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Família hospedeira e, agora, pai de intercambista

História de: Walter Antônio de Santi Veroneze
Autor:
Publicado em: 23/03/2016

Sinopse

Walter Antônio de Santi Veroneze, nascido no dia 18 de agosto de 1970, em Dourados, Mato Grosso do Sul, inicia a sua história de vida discorrendo sobre como seus pais se conheceram e se instalaram em Dourados e do contato próximo com sua avó paterna que morava junto com a família. Passou sua infância no bairro Jardim Água Boa e na rua onde morava só havia a casa de sua família e mais outra casa. Relata como foi uma criança, tranquila e tímida e cedo desenvolveu o seu gosto pela literatura, mais especificamente por literatura russa. Conta como conheceu sua esposa e a história da aproximação dos dois. Formado em Administração de empresas seguiu carreira na área e hoje atua como Gerente de Vendas. Walter fala da decisão da sua família de hospedar um intercambista do AFS, de como suas duas experiências foram muito bem sucedidas e como foi enviar um filho para intercâmbio pelo AFS para a Rússia. Casado com Selma, pai de Igor e Raissa, Walter pretende hospedar novos intercambistas das mais diversas localidades.

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História completa

 Meu nome é Walter Antônio di Santi Veronezi, nasci em Dourados, Mato Grosso do Sul e tenho 45 anos de idade. [Nasci em] 18 de agosto de 1970. [Os meus pais são] Horácio Veroneze e Hermínia di Santi Veroneze.

Meu pai é natural de São Paulo, minha mãe é da região de Dourados, mesmo. Eles se encontraram na cidade, no interior, em fazendas na época e foram morar na cidade de Dourados, quando eu tinha quatro anos de idade. Comecei a trabalhar com ele com 11 anos, eu ia na oficina ajudar ele a lavar peças de carro, essas coisas. Depois, ele montou uma oficina para ele.

[Durante a maior parte da minha infância morei em uma casa de] madeira no bairro Jardim Água Boa, na rua tinha essa casa e mais uma só quando nós mudamos para lá, hoje o bairro Água Boa é o maior bairro da cidade, era uma casa de madeira, tinha quatro, cinco peças, mais ou menos. Depois ela foi melhorando, teve um cômodo de alvenaria e depois o meu pai comprou o terreno do lado dessa casa, montou a piscina para ele e construiu uma casa de alvenaria com um andar, é isso que eu lembro da casa.

Tenho dois irmãos. Quase seis anos de diferença para cada um. Eu tenho 45, meu irmão, o Adailton que é o do meio tem 39 e o Jocemar que é o terceiro tem 32. A gente bagunçava bastante entre os irmãos. Tinha um relacionamento que até hoje é muito bom. Criança de vez em quando tem ciúmes, mas eu acho que nós tivemos uma infância legal, não me recordo muito de coisas ruins, eu acho que nós bagunçávamos bastante, brigávamos bastante, mas o brigar de irmãos e o meu irmão do meio, o Adailton sempre foi o endiabradinho, aprontava com todo mundo!

[Me formei] em Administração, fui trabalhar numa empresa de revenda de maquinário agrícola. Entrei como faturista nessa empresa, daí eu fui para Gerente Financeiro, Gerente Administrativo Financeiro depois e hoje, eu estou como Gerente de Vendas.

[Durante a faculdade] uma vez eu comentei [com uns amigos] que eu gostava de uma menina que eu tinha [estudado comigo] no terceiro ano do colegial e os caras falaram que iam ajeitar o namoro. Essa minha turma comprou flor, comprou chocolate, tudo e mandou para ela sem eu saber. Ela me ligou agradecendo e eu não sabia de nada e nós começamos a namorar depois de um tempo e nos casamos, é a Selma. Acho que isso foi muito legal da parte dos meus amigos e também realizou um sonho. Eu casei em 1998, tenho dois filhos, a Raissa e o Igor. O Igor completou 18 anos ontem na Rússia e a Raissa tem 14 anos. Sempre tive vontade de fazer um intercâmbio, mas a minha situação nunca deu, nunca pude fazer um intercâmbio. E eu quis que os meus filhos fizessem. Meu filho tá fazendo hoje intercâmbio na Rússia [pelo AFS] e minha filha quer fazer intercâmbio para o Japão [também pelo AFS].

O AFS eu conheço há uns dez, 15 anos. De 2013 para 2014 entrei na página do AFS e vi lá: família hospedeira e mandei um comunicado e eles falaram: “Tem um representante em Dourados, entre em contato com eles”. Entrei em contato, ela foi na minha casa ver o que eu queria fazer e eu falei que a gente queria hospedar estrangeiros. A gente sentou e tal: “Vamos hospedar”. Eu fiz as inscrições e apareceu uma ficha para hospedar o primeiro intercambista em casa. Eu recebi acho que na época seis fichas para eu escolher, escolhi um belga, ele ficou um ano com a gente. [...] E a gente recebeu também, agora em agosto, uma italiana que está indo embora amanhã e a gente pretende receber mais alguns. Escrevi um livro para comemorar o um ano que o Peter, o belga passou com a gente, vai sair também o livro da Valentina, que é a italiana.

Um dia eu quero poder fazer uma viagem pela Europa, ou por um pedaço da Europa e passar na casa do Peter, passar na casa da Valentina, passar na casa de outro. Eu acho que isso aí vai ser um evento muito legal. Como é ter um filho lá fora? Pô, é muito legal.

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