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História

Giba Júnior: da infância difícil ao universo dos cosméticos

História de: Giba Junior
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 18/07/2021

Sinopse

Apresentação do entrevistado; origens da família; o trabalho na Infância em feiras livres; a ida para o interior do estado com a família. A entrada no ramo comercial em loja de roupas; A experiência com o público e o bom atendimento. O convite para o ramo de cosméticos. A entrada na faculdade de marketing. O investimento no próprio negócio. A entrada no ramo de cosméticos profissionais e a especialização na área. A criação de uma marca de cosméticos profissional que te rendeu prêmios como jovem empreendedor no noroeste paulista. O investimento no e-commerce pré-pandemia que com uma marca popular e sustentável. A especialização na área de beleza e que o levou a estudar química e entender os componentes de seus produtos. A aprimoração na área de vendas e atendimento ao público. A ascensão de sua marca no mercado e a expansão da indústria a fim de gerar empregos e renda. A realização de um sonho e sua história contada em um livro, que já está em fase de pós-produção.

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História completa

          Eu sou o Giba Junior, diretor comercial da Plakton Cosméticos. Fui fundador da empresa, e hoje nós temos duas empresas no ramo de cosméticos: uma chamada Plakton Cosméticos, que atende os distribuidores, e a outra chama Cattion, que atende a internet, farmácia e mercado. Mas, do início da nossa história, como a grande parte dos brasileiros vem de uma pobreza muito extrema, eu sou filho adotivo e com muito orgulho - perdi minha mãe há pouco tempo, mas com muito orgulho de ser filho adotivo. Morei numa comunidade, que antigamente se chamava favela. Fiquei lá até meus 16 anos, em Santo André.

          Eu perdi a pessoa a quem eu chamava de pai, com seis para sete anos. Comecei a trabalhar com sete anos de idade para ajudar em casa, vendendo coxinha, verdura, sorvete, cuidando de carro na feira. Acordava quatro horas da manhã para montar as barracas e desmontar no final da feira.

          Até que minha mãe me colocou num sistema chamado CPM, que é o Corpo de Patrulheiros Mirim. Essa instituição existe até hoje em Santo André, ela é bem bacana e tem à frente o grupo Rotary. Ela ensina profissões: datilografia, na época, informática, como se comportar, preencher documento, como interagir com a empresa, funcionário, com os demais... foi bem bacana! Eu fiquei seis meses lá, e de lá saí para uma empresa chamada ACC Indústria de Artigos para Escritório, que existe até hoje. Mas eu queria uma empresa melhor, e foi tudo na época da gestão do Celso Daniel, em Santo André. Eu tive o prazer de trabalhar com um cara incrível, que foi ele - eu trabalhei na Chrysler, na Avenida do Estado, três anos, até minha mãe casar de novo e resolver mudar para o interior. Eu não queria ir, porque aí eu já estava trabalhando.

          Mas eu acabei vindo com eles para o interior de São Paulo, para morar em Votuporanga. Aí eu fui “chapa”, aquelas pessoas que ficam na estrada, esperando o caminhão chegar para descarregar, com aquelas plaquinhas. Fiquei uns seis meses trabalhando com isso, porque eu não tinha opção de emprego, até que eu consegui um trabalho numa loja de roupa bem popular em Votuporanga, depois recebi um convite para trabalhar em outra empresa, na parte de sapato. E ali foi um estresse muito grande, porque eu queria crescer e não tinha para onde crescer. Até que um amigo meu falou: “Por que você não entra no cosmético?”, e eu falei: “Mas não tenho dinheiro”, e ele: “Entra como representante, eu vou te indicar para uma empresa”.

          Foi aí que eu comecei a trabalhar no ramo de cosméticos. A gente fez um teste no cabelo da minha namorada, pois ela foi uma das únicas que me incentivou, lógico. E aí fiquei 30 dias como representante dessa marca e recebi uma proposta de uma empresa aqui de Rio Preto, para ser vendedor. Eu aceitei, ganhava bem mais. Aí eu fiz vários eventos, vários cursos na área de cosmético, ergui essa empresa e achei que era o momento de começar o próprio negócio. Peguei tudo o que eu tinha, 2,6 mil reais, e acreditei.

          Eu montei toda uma estratégia: quem eram os clientes que pagavam em dinheiro, como eu poderia fazer uma carteira de clientes mais sólida, mais estratégica, com pessoas que realmente compravam o produto e pagavam.

          Quando cheguei a São Paulo, para conhecer a empresa que eu iria representar, eles falaram que o investimento era de 20 mil reais. Eu falei: “Gente, eu não tenho esse dinheiro, mas eu tenho algo lá comigo que vocês não têm: cliente! Eu tenho todos os meus clientes”. Foi assim que eu comecei e cheguei até aqui.

          Para o varejo, hoje, é uma das marcas que eu tenho, chamada Cattion. Atendemos o salão de beleza com um produto específico só para salão de beleza, que é a marca Plakton. A Cattion é para pegar um outro mercado, que é o mercado on line, muito em alta hoje.

          A Plakton, atualmente, é uma fábrica. Eu comecei como representante comercial de uma empresa, mas quando criei a Plakton, nós fizemos alguns produtos inovadores no mercado, e a linha de oxigênio é a minha campeã em vendas. É para tratamento, hidratação, recuperação de cabelo. E hoje nós temos tudo, temos a linha de coloração Plakton Color, temos a linha de hidratação, finalizadores, temos para cabelo loiro, ressecados, para cabelo afro, que está bem na moda com aqueles cachos... temos mais de 80 produtos.

          Nós temos alguns produtos à base de Macadâmia, à base de Argan. O mercado internacional também pede muito, não é só o mercado brasileiro. O mercado internacional, hoje, exige que sejam produtos mais voltados para castanha, para óleos. São muito bons mesmo no mercado, alguns óleos, babosa que é o Aloe Vera, óleo de abacate, semente de uva. Não é só moda, são produtos que dão resultados realmente.

          Eu acho que quando falamos de algo que mexe com o nosso ego e com a nossa vaidade, isso se torna muito mais importante. Às vezes a pessoa não está com muito dinheiro, mas quando ela olha no espelho, se estiver bem cuidada, ela se sente melhor.

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