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História

Foco no desenvolvimento social

História de: Maria Cecília Oswaldo Cruz
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 00/00/0000

Sinopse

Maria Cecília nasceu em Petrópolis, no Rio de Janeiro, em 1963. É arqueóloga de formação, apesar de nunca ter trabalhado na área. Desde que se formou, Cecília se envolveu com projetos sociais, e culturais, passando por Museus como o Paço Imperial. Trabalhou por nove anos na UNESCO, até ir para a Brazil Foundation, onde exerce o cargo de gerente de programas. Ou seja, Cecília é a responsável por gerenciar, organizar e fazer a gestão de todos os programas da instituição. Gosta da área em que trabalha e sente-se satisfeita ao poder contribuir com o desenvolvimento social de lugares em todo o Brasil. 

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História completa

R - Me chama de Maria, todo mundo. Aliás, eu quero até trocar isso no site, está só Cecília meu nome, eu sou Maria Cecília. 

P/ 1 - Então vamos lá, Cecília. Não vai pendurar aqui não? Aqui não fica arrastando, não? 

R - Ele disse que fica vibrando, né. 

P/1 - Já está rolando onde? O que já está rolando? Cecília, Boa tarde! 

R - Boa tarde! 

P/1 - Gostaria de começar com você: me diga seu nome completo, local e data de nascimento. 

R - Meu nome é Maria Cecília Oswaldo Cruz. Eu nasci em Petrópolis, em 1963. 

P/1 - Dia e mês? 

R - 31 de outubro de 1963. 

P/1 - Cecília, qual é sua formação? 

R - Eu sou arqueóloga de formação, mas nunca exerci nada referente à Arqueologia. Comecei a trabalhar na área de projetos futuros, ainda na faculdade. 

P/1 - Qual foi seu primeiro emprego formal? 

R - Formal? 

P/1 - O que você considera, assim, seu primeiro emprego? 

R - Era difícil emprego formal. Na área de cultura era complicado, né? Eu trabalhei em muitos projetos, meu primeiro emprego formal mesmo foi no Museu, no Paço Imperial. 

P/1 - E aí, você, me fale um pouquinho então dessa sua trajetória profissional. 

R - Bom, minha trajetória profissional. Bom, minha trajetória profissional foi através, foi no âmbito dos projetos de cultura, daí eu fui me desenvolvendo, e isso coincidiu assim, com um, né, eram os anos 1990, então houve todo esse bum, né, da questão da cultura, da profissionalização do setor, e da cultura sendo utilizada como ferramenta de desenvolvimento social. E aí sim, isso foi um passo, assim, para eu abrir os horizontes em relação ao âmbito mais social, âmbito social como um todo, não só focado na área de cultura. Essa foi minha trajetória, eu participei de vários projetos, trabalhei em museus, trabalhei em projetos para o governo, e daí fui trabalhar na UNESCO. Por conta disso, trabalhei nove anos na UNESCO, e aí foi onde realmente eu abri toda minha atuação para todas essas outras áreas de desenvolvimento social como um todo. 

P/1 - Trabalhou na UNESCO aqui no Rio? 

R - No Rio de Janeiro, no escritório Antena, que depois foi desativado, depois de dez anos, né, e trabalhei lá quase desde o começo da implantação do escritório, foram nove anos de trabalho. 

P/1 - E lá você trabalhava diretamente com projetos sociais? 

R - É. Projeto nessas áreas de educação, ciência, cultura, comunicação, que são as áreas de atuação da UNESCO, sempre com esse escopo do desenvolvimento social. 

P/1 - Então sua chegada a Brazil Foundation... 

R - Minha chegada a Brazil Foundation foi... 

P/1 - Como você teve conhecimento, você já conhecia? 

R – Não, eu já conhecia a Brazil Foundation e eu tava fazendo um curso em São Paulo, que era um curso... depois que o escritório foi desativado, eu, depois de quase nove anos de trabalho eu resolvi dar uma parada pra ver assim, o quê? Para onde que eu ia? O que eu queria fazer? Ai eu fui fazer um curso em São Paulo, no Instituto Fontes, um programa chamado Profit, Profissão e Desenvolvimento, eu fui fazer esse curso, eu não tava procurando muito nada, tava fazendo um trabalho de consultoria em um projeto. E aí uma amiga minha do curso, que estava também, tinha terminado, tinha saído de uma instituição que ela trabalhava, e ela estava procurando e tal, e de repente ela me manda, recebo um e-mail dela: “Olha tem uma vaga aí no Rio, bacana, tem um edital que tem uma proposta de uma vaga no Rio de Janeiro”. Ela me mandou assim, eu abri. Ah, Brazil Foundation, que legal! Assim, eu tinha simpatia pela Brazil Foundation, pelo foco de trabalho da Brazil Foundation, trabalhar com pequenas e médias organizações no País todo e tal. E aí, assim, aquilo me chamou a atenção. Eu não tinha mandado currículo para ninguém ainda, eu tava, assim, “o que eu vou fazer?” Não tinha, ai eu peguei, assim, até fiz meu currículo, até Suzana me falou, você foi a última pessoa a mandar o currículo para cá. E eu mandei, assim, meio que descompromissadamente, não tava procurando, entendeu. E aí eles me telefonaram, eu vim aqui, participei de uma entrevista, participei de um, participei do processo seletivo e eu fui selecionada. Foi tudo meio no curto. Assim, aí eu comecei a trabalhar meio expediente em dezembro do ano passado, em dezembro de 2010, que eu ainda tava terminando meus outros trabalhos. E agora em janeiro de 2011, eu comecei direto. 

P/1 - Daí você veio. Qual é a sua função hoje? 

R - É gerente de programas, gerenciar todos os programas da Fundação. 

P/1 - E aí, me diga como foi se inteirar, ou como está sendo se inteirar, mesmo com todos os processos aqui dessa companhia, todos esses programas? 

R - Todos os programas, quer dizer, vai desde a questão técnica, do acompanhamento técnico de programas, e a questão institucional como um todo, né. Suzana e eu trabalhamos, às vezes, muito próximo, a gente, eu contribuo com ela pra essa gestão institucional, né, que vai além da questão técnica dos programas. 

P/1 - Hum hum. Fala-me um pouquinho então, né, desses programas que você desenvolve, projeto que você cria, fazendo isso, como é que você...? E eu queria saber também como sua experiência na UNESCO está te ajudando. 

R - É assim, eu tenho uma bagagem técnica muito grande, né. Então assim, essas ferramentas técnicas de gestão de projeto, mercadológico, de faturamento, e uma visão, é, muito, como é que eu vou dizer, não digo não é bem uma coisa ampla assim, né, a gente teve nesses 10 anos da UNESCO uma formação muito grande em todas essas grandes questões sociais, internacionais, enfim, num mundo como um todo, e a gente, apesar de trabalhar aqui no Rio de Janeiro, a experiência nas Nações Unidas, têm uma visão muito global para algumas coisas. Então, aliada a essa parte técnica, essa formação nesses instrumentos todos internacionais, nesses compromissos, nessas, muitos relatórios que a gente lia de todas as áreas, enfim. 

P/1 - Então o que você trouxe dessa sua experiência da UNESCO aqui pra dentro? 

R – Bom, tem essa experiência da parte técnica, tem essa parte da fundamentação teórica toda nessas áreas todas, que também a gente teve muito, muita formação, formação, assim, que eu digo, a gente era obrigado, nessas áreas, a gente tem que ler o tempo inteiro, todos os relatórios, está acompanhando o que acontece em cada área, né, na área social. Então isso me deu um embasamento muito grande. Assim, então, e aqui as ferramentas, os instrumentos eram muito parecidos. 

P/1 - São parecidos? 

R – É. São parecidos, trabalha com (mercadológico?). É uma gestão buscando resultados, eu era já bem familiarizada com esses documentos. Então para mim não foi tão difícil, e eu acho o trabalho muito bacana, e tenho, eu acho o foco das pequenas organizações muito bacana, assim, acho que é o diferencial da Brazil Foundation, e o que me atrai também muito é a questão de trabalhar com o País inteiro, né. Porque durante esses nove anos, a gente trabalhou muito focado no Rio de Janeiro, então, quer dizer que, apesar de ter toda essa dimensão que a UNESCO traz, a gente tava sempre por dentro de tudo, mas a gente tinha um trabalho muito focado no Rio de Janeiro. E uma coisa que a Brazil Foundation possibilita é ter essa visão de terceiro setor do País inteiro, né, com essas pequenas organizações, perdidas, desses ricões, onde assim, distantes das políticas públicas, distantes dos canais formais de financiamento, enfim. 

P/1 - Se bem que os programas... Me conte um pouquinho quais são os programas, como você faz, se faz algum rearranjo? Como é que? 

R - Eu acho assim, que a Brazil Foundation...

P/1 - Como os programas estão organizados? 

R - É. Ela tem os programas dela, né, que são programas de seleção anual, né, que é onde tem o edital que apóia vinte a vinte e cinco organizações por ano, tem o programa de banco de projetos, que você seleciona um grupo de projetos que estão ali disponíveis para financiamento, tem o programa de apoio técnico, que é uma coisa que foi criada recentemente, que foi o que ampliou um pouco o escopo de ações, a sustentabilidade, o mecanismo de sustentabilidade da Brazil Foundation, fazer parcerias com agências bilaterais, parceiros da iniciativa privada para suporte técnico e tem o programa de… Deu uma vibe, relaxe, que é um, que é um canal direto de financiamento da Brazil Foundation. Eu acho que ela está assim, num momento de maturidade, assim, institucional, aponto assim, quer dizer no ponto de parar e rever, e olhar de uma maneira crítica para os seus processos. Eu acho que ela cresceu, e tudo dentro deste contexto assim, foi um crescimento dentro de um setor inteiro onde ela está inserida, é um amadurecimento de um setor inteiro, isso tudo está, a Brazil Foundation está inserida dentro dessa história do terceiro setor, no tempo da história do terceiro setor. E como muitas organizações, agora assim, bom, estávamos crescendo, atuando há dez anos, e agora, o que eu sou? Onde estou? Para onde eu vou, né? E eu acho que ela está assim, ela se desenvolveu muito, eu acho que ela não cabe mais dentro dela, assim, daquela estrutura que ela tinha para ela, que ela começou intuitivamente, né. Agora ela adquiriu maturidade, é hora de, você para, assim, de fazer as coisas por demanda, você faz as coisas por escolhas, você define, você escolhe, você planeja, né, que é uma coisa que é menos por demanda e mais por foco de planejamento, esse é o momento. 

P/1 - Esse é o momento dos dez anos, isso coincide, ou existe todo um processo também de auto-avaliação? Pelas coisas que você me contou. Queria que você contasse um pouco como você tá encaminhando isso. 

R – É. a gente está encaminhando com muita expectativa. Então para mim é muito interessante eu chegar nesse momento, que a organização está assim, em ebulição, meio que todo mundo com muita expectativa para o futuro, expectativa de, vamos olhar, olhar para dentro, olhar para, vamos avaliar nossas práticas, nós estamos no meio desse processo, né, de fazer essa avaliação, sistematização e recuperação de memória, juntos com as vinte organizações, enfim, a gente está no meio do processo, as coisas estão acontecendo, então vamos ver no que que dá. 

P/1 - Para você que está chegando agora, você de certa forma, você tem um distanciamento um pouco maior, até um pouco mais frio, para pode olhar e fazer uma análise mais... 

R - Assim, né, mais crítica. 

P/1 - Mais crítica e mais distanciada mesmo, você está aqui nessa coisa do... 

R - Isso eu fiz bastante quando eu cheguei. A primeira coisa que eu fiz foi uma leitura. 

P/1 - Até para se inteirar. 

R - Ah sim, eu fiz assim, uma análise crítica dos programas, dos objetivos, das ferramentas, era a única coisa que estava em minha cabeça, está na cabeça de todo mundo também, está na cabeça da Suzane, está na cabeça da Patrícia, que é assumir a Fundação em Nova York, o que eu enxerguei ali, eu acho que está muito emergente, sabe, muito transparente para todo mundo, eu acho que esses dez anos vai formalizar isso, de uma maneira mais técnica, todas essas questões. 

P/1 – Cecília, você acompanha também os outros projetos? O Japer(?), o ___ carioca? 

R – Acompanho. 

P/1 – Pode falar um pouquinho deles para mim? 

R - Acompanho, acompanho. É, assim, eu acompanho paralelamente, não tenho uma gestão direta nisso, até, quer dizer, a gente se envolve, lê os projetos, participa da seleção de projetos, eu acho ótimas essas iniciativas, eu acho que elas só enriquecem o trabalho da Brazil Foundation, ampliam o escopo de ações, eu acho que ela só tem a somar todo o trabalho da Brazil Foundation, acho que é o resultado de um amadurecimento profissional, de uma legitimidade, de uma confiança ganha, né, no âmbito do trabalho dela no tempo que estou aqui. 

P/1 - E do, assim do, dessa prestação de serviço de forma esporádica, na verdade não sei se alguém chegou a falar isso, das Escolas Rurais, do HSBC, você pode falar um pouquinho, até das Escolas Rurais. 

R - É, as Escolas Rurais já é um projeto que dura três anos, né, é um projeto com o HSBC, e esse ano ele vai ser, quer dizer, está sendo finalizado, então a gente ainda tá levantando todos esses resultados, que é para que toda essa trajetória, principalmente eu que tô chegando agora, para poder me integrar, me inteirar melhor do que foi essa trajetória, que já são três anos de projeto. 

P/1 - E são quantas escolas? 

R - São vinte escolas, não, são dez escolas, não tenho certeza, acho que são dez escolas apoiadas por três anos, é, são dez escolas que foram apoiadas por três anos, e agora esses três anos estão fechados. 

P/1 - E essa parte da capacitação de prestação de serviço, de certa forma é uma maneira de usar até esse conhecimento acumulado, né, que é essa experiência que a Brazil Foundation desenvolveu. Quero saber como é que vocês estão pensando em formatar todo esse conhecimento acumulado que estão produzindo aqui dentro? 

R – É. Essa é uma das críticas didáticas que eu fiz aqui dentro, a gente tem que sistematizar todo esse conhecimento que a gente vai gerando, né, que assim, o resultado desses trabalhos vai gerando uma competência técnica, que é da organização, conhecimento, que é uma competência técnica que é da organização, competência técnica que é o diferencial da organização. Eu acho que esse conhecimento está muito aí ainda nos arquivos. Eu acho que a gente tem que incorporar essa prática de sistematizar todo esse conhecimento que é gerado, que é resultado desse projeto, esses projetos tão diversos, de características e natureza tão diversas, lugares tão diversos, que geram, que geram muito conhecimento, né, que tem muito valor embutido por aí, em termos técnicos, em termos culturais, sociais. 

P/1 - O que esses bancos de dados, né, esses grandes bancos de dados de projetos, que tipo de informação que eles guardam? 

R - Eles guardam informações sobre as organizações, informações muito técnicas, eu acho que esse banco precisa de, assim, ser um pouco mais vivo, assim, eu acho que ele é muito técnico, assim, essa é uma impressão que eu tenho. 

P/1 - Como você pode dinamizar mais isso ai? 

R - É, isso aí é uma questão ainda a se pensar, né, assim, não sei, ter algum outro tipo de informação adicional, complementar. 

P/1 - É para vocês difundirem para outras Instituições, para as ONGS? 

R - É. De alimentar com outro tipo de informação, informações mais vivas, não com dados, não digo mortos, mas assim, não dados frios, assim dados mais vivos. É uma coisa que tem que pensar. 

P/1 - E vocês pensam em abrir esses bancos de projetos para pesquisa? 

R - Assim, eu acho que ele é uma fonte de dados importantíssimos, e daí pode virar vários projetos, pode virar muitas pesquisas, pode virar muito, é resultado de trabalho mesmo, acadêmico, inclusive. Acho que é uma coisa muito que ta na cabeça de todo mundo tentar, uma linha de produção de bancos. 

P/1 - Sim, vocês tem manuais, tem os projetos de manuais, ou tem alguma? 

R - Acho que não. 

P/1 - Alguma coisa mais concreta? 

R - Não, acho que as coisas são muito mais pontuais, de uma maneira mais orgânica, sistemática. Acho que está se pensando em fazer isso. Exatamente assim, depois de repensar esses instrumentos, organizar uma maneira mais sistêmica, o trabalho, a produção de conhecimento. 

P/1 – E a parte de retaliar recursos para o projeto Brazil Foundation, vocês tem algum plano para isso? 

R - Eu acho que o resultado dessas parcerias com HSBC, com Japer(?), eles já demonstraram o potencial que existe, é, disso gerar recursos para a organização, é, trabalhos, bons trabalhos e recursos, bons resultados e recursos. 

P/1 - E do fundo patrimonial também vocês participam, arquivo vivo? Ou isso ficou a cargo mais de Nova York? 

R - Isso está muito ligado a Nova York, mas também nada impede que a gente arrume um jeito de fomentar, que a Fundação Brasileira também possa contribuir, coisas a pensar. 

P/1 - Você já iniciou algum projeto por aqui? Como isso fica? 

R - Aqui ainda não. 

P/1 - Você ainda vai passar por uma pequena seleção? 

R - Vou, vou. Quando eu cheguei, quer dizer, a gente passou por uma seleção, como era uma seleção de dez anos, para projetos que já foram visitados, então não teria necessidade de visitá-los novamente, assim, eu tive contato com os gestores na capacitação, mas ainda não visitei ainda nenhum projeto. 

P/1 - Cecília, sempre tem essa idéia que o futuro a gente faz agora, né, e o que vocês estão pensando, vocês tem um pouquinho de planejamento? Fizeram planejamento estratégico ano passado, mas as coisas estão mudando. Como você vê essa idéia de futuro? 

R - Já fizemos um outro planejamento esse ano, e aí, assim, já fizemos outro planejamento, é uma coisa muito viva, muito dinâmica, e a cada planejamento, exatamente para isso, para você pensar, refletir, e reciclar, os projetos, as idéias, eu vejo assim, eu acho que a gente tá assim, no meio de um processo muito intenso, eu acho que... 

P/1 - Mas tem alguma diretriz, ou assim algumas diretrizes principais que vocês estão colocando como norte? 

R - Olha, é, eu acho assim, a principal diretriz agora é a gente ter o máximo de conteúdo que a gente puder para a gente poder repensar na Brazil Foundation, nas ferramentas, instrumentos, missão, eu acho que assim, esse processo de repensar, vai começar do básico, repensar missão, repensar objetivo, esse assim é que é onde, para onde estamos todos muito direcionados, focados. 

P/1 - É uma reavaliação bastante pesada. 

R - Pesada, densa, intensa, que vai assim, pretende avaliar profundamente, é uma base mesmo, desde a sua base, seu princípio, do fundamento mesmo. 

P/1 – Aí dessas ações, dessas avaliações, vocês fizeram esse planejamento? Vocês promovem discussões, como é que, assim, meio periódicas? Vão fazer análise do material que tá chegando? 

R - Assim, nós nos reunimos aqui internamente, para fazer algumas atividades, então a gente tem em andamento o processo de sistematização, que nos obriga, e vai nos obrigar a se reunir muito, a discutir muito, a pensar muito, a refletir muito sobre essas questões e de avaliação também, então nós estamos realizando oficinas internas, oficinas com orientação do avaliador. 

P/1 - Então, Cecília, a gente também tem alguma história desse. Seu corpo se entranha aqui, mais ligada a instituição, a algum gestor. 

R - Que eu me lembre agora assim, não, se não me falha. 

P/1 - Tem mais alguma coisa que você queira registrar? 

R - Não, eu só queria dizer assim, estou aqui desde janeiro, mas parece que estou aqui há anos, o trabalho é muito envolvente, o trabalho, as pessoas, a dinâmica, eu acho que, eu não sei, eu sinto que as pessoas aqui são, muito, todo mundo vai, busca muito senso objetivo comum, que é uma coisa que vai muito, todo mundo aqui, muito pressionado para ver o bom resultado do trabalho, o ambiente de trabalho é muito bom nesse sentido. 

P/1 - Você entrou como uma certa renovação da equipe, né? 

R - Sim. 

P/1 - Como é que você encontrou essa equipe? É uma equipe que está desafinada, é uma equipe que está se afinando? 

R - Eu que vim de fora, também não sei. Encontrei uma equipe super afinada, super desejosa que as coisas dêem muito certo, eu acho que assim, aqui as pessoas querem muito que as coisas dêem certo, trabalham muito para isso, assim, não se desviam, não sei, essa coisa institucional às vezes é problemática, trabalhar com pessoas muito diferentes, existem vaidades, existem, mas é, eu acho o ambiente aqui muito tranquilo, eu acho as pessoas afinadas com o trabalho, com o projeto. 

P/1 - É nessa avaliação que vocês estão pensando em uma forma de vocês manterem o estreitamento maior com Nova York? 

R - Assim, é a idéia, somos uma instituição, que termos funções diferentes, então assim, eu acho que isso tudo vem nesse projeto de renovação, não chamo bem de renovação, de repensar, e de se enxergar mais ainda como uma, pelo fato de as funções serem diferentes, as funções são diferentes, de certa forma, quer dizer, mas a organização é uma, assim,o objetivo é único, também vem, vai ser, vai compor o processo de repensar dessa maneira, de pensar no futuro desta maneira, de integrar mesmo. 

P/1 - Então tá, Cecília. Está acabando aqui, queria que você comentasse, não falou muito da sua formação, eu pulei essa parte também, eu queria que você falasse do seu grau de parentesco com Oswaldo Cruz. 

R - Eu sou bisneta do Oswaldo Cruz, meu avô era Oswaldo da Cruz Filho, meu pai se chamava Oswaldo Cruz Neto, e eu sou bisneta direta dele. 

P/1 - Do Oswaldo da Cruz? 

R - Exatamente (risos). 

P/1 - Cecília, então queria te agradecer, você tem alguma coisa que gostaria de deixar registrado? 

R - Não. 

P/1 - Obrigada por você ter vindo participar. 

R - Obrigada você. 

 

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