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História

Foi segurar vela, descobriu a vela

História de: Paulo Pera Rodrigues
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 07/12/2012

Sinopse

Identificação e explicação de seu apelido: Pera. Nascimento no bairro do Paraíso, a infância passada no bairro do Campo Belo e as transformações com a abertura da Avenida dos Bandeirantes. O envolvimento com os esportes náuticos, os primeiros treinos e a participação em regatas. A atuação e a habilitação na escola de esportes náuticos e a atividade de compra e venda de barcos na Represa de Guarapiranga. Compra e venda desse tipo de equipamento de lazer. O cotidiano de trabalho em um estaleiro sediado na Marginal Pinheiros.

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História completa

“Eu tenho uma irmã mais velha, a Lali, e um dia ela começou a namorar um filho de alemão que era velejador. E, como o clube que ele frequentava ficava na Represa Guarapiranga, ele ia para o clube no final de semana e, lógico, queria levar minha irmã. E o irmãozinho de 11 anos ia junto, para segurar vela. Mas logo que eu cheguei ao clube já fui me enturmando com a garotada que velejava; eram barcos da classe Pinguim. Tinha o timoneiro, que veleja no leme e toca o barco, e o proeiro que é praticamente o ajudante do barco. Eu era o proeiro. Então eu comecei muito cedo e me envolvi, me apaixonei mesmo pela coisa. Dois anos depois, minha irmã desfez o namoro e eu continuei no clube. Até hoje. E com 17 anos eu já estava trabalhando no mercado náutico. Eu só pensava em barco; meu negócio era barco, barco, barco. Eu gosto do que faço, gosto desse contato com as pessoas. Quem procura o iatismo para velejar? Quem fala: 'Quero ter um barco e curtir meu barco?' Geralmente é um cliente que tem mais ou menos 25, 26, 27 anos pra cima, é um cliente que tem seu emprego e investe dinheiro no hobby. É o tipo de pessoa que compra barco, compra equipamento, aprende, tem vontade. Gosta de natureza, óbvio, senão não estaria praticando esse tipo de esporte. São pessoas que não fumam, que têm um hábito alimentar saudável, que têm ali uma constituição física boa. Também pego casais que estão começando com a vida de matrimônio, mais família; porque, de repente, as baladas deixaram de ser interessantes. Aí começa a atingir esse público e não para, porque uma coisa interessante da vela é que é um esporte que você pode começar qualquer hora e não tem hora pra parar. Agora, para baixo de 28, você fala: ‘Onde estão os jovens?’ Porque seria um esporte para os jovens: windsurf, kitesurf, vela; até radical é convidativo. Mas aí nós temos os videogames. Velejar molha, dá trabalho, tem que montar barco etc., etc. O computador é mais atraente. Mas, de todo modo, é muito bom. Quer dizer, eu sou um esportista e tenho um negócio ligado ao meu esporte; consigo administrar esse negócio e viver dele. Dá pra comer, ter onde morar. Não posso reclamar. A minha praia é a náutica. Não dá para comprar uma BMW, mas pessoalmente falando é gratificante, é algo que te dá um retorno incrível.”

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