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História

Farmacêutico desde pequeno

História de: Thomaz de Carvalho
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 10/01/2013

Sinopse

Identificação. Infância em Monte Alto e Uchoa. Ida para Santa Ernestina e aprendizado de farmácia. Mudança para Taquaritinga e, em seguida, mudança para São Paulo. Descrição de uma farmácia e seus produtos. São Paulo na década de 1920. Trabalho. Os produtos farmacêuticos. Compra de sua primeira farmácia na Vila Maria. A Escola de Farmácia. Diferença entre drogaria e farmácia. Casamento. O início da Drogaria São Paulo e a rede de lojas. Os filhos. Vida atual. Avaliação do comércio e a distribuição dos produtos. Sonhos.

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História completa

IDENTIFICAÇÃO Meu nome é Thomaz de Carvalho. Nascido no dia 2 de março de 1904, na cidade de Monte Alto, São Paulo. Meus pais são Francisco José de Carvalho e Mariana Gonçalves Geracina. FAMÍLIA Meu pai foi casado duas vezes, da primeira mulher do meu pai tinha cinco irmãos, três homens e duas mulheres. E com a minha mãe éramos em sete. Eu estava justamente no meio. Três acima e três abaixo. TRABALHO DOS PAIS Meu pai era lavrador, tinha uma propriedade agrícola pequena. Minha mãe era prendas domésticas. EDUCAÇÃO E INFÂNCIA Naquela época, no ensino primário, tinha grupo escolar e eu fiz o grupo escolar de Monte Alto, 1º e 2º ano. O grau de educação era muito diferente do que é hoje. Havia aquele grupo escolar tinha um rio muito perto da cidade onde se tomava banho. Interessante é que Monte Alto havia dois grupos, eu pertencia a um grupo que era chefiado pelo meu irmão mais velho, e outro grupo que era chefiado por outro. Havia naquele tempo aquele negócio de romper a bandeira. Brigava-se às vezes. Uma vez em Monte Alto, fato interessante, eu desci, tinha ido no outro extremo da cidade, quando voltava um menino, eu nesse tempo tinha oito ou nove anos, mas não me esqueço disso. Ele pegou uma vara, como ele pertencia ao outro grupo, e ele era mais velho do que eu uns quatro anos, então ele me bateu nas pernas. Eu pensava comigo: “Se eu corro, ele corre mais do que eu, se eu vou enfrentá-lo, ele é muito mais forte do que eu”. Assim ele me levou até em frente à casa de minha irmã. Empurrei a porta e pulei para dentro, ele passou. Na frente tinha uns cacos de telha, eu peguei uns e chamei: "Herculaninho." Quando ele virou, aquele caco de telha pegou-lhe no meio da testa, a cara do Herculaninho encheu-se de sangue e eu entrei pra dentro. Levaram-no na Santa Casa, deram uma porção de pontos. Mas ele não acusou a briga, ele disse que tinha caído. Depois meu pai mudou-se, vendeu o que tinha em Monte Alto, foi para Uchoa. E em Uchoa tinha um professor só, mas ele dava aula numa classe mista, meninos de várias idades. Em Uchoa fiquei até o falecimento dos meus pais, que se deu no ano de 1918. Fui para Santa Ernestina, onde me colocaram numa farmácia. Ali começou a minha vida nesse meio de remédios. Eu tinha 14 anos. TRAJETÓRIA NO COMÉRCIO – FARMÁCIA NO INTERIOR DE SÃO PAULO Eu tinha 14 anos e fazia todo o serviço. Tinha um poço com 22 metros de profundidade, eu tirava água pra farmácia. Aprendi a manipular. Aliás, a farmácia era de um rapaz, ele era solteirão, tinha uns 28, 30 anos. Mas muito correto, muito direito, me ensinou a trabalhar muito bem, era muito exigente, queria tudo muito bem feito, muito limpo, e para mim isso foi muito bom porque me ensinou a trabalhar. Eu tenho uma recordação muito saudosa desse homem. Em Santa Ernestina morava na farmácia, dormia na farmácia e tomava a refeição na casa de uma tia do dono da farmácia. Assim eu fiquei lá uns dois anos e pouco, dois anos e meio mais ou menos. Depois saí e começou a minha vida. Voltei pra Taquaritinga. Eu trabalhei na farmácia Central, o dono chamava-se Juca Camargo, e depois vim pra São Paulo. MANIPULAÇÃO DE FÓRMULAS No laboratório da farmácia, os vasilhames usados eram os copos graduados, cálices marcados de 15 gramas, 15 centímetros cúbicos, 30 centímetros cúbicos, ia até 500 centímetros cúbicos. As receitas eram aviadas, os médicos formulavam naquele tempo e se preparava no laboratório. Era o farmacêutico que manipulava. Naquele tempo, tinha uma época de licenciamento. Então, aqueles que trabalhavam em farmácia, prestavam exame aqui em São Paulo e se licenciavam. EMBALAGENS Os líquidos eram embalados em frascos de vários tamanhos. Desde 30 até 1.000 gramas. As pílulas, cápsulas, essas coisas, também eram embaladas, alguns em vidros de boca larga, outros em caixa de papelão. O rótulo era uma cópia da receita colada no vidro. As caixas também recebiam o seu rótulo com a fórmula e assim eram entregues aos clientes. PRODUTOS Vendíamos uns produtos de toucador, de higiene, sempre se vendeu em todas as farmácias. Sabonetes, pastas dentifrícias, escovas de dente, pentes para cabelo, escova pra cabelo. MUDANÇA PARA SÃO PAULO Vim para São Paulo em 1922. Saí de Taquaritinga porque São Paulo atraía, a gente precisava se desenvolver. Na idade em que eu estava, precisava entrar num meio de maior movimento, de maior possibilidade, de aprender a desenvolver a minha vida. Vim pelo meu primeiro patrão de farmácia, Paulo da Cunha Mattos. PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE SÃO PAULO São Paulo naquela época tinha uns 600, 700 mil habitantes. Havia aqueles bondes abertos, tinha cortina no estribo pra você entrar no ônibus e os cobradores chegavam nos bancos. Cada banco levava até cinco pessoas sentadas. Nas horas de movimento, eram cinco sentados e cinco em pé. Os cobradores recebiam a passagem e marcavam, tinha um cordão ali onde ele fazia tim-tim, tim-tim. E a gente então dizia: "Dois pra Light, três pra mim." TRAJETÓRIA NO COMÉRCIO Não trabalhei com a pessoa que me trouxe pra São Paulo. O senhor Paulo me arranjou um emprego numa farmácia aqui na Avenida Tiradentes, chamava-se Farmácia Silveira, o dono era um sergipano, um homem que me deixa uma grata recordação. Ele tinha um cavanhaque, então naquele avental branco tinha um espírito assim muito vivaz. Todas as pessoas que entravam na farmácia ele sempre tinha um gracejo, uma brincadeira. Toda criança que entrava na farmácia ganhava uma pastilha de bálsamo-de-tolu, é uma pastilha muito doce, era uma bala. FARMÁCIAS DE SÃO PAULO E DO INTERIOR Era praticamente a mesma coisa. Porque a fórmula que você teria que manipular aqui, no laboratório da farmácia aqui era a mesma no interior. E a venda dos produtos terminados, os fármacos já terminados eram vendidos. Os poucos que existiam. A indústria farmacêutica no Brasil se desenvolveu muito depois da guerra. Depois da guerra, que terminou em 1942. Hoje, se o médico receita uma fórmula, você tem que procurar essas chamadas farmácias científicas, de manipulação. Naquele tempo não, toda farmácia era obrigada a manipular. Uma diferença é que aqui já tinha água encanada, você já tinha o filtro. No interior era diferente porque usava aqueles potes com filtro. Eram duas peças, uma com aquela pedra de filtro. Você tinha que encher aquilo, esvaziar no vaso que mantinha a água filtrada para uso da na manipulação ou outros quaisquer. CARACTERÍSTICAS DA LOJA As farmácias naquele tempo, no interior e aqui em São Paulo, eram praticamente a mesma coisa, só que em tamanhos maiores. Mas a farmácia tinha a sua instalação, as prateleiras, tinha a seção de perfumaria com aquele balcão envidraçado. E geralmente as farmácias tinham uma grade na frente. O freguês entrava e era atendido ali, para evitar aquela invasão. Hoje você entra numa farmácia e parece que está entrando num supermercado. Naquele tempo não, tinha uma grade onde o freguês chegava até ali e para dentro ele não entrava. O laboratório era praticamente ligado à frente, com uma pequena diferença de uma armação qualquer. Então, você ou estava na frente ou estava no laboratório. Estava no laboratório quando tinha o que fazer, fora disso atendia freguês na frente, arrumava prateleiras, limpava. REVOLUÇÃO DE 1924 Em 1924, estourou uma revolução aqui dentro da cidade de São Paulo. Era o general Isidoro Dias Lopes. Foi um período muito difícil de vender. Eu morava nessa época numa pensão na Rua Visconde do Rio Branco, que continuando dava no Palácio Campos Elíseos, onde estava o Governo do Estado. Era aquele fogo cruzado de todo lado, a farmácia, como funcionava na Avenida Tiradentes, foi obrigada a fechar. Eu fui pra São Carlos, pra casa da minha irmã, e fiquei lá até terminar a revolução, voltei e a vida continuou. Voltei para São Paulo, para a mesma farmácia. Aliás, o dono, muito bom, pagou aquele mês que a farmácia esteve fechada e tudo, não houve problema nenhum. E eu continuei ali, fiquei nessa farmácia dois anos e pouco. Depois saí para ver se eu conseguia um emprego onde houvesse tempo pra eu estudar e poder melhorar um pouco os meus conhecimentos de ordem geral. Trabalhava até às nove, dez horas da noite. Então não dava tempo pra gente estudar e o meu currículo escolar era muito fraco. EDUCAÇÃO Por falta de sorte não consegui emprego efetivo, só consegui um emprego para ganhar. Era na Drogaria Brasil. Justamente no ano em que eu saí, o José Pires de Oliveira Dias fez uma fusão com a Drogaria Bráulio e criou a Drogasil. Eu fui para a Vila Maria, onde comprei uma farmacinha, em 1929. Procurei estudar, arrumei professor, me dava aulas particulares e eu fiz aquele preparatório no Ginásio Moura Campos. Então, a gente requeria um número grande de matérias todo fim de ano e fazia aquele exame. Com isso me preparei para entrar na Escola de Farmácia. Entrei em 1929 na Escola de Farmácia e Odontologia e me formei na turma de 32. REVOLUÇÃO DE 1932 Foi um período que ajudou muito os alunos de faculdade daqui da capital, porque todos eles eram promovidos por decreto, porque não tinha tempo pra escola, não funcionava às vezes. Na Escola de Farmácia, eu fiz só um ano de exames, os outros anos todos promoções por decreto. EXIGÊNCIAS PARA AS FARMÁCIAS NO PASSADO A legislação farmacêutica era exigente. Você tinha que ter oxigênio e algumas coisas de emergência. Então a própria legislação farmacêutica exigia que a farmácia, no mínimo, tivesse aquela relação de artigos essenciais. Hoje não, hoje o sujeito abre a farmácia e tem o que ele quer, o que lhe dá lucro, o que lhe dá vantagem. TRAJETÓRIA PROFISSIONAL – NEGÓCIO PRÓPRIO Depois da farmácia da Vila Maria, criamos uma firma, eu e alguns amigos empregados de drogaria, justamente porque havia um descontentamento das farmácias com a Drogasil, que era uma firma que fornecia às farmácias. Nós montamos uma firma atacadista com o nome de Drogafarma para fornecer às farmácias. DISTRIBUIÇÃO DE REMÉDIOS E DROGARIAS Naquela época, as drogarias, o que se chamava drogaria, praticamente vendia só no atacado. Aqui em São Paulo tinha a Drogaria Brasil, Drogaria Bráulio, Drogaria Morse, Alaion, Ribeiro Branco, a Ipiranga, Internacional, eram as firmas mais importantes. A Casa Baruel era muito famosa. Isso foi mudando com o afluxo de produtos já preparados, com o desenvolvimento da indústria nacional de produtos farmacêuticos, os laboratórios, filiais de firmas, de laboratórios internacionais – Laboratório Bristol, Park Davis. CASAMENTO Foi em 1938, por aí. Ela e uma irmã tinham uma farmácia. Quando me casei, eu disse: "Olha, acaba com essa farmacinha, porque não dá isso aí ". Ela deixou de trabalhar e passou a ser dona de casa. FECHAMENTO DA DROGAFARM A Drogafarma foi até 1940. Começamos no ano de 1936 e foi até a guerra. A guerra tornou difícil a importação de alguns medicamentos, porque a indústria nacional de produtos farmacêuticos era muito incipiente. Havia muita falta de produtos, alguns de extrema necessidade. Era aquela dificuldade toda pra se obter a penicilina. FUNDAÇÃO DA DROGARIA SÃO PAULO A guerra criou aquelas dificuldades todas e a Drogafarma foi adquirida pela Drogasil. Eu não quis ficar na Drogasil, eu era cotista da Drogafarma, me retirei e logo depois começamos com a Drogaria São Paulo em 1943. Naquele tempo havia diversas farmácias São Paulo, Drogaria São Paulo, na capital e no interior. Mas a Drogaria São Paulo registrou a marca, depois de registrado começou uma ação de defesa dos seus direitos, do seu nome. E hoje Drogaria São Paulo é uma só. Tem filiais aqui na capital, na Baixada Santista, Jundiaí, Campinas, Ribeirão Preto, Araraquara. FORMAS DE PAGAMENTO As drogarias, essas redes que existem aqui em São Paulo só vendem à vista. Naqueles tempos antigos era conta corrente. No fim do mês, o proprietário da farmácia teria que tirar, extrair uma relação para seus clientes, mandar a conta e receber. Hoje, a Drogaria São Paulo está com mais de 100 pontos de atendimento só aqui na capital. A venda é feita à vista, não há crédito. O freguês compra e paga no ato. DESENVOLVIMENTO DAS REDES DE FARMÁCIA Antigamente, as drogarias se fixavam ali na Praça da Sé, Rua Direita, aquele centro ali, Rua São Bento. Rua XV de Novembro, São Bento e Direita. Hoje, em qualquer bairro melhor você encontra filiais da Drogaria São Paulo, Drogão, Raia e Drogasil. A Drogaria São Paulo começou com uma casa só, era na Praça da Sé. Agora são mais de 100 lojas. Isso é fruto desse trabalho, dessa prestação de serviço, exige uma competitividade muito grande entre essas firmas, isso só beneficia o consumidor. FORMAS DE PAGAMENTO Eu ainda tinha farmácia quando começou a inflação, era na época do Getúlio que começou com essa brincadeira. E, às vezes, quando o freguês vinha pagar o remédio que ele tinha adquirido no mês anterior já estava valendo o dobro. Então, não é possível manter vendas com crédito. Depois do Plano Real já está cheio de firmas aqui em São Paulo oferecendo mercadoria a prazo, dois, três, quatro e até dez pagamentos. Mas naquele período inflacionário o sujeito não podia fazer isso. No início, a Drogaria São Paulo trabalhava mais no atacado. Depois, devido à inflação excessiva, começou a vender à vista com desconto e criar filiais para atendimento ao público em geral. Hoje, o movimento todo é direto ao consumidor. RELAÇÃO COM FUNCIONÁRIOS Empregado é empregado e patrão é patrão. Isso em qualquer segmento da sociedade. Conforme a firma vai se desenvolvendo, vai se organizando, criando seus departamentos, as suas coisas, então se torna mais fácil a administração. No começo, a luta era muito grande, porque você tinha que atender todos os fornecedores, fregueses, empregados, pagamentos, vendas, era muito trabalho. Hoje não, hoje as firmas estão organizadas, têm os seus laboratórios, seus departamentos. Hoje é bem mais fácil. FAMÍLIA Tenho dois filhos. Os dois são engenheiros, mas estão na Drogaria São Paulo. Meu filho mais velho é engenheiro formado pela Escola Politécnica, ele é engenheiro eletricista e trabalhou algum tempo na Cesp. Depois saiu da Cesp e foi para a Hidroservice, foram construir uma usina no Peru. Depois deixou a Hidroservice e veio pra Drogaria São Paulo. O outro, mais novo, é o Ronaldo, engenheiro formado pelo ITA, o Instituto Técnico da Aeronáutica, lá de São José dos Campos. É engenheiro mecânico, mas acabou indo para a Drogaria. Hoje ele é o diretor superintendente e o outro irmão, que é mais velho, trabalha sob a orientação dele. ATIVIDADES NA DROGARIA SÃO PAULO Sou responsável por uma das filiais, de acordo com a legislação que obriga cada filial ter um farmacêutico responsável. Como a lei permite até duas responsabilidades diferentes, eu sou responsável por um armazém de distribuição e por uma filial de varejo. A minha esposa, que é farmacêutica também, é responsável por uma casa de varejo, uma filial de varejo. Eu já trabalhei muito, hoje já não faço nada mais. Tem os problemas de idade, audição, a vista. DISTRIBUIÇÃO ENTRE AS FILIAIS A Drogaria São Paulo tem três armazéns de distribuição e tem sua rede de caminhões, essa coisa toda para atender a rede de filiais. As compras são centralizadas, cada armazém de distribuição tem o seu setor de compras e tem o escritório central que controla todo o movimento. Quanto mais cuidado se tem pra se evitar os furtos, mais vão criando uma maneira nova pra poder fazer alguma coisa. E também esse sistema que a Drogaria São Paulo usa, esses produtos que são expostos ao público, é preciso muito cuidado, uma fiscalização muito grande. Há muito furto, tanto de empregados como de clientes. Cada loja precisa ter seu fiscal só olhando os clientes. HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO A Drogaria São Paulo começou um novo sistema aqui em São Paulo na filial da Mooca e estendeu o horário, passou a trabalhar 24 horas por dia. Isso aumentou muito o movimento. SONHOS O homem nunca está satisfeito, quer sempre melhorar, sempre progredir, sempre fazer alguma coisa. Se não tem ambição, se não deseja melhorar, é melhor fazer o que os velhos são forçados a fazer: retirar-se e deixar os jovens, aqueles que têm possibilidade de fazer alguma coisa. Prestar melhores serviços, fazer uma concorrência limpa, mas de maneira que beneficie mais os clientes. Na vida pessoal, eu gostaria muito de viajar, sempre sonhava com viagens, essas coisas. Afinal de contas, apesar dos meus 90 anos, eu viajei muito pouco porque quando tinha disposição física para a viagem, a situação econômica não permitia. Você fazia uma viagem por ano, uma vez ou outra. Hoje, se eu quisesse fazer alguma viagem, qualquer coisa, eu teria condições econômicas, mas não fisicamente não tenho mais disposição. Eu me sinto satisfeito com o que eu já fiz.

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