de forma que as pessoas que estão chegando agora na empresa possam consultar e se informar de tudo aquilo que aconteceu, o que era a Companhia, o que ela é hoje, e que possa continuar sempre com esse sentimento de orgulho, vestir a camisa da empresa. Que esse sentimento siga em frente, tal como era nos nossos antepassados que passaram pela empresa.

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