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História

Fazendo bem aquilo que gosta

História de: Fabiano Avelar da Silva
Autor: Curso Matemática UEMG/Divinópolis
Publicado em: 14/08/2017

Sinopse

Memória e história do professor de Matemática  Fabiano Avelar da Silva relatada ao estudante Marcos Adriano Arruda Resende do 1o período do Curso de Matemática da UEMG/Divinópolis/MG.

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História completa

Entrevistador: Marcos Adriano Arruda Resende

Entrevistado: Fabiano Avelar da Silva

Idade: 40 anos

Data da entrevista: 29/05/2017

Local: Escola Estadual “Coronel Mário Campos”, São Francisco de Paula – MG

História:

P: Boa tarde. Nós vamos começar então a entrevista. P(Pergunta 1): Eu gostaria que começasse falando da sua infância, onde você nasceu, nome dos pais, da família, a vida na escola primária, nos primeiros anos da escola, e algumas coisas que considerar importantes sobre essa época.

R: Bom, meu nome é Fabiano Avelar da Silva. Sou professor de matemática. Formei na UEMG Divinópolis. É... Eu nasci em Bom Sucesso, cidade perto de Santo Antônio do Amparo, [interrupção ext.] é..., mas moro em São Francisco desde quando nasci mesmo, embora minha mãe teve o parto em Bom Sucesso. [Interrupção ext.] É... A minha infância foi toda em São Francisco. Comecei no jardim da infância na Escola Estadual “Coronel Mário Campos”, onde leciono hoje. Estudei (nela) até o 8º ano, 8ª série antiga, 9º ano hoje, né? Depois fui fazer o 1º, 2º e 3º ano, antigamente, “científico” que falava, na Escola Municipal Mariquita Beze. Foi isso.

P: Como é o nome do pai e da mãe mesmo?

R: O nome do meu pai é Antônio Eustáquio da Silva, da minha mãe é Maria Imaculada da Silva.

P: É... Aí durante essa escola primária então, é... foi tranquila então essa passagem... R: Foi! Tranquila! Nunca tomei uma bomba até... [Interrupção ext.] Tomei não uai! Nenhuma! Do jardim da infância até a 8ª série que era antigamente né? Tomei nenhuma bomba. Até depois também. Nunca repeti um ano, nenhum semestre de faculdade, nada.

P: Beleza. Então tá bom. P(Pergunta 2): E a sua juventude? A passagem da juventude, adolescência, juventude...

R: Foi aqui em São Francisco também. Aí, depois que fui pra Escola Municipal Mariquita Beze, tirei o 3º ano lá. Depois fui pra Belo Horizonte, fiquei lá 1 ano trabalhando numa empresa de telefonia. Aí num estudei mais nesse período não, fiquei só trabalhando.

P: E isso cê já tinha o ensino médio?

R: Já tinha o ensino médio. Depois que eu tirei o ensino médio que eu fui pra lá.

P: Beleza.

R: Aí fiquei lá 1 ano. Depois voltei [interrupção ext. e int.], depois voltei... Aí fiquei aqui em São Francisco e meu pai pegou uma linha de levar alunos daqui de São Francisco pra Oliveira pra estudar lá, fazer curso técnico. Foi onde que eu interessei de novo a estudar! Eu tava levando essa turma pro meu pai lá em Oliveira na Escola Estadual “Mário Campos e Silva”. Aí, eu levando aluno pra lá... Uai, eu vou ficar lá durmindo esperando os aluno estudar?! Eu vou aproveitar e vou estudar de novo! Aí fiz o curso técnico em contabilidade. Formei também. Foram dois anos. Aí formei sem tomar “pau” em nenhuma disciplina, em nada. Depois disso eu arrumei um emprego em Divinópolis, na Ricardo Eletro. Fiquei lá mais 1 ano na Ricardo Eletro, também não estudei. Aí voltei pra São Francisco. Foi onde que eu tive a ideia de fazer uma faculdade. Prestei o vestibular lá pra UEMG de Lavras e no Gammon também de Lavras. No Gammon eu fiz pra educação física. Na Unilavras, na UEMG de Lavras, eu fiz pra Matemática. No Gammon eu passei só que não poderia zerar nenhuma disciplina e eu zerei física. Aí eu fui eliminado. Já na UEMG, lá na Unilavras, eu consegui e fui aprovado pra matemática. Comecei a fazer o curso, já estava trabalhando aqui em São Francisco de volta e fazendo faculdade lá. Eu ia e voltava todos os dias. Ia e voltava todos os dias em Lavras fazendo matemática. Dois anos assim. Depois de dois anos eu casei com a minha esposa, que é minha esposa hoje que é a Ana Paula. E ela estava trabalhando lá no (Hospital) São João de Deus. Ela era bioquímica lá no laboratório de São João de Deus.

P: Isso lá em Lavras?

R: Não, isso já em Divinópolis. Ela trabalhava lá.

P: Quando você casou, ela já trabalhava lá...

R: Isso. Como eu casei, eu peguei e pedi transferência da Unilavras pra UEMG de Divinópolis. Isso eu já tinha feito dois anos de faculdade. Não fiquei devendo matéria, nada. Disciplina nenhuma. Transferi lá pra Divinópolis, pra UEMG de Divinópolis. Terminei meu curso lá, formei lá. Aí nós ficamos lá... Formei em 2006, 2007, se não me engano. Acho que foi em 2006 e a colação foi em 2007. Aí fiquei lá. Morei em Divinópolis uns oito anos. Nós tivemos o primeiro filho e resolvemos voltar pra Oliveira. Foi onde que eu comecei a lecionar, em Oliveira. E hoje eu dou aula aqui.

P: Legal... Você já respondeu um monte de perguntas aqui do roteiro, mas tem uma que eu quero frisar. Você já falou mas não ficou bem definido o que eu acho interessante nessa pergunta. Que... pergunta (Pergunta 3): De onde que veio o desejo de ser professor de matemática? E se veio primeiro simplesmente o desejo de ser professor ou já o de ser professor de matemática.

R: Não. Veio o desejo de ser professor de matemática. Eu já gostava mais da disciplina, da matemática, né?! É... Como eu, na época, novo ainda, 20, 20 e poucos anos..., eu gostava muito de futebol. Eu jogava, dia e noite eu jogava futebol. Então, no primeiro momento foi: faculdade, vou fazer educação física. Porque eu gostava muito de futebol. Segunda opção: eu gostava muito de matemática. Como fui reprovado porque zerei a prova de física no Gammon pra educação física e na Unilavras fui aprovado em matemática, aí eu fui pra matemática.

P: Você já falou um pouquinho sobre suas notas na faculdade, mas então, no geral, na faculdade você também era empenhado, nos estudos acadêmicos, nos trabalhos, projetos...

R: Era. Desde o ensino fundamental, o ensino médio, o curso técnico que eu fiz e na faculdade eu nunca fui reprovado em nenhuma disciplina. Nunca perdi um ano, nunca perdi um semestre, nada. Nunca, nunca.

P(Pergunta5): E agora sobre o trabalho na escola. Queria que você falasse um pouquinho, quando você começou... E tem uma coisa interessante: se, quando você começou a trabalhar na escola, se você já trabalhava com o ensino antes, se você já lecionava antes, se você já trabalhava com o ensino antes de começar a lecionar na escola ou não.

R: Não. Eu trabalhava só na parte administrativa mesmo. Só em escritório, nessas coisas. Nunca tinha mexido com lecionar. Depois mesmo é que eu formei, foi... foi em 2006 que eu formei sabe? Aí que eu comecei a dividir o tempo em lecionar e ainda fazendo um serviço administrativo que era lá no Terra Parque Shopping, com os donos lá do Terra Parque Shopping. Trabalhava na empresa deles lá, na construtora deles. Então eu dividia meu tempo: de manhã e de tarde, na construtora, no administrativo; e à noite eu lecionava. Depois que eu vim pra Oliveira, foi em 2010..., que aí eu me dediquei só a lecionar mesmo. Aí fiquei só por conta de lecionar.

P: E você tinha me falado que você fez pós-graduação...

R: Fiz! Já tinha formado, já estava lecionando... E então me veio o interesse em fazer uma pós-graduação também. Apareceu a oportunidade, eu fiz. Mas isso eu já era formado, já estava lecionando. Isso foi em 2013 que eu fiz a pós-graduação. Eu fiz a pós-graduação em Matemática Financeira e Estatística. Hoje eu sou pós-graduado em Matemática Financeira e Estatística.

P: Isso mesmo. É... (Pergunta 6) Aponte, na sua opinião, pontos positivos e negativos do seu próprio trabalho como educador.

R: O ponto positivo é que eu realmente gosto lecionar, gosto de estar dentro da sala de aula, gosto desse ambiente. É muito gratificante você trabalhar com alunos de várias idades. Porque eu pego do 6º até 3º ano e ainda dou aula num curso técnico no Pronatec à noite. Então é gratificante você trabalhar desde o 6º ano até o curso técnico. Então eu trabalho com toda faixa etária. Né? O que deixa a gente muito frustrado hoje é o sistema. O sistema que o aluno tem que ser passado mesmo, passado “goela a baixo”, num pode reprovar. Isso é do sistema. Os alunos, por sua vez, também, pouquíssimos têm interesse mesmo. A maioria não está nem aí mesmo. Leva o negócio na brincadeira. Então isso deixa você um pouco frustrado; porque, você vê: você chegou aqui e eu tô aqui trabalhando a aula, tô estudando. Eu assisto videoaula, eu preparo as minhas aulas... Eu não vou pra dentro da sala de aula com o livro: eu vou com o meu caderno porque eu faço tudo antes. Eu faço um resumo da matéria, eu faço exemplos..., os exercícios que eu vou dar... Tudo é feito antes. Então eu preparo! Eu não entro pra dentro duma sala de mão abanando não! E aí chega lá e o menino num tá interessado... o menino num tá nem aí. Então você fica meio frustrado. Parece que aquele tempo que você dedicou ali, você jogou fora. E, no final do ano, mais decepção ainda porque aquele aluno que não está interessado, que não levou a sério, tem que passar ainda de ano, vai passar de ano. Então a parte negativa é essa. Muito negativa. É isso (risos).

P: É. E você falou aí, você começou a falar, é... Eu gostaria de saber como foi no começo. Agora eu fui e voltei. Mas eu quero voltar porque eu acho interessante falar também como é que foi o começo. Quando você começou a lecionar: se você já via alguma dificuldade..., a dificuldade que você via, que no começo costuma ter, se você já percebia isso que você tá falando hoje: a questão do sistema, dos alunos desinteressados... Se também você já começou a fazer essa questão do estudo, da pesquisa, de preparar...

R: Olha: no início foi muito difícil porque, como eu te falei, eu nunca tinha lecionado. Faculdade não te prepara pra dentro de sala de aula. Isso aí você pode esquecer! Lá você vai aprender alguns métodos, a parte aprofundada mesmo no... no... no seu conteúdo, no caso, matemática... Mas aquela convivência dentro de sala de aula, dia a dia, com aluno, com aula mesmo? É só depois que você forma ou, você já começa a dar uma preparada com o estágio que você faz. Mas preparado mesmo é você, depois que formar, entrar para a sala de aula... Você vai ver como que você faz, como que você vai trabalhar: se é preparando aula, se num é... se é seguindo livro... num é? Num tem uma fórmula pronta não. Isso é você que vai ver, você que vai aprender. A faculdade num vai te ensinar isso não. E desde o início eu já via essa dificuldade dessa falta de interesse. Isso em 2007! Não era igual hoje, mas... Hoje piorou muito. Hoje é mais, muito mais. Antigamente o aluno não queria e tal, mas ainda não era esse sistema de ir passando todo mundo sem saber... Num quer saber se o “cara” sabe, se num sabe: vai passando. Entendeu? A escola pode ter só tantos por cento de reprovação... Então aí você num pode dar bomba..., num pode ir reprovando os alunos... Né? Então, mudou muito. Antigamente, em 2007, tinha, mas num era tanto. Então hoje é muito mais. Muito mais mesmo. Hoje eu sou muito mais frustrado. E o início foi difícil pra mim porque eu num tinha conhecimento nenhum de sala de aula, num sabia nem como que pegava num livro; num sabia o que que era pra ensinar, por exemplo, no 6º ano. Num sabia no que que eu ia começar, que que era pra ver... Num tinha o CBC, a gente num seguia isso... Hoje não, hoje é mais fácil. Tem o CBC, você vê: “6º ano você vai trabalhar isso, isso e isso”. Então você planeja suas aulas... Hoje é mais fácil. Num sei se é porque hoje eu tô com mais experiência também né? (risos) P: É, conta também né, mas... Você falou um negócio interessante: que hoje tem toda essa facilidade, muito recurso... Só que junto com isso vem muitos alunos que não estão nem aí né... R: 90%. Não está nem aí mesmo. E o pior é que os outros 10% que estão interessados, igual você era, fica prejudicado. “Ah, mas o professor num pode deixar”... Não, a gente não deixa. Você via lá: eu dava aula. A minha aula não era bagunçada. Tinha disciplina, mas... ficava prejudicado mesmo assim. Porque você não pode puxar muito. Porque aqueles fracos mesmo, eles já não têm interesse... Se você começar a puxar demais, aí que eles não vão ter interesse mesmo. Porque ele começa a falar assim: “opa, esse aí num é meu mundo, então num vai ter jeito”. E aí, com isso, vocês que a gente podia puxar mais, dar uma coisa mais... que te facilitasse depois na hora que você saísse daqui, a gente não pode. Porque, se você puxar demais, a corda vai arrebentar e, nessa turma aí, a evasão vai ser grande demais. E na escola a evasão é zero, não pode ter. Se não vem problema. Tá vendo? Então, pra beneficiar esses que num levam nada a sério, os que levam são prejudicados. A gente vai tendo mais um ponto de frustração. P: E hoje você ainda percebe isso nas turmas que estão aqui hoje... R: Hoje está pior. Hoje está muito pior. Muito pior mesmo. Tem suas exceções, mas são esses 10%. O resto? Está do mesmo jeito e pra pior. Tem menino que forma, recebe diploma, analfabeto. É analfabeto! Num sabe... Escrever num sabe. Conta? Pouquíssimo. Então, pra mim é analfabeto. Um “cara” que tira 3º ano e num sabe ler, num sabe escrever corretamente e, conta, quase nada? Então isso é analfabeto. Mas ele está lá com o diploma dele. Cursou. É um problema. E isso vai refletir lá na frente, nos profissionais futuros. Né? É claro que um “cara” desse num deve nem seguir nada não, né? Mas mesmo aqueles que vão seguir, alguns vão deixar a desejar porque não levaram a sério na época certa.

P: É. Vamos lá (Pergunta 7): Diga em que pontos você pretende melhorar.

R: Eu tenho uma vontade muito grande de fazer um mestrado. Nessas partes didáticas mesmo, eu sinto que eu tinha que dar uma melhorada boa. Não dar aula só “quadro e giz”. Você passar a ter outras ferramentas: passar umas videoaulas... Sabe? Isso aí eu já faço, mas é pouco ainda. Então eu queria fazer isso mais. Só que o tempo é curto! É curto e é muita coisa. Hoje eles exigem muito do professor. O professor, nós professores hoje não estamos tendo tempo pra dar aula. Na realidade nós estamos fazendo só trabalho burocrático. [Intervenção ext.] (risos) Só trabalho burocrático. É diário agora de papel, depois você joga nesse outro que é digital; você tem que preparar suas aulas... Aí tudo bem, essas videoaula caberia nesse planejamento, mas o tempo é curto! E, se você começar a dedicar o tempo que você tem em casa pra isso também, você vai ficando muito desgastado. Você vai ver depois que que eu tô falando com você. Porque eu já fico aqui de sete da manhã às cinco da tarde. Aí você chega em casa: filhos, você tem que dar atenção; esposa... Vai ficando muito difícil... Né? Então, tinha que melhorar? Tinha. Eu penso em fazer um mestrado, eu tenho que arrumar uma outra maneira de ver se... se você consegue transmitir melhor pra esses alunos..., porque a falta de interesse muitas das vezes também é porque o aluno num tá compreendendo aquilo que você está passando! Então ele fica mais desinteressado ainda. Você tem que arrumar uma maneira disso aí. Ainda não consegui captar o que que eu posso fazer não, mas eu estou correndo atrás. Vamos ver se a gente consegue. Uma hora eu chego lá.

P: Só isso já é um ponto muito forte. Só de você querer melhorar e ver mais ou menos o que você pode fazer pra melhorar e buscar essa melhora, já é uma coisa muito positiva...

R: É. E esse mestrado, vou te ser sincero: ele vai melhorar pra mim. Mas pra que eu possa chegar dentro da sala de aula pra atingir os alunos? Não acredito que vá melhorar nada não. Num vai me dar uma visão muito diferente do que eu to vendo hoje que eu posso aplicar. Eu corro atrás de videoaula, essas coisas, sabe? Eu gosto muito de vídeoaula, eu acho que ajuda. Depois que você acaba de dar sua matéria, que você fecha ela, se você vier e passar uma vídeoaula, parece que dá um choque nos meninos. É um outro professor falando aquilo que você falou, um outro palavreado, outro vocabulário... Talvez do jeito que você falou, com a sua dicção, uns quatro ou cinco não conseguiram interpretar. Com uma videoaula, talvez você consiga que mais uns dois ali entendam... Então, já vai melhorando. Nas turmas de ensino fundamental, eu gosto de trabalhar muito com jogos. Eu trabalho, eu levo. Prende a atenção, raciocínio, tem que ter o silêncio..., com aquele silêncio ali ele vai trabalhar concentração, o raciocínio mais rápido... Então, eu gosto muito dos jogos. No ensino fundamental eu consigo dar. No ensino médio eu ainda num consegui não. Eu tô vendo aqui, estudando pra dar pros meninos do 3º ano: função do seno, função do cosseno, função tangente... Vou dar, vou passar, tudo, dar exercício, vou dar uma simplificada no conteúdo, exemplo, exercício... Depois que terminar, eu pretendo vir e jogar a videoaula pra fechar. Eu acho que assim eu consigo atingir mais.

P: Com certeza. É... Você já falou um pouquinho sobre suas pretensões pro futuro, mestrado... Então, vamos passar pra frente (Pergunta 9): Qual sua real visão sobre os alunos no geral e, principalmente, nos ensinos fundamental e médio, ou seja, da escola, digamos, básica, de hoje em dia e em que gostaria que eles melhorassem?

R: A visão geral é a falta de comprometimento. Só isso. Não tem comprometimento nenhum, não tem interesse nenhum. Claro que tem suas exceções. O que eu queria que eles melhorassem é isso: que eles tivessem mais comprometimento. E tivessem mais interesse. Mas isso eles vão ter só na hora que saírem, porque lá fora é que eles vão ver que realmente eles teriam que ter levado mais a sério, e aí o tempo não volta mais. O que eu queria era isso.

P: E pra fechar (Pergunta 10), você gostaria de deixar uma mensagem pros estudantes, professores que podem ou poderão ver, ouvir, ler esta entrevista?

R: Olha: A mensagem que eu queria é o seguinte Marcos: A gente, quando vai fazer uma coisa, você tem que fazer aquilo que gosta. Não faça só por dinheiro, até porque professor não é bem remunerado. Então, se você vai escolher, vamos falar aqui, a profissão de professor, que é o que você está fazendo, faça se realmente você gosta. Porque, tudo aquilo que a gente gosta, a gente faz bem. O que a gente faz só por conta de dinheiro, visando só o dinheiro, você não vai ser um bom profissional. Você só vai ser um bom profissional se realmente você gosta daquilo que você faz. Só. Só isso.

P: Realmente. Certo. Então eu gostaria de agradecer pela entrevista. Muito obrigado ao senhor.

R: De nada. Precisando, estou à disposição.

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