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FELIZ POR APRENDER, FELIZ POR SE DOAR

História de: Rosana Baltazar França
Autor: Valdir Portasio
Publicado em: 13/06/2021

Sinopse

Maranhense da Capital, literalmente cercada pela família, Rosana não teve coleguinhas, teve os primos; não teve vizinhos, teve os parentes. Assim cresceu, estudando em colégio de freiras e amando ler. Está há 25 anos na Alumar, onde chegou ainda na fase de construção da fábrica. Cumpriu uma trajetória que a torna feliz pelo aprendizado, por poder ajudar outras pessoas com seu trabalho, pela participação constante em ações de cunho ambiental e outras de natureza social.

História completa

Projeto Alcoa Realização Instituto Museu da Pessoa Entrevista de Rosana Baltazar França Entrevistada por Lenir Justo e Clarissa Batalha São Luís, 27/10/2008 Código ALCOAL_HV020 Transcrito por Karina Medici Barrella Revisado/editado por Paulo Rodrigues Ferreira Nasci em 1962, no Maranhão – São Luís. Toda a minha família era da Capital, de forma que nunca tive a oportunidade de viajar para a casa de parentes, no interior. E, curiosamente, não tinha propriamente vizinhos, eram todos parentes – todos moravam na mesma rua. Aí, eu não brincava propriamente com a garotada da rua, mas com primos. Se bem que a minha diversão predileta era ler. Estudei quase todo o tempo em colégio de freiras. Após a oitava série, frequentei outros colégios e, por razões financeiras, tive que primeiro trabalhar para depois fazer Faculdade. Em algum momento eu fiz, então, Letras. Porque eu sempre gostei das letras. Trabalhei um ano numa concessionária e então surgiu a oportunidade de ingresso na Alumar. Entrei ainda na fase de construção da fábrica, ainda em processo de instalação, como operadora de telex. Assisti a inauguração em 31 de julho de 1984, presentes executivos da empresa e autoridades do estado. Portanto, minha trajetória na Alumar já é longa. Do telex, fui para a recepção. De lá, para o Departamento Pessoal. Em seguida, passei para o então prédio da Calcinação e Precipitação, com outras funções. Quando surgiu uma vaga no porto, eu fui para lá. De lá ainda voltei para a gerência da refinaria. Fiquei dois anos e meio e, novamente, fui para o porto. E de lá não saí mais: estou até hoje, como assistente administrativo. Gosto de trabalhar na Alumar. Ressalto o aprendizado diário como a parte mais atraente. Aprecio o relacionamento com os colegas, que, no fundo, também é aprendizado. Sinto-me hoje plenamente realizada por chegar aos 25 anos como alumarense – mistura de funcionária da Alumar com maranhense – e ainda motivada, gostando do que faço, das pessoas com as quais me relaciono, tendo enfrentado e vencido obstáculos, desafios. Sobretudo satisfeita por poder ajudar pessoas da empresa e de fora, no exercício de minhas funções. Um dos aspectos que mais admiro na Alumar – na Alcoa como um todo – é sua preocupação com o meio ambiente, seu investimento em gestão sustentável. Como, por exemplo, preservar o meio ambiente, jardins e parques bem cuidados – o Parque Ambiental – e a reciclagem de resíduos e materiais inservíveis. Além do que, a consciência social caminhando junto com a ambiental. Um claro exemplo disso são as oficinas de material reciclável oferecidas para as crianças da comunidade e crianças visitantes. O parque, por seu turno, é amplamente utilizado, seja por funcionários, seja pelo entorno da fábrica – a comunidade vizinha. Ali realizamos reuniões e levamos nossas famílias para visita, lazer, passeio. Sou particularmente uma entusiasta dessas iniciativas de cunho ambiental, mas também as de natureza social. Como o projeto Bravo, a Festa das Crianças, o Coral – de que já participei. Esse voluntariado é, antes de tudo, uma opção pessoal, uma opção pelo próximo que eu carrego comigo. E, de forma consistente, incentivada pela minha empresa. Em especial eu ajudo uma instituição do bairro em que me criei, com atividades múltiplas aos sábados. Enfim, na minha vida profissional – como também na vida pessoal, particular – eu não posso reclamar de rotina. É uma satisfação para mim estar sempre envolvida com alguma coisa produtiva ou que me dá prazer, me realiza, me gratifica. Nessa linha, está o trabalho estimulante na Alumar – a gente tem, em determinado dia da semana, o chamado Diálogo de Área Semanal e, às sextas-feiras, o Diálogo de Segurança Geral – e está, também, o convívio com a família, com minha filha, idas ao cinema, ao teatro, a leitura, o voluntariado… Hoje eu posso dizer que sou feliz. Tanto na minha vida privada, quanto na profissional. E principalmente por trabalhar em uma empresa que é mundialmente conhecida e reconhecida como a melhor do mundo. ************************** TRANSCRIÇÃO CORRIGIDA (REVISÃO) P/1 – Rosana, boa tarde. R – Boa tarde. P/1 – Nós vamos começar com você falando o seu nome completo, o local e a data do seu nascimento. R – Meu nome é Rosana Baltazar França, nasci aqui em São Luís e minha data de nascimento é 03 de novembro de 1962. P/1 – E qual é a sua atividade, ou função atual, na Alumar? R – Na Alumar, hoje, eu sou Assistente Administrativo. P/1 – E quais os nomes dos seus pais? R – João França Neto, já falecido. E Rosimira Baltazar França, minha mãe. P/1 – Embora seu pai já seja falecido, quais atividades que ele e sua mãe desenvolviam? R – Meu pai era mecânico, depois ele se tornou motorista de um órgão federal e se aposentou como motorista. E minha mãe sempre foi do lar. P/1 – E a origem da sua família, qual é? Aqui mesmo São Luís? R – De São Luís. P/1 – Todos os avós? R – Todos. P/1 – Dos dois lados? R – Meu sonho era ter alguém do interior para a gente poder passar final de semana [risos]. Mas somos todos daqui de São Luís. P/1 – E você tem irmãos? R – Tenho. Somos quatro mulheres e um homem. P/1 – E na sua infância, onde você morava aqui em São Luís? R – Eu sempre morei onde a minha mãe se criou - foi no João Paulo mesmo. Onde meus pais se criaram. Meus avós moraram lá muito tempo, depois de falecidos minha mãe se criou no João Paulo. P/1 – Moravam na mesma casa? R – É [risos]. Praticamente. Tem uma história comprida [risos]. P/1 – E como era a casa, o cotidiano da casa, no tempo em que você era criança? Conte um pouco. R – Ah, tá! Praticamente minha vida foi assim: meus pais... Não é que eles fossem muito rígidos, mas eram totalmente conservadores. Era de casa para a escola, da escola para a casa. Meu pai ia me apanhar, e meus irmãos. A gente não vivia em rua, não brincava. Era dentro de casa, ou então, brincando com os parentes. P/1 – Mesmo brincando só em casa, que brincadeiras vocês faziam? De que mais você gostava? R – Brincadeiras normais de criança... As meninas sempre tinham as bonecas, os meninos carrinhos. Não tinha esses brinquedos de hoje, automatizados. Era o que a gente tinha em casa mesmo, inventava. [risos] P/1 – Você lembra de algum de que você gostava, que era legal? R – Na verdade, eu gostava muito de ler. Ler era meu brinquedo predileto. Onde eu via livro, essas coisas assim, eu gostava muito de ler. Agora, meus irmãos gostavam muito de brincar. P/1 – E tinha muitos primos que brincavam juntos? R – Tinha porque minha família morava toda praticamente na mesma rua. Meu avô tinha oito meninas e um menino. Quando ele faleceu, ele deixou tudo só numa rua. A gente não tinha vizinhos, era só parente. A gente brincava só com primos, não tinha vizinho de jeito nenhum. Primos e primos. P/1 – E como era o bairro naquele período da sua infância? Como era São Luís e o bairro em que você morava? R – O João Paulo do tempo em que minha mãe morava era um bairro sofisticado porque tinha muitos comerciantes, até hoje tem. É um bairro de comércio mesmo. Mas não tinha muita coisa não, assim... Para a gente fazer. Nem televisão, às vezes, não tinha para a gente assistir. [risos] P/1 – A rua era calçada? R – Não, não era calçada, era mesmo de piçarra. Depois de muito tempo colocaram piche, mas isso aí já foi mais para frente. P/1 – E a cidade em si, São Luís? Do que você lembra daquele tempo? PAUSA NA ENTREVISTA P/1 – Rosana, você estava falando do seu bairro, como era... R – Meu bairro não era um bairro muito sofisticado, mas era um bairro onde as pessoas eram bastante unidas. Era um bairro de pessoas que não eram pobres, nem ricas, mais ou menos [risos]. A nossa família é muito respeitada, a gente conseguia brincar com os meninos que praticamente eram parentes, não eram vizinhos. Porque a gente não tinha vizinho, moravam várias tias... Todos na mesma rua. P/1 – Deve ser bom [risos]. R – É bom e, às vezes, ao mesmo tempo, não. P/1 – E São Luís daquele tempo, do que você lembra? R – Ah, São Luís era uma cidade maravilhosa, não tinha muita coisa para a gente ver porque os pais não deixavam muito a gente sair. O que a gente podia curtir muito era praia, porque era uma coisa bem natural para todo mundo. Era o passeio mais tranquilo que tinha para a gente ir com a família. P/1 – Como você iniciou os seus estudos? Aonde foi? A escola, como foi? R – Eu estudei a maior parte da minha vida na Escola São Vicente de Paulo, um colégio de freiras. E nesse tempo em que eu estudava não tinha homem, era só mulher. Foi muito bom, não tinha muita novidade. Foi uma época muito boa porque a gente podia ir para a escola tranquila, voltar tranquila, sem problema nenhum... P/1 – Ia a pé? R – Ia a pé porque é perto de casa, não tinha que pegar ônibus. P/1 – E você ia sozinha, a mãe levava, como era? R – Não. Apesar de ser perto, geralmente meu pai ia levar e buscar a gente. P/1 – E você estudou lá até que ano? R – Eu fiz até a oitava série. Depois eu fui para a Escola São Luís, fiz o primeiro ano. O segundo ano eu estudei numa escola no Maria França. E o terceiro ano foi... P/1 – Se não lembrar não tem problema, depois você fala. R – [risos] Eu não me lembro agora o nome da escola. P/1 – E depois que você terminou, você foi fazer faculdade? R – Não, a faculdade eu só comecei a fazer depois que entrei no trabalho. Depois vieram problemas financeiros, meu pai... Eu estudava numa boa escola, o São Vicente é uma boa escola. Só que depois vieram os problemas, o meu pai não pôde e eu tive que trabalhar. P/1 – E você começou a trabalhar com quantos anos? R – Aqui na Alumar... P/1 – Você já entrou na Alumar, não foi seu primeiro emprego? R – Meu primeiro emprego foi na Fiat - na Alvema Fiat - onde eu era recepcionista de autos novos. Surgiu uma vaga aqui na Alumar. Aliás, não foi uma vaga, a pessoa que estava trabalhando teve que se ausentar por problemas de família, o pai estava doente. A minha colega, que é irmã do esposo da minha prima, me perguntou se eu queria vir aqui fazer um teste. Eu disse que vinha, independente de eu estar trabalhando lá. Porque o meu sonho era trabalhar num lugar onde eu pudesse não voltar para almoçar, ter que pegar ônibus. P/1 – E você ficou bastante tempo lá na Fiat? R – Não. Lá só fiquei um ano. Vim para cá, fiquei trabalhando um tempo, uns 15 dias, surgiu a vaga e eu já fiz tudo para ficar por aqui. P/1 – E você já conhecia a Alumar antes, ou não? R – Não. P/1 – Nunca tinha ouvido falar? R – Não, escutado já tinha, mas como para trabalhar na Alumar tinha que fazer uma série de testes... Como eu já estava aqui dentro, deu certo até hoje [risos]. P/1 – E qual foi a primeira impressão que você teve da Alumar, quando você chegou? R – Quando eu cheguei aqui na Alumar, todas essas tubulações, ferragens, que vocês vêem hoje todas montadinhas, estavam todas no chão. P/1 – Você entrou no tempo da construção então? R – No tempo da construção. Não tinha praticamente nada, estavam fazendo a terraplanagem. P/1 – E que cargo você ocupava quando entrou? R – Quando eu entrei aqui eles estavam precisando de uma pessoa como operadora de telex. Porque tinha muito pedido de compras, eles faziam muitos pedidos de materiais, e justamente esse rapaz trabalhava como operador de telex. P/1 – E você já sabia? R – Não. Eu aprendi aqui. P/1 – E você lembra do primeiro dia de trabalho aqui, como é que foi? R – [risos] O primeiro dia foi corrido. Foi tudo assustador porque eu não sabia, nunca tinha mexido com telex, nunca tinha feito nada. Mas como a gente não pode botar a dificuldade, eu digo: “Não, independente de eu saber ou não...” E a minha chefe lá na Alvema me disse assim: “Mas você nunca mexeu com isso.” Eu digo: “Mas não tem problema, eu aprendo. Estou aqui para aprender.” [risos] E aprendi. E era muito trabalho mesmo, porque tinha muitos pedidos de compras. Não tinha essa informatização de hoje, era tudo no telex mesmo. A gente tinha que dar conta do serviço. P/1 – Conte para nós a sua trajetória dentro da Alcoa. R – Eu passei um tempo como operadora de telex, depois trabalhei na recepção. Trabalhei no Departamento Pessoal, porque não tinha RH. Depois eu fui para o prédio 45-X, onde é o Departamento de... Hoje é Recuperação, de Gestão... Dá uma pausa aí se eu errar... [risos] P/1 – Não tem nada de errado, vai falando o que você lembra. R – É o prédio da Calcinação e Precipitação, que é a Recuperação hoje. Passei um tempo lá, depois surgiu uma vaga lá no porto, onde eu estou atualmente. A menina de lá pediu para sair e eu fui para lá. Eu passei um tempo e depois voltei novamente para o (zero-zero-1-R?), na gerência da refinaria, onde eu trabalhei com o Fabrini uns dois anos e meio. Aí voltei de novo para o porto. E hoje estou no porto. P/1 – E as funções que você exerce? Você acompanha diretores, é isso? R – É. Na gerência, a gente faz praticamente o trabalho de assistente porque a assistente hoje, na Alumar, não faz o trabalho de atender telefone, nada. Ela faz trabalho com Plano Operacional, ____, atualização de ____, recebe visitantes, providencia passagens. Então, tem muito contato com clientes externos e internos, no geral. P/1 – E você veio para cá no comecinho. Já estavam instaladas as coisas? Você lembra como foi? Porque quando a Alumar veio para cá, parece que teve um pouco de resistência por parte dos moradores. Você chegou a presenciar isso? Você lembra do clima qual era, como era, na fase da construção? R – Na verdade, bem no comecinho, na chegada aqui, eu não acompanhei a trajetória do momento entre os diretores da Alumar, de instalação. Eu não acompanhei essa parte aí. Eu só soube depois. Mas eu acredito que como as pessoas não conhecem, ficam resistentes a alguma coisa que eles não sabem o que vai ser. Mas depois... P/1 – Mas depois, quando conhecem... [risos] R – Acho que isso é normal, não é? [risos]. P/1 – E da parte da construção em si, você lembra de alguma coisa para contar para nós? Como aconteciam as coisas? R – Ah, era muito trabalho. Tinha muito ‘gringo’ nessa época. Na verdade, a administração estava nas mãos deles, porque eles vieram para instalar, para fazer a fábrica. Era tudo muito corrido, a gente não tinha tempo para nada, praticamente. Vinha para cá e não tinha hora para sair porque tinha muito serviço. Então, foram momentos de construção, de trabalho mesmo. P/1 – E a partir da formação do Consórcio? Você sabe como ela aconteceu, como foi formado o Consórcio? Ou você não acompanhou isso? R – Não, não acompanhei essa parte. P/1 – E quando você começou a sua trajetória você sempre foi nessa linha de assistente? Quais cargos você foi ocupando? R – Não, sempre fui assistente. Eu gosto do trabalho de assistente e hoje mudou bastante o tipo de trabalho que você faz, as pessoas com quem você convive. P/1 – E hoje que você está no porto, você pode falar para a gente para quais mercados a Alcoa exporta? Como é essa parte da exportação? R – A Alcoa exporta alumina. E no porto, a gente recebe as matérias-primas que são: coque, piche, carvão e bauxita. A bauxita é extraída e vem de Trombetas, em Belém do Pará. P/1 – Mas você sabe para onde vai? Quais os países que recebem as exportações? Ou não? R – Dessa vez eu sei, mas não estou lembrando de todos [risos]. Tem Argentina... Mas isso depois eu te dou, detalhado. P/1 – É o que você lembrar... R – Eu até sei, mas no momento eu não estou lembrando bem. Eu sei que Argentina, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão. P/1 – E quando você entrou, por aqui ser uma fábrica, tinha poucas ou muitas mulheres? Como você se sentiu? Você foi bem recebida? Tinha algum preconceito? Como era isso? R – Não. Eu fui bem recebida, mas havia poucas mulheres porque o público-alvo deles eram homens e operadores para trabalharem na Alumar. P/1 – Mas você sentiu algum preconceito por parte dos colegas? R – Não, nunca. Aliás, os colegas com que nós trabalhamos sempre nos respeitaram. Hoje está até mais tranquilo porque tem mais mulheres. E cada vez mais as mulheres vão conquistar a Alumar, o espaço da gente aqui [risos]. Então, nunca recebi preconceito. P/1 – Sempre tranquilo. R – Sempre tranquilo. E eu sempre gostei mais de trabalhar com homens [risos] do que com mulheres. E lá no porto, havia poucas mulheres e eu gostava, porque era só eu praticamente, quando comecei lá. Depois é que veio uma eletricista, a Conceição, que trabalhou muito tempo lá. Hoje já estão admitindo as operadoras, já tem mecânica... Mas, no começo, não tinha. Tanto é que não tinha banheiro para elas tomarem banho. Porque elas iam para a área trabalhar e a gente não tinha estrutura. P/1 – E depois foi construindo... R – Aos pouquinhos eles estão construindo estrutura para as mulheres. E a tendência é aumentar o número de mulheres aqui na Alumar, o que vai ser muito bom [risos]. P/1 – E você falou que não fez a faculdade na época, não seguiu. E depois, você fez? E como foi? O que você fez? R – Eu fiz o curso de Letras, isso já em 1987. Isso depois de muito tempo porque, na época, meu pai não tinha condições de pagar uma faculdade. Então eu fiz quando já estava na Alumar, e isso muito tempo depois. Eu fiz o curso de Letras. P/1 – E como foi? Você gostou da faculdade? R – Eu gostei. Foi a faculdade que iniciou aqui em São Luís, que veio, a Uniceuma, que é o Ceuma. Eu fiz Letras. Inclusive a Joana e a Rita, que trabalham aqui no RH, nós estudávamos juntas. Foi muito bom essa época de faculdade. P/2 – E por que você escolheu Letras? R – Porque eu sempre gostei das letras [risos]. P/2 – Essa coisa da infância... R – É, os livros... P/2 – E o que você gostava de ler quando era criança? R – Histórias. Histórias de criança, livro paradidático... Eu adoro, amo ler. P/2 – E hoje continua? R – Continuo. P/2 – Quais são os gostos? R – Eu gosto daqueles que falam sobre a infância. Gosto daqueles que tem uma porção de animais, que contam histórias de bicho. Gosto muito de ler livro paradidático. Até hoje, para os meus sobrinhos - porque a minha filha já está grande - quando eles vão dormir, eu gosto de ler historinhas [risos]. P/1 – E a gestão sustentável da Alcoa, você pode falar um pouco sobre isso para a gente? R – A Alumar se preocupa muito com o meio ambiente, com a parte de gestão sustentável, hoje. Que é a parte em que a gente trabalha com a comunidade, com o meio ambiente, com você estar sempre preocupado em reciclar. Ela está sempre preocupada com os materiais que ela não usa. Ela recicla. Então, eu acho que a Alumar, hoje, está sempre preocupada com a gestão do meio ambiente e a parte de sustentabilidade. P/1 – E o parque ambiental? O que você acha? Você conhece? R – O parque ambiental? Eu conheço, já fui várias vezes lá. Eu acho uma maravilha. Eu adoro passear por lá, meu chefe é que não sabe disso. [risos] P/1 – Agora ele vai saber [risos]. R – Não, [risos] por favor, corta essa parte. P/1 e P/2 – A gente corta [risos]. R – Eu gosto muito. Inclusive as meninas lá no parque, elas fazem trabalhos com as crianças que vão lá visitar. P/2 - Como são esses trabalhos? R – Tem oficina de material reciclável, como pet. Tem um passeio na trilha, que conta a história dos animais que dá para olhar lá. É muito gostoso. É uma área natural que a gente tem aqui e a Alumar se preocupa muito em preservar. Tanto é que se vocês andarem pela fábrica toda, vocês vão ver um monte de árvores, o jardim bem cuidado, ela se preocupa muito com essa parte. P/1 – E vocês, os funcionários, usam o parque para fazer alguma coisa entre vocês? R – A gente usa. Às vezes, a gente usa para reuniões e, também, quando... Tem no portal uma parte que é visita dos funcionários, você pode ligar e agendar a visita para trazer a família aqui no parque. É bem gostoso. P/2 – E quando você entrou já tinha o parque e essa preocupação? Como é que era? R – Não, não tinha o parque ainda, o parque veio depois. A preocupação sempre teve, com o meio ambiente e os vizinhos no entorno da fábrica. A preocupação eles sempre tiveram. Hoje, a preocupação é maior porque eles já estão mais preparados para ajudar. Tanto é que a gente faz muita ação comunitária em torno da fábrica, justamente trazendo a comunidade para conhecer a fábrica. P/1 – E como você vê esse relacionamento? R – Muito bom. Uma parceria muito boa porque a comunidade começa a conhecer a fábrica. Porque as pessoas que não são esclarecidas, no geral, não têm noção de como é a fábrica aqui dentro. Mas os diretores, a gestão da Alumar, hoje, se preocupa muito com o meio ambiente e a comunidade. Eu acho muito bom essa parceria, trazer a comunidade para cá para conhecer e levar para o restante da comunidade, e ver que a Alumar está tentando fazer alguma coisa por eles também. P/1 – Então existem projetos que trazem a comunidade para cá? Você conhece como é? Conte um pouco para a gente. R – Existem. Tem os projetos de ação comunitária, que a gente vai na comunidade, visita, vê a necessidade deles, vê o que eles precisam. Às vezes, a gente os traz para cá para passear, conhecer a fábrica... Para eles verem a realidade, andar na área e ver como a Alumar se preocupa com o meio ambiente, com os particulados, entendeu? P/1 – E você participa disso? R – Eu gosto, gosto muito [risos]. É a área de que eu mais gosto de participar [risos]. P/1 – Então, conte um pouco para a gente. Quais as ações de que você participa? Participa do Bravo... R – Eu participo do Bravo. No geral, eu participo de tudo, um pouco de cada. Participei até do Coral durante cinco anos. Participo das ações dos ____ que existem. Já participei de alguns projetos, tipo assim, construção de alguma instituição, participei dos trabalhos voluntários que existem na Festa das Crianças, que eu gosto muito também. Confraternizações que a Alumar faz eu sempre participo, como voluntária. P/1 – Você gosta de trabalhar com crianças? R – Gosto. P/1 – E tem alguma instituição a que você se dedica mais? R – Eu sou voluntária da Instituição Eurípedes Barsanulfo, que é lá na Alemanha, fica próximo da minha mãe, lá no João Paulo. P/1 – E o que essa instituição faz? R – Ela trabalha com pessoas carentes, doa cestas de alimentos, vai na casa de famílias que têm problemas de drogas, bebidas. Ela ajuda as pessoas que vão lá, doa sopa, alimentação. Então, ela faz um trabalho bem legal com a comunidade. P/1 – E qual é a sua participação? R – Eu vou lá aos sábados fazer o meu trabalho. Eu fico lá com as crianças, brinco... A parte que eu trabalho é criança de três a cinco anos. Então, a gente faz um pouquinho de tudo: trabalha na cozinha, doa lanche, faz um pouquinho de cada coisa. Não tem um trabalho específico, mas eu gosto mesmo é de ficar com as crianças, a parte de recreação infantil. P/1 – Quais foram os principais desafios que você enfrentou aqui na Alcoa? Dessa sua trajetória que é longa, não é? R – [risos] Todo dia é um desafio diferente e esse agora é um [risos]. P/1 – Esse é facil! R – Não!!! Para vocês que estão aí do ladinho... Para quem está aqui, na frente das câmeras, não é não. Ai, gente, dá uma parada aí [risos]. PAUSA NA ENTREVISTA P/1 – Estamos falando dos desafios... R – [risos] Um dos maiores desafios foi... Deu branco. P/1 – Então, está bom. Deixa eu fazer uma pergunta sobre o Coral. Você falou que cantava no Coral, não canta mais? R – Não, o nosso Coral deu uma parada. Até o ano passado, a gente estava junto. Ele foi dispersando, algumas pessoas já não tinham tempo, mas a gente pretende, futuramente, retornar. P/1 – E quando você cantava no Coral, de que tipo de eventos vocês participavam? R – Geralmente a gente participava quando tinha alguma festa na igreja, inaugurações aqui... A gente participou da inauguração da expansão, a gente fez apresentação para eles. Quando tinha algum evento importante aqui na Alumar, a gente era convidado para fazer a abertura, para cantar. Então, onde tinha evento... Nos hospitais a gente fazia. Em ação comunitária a gente participava também, fazia ação. P/1 – Então, quando tinha esses eventos comunitários vocês participavam? R – A gente participou e até fez uma ação no dia. Então, a gente participava onde tinha... P/1 – Que tipo de música vocês cantavam? R – Músicas populares, eruditas, músicas italianas, em Inglês, MPB, eram vários estilos de músicas, até em latim a gente cantava. Sério! P/1 – E foi um desafio para você, cantar no Coral? R – Ah, foi [risos]. Aí descobri o meu desafio maior, porque eu era muito tímida. E eu entrei no Coral. Aliás, eu sou tímida. Eu sou mais observadora, eu não gosto muito de falar, hoje eu estou falando demais [risos]. Mas eu sou mais observadora, não sou muito de falar. Eu gosto de ler bastante e observar. Mas assim... Para falar eu não sou muito boa. P/1 – Agora que você lembrou que o Coral foi um desafio, lembra de outro. Qual foi o outro desafio? [risos] R – [risos] Outro desafio... Ah, foi quando me convidaram para trabalhar na gerência. Foi um desafio grande porque o nosso chefe é, assim... Foi um desafio bom [risos]. P/1 – Mas conte um pouco para a gente como você venceu esse desafio. R – Ah, foi correndo atrás de ter o que fazer e ter que dar resultado. Então, não tinha muito o que pensar, tinha que fazer e dar bons resultados no que você fazia. E sempre fazer o melhor, nunca fazer as coisas pela metade. Mesmo que você copie alguma coisa de alguém, mas sempre fazendo o melhor. Esse foi um desafio grande porque eu não sabia nada, praticamente. Porque onde eu trabalhava era totalmente diferente e ir para a gerência foi um desafio. Bom, deu para aprender muita coisa, foi gostoso. P/1 – E as alegrias? R – Alegrias são muitas! A minha filha foi uma alegria maravilhosa, a minha família, a minha mãe, meus irmãos, eles são uma alegria muito grande. Eu adoro estar com eles. Poder sempre estar ajudando. E no trabalho também, eu gosto. P/1 – Aqui, na Alumar, quais são as alegrias? R – Alegrias são muitas. Fiz muitas amizades, conheci muitas pessoas bacanas, aprendi muito. Até hoje a gente está aprendendo, porque são experiências boas, cada dia você está sempre aprendendo coisas novas. Então, para mim, todo dia é um dia de alegria. Você poder acordar, ter um trabalho e vir trabalhar, para mim é uma alegria. A vida é uma alegria. P/1 – E qual você considera a sua principal realização, aqui na Alcoa? R – Minha principal realização? [risos] Pergunta difícil [risos]. É chegar aos 25 anos de cabeça erguida. Para mim é uma felicidade. Fiz muitas amizades, tive obstáculos, enfrentei muitos obstáculos, porque a vida... Você vem para cá sem saber nada e, de repente, tem que aprender tudo. Mas, para mim, estar trabalhando na Alumar até hoje é uma grande alegria. É uma empresa muito boa. P/1 – E você falou que fez muitas amizades. Como é o relacionamento entre os colegas de trabalho? R – Ah, é muito bom. Eu sempre estou procurando ajudá-los, sempre sou prestativa, sempre me preocupo com as pessoas com quem eu trabalho. Então, se você pegar uma informação de Rosana França, qualquer pessoa pode lhe dizer coisas boas, eu não tenho do que reclamar não. Eu sempre estou procurando ajudá-los. P/1 – E você tem algum caso pitoresco para contar, que tenha acontecido ao longo desses anos todos? Você deve ter vários... R – [risos] Ah, deixa eu me lembrar. P/1 – Vai lembrando aí, deve ter bastante... R – [risos] A gente devia ter uma lista de... [risos]. [Pausa] P/1 – Não lembra agora. Então... Como é o dia a dia do seu trabalho lá no porto? R – A gente chega de manhã cedo, pega o ônibus aqui na rodoviária e vai direto para o porto. Durante a semana a gente tira um dia para fazer um DSS, que é o Diálogo de Área Semanal. Na sexta-feira tem o Diálogo de Segurança Geral, para falar de um assunto importante sobre segurança. P/1 – E é você quem cuida dessa parte? R – Eu cuido da parte do DSS e cuido também, um pouquinho, dessa parte. Porque a gente acaba fazendo um pouquinho de cada coisa. P/1 – Você prepara a reunião? R – A gente prepara o assunto para a pessoa. Cada semana tem uma pessoa que vai falar sobre um assunto referente à segurança. Na verdade, eu costumo ajudar as pessoas a prepararem, porque elas estão sempre recorrendo a mim: “Rosana, você pode me ajudar? Você pode procurar um assunto para mim?” Então, na verdade, eu acabo preparando o assunto. E ajudo da melhor forma, qualquer pessoa que vier me pedir ajuda eu estou pronta a ajudar. P/1 – Então... Você estava falando... Um dia tem... R – Ah, tá! Cada dia tem uma coisa diferente. P/1 – Conte para nós como é. R – Deixe eu ver [risos]. P/1 – Um dia foi o Diálogo, que você falou. E o outro? R – O outro, às vezes, tem a parte de visitantes que chegam e que saem. P/1 – E você acompanha? R – A gente acompanha. P/1 – Então você mostra a fábrica? Só o porto? R – Praticamente eu não mostro a fábrica, eu organizo a parte da Logística. Eu sempre tenho que indicar alguém para... O meu chefe diz: “Rosana, indique fulano de tal para acompanhar os visitantes.” Como na área do porto a gente recebe muitos navios e é uma área praticamente que, vamos dizer, que tem benchmarketing ali, porque todo mundo gosta de conhecer o porto... Tem uma área lá que é a nossa oficina, uma área que é muito visitada pelo pessoal de fora. O porto é muito visitado. Então, a gente está sempre organizando a parte da logística interna, que é organizar a visita, quem é que vai acompanhar a visita... É o dia a dia de uma assistente. P/1 – E você diz que o porto recebe muitos navios. Como funciona o dia a dia do porto? R – Existem os navios que vêm do Pará, que são navios de bauxita, que têm a linha direta com a Alumar. E tem os estrangeiros que vêm, às vezes, com soda, carvão, coque ou piche. Uma vez ao mês. Mas tem uma pessoa que cuida dessa parte aí, da programação de navios. Tem a outra que cuida da logística de matérias-primas. Tem a parte de Engenharia, tem os engenheiros elétricos, eletricistas, mecânicos... Quer dizer, aí tem o planejamento, que é a parte que cuida de toda a requisição de material para algum trabalho na área. Tem a célula de mecânica, tem a área de elétrica e tem os operadores. PAUSA NA ENTREVISTA P/1 – Esses técnicos todos que você citou - engenheiros, eletricistas - eles trabalham dando suporte para o porto funcionar, é isso? R – É. É uma equipe, na verdade. Tem a parte de Engenharia Elétrica e de Mecânica. Eles todos dão suporte na nossa área. P/1 – Porque os navios trazem a matéria-prima e aí ela é descarregada. Ela tem uma forma especial de descarregar? Como é? R – É através do descarregador de navio, que pega a bauxita, joga nas esteiras e passa... P/1 – E as esteiras já levam direto... R – Para o processo, para misturar com o processo. P/1 – Entendi. E na parte da exportação, também é tudo automático? R – É através da mesma esteira. Tem um silo de alumina, onde é depositada a alumina. Uma parte vai para redução e a outra fica para ser exportada através de navio. P/1 – E também mecanicamente pela esteira? É a mesma coisa? R – É a mesma coisa. P/1 – E o caso pitoresco, você lembrou agora? R – [risos] Gente, tem que contar essas coisas? P/1 – Ah, lembrou, lembrou! R – [risos] Uma pergunta mais fácil [risos]. P/1 – Qual você acha que é a importância da Alumar para o desenvolvimento de São Luís? Porque ela veio para cá faz tempo, tal... R – Ah, foi muito bom. Quer dizer, foi excelente porque empregou muitos maranhenses. No começo, tinha muita gente de fora, muitos mineiros, mas hoje pode-se dizer que uma boa parte é de maranhenses, deu muito emprego para os maranhenses. P/1 – E para o estado como um todo, você acha que contribuiu também? R – Com certeza contribuiu para a receita [risos]. E para a comunidade contribuiu bastante, porque a Alumar se preocupa muito com a comunidade. P/1 – E vamos falar um pouquinho da sua família, enquanto você lembra do caso pitoresco [risos]. Qual é o seu estado civil? R – [risos] Hoje eu estou namorando, só. P/1 – Você falou que tem uma filha, não é? R – Tenho, a Patrícia Trovão. P/1 – Quantos anos ela tem? R – Hoje ela tem 22 anos. P/1 – E o que você mais gosta de fazer nas suas horas de lazer? R – Ah, eu adoro assistir filmes com a minha filha. Assistir filme, sair, ir à praia. Estar com ela. E com a minha família, no geral. É o que eu mais gosto de fazer. Eu sou muito caseira, não sou muito de estar indo em festa. Quando tem algum evento da companhia eu vou, mas eu gosto muito de estar em casa, de ler, assistir filme, ouvir uma boa música. Sou, realmente, muito caseira. Agora, quando é um passeio bem tranquilo, tipo ir ao cinema, ao teatro, alguma coisa, gosto. Gosto de fazer isso sempre que posso. P/1 – E indo para uma avaliação referente à Alcoa, como você vê a atuação da Alcoa no Brasil como um todo? R – A Alcoa no geral? Eu vou falar da Alumar. P/1 – Está certo. R – A Alumar trabalha sempre para ser a melhor do mundo. Tem pessoas bastante capacitadas. Ela investe muito em treinamento e eu acho a atuação da Alcoa, no geral, uma empresa muito boa para se trabalhar. P/1 – O caso pitoresco você não lembrou, mas um fato marcante, que você presenciou ao longo desses anos? Alguma coisa que lhe marcou de alguma forma? R – [risos] Ah, foi a inauguração, em 31 de julho de 1984. Foi um fato marcante, que eu achei muito importante porque mexeu com todo mundo, era a inauguração da fábrica. P/1 – E você lembra como foi? Conte para nós. R – [risos] Foi uma coisa muito emocionante, porque estava todo mundo na expectativa de acontecer coisas boas. Foi uma coisa bem bonita, a inauguração. P/1 – Que tipo de evento? Vieram autoridades? R – Teve pessoas importantes, tanto da parte da Alcoa como do estado mesmo. P/1 – E quais foram os maiores aprendizados de vida que você obteve trabalhando na Alcoa? R – Eu aprendi muito com as pessoas. O que ficou mais forte em mim, em termos de aprendizado, foi ajudar a pessoa que está ao meu lado. Para mim foi uma coisa que marcou muito na minha vida. E a gente está todo dia aprendendo com as pessoas, entendeu? As experiências... Com o processo que acontece na vida da gente, a gente está sempre aprendendo. E para mim, tudo é imporante. Fazer boas amizades, conhecer muitas pessoas que lhe ensinam o trabalho, isso são coisas importantes para mim. Eu posso dizer os valores, a integridade das pessoas, são coisas assim. P/1 – Essa parte dos valores é muito forte, não é? R – Muito forte. Eu gosto. P/1 – E para você, o que é ser uma alcoana? R – [risos] Como é que vou definir? P/1 – Ou uma alumarense? [risos] R – [risos] É uma mistura de alumar com maranhense [risos]. Ser uma funcionária da Alcoa é trabalhar numa empresa que é mundialmente conhecida como a melhor do mundo. Isso é muito bom [risos]. P/2 – Rosana, essa expansão que está sendo finalizada na Alumar, o que isso acarretou no trabalho lá no porto? Houve um aumento? Que impacto teve essa última expansão no trabalho do porto, e na Alumar em geral? R – O impacto que tem é que a gente trabalha com empresas terceirizadas, chega muita gente de fora. Então, aumenta o número de pessoas na área em que você trabalha e você tem que ter cuidado ao dirigir, o restaurante aumenta o número de pessoas, os ônibus... Praticamente aumenta o número de pessoas. Não é que seja da Alumar, mas são pessoas terceirizadas que acaba você tendo que conviver com essa situação. P/2 – E é muito grande o número de pessoas? R – Não é muito grande, mas aumenta o número de pessoas. Porque não é mais só funcionário, tem muitas empresas terceirizadas aqui dentro. E tem um número bastante significativo por causa da expansão, tanto na refinaria como no porto. P/2 – E quantas pessoas trabalham no porto, mais ou menos? Você sabe? R – A gente está com umas 60 ou 62 pessoas. Porque tem estagiários, tem os operadores, mecânicos, eletricistas... Está nessa faixa. P/1 – E o caso pitoresco, você lembrou? Ainda tem uma chance! R – [risos] P/1 – Não lembrou de nada para contar para a gente... P/2 – Alguma coisa engraçada... P/1 – Uma coisa engraçada, a gente gosta. R – Deixa eu ver se eu me lembro de uma coisa engraçada. Ah, todo dia acontece uma coisa engraçada! P/1 – Então, escolhe uma. Tão fácil. R – [risos] Ah, gente, eu não estou lembrando não. [Pausa] P/1 – O que você acha desse Projeto Trajetória, que está registrando a história por meio do depoimento das pessoas, a história da Alumar, no caso? R – Eu acho que é um projeto bom, que acaba resgatando o que as pessoas viveram desde o início, contando a história, a trajetória da Alumar, dos momentos bons, momentos difíceis. Eu acho muito legal, gostei da ideia. Só não sabia que ia começar [risos]. P/1 – [risos] E o que você achou de ter participado? R – [risos] Achei muito legal, só que, na verdade, como a gente tem uma história para contar, que já vem, a gente sempre até espera essas pessoas convidarem a gente. Mas eu dizia: “Espero que eu seja a última.” Mas eu fui a primeira [risos]. Mas, muito bom o trabalho. P/1 – Mas ser a última ou a primeira não muda nada. R – De quem foi a ideia de fazer esse Projeto Trajetória? P/1 – É do pessoal de comunicação da Alcoa. R – Muito boa. P/1 – Então, tem alguma outra coisa que eu não perguntei para você e que você quer falar para a gente? Quer deixar registrada alguma coisa? R – Eu acho que aqui na Alumar a gente aprende muito com as pessoas, tem muitas experiências, conhece muitas... Deixa eu ver, como é que eu posso dizer... Pessoas importantes. Quer dizer, todos são importantes, independente de função ou não, mas a experiência que você tem aqui dentro é muito boa em termos de trabalho. Você faz muito treinamento, você faz muitas amizades no processo, você vai aprendendo a cada dia com as pessoas. Mesmo as pessoas que são difíceis de conviver, a gente aprende a conviver com elas. Então, é uma experiência muito boa, eu não me arrependo nem um pouco de dizer que eu trabalho na Alumar. Nunca. Eu gosto de estar aqui. Eu até disse para o meu chefe. O porto, o local em que eu trabalho, é uma área em que a gente trabalha como família, praticamente. São pessoas boas, tem pessoas que passam na vida da gente que deixam marcas, que são difíceis de conviver, mas tem muitas pessoas boas aqui dentro da Alumar, fiz muitas amizades. Hoje eu posso dizer que sou feliz. Tanto na minha vida pessoal quanto na minha vida profissional. P/1 – E a Alcoa lhe deu oportunidade de crescimento, pelo que você está falando, não é? R – É. A Alcoa sempre dá. E para mim é um prazer estar aqui, sempre [risos]. Eu espero até me aposentar [risos]. P/1 – Em nome da Alcoa e do Museu da Pessoa, a gente agradece a você pela entrevista. R – Gente, você não sabe como é difícil ficar aqui [risos]. FIM DA ENTREVISTA
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