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FURNAS abriu as portas para o Brasil para mim

História de: Roberto Cristino Marcos
Autor:
Publicado em: 28/10/2021

Sinopse

Roberto Cristino Marcos nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 09 de agosto de 1978.  

Filho mais velho do casal Neide Marcos e Roberto Marcos.

 Os pais se conheceram quando criança.  Seu pai era seis anos mais novo que sua mãe.

Seu pai era engenheiro mecânico e a mãe professora.

Roberto passou a primeira infância com a família em Higienópolis, onde morou até os 5 anos. Após o nascimento de sua irmã se mudou com sua família para o Méier, bairro que reside até hoje. 

Cresceu em um prédio com uma área de lazer grande e cheio de crianças. Tem boas lembranças da infância, brincando pelo condomínio. Passou 18 anos da sua vida neste condomínio.

Sempre foi um aluno mediano, estudando nos colégios: Instituto Francisca Paula e depois no Colégio da Cidade. Mantém amizades desde essa época. 

Sua família é muito religiosa e frequentava a igreja aos domingos. Roberto foi do grupo de jovens onde aprendeu a tocar instrumentos e a cantar. 

Conheceu aos 19 anos a sua primeira esposa Ana Cristina, mãe da sua filha Sofia, no grupo de jovens. 

Dos 18 aos 32 anos se dedicou às atividades da Igreja, mas com o nascimento da filha restringiu sua atuação a frequentar as missas. 

Se separou em 2013 da Ana e mantém a guarda compartilhada da Sofia.

No segundo grau participou do Projeto Sapiens optando por informática nesse período. Quando chegou no vestibular escolheu engenharia. Foi aprovado para Engenharia de Telecomunicações na UFF. 

No quarto período da faculdade foi empregado numa empresa de banco de dados. foi muito desgastante estudar e trabalhar e acabou perdendo algumas matérias. Saiu do trabalho para retomar os estudos na faculdade. 

Em 2002, no final da faculdade, se inscreveu nos concursos públicos para Eletronuclear e para FURNAS. Passou em segundo lugar para Eletronuclear. Em FURNAS o concurso foi adiado. 

Após formado, começou a trabalhar com um amigo em alguns projetos de TI esperando ser chamado para vaga da Eletronuclear.

Em 2004, fez a prova para FURNAS e passou em 7º lugar.  Nunca foi chamado pela Eletronuclear.

Ingressou na empresa em 06 de outubro de 2004 como engenheiro de telecomunicação tipo B para o polo Rio, indo trabalhar na área de telefonia.

Viajou por várias áreas de FURNAS para acompanhar a modernização das centrais telefônicas da Empresa. 

Desde que entrou na empresa sempre trabalhou no mesmo setor que é responsável pela manutenção e suporte aos técnicos de campo. Seu setor também integra as equipes que atendem às emergências. 

Se especializou em telefonia IP, sendo o responsável pela implantação do projeto na empresa. 

Roberto tem uma companheira, a Patrícia, que conheceu em FURNAS, uma enteada e uma filha. Acredita que a grande vocação da sua vida é ser pai de menina. 


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História completa

Um pequeno excerto sobre a história de Roberto Cristino

A migração da central de Botafogo tinha que ser feita de uma maneira que não se perdesse os sistemas que já estavam funcionando. Como que a gente ia garantir que os equipamentos fossem para lá? E outra, o bloco E não ia todo para o escritório da IBM, alguns equipamentos também foram para a subestação de Grajaú. As pessoas foram para a IBM e a Central Telefônica foi parte para Grajaú e parte para IBM. Imagina?


Quando eu entrei em FURNAS, eu não tinha muito conhecimento técnico dos equipamentos, nunca tinha trabalhado com centrais telefônicas, e eu peguei uma fase de modernização das centrais, as chamadas centrais eletroeletrônicas; aquelas centrais no passado o cara identificava o defeito pelo barulho do relé do equipamento, parecia um tic tac de relógio. As centrais passaram a ser baseadas em chips, processadores, computadores, e como eu acompanhei desde o início a implantação, eu já pude dominar mais a tecnologia. Também fiz algumas viagens para aprender, fazer formação.  Hoje, na medida em que o tempo passa, nós vamos nos modernizando, claro, na medida que a gente consegue.

Agora mesmo passamos por uma nova reestruturação, dentro da Diretoria de Interações, foi criada uma superintendência de telecomunicações, e o nosso departamento está atrelado a essa superintendência. 

O nosso setor é responsável pela manutenção e suporte das centrais telefônicas de FURNAS. A minha área específica é telefonia. Cada subestação e cada usina tem seu ponto técnico de eletroeletrônica, que faz a operação da sua central. Nós somos o que a gente chama de nível 2, nós damos suporte aos técnicos de campo e também somos responsáveis por toda a parte de programação das rotas e da numeração dos ramais de FURNAS. Todos os ramais, todas as rotas de ligação, todas as interligações entre as centrais de FURNAS são de nossa responsabilidade. 

Nós também temos um serviço diferenciado em casos de emergências, nós levamos um contêiner de telecomunicações para as ocorrências, e no campo, montamos uma infraestrutura de rede e telefonia interligada ao sistema de telefonia fixa da empresa. A pessoa está com um telefone lá no campo, mas na verdade ela está dentro da nossa rede de telefonia, um ramal, e com isso ela consegue se comunicar com qualquer um dentro da empresa, além de acessar os serviços da rede coorporativa através da internet. Isso tudo através de um link de satélite. Não preciso dizer que as emergências, normalmente, ocorrem em lugares ermos e de difícil acesso, e nós garantimos e providenciamos a comunicação.

Nosso setor é engraçado, eu costumo dizer que FURNAS abriu as portas para o Brasil para mim. Por quê? FURNAS me deu a possibilidade de conhecer o interior do Brasil, de conhecer outras culturas, conhecer outras cidades. Cara, tem dias que você está num evento, num hotel superluxuoso em Florianópolis, no Rio de Janeiro ou em São Paulo na Avenida Paulista, e tem dias que você está no meio do mato, comendo uma quentinha, sentado numa pedra, chovendo, batendo terra e lama, com chuva, com mosquito, com pernilongo. Eu já tive que dormir em posto de gasolina porque não tinha hotel, tive que dormir com barulho de cama rangendo, briga de gente na rua. Uma coisa é fato, não falta história para contar, é uma mistura e uma experiência de vida muito grande. 

Desenho de um círculo

Descrição gerada automaticamente com confiança média

É claro que não há ocasião boa para desgraça, mas a pandemia veio num momento muito ruim! Nós estávamos saindo de Botafogo, indo para a IBM. E como é que nós faríamos? A migração da central de Botafogo tinha que ser feita de uma maneira que não se perdesse os sistemas que já estavam funcionando. Como que a gente ia garantir que os equipamentos fossem para lá? E outra, o bloco E não ia todo para o escritório da IBM, alguns equipamentos também foram para a subestação de Grajaú. As pessoas foram para a IBM e a Central Telefônica foi parte para Grajaú e parte para IBM. Imagina?

Nós chamamos essa operação de Move, pensando no tempo que a gente fez, e como a gente fez, eu diria que foi uma coisa sem precedentes na empresa, e eu posso garantir que foi o meu maior desafio da carreira.

O que aconteceu também é que os projetos eram separados, nós tínhamos o projeto da implantação da IBM e nós tínhamos o projeto da migração do bloco E para subestação de Grajaú. Infelizmente, por conta da pandemia, isso ocorreu no mesmo período. Mudamos a estratégia. Em um primeiro momento, parte da Central Telefônica foi para a IBM, parte permaneceu em Botafogo e outra parte foi para subestação do Grajaú.  Depois, em uma segunda etapa, nós fizemos o translado final para subestação do Grajaú. A central foi desligada num dia e para ser remontada no dia seguinte, foi um dia em que comecei 5:30, 6:00 horas da manhã, trabalhei até às 02:00 do outro dia, voltei 09:00 e embalei até umas 23:00 horas da noite. E era formatura da minha filha, o pessoal ainda ficou me esperando em casa para cantar parabéns. E deve ter mais histórias desse dia! 


 

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