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História

Fã das constantes mudanças

História de: João Luiz dos Santos Reis
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 29/11/2006

Sinopse

São Paulo. Zona Leste. Mudança. Zona Oeste/SP. Faculdade. Processamento de dados. Office-boy. Light. Itaú. Credicard. Redecard. Crescimento profissional. Gerente. 

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História completa

P/1- Boa tarde João.

 

R- Boa Tarde.

 

P/1- Gostaria que você nos dissesse o seu nome completo, local e data de nascimento.

 

R- Meu nome é João Luiz dos Santos Reis nasci em São Paulo em 05 de maio de 1960.

 

P/1- Qual o nome dos seus pais?

 

R- Meu pai de chama Celsio Manoel dos Santos Reis e minha mãe Maria Aparecida Carvalho dos Santos Reis.

 

P/1- Qual é a origem da sua família?

 

R- Meu pai, a família do meu pai, tem origem do Rio de Janeiro e da minha mama, da minha mãe, é toda São Paulo.

 

P/1- E qual é ou era a atividade dos seus pais?

 

R- O meu pai ele trabalhou como na parte gráfica da antiga Light, sempre trabalhou em gráfica, parte gráfica, e minha mãe sempre foi do lar, né, trabalhou em casa e parou de trabalhar, né, trabalhou em loja e ficou trabalhando em casa, ficou em casa cuidando dos filhos (risos).

 

P/1- Você tem irmãos?

 

R- Eu tenho uma irmã, chama Ana Paula é solteira e não casou. Na minha família só eu casei. Ela continuou com a minha mãe e até hoje está morando com ela.

 

P/1- Ok. Descreva como que era o bairro, a rua onde você morava na sua infância?

 

R- É na minha infância eu nasci na zona leste, eu morava na Vila Ré que era subdistrito da Penha. Naquela época a rua não era asfaltada, não tinha luz e andar era tranqüilo, né, era o dia inteiro na rua, não tinha computador e essas coisas, vídeo game, e então era jogar bola e ficar na rua o dia inteiro brincando, né?

 

P/1- Você tinha bastante amigos?

 

R- Tinha.

 

P/1- Na infância?

 

R- Muitos amigos. A rua toda se conhecia todo mundo era conhecido. Não tinha essa história de porta fechada, muro, e essas, né,  todo mundo um entrava na casa  e não tinha problema nenhum, né?

 

P/1- Conte-nos um fato marcante da sua infância?

 

R- Um fato marcante, um fato ruim marcante que eu lembro foi quando eu fui atropelado. Que eu voltava da escola, né, que a escola ia a pé e eu voltava e eu fui atropelado. Eu só acordei com a minha mãe gritando porque ela foi ver o que estava acontecendo e era eu que estava no chão lá, tinha sido atropelado. Outro fato marcante foi quando eu tive que mudar da onde eu morava porque eu morava, nasci, fiz o primário, acho que eu estava no ginásio conhecia todo mundo, era aquele cara que conhecia todo mundo e mudei da zona leste pra zona oeste. Então eu saí da Vila Ré e vim morar no Butantã. Então praticamente eu tive que começar do zero tudo, não conhecia ninguém e então isso me marcou muito e começar tudo de novo. Eu estou acostumado com mudança, né, tinha que mudar e começar do zero, né, e isso me marcou muito porque da minha infância assim tudo era brincadeira, muita, se eu falar de marcar alguma coisa da onde eu morava, pô, tudo, todo dia era brincadeira jogo de bola, não tem muito...

 

P/1- E com a sua família? Passeio ou brincadeiras?

 

R- Com a minha família eu lembro muito das férias que o meu pai era sócio daquele Hotel Clube do Brasil. Então todas as férias a gente viajava. Então eu ia para o Espírito Santo, então sempre tinha algum lugar pra ir e sempre praia então isso férias pra mim era maravilha quando eu era criança.

 

P/1- E que escola que você freqüentou?

 

R- Bom naquela época não tinha muito de escola particular, né, então era escola pública. Então na época que eu estava na zona leste tinha primário, né, onde eu fiz no, agora o nome assim de lembrar o nome da escola... é difícil, mas era primário, era a mesma escola só que primário tinha um nome e ginásio tinha outro. Então era, eu acho que era; pô, eu não lembro o nome. Só sei que o ginásio era ginásio estadual de Vila Granado. O primário eu não lembro qual era o nome, né, e o colégio eu já fiz no Butantã, que é no Virgília Alves de Carvalho Pinto, aqui que era até um colégio muito bom porque era a maioria do pessoal que saía da USP, Universidade de São Paulo, dava aula lá. Então era uma escola pública muito boa, então era muito, tinha muita atividade cultural e todas essas coisas. Então deu muita base pra gente. Então muita gente que fazia vestibular quando começou a FUVEST,  muita que fazia ali entrava sem fazer cursinho, apesar de ser uma escola pública.

 

P/1- E que disciplina que você mais gostava e por que?

 

R- Eu sempre gostei muito de matemática. Pra falar a verdade matemática e física que eu gostava.

 

P/1- E em que medida que estes estudos influenciaram a sua atividade a sua escolha pela sua atividade profissional?

 

R- Na realidade, o que me fez escolher a atividade foi muito mais quando eu comecei a trabalhar. Quando eu comecei a trabalhar nos 15 anos eu estava no segundo colegial e foi aí que eu. Porque até aí naquela época muita gente ia fazer curso técnico, né? Como eu não sabia o que eu ia fazer ainda eu acabei o colegial normal, né, e aí quando eu comecei a trabalhar, aí sim, vendo a empresa e eu tinha tudo pra seguir carreira de eletrônica porque eu entrei na área de telecomunicações, eu era aprendiz arquivista na área de departamento de telecomunicações, na época era comunicações. Então só tinha engenheiro eletrônico, tinha tudo pra seguir, mas eu gostava da área que estava começando a de(inaudível) de sistemas, CPD, que eles chamam, né, CPD, eu gostava de lá, né, e comecei a me interessar e ver o que acontecia lá e foi dali que eu decidi e eu falei: “essa é a carreira que eu quero seguir.” E aí eu comecei a estudar e prestei vestibular para Processamentos de Dados.

 

P/1- Ok. Então isso influenciou a tua decisão da faculdade na verdade?

 

R- Isso. Na escola eu realmente não tinha; eu sabia que era em exatas e alguma coisa, mas não tinha aquela...Na escola não foi muito não.

 

P/1- E como é que foi o período você fez curso superior, fez faculdade?

 

R- Fiz faculdade.

 

P/1- Do que você fez e como é que foi esse período na tua vida?

 

R- Eu fiz Processamentos de Dados no Mackenzie. Entrei em 79, de 79 a 82 foi um período é uma mudança total que eu tive. É ali que você passa de menino pra gente grande, né? Você conhece muita gente de nível social diferente, né, porque faculdade assim você começa a ver... Porque tem a história da escola pública, né, quando você está em faculdade paga é aí que você vê o pessoal de nível social diferente, né, então você pega amizade diferente aí você vai em muita festa, muita coisa e aí e responsabilidade passa a ser sua, uma coisa diferente de quando você está no colegial onde você tem o pai cobrando. Mas na faculdade a responsabilidade é sua, né, no meu tempo, né. Hoje eu cobro a minha filha que está na faculdade, mas no meu tempo o meu pai tinha feito só o primário, o meu pai e minha mãe tinham ido só até o primário então não tinham como me cobrar alguma coisa mais pra frente, né, então ali passa a ser responsabilidade sua e aí eu comecei a ser responsável pelos meus atos ali, né? Então foi uma mudança.

 

P/1- Que lembranças que você tem desse período da faculdade?

 

R- Se eu falar que eu comecei a beber lá é sacanagem, né? (risos)

 

P/1- A gente corta, a gente corta (risos). 

 

R- É muita festa e tal (risos). Quando eu entrei e comecei a fazer Processamentos de Dados foi um negócio engraçado: no primeiro ano eu “boiei” até onde podia, né, entrei e não sabia nada, mas logo eu consegui um estágio dentro da própria Light para a área de processamentos de dados, porque eu estava fazendo faculdade. Então aí eu comecei a entender melhor e, praticamente, quando eu estava no segundo ano eu já estava na área de sistemas então pra mim foi muito… aí ficou mais fácil, né, que eu já trabalhava naquilo que eu já estava estudando, né?

 

P/1- Teve algum professor emblemático durante o teu curso que te chamou a atenção?

 

R- Eu até li isso aí e eu não... até teve, mas eu não me lembro nem o nome, eu não lembro o nome, foi há muito tempo.

 

P/1- Mas por que motivo pra você marcou?

 

R- Porque era um cara muito sincero assim e ensinava muito fácil. E não era nem a matéria mais voltada para o processamento de dados até. Era mais parte de administração, essa coisa, mas ele era muito forte no que ele falava, entendeu? A parte técnica o cara vinha lá, ensinava o processamento de dados, era programação e tal, era técnico. E como ele era parte de administração, ele entrava em assuntos de administração, mas do jeito dele. Ele ensinava coisas da vida pra gente.

 

P/1- E isso te chamava atenção?

 

R- Chamava a atenção. Eu não me lembro o nome dele aqui, eu não consigo lembrar o nome dele. E tinha um professor também que a gente teve aula de daquela matéria que eles colocam pra gente até acho que pra encher currículo que era de leis, alguma coisa assim, mas o cara marcou muita coisa porque eu uso até hoje que eu aprendi com ele, e, foi pouco, né, que era a parte de direitos, de direito trabalhista, alguma coisa assim.

 

P/1- Você estava contando pra gente do teu primeiro emprego que foi na Light.

 

R- Ahã.

 

P/1- Queria que você contasse um pouquinho mais dessa sua trajetória profissional desde o teu primeiro emprego.

 

R- Eu comecei em 75. Na época, naquela época pra você entrar você entrava de “boy” em algum lugar e na Light tinha uma coisa que era: ou você entrava no SENAI, e quem não ia pro SENAI entrava como aprendiz de arquivista pra ficar no escritório, né. Eu era um “boy” interno, né, eu não ia pra rua, mas ficava interno. E ali eu tive muito apoio da pessoa lá que era a minha supervisora. Então ela me ajudou muito lá, me apoiava e tal fazia “vista grossa” para as coisas erradas que a gente fazia, sabia que era moleque, né, então ali que eu fui crescendo, né, aprendendo as coisas e que eu falei: foi lá dentro da empresa que eu vi o caminho que eu queria seguir. Eu acho que se eu não tivesse trabalhado eu não sei se eu demoraria mais pra decidir a carreira que eu ia seguir. Então ali dentro foi eu fiquei de aprendiz acho que dois anos e depois já peguei o cargo em seguida que seria de aprendiz e aí eu consegui depois a transferência pra área; fiz estágio na área de processamentos de dados aí eu ficava meio período num departamento  e meio período no outro, meio período no processamento de dados e meio período no outro fazendo o meu serviço. Então eu banquei, né, eu falei: “eu vou...” E nesse período saiu umas vagas para o processamento de dados e aí eu já estava lá e aí o pulo foi fácil. Então em 81 eu passei pra área de processamento de dados como programador. Aí eu fiquei lá, era até ali naquele prédio da Xavier de Toledo, no Viaduto do Chá, ali.

 

P/1- Ahã.

 

R- A gente trabalhava ali, foi um período legal ali. Fiquei ali um período bom.

 

P/1- Quanto tempo que você ficou?

 

R- Aí eu fiquei de 81 a 83 que foi uma coisa até engraçada porque quando eu entrei tinha um pessoal que era mais antigo  e programador, né? Aí eu era novo e ensinando e tal aí tem um rapaz que trabalha lá e tal peguei amizade, Cássio, “oh, vamos pra cá, vamos pra lá” e aí ele saiu e aí deixou um cartão comigo: “ah Zé, te liga e tal.” Aí depois passou e em 83 eu casei e aí um dia eu estava limpando a minha gaveta e peguei o cartão do Cássio, “putz, nunca mais vou ver esse cara na vida.” Rasguei. Na hora que eu joguei no lixo tocou o telefone. O Cássio!. “João quer vir pro Itaú?” Falei: “Pô...” “Estão precisando de gente aqui.” Falei: “acabei de rasgar seu cartão, ainda falei pra ele, nunca mais te vi” (risos). E aí fiz a entrevista e comecei no Itaú.

 

P/1- Que área que você entrou no Itaú?

 

R- Aí entrei no banco Itaú fui pra área de sistemas também, mas fui como analista. Eu era programador na Eletropaulo, eu era Eletropaulo naquela fase toda de mudança de empresa privada para estatal, né, e aí fui para o banco Itaú e entrei lá como analista programador. Só mudei. Trabalhava aqui no Viaduto do Chá aqui na ponta e fui para a Líbero Badaró lá aquele predião 30º, 37º andar. Eu trabalhava no primeiro andar na Xavier de Toledo ali e fui pro 37º na Líbero Badaró. Ali foi e aí fiquei acompanhei as Diretas Já, lá de cima porque Diretas Já a gente estava tudo vendo lá de cima. Aí fiquei ali e no Itaú foi todo mundo transferido. Em 85 foi todo mundo transferido para a Avenida do Estado, aí eu morava já aqui no Butantã, já tinha casado e eu estava longe pra chuchu; gastava um tempo pra chegar lá. E aí um rapaz que trabalhava comigo falou: “olha tem um amigo meu que trabalha na Credicard, está precisando de gente lá, você quer ir pra lá?” Eu falei: “ah, tá bom então.” Aí mandei o currículo, me chamaram e aí vim pra Credicard.

 

P/1- Isso foi em que ano?

 

R- Em 86.

 

P/1- 86. E você entrou na Credicard em que área?

 

R- Também na área de sistemas. Como analista de sistemas.

 

P/1- E a partir daí como é que foi essa trajetória dentro da Credicard?

 

R- Aí você está naquela cabeça, né, eu tinha saído, eu tinha saído da… A minha mãe sempre falava: “você mudou de emprego! você é louco. Saiu da Light?” Meu pai trabalhava na Light: “Você é louco! você largou a empresa!”. Fechou agora, mandou um monte de gente embora. “Você é louco. Você saiu de um emprego garantido pra ir pra outro?”; Aí saí fui pro Itaú e comecei, “, pulei pro outro, saiu daqui também.” Aí a Credicard era pequena e foi crescendo e aí fui ficando. Porque a Credicard mexia muito, mudava muito. Essa dinâmica que esse grupo tem de estar sempre mudando acho que me pegou. Eu fui ficando e fui pra área de sistemas.

 

P/1- Sempre na área de sistemas dentro da Credicard?

 

R- Sempre na área de sistemas e aí depois pra analista sênior, depois consultor de sistemas e aí teve um monte de coisas trabalhei num monte de sistemas primeiro de propostas de cartão de crédito e tudo e depois acabei caindo nos sistemas quando era Credicard, porque tudo era uma empresa só: Credicard. Então a parte que cabe à Redecard era um departamento da Credicard e eu cuidava dos sistemas que atendiam a esse departamento que seria uma área comercial. Quando se falou em criar a Redecard começou a divisão, né? O que é a Redecard, né? E os sistemas que eu cuidava atendiam essas áreas. Então eu, uma das coisas que me marca muito, é que eu participei de todo processo da criação da Redecard. Por que? Porque todo o sistema tinha que ser adaptado para atender e virar uma empresa. Então eu lembro até hoje que a Redecard tinha uma data certa a começar e a gente foi até de madrugada. “Podemos liberar amanhã? Já está tudo certo.” Então isso me marcou porque, apesar de eu ter vindo pra Redecard só em 99, eu atendia a Redecard desde quando nasceu porque na hora que virou todo o sistema Redecard eu continuei atendendo. Aí no começo só as áreas de comercial e tudo o que viraram Redecard, né, as áreas que interessaram e a Credicard pela parte de sistemas atendia a Redecard e eu naquele grupo que atendia a Redecard, eu tinha uma diretoria que atendia a Redecard. Em 99 decidiu: já que esse pessoal atende só a Redecard eles viram Redecard. Eu entrei em 99 na Redecard, mas já estou com a Redecard desde a criação dela, mas foi muito legal, foi uma correria que era coisa daquelas… Decidiu-se tipo quatro meses antes e tem data.

 

P/1- E conta um pouquinho pra gente da área que você trabalha hoje aqui da Redecard, né, um pouco mais de detalhe da atividade que você desenvolve?

 

R- Hoje a gente tem na área de sistemas hoje a área são divididas em duas diretorias lá: uma que está com o Emanuel, que é o meu diretor e a outra que é o Ricardo Roquette. Uma área, que tem o Alessandro que é o diretor lá em cima, essa área do Roquette cuida de defeito entre o usuário e a área que seria no Emanuel, que é a nossa, né? Então debaixo da área do Emanuel são quatro gerentes que sou eu, o Antônio Gimenez, a Adriana Prosdócimo e a Eliana Pinto. Então cada um com uma parte, com uma fatia de sistemas que fazem essa empresa funcionar, entendeu? A minha parte cabe a parte de liquidação financeira. Processamento e liquidação financeira. Então tudo o que essa empresa captura, o pagamento e o estabelecimento é feito pela minha área. Os sistemas, não o que eu pago os funcionários, o sistema que suporta o processo de pagamento do estabelecimento estão comigo que é o RAV de Recebimentos Antecipado de Vendas, que eles falam muito aí de antecipação está comigo os sistemas.

 

P/1- O RAV é?

 

R- É antecipação de recebíveis.

 

P/1- Tá.

 

R- Então é o estabelecimento de venda, compra o cartãozinho, passa lá, ele pega a hora que a gente processa, eu agendo e falo: “olha você tem a receber daqui 30 dias tanto.” Aí o cara me liga no outro dia e me fala: “me paga agora.” Aí então esse sistema que faz esse cálculo pra dizer, “oh, se eu tinha que pagar ‘X’ lá na frente esse está na minha responsabilidade e eu tenho que te pagar agora é Y’”, então isso o sistema que suporta, esse processo, está comigo.

 

P/1- Ok. 

 

P/2- João, só mais um ponto sobre a criação da Redecard. Você disse que foram quantas áreas nesse primeiro momento, quais?

 

R- Eu me lembro muito mais da área comercial porque a área comercial atendia estabelecimento, mas eu não seria a pessoa pra te falar assim. Eu lembro muito da área comercial mais. Porque finanças… Muitas áreas tiveram que ficar atendendo as duas empresas, né? Que nem finanças. Na época eu acho que criaram áreas de finanças, mas não pra todo mundo dentro, entendeu? A Credicard prestava serviços para as áreas. A comercial, sim, inteirinha podia ir porque ela era claro que ela só cuidava de estabelecimento, mas as outras áreas ficaram a Credicard atendendo ainda metade. Queria só os diretores, mas compraram o serviço da Credicard e aí depois foi dividindo. Então eu não sei dizer quantas áreas foram transferidas automaticamente pra Redecard. Até na época teve um clima assim porque a Credicard estava no auge, né? Você sair da Credicard pra uma empresa que você nunca ouviu falar. Hoje é o contrário, né, engraçado isso, né, de primo pobre pra já primo rico, sei lá (risos). 

 

P/1- Essa foi a sensação que deixou naquela época?

 

R- Porque na época teve isso, né, de o pessoal falar “pô, eu estou indo pra uma empresa que ninguém conhece. Eu saio de uma empresa que está um nome no mercado aí e vou pra uma que ninguém me conhece?” Mas a realidade mostrou diferente, né, como mudam as coisas, né?

 

P/1- Como que você vê a Redecard hoje? Porque a Credicard, né, a Redecard foi um desmembramento da Credicard. A Credicard tinha lá um nome de mercado, sua própria identidade, né, pra dentro para os funcionários. Como é que você vê a Redecard hoje? Você enxerga a Redecard com a sua própria identidade?

 

R- Sim. Hoje a Redecard já consegui desvincular até porque quando quebrou nas três empresas, a Redecard já estava caminhando sozinho, né? A Orbital, hoje, ela é uma prestadora de serviços nossos. Já conseguiu desvincular. No começo tinha muito isso: “ah, é tudo da mesma empresa, a mesma empresa”, mas depois de 2001, aí já começou a viver vida própria, apesar de fazer parte do grupo assim, mas desvinculou.

 

P/1- No começo você estava contando pra gente que a própria Credicard, a parte de tecnologia, né, ainda ficou uma parte na Credicard.

 

R- Isso.

 

P/1- Depois isso passou a ser feito pela Orbital?

 

R- É, assim: porque o primeiro desmembramento que teve aqui criou a Redecard, ficou a Credicard. Depois a Credicard prestava toda parte de processamento estava na Credicard e aí quebrou, criou-se a Orbital que fazia o processamento tanto da Credicard quanto da Redecard. Então a Orbital virou uma outra empresa. Ela prestava serviços para as duas.

 

P/1- Certo. Isso foi durante um tempo ou ainda permanece?

 

R- Permanece.

 

P/1- Permanece. A Orbital ainda presta serviços pra Redecard?

 

R- Hoje o nosso centro de processamento de dados é da Orbital.

 

P/1- Não sei se você acompanhou, né, João toda a tecnologia, se bem que na tua área você teve essa oportunidade, é bem provável… Então, assim, se você acompanhou essa tecnologia, eu queria que você contasse pra gente como é que foi esse avanço tecnológico, por exemplo, antes eram aquelas maquininhas manuais ou até escritas à mão. Como é que foi assim essa evolução?

 

R- Ah, sim. Porque eu até cuidei muito tempo dessa parte de captura manual, então está comigo. Teve um tempo, isso fazem... Eu até brinco muito com o Dráuzio que é de uma outra área aqui, que a gente trabalhava junto, quase metade do que eles capturavam era manual. Hoje em dia 99%, 99,5% quase é eletrônico.

 

P/1- Como é que foi essa evolução? Do que passou, qual era o início e como é que ela foi evoluindo ao longo do tempo em termos de tecnologia mesmo?

 

R- A evolução é que foram aparecendo mais tecnologias de equipamento, né? Equipamento e telefonia, né, porque tudo é baseado em você transmitir os dados, né? O avanço tecnológico fez praticamente facilitar, você ter um telefone ou você ter o estabelecimento, tem um telefone pra transmitir as coisas pra cá e também a diminuição do preço da máquina, né, pra você por no estabelecimento.

 

P/1- E de que forma a tecnologia do mercado, né, as novas tecnologias, os novos avanços de tecnologia que apareceram no mercado foram sendo incorporados pela Redecard?

 

R- Então; a gente tem uma área; eu não sou… A gente tem uma área de infra-estrutura tecnológica que pode falar até melhor. Eles estão sempre pesquisando. Eles estão direto de olho no mercado no que está aparecendo de novidade. Então o que aparece eles já vão atrás pra ver e ganham pra gente pra tentar trazer o mais rápido possível pra dentro porque a gente tem a concorrência também que é a Visanet que está de olho também.

 

P/1- Com certeza. Tem uma área específica que cuida dessa infra-estrutura tecnológica?

 

R- Tem, tem. 

 

P/1- Que área que é?

 

R- Tem a área do Alexandre Mata que é de Meios e Captura. Então essa área está de olho no mercado o que está aparecendo de novidade aí. Por que? A gente tem que procurar diminuir o custo do estabelecimento pra capturar, né, porque cada maquininha dessa que a gente coloca a gente cobra um aluguel. Então tudo bem, quando é grande tem muito faturamento, tudo bem. Quando é menor o aluguel pesa. Então a gente tem que procurar sempre diminuir esse custo pra facilitar pra ajudar porque a meta é acabar com o “mata-borrão”, né?

 

P/1- Sim. Fala pra gente dos principais desafios que você teve aqui na Redecard?

 

R- Na Redecard?

 

P/1- Isso.

 

R- Quando eu vim pra cá, que já era um desafio que tinha antes eu acho, eu cuidava de um sistema muito antigo. Tão antigo que quando eu entrei já tinha o sistema. Em 86 já tinha o sistema e sempre falava “substitui, substitui.” Então era um monstro, né, um antigo VT, fazia tudo. E o desafio era o que? Como é que a gente elimina esse sistema sem parar a empresa, né? Porque como ele faz tudo eu não posso simplesmente falar: “ninguém mais mexe nisso e vamos fazer um novo, né?”. Tem que fazer o novo e o que tiver de implementação tem que fazer nos dois.

 

P/1- Vocês chamam de VT?

 

R- VT era a sigla dele, né?

 

P/1- Do equipamento?

 

R- Não; do sistema, sigla do sistema.

 

P/1- Do sistema que cuidava da transação.

 

R- Isso. Porque o sistema era o responsável pelo pagamento e tudo. Então era tudo tecnologia que já não eram mais utilizadas. Então a gente foi criando, contratei uns malucos lá, então a gente foi mudando, né? Fazia muita coisa quebramos em vários sistemas que a gente chama de “Família K”, né, então um sistema virou uns cinco sistemas, mas cada um responsável pelo seu processo e a gente conseguiu fazer isso; daí foi um grande desafio que eu tive, né, que até aí eu era o “João do VT”. Se você falar com alguém antigo eu era o “João do VT”, pelo menos eu consegui me livrar do sobrenome (risos).

 

P/2- E João, e esse 1% que ainda utiliza maquineta manual seriam que segmentos? Que linha de mercados?

 

R- Não sei. Não sei te dizer não. Pode ser onde não tem, se não tiver telefone não tem como por maquineta, né, máquina eletrônica, mas eu não sei te dizer, né? Precisa pegar alguma área mais específica.

 

P/1- Talvez uma área comercial?

 

R- É a área comercial. (inaudível) que é o gol da empresa é 100 % eu acho que não chega, mas quase 100 e tem alguns que é obrigado a ter como backup, se não tiver.

 

P/2- Ah, é?

 

R- É, alguns eu acho que tem que ter porque eu acho que tem que vender. Se não tiver funcionando pode vender, né? Mas também não sei te dizer porque envolve muitas outras pra conseguir isso tem que estar muito bem suportado.

 

P/2- Ok.

 

P/1- João nesse tempo de empresa que você tem, você vivenciou ou presenciou alguma situação de decisão dentro da Redecard que envolviam pessoas?

 

R- Como assim?

 

P/1- Se você presenciou momentos da empresa da Redecard que tiveram que ser tomadas decisões em que estas decisões estavam envolvidas pessoas? Independente de que decisão seja, seja uma decisão boa ou ruim, enfim.

 

P/2- Uma mudança?

 

R- É mudança é o que eu falei: essa empresa sempre teve mudança. Aqui muda de ano em ano então isso eu estou vivenciando desde que eu entrei. Muda de área, o pessoal mudando; muita gente saiu de área de sistema e foi pra outras áreas. Desde o tempo da Credicard até pra cá pouco tempo teve a mudança de toda área de tecnologia teve alteração porque o Alessandro assumiu em dezembro, né, porque é o antigo VP era o Sérgio Murtinho; ele saiu e veio o Alessandro e o que era o meu diretor, que era o Claudinei, foi pro Banco IBI. O Emanuel aquele que eu, ah, você não estava,  não era você que estava tirando foto, ia brincar você viu, não era você foi a que estava lá era gerente e acabou ele virando diretor então ficou o Roquette; também era gerente e virou o diretor da outra área e tal. Foi uma mudança boa até, um lado bom. Ruim é eu que já tive que demitir alguém.  A pior coisa do mundo é ter que demitir alguém. 

 

P/1- Isso já aconteceu?

 

R- Por pior que a pessoa seja você demitir alguém é uma sensação muito ruim.

 

P/1- Isso aconteceu contigo?

 

R-  Já tive que mandar porque a pessoa estava desagregando a equipe. Chegou num limite que eu não tinha mais como... A pessoa era muito gente fina, se fosse ir no bar tomar cerveja com o cara, maravilha, mas ele dentro da equipe... Então eu tive que tomar posição porque  a equipe toda estava desagregando. Ele desagregava e a equipe reclamando e eu falei: “eu vou ter que tomar uma posição” porque daqui a pouco o pessoal começa a pedir demissão e ele fica. Aí eu tive que mandar embora, não teve jeito. 

 

P/1- Desagregando em que sentido você diz?

 

R- Ah, ele chegava tarde. Ele chegou a ser coordenador e eu tive que tirar ele de coordenador porque ele começou a ser muito mandão. Ele não incentivava a equipe e aí o tirei, mas mesmo de analista ele continuou os mesmos problemas. Aí a equipe reclamava direto dele, falava: “pô, ele não chega na hora, ele deixa o serviço pra depois” e não tem como ficar com alguém assim, se não você vira o exemplo para os outros, né? O pessoal começa, né, “ah, se ele pode eu também posso”, aí... Mas mesmo assim você sabe que o cara é casado, tem filho e aí você tem que tomar uma posição você está numa posição gerencial você tem que tirar um pouco disso e fazer o certo mesmo sabendo que você teve, tudo bem, até sei que ele está fora aí, arrumou emprego tudo e pode estar até melhor, mas aqui dentro ele estava mal.

 

P/1- E que valores você acredita que permeiam as relações dentro da Redecard?

 

R- Eu acho que aqui dentro ética. Ética, sinceridade, clareza nas coisas e sente a ética e a sinceridade. Eu acho que tendo ética e sinceridade o resto já vem automático, né, eu acho que aqui tem, eu não vou falar que 100% seja assim que aí eu estou mentindo, né, não existe isso, mas a maioria das pessoas são éticas e sinceras.

 

P/1- Tem alguém aqui dentro da Redecard que na tua trajetória ou pra tua carreira profissional foi bem importante, foi muito importante pra você?

 

R- Sim, teve. Foi o que eu falei, que saiu que era o meu diretor, o Claudinei. Muita coisa aprendi com ele. Então a gente pegou amizade eu nem conhecia ele direito quando ele virou o meu gerente. Ele me ensinou muita coisa. Acho que hoje muito do que eu aplico aprendi com ele.

 

P/1- Qual que é a principal razão de você trabalhar na Redecard hoje?

 

R- Essa é uma pergunta que eu me faço sempre. Eu acho que continua sendo essa mudança constante que tem aqui desde o tempo que eu entrei na Credicard o motivo de eu ter continuado no grupo continua o mesmo. Aqui está sempre tendo mudança, pro bem, né, e não para o mal. Mudança boa. Você sempre vê as pessoas mudando, realocação, mudança, tendo coisa nova. Essa coisa nova estimula, né, que deve ter sido porque eu saí das outras empresas, né, no Itaú eu era um número lá eu estava naquele... Eu fiquei três anos no Itaú na época lá e eu trabalhava na área de sistemas, cuidava daquele sistema, tinha... Eu era um número lá não era uma pessoa. Aqui eu sei que todo mundo sabe o meu nome.

 

P/1- Como é que você imagina a Redecard daqui a 10 anos?

 

R- A gente está esperando agora porque está tendo muita mudança, né, então eu acho que a gente deve crescer muito ainda se continuar nesse espírito que está e com essa coisa de emissão de cartão da sacar que a gente é processador de cartão, né, a gente processa transação, né, então a gente depende de que emitam muito mais cartão. E eu vejo que a Redecard trabalha muito com os bancos nisso aí. Eu acho que a tendência é crescer mais. Eu acho que em 10 anos a Redecard vai continuar sendo líder. Podem aparecer mais processadoras aí, mas com a experiência que a Redecard tem vai ser difícil alcançar.

 

P/2- Pra sua área de sistemas especificamente que perspectivas você vê assim para os próximos anos?

 

R- A Redecard é uma empresa muito apoiada em tecnologia, né, em processamento de transações. Então o próprio nome já diz, né, processamento de transações, né, então a gente tem que estar sempre ligado pra estar sempre de ponta, tecnologia de ponta, então a gente tem que estar sempre o que aparecer a gente tem que estar buscando. Então pode ser que daqui a 10 anos a pode estar com o que tiver na ponta de tecnologia a gente vai estar lá. Então eu não enxergo assim parado, é avanço direto, não tem como ficar estagnado e nem pode. Então não sei se eu vou estar na área de tecnologia, mas a empresa com certeza daqui a 10 anos vai estar sempre atualizada (risos). 

 

P/1- A tua área tem atividade de fraude, né, dentro da tua área de tecnologia ou não é uma área específica.

 

R- Não. A área de fraude é uma área específica.

 

P/1- É uma outra área específica.

 

R- É uma outra área específica. O que a gente tem a gente segue as normas da empresa, de acessos, essas coisas, né? Tem coisas que o pessoal não pode acessar, todas essas normas que são regidas pela área de fraude, Área de Risco e Fraude, né?

 

P/1- Ok. Tem uma área que cuida especificamente disso?

 

R- Isso. Tem a área de fraude. Na realidade, internamente é área de Segurança da Informação. Área de fraude o risco é muito mais pra externo. Segurança da Informação que é a área do Douglas, que é o Edwilson, que é o que vê isso aí internamente o que que a gente pode ter acesso ou não.

 

P/2- E quais seriam as áreas da Redecard que dão conta da tecnologia, ou seja, em termos de captura, processamentos?

 

R- Hoje a parte do Alessandro que é parte de tecnologia ela está dividida numa diretoria que é do Danilo que cuida da parte de infra-estrutura  e telecomunicações. Então toda essa parte de link com Telefônica, com telefonia tudo pra você ter acesso está com o Danilo e a parte de infra-estrutura que é o contrato com a Orbital ou com a (inaudível), que é onde faz o processamento nosso com a internet e essas coisas, está com essa área do Danilo. Então essa parte de infra-estrutura que é o hardware, essas coisas, estão ali, CMR, CMR, né, que é onde o pessoal reporta o problema e tudo está ali. Tem mais uma parte de contratos que cuida ali. Tem uma parte que é de... e aí vem uma outra área que é de arquitetura, arquitetura e meios de captura que é o (inaudível), que é aquilo que eu te falei que é o Alexandre Mata que cuida, e no que toda parte de tecnologia ali desse equipamentinho; aí é o Mata que vai atrás pra ver o que está surgindo no mercado novo e tal e a parte de arquitetura que é o desenho, né, quando a gente vai desenvolver alguma coisa a gente leva na área de arquitetura e vê como que é o melhor jeito pra isso aqui ficar. É a integração entre os sistemas. Então essa área de arquitetura faz esse desenho. E aí depois tem essas duas áreas que eu falei que é a do Emanuel, que é o meu diretor, que é de desenvolvimento de sistemas e do Roquette, que seria diretoria de soluções técnicas, soluções tecnológicas que é um usuário junto a um gerente que conhece tecnologia. Esse sujeito pode dar uma solução tanto que envolva a área de desenvolvimento quanto que envolva a área do Danilo, lá, de tecnologia. Então é cara que fala a linguagem técnica junto com o usuário.

 

P/2- O que significa tecnologia pra um negócio Redecard?

 

R- Tecnologia hoje? Eu acredito que toda a Redecard está baseada em tecnologia. Na ponta lá já começa com tecnologia, né, você ao pagar o estabelecimento você já começa ali ao passar naquela maquininha já entrou tecnologia. O que tem depois, o que vem daí depois é todo o suporte, né, você tem uma área operacional que você tem finanças tudo uma que controla pagamentos, contabilidade e tudo. Mas todo o processo da empresa, o negócio da empresa é tecnologia. É você trafegar uma transação pra chegar lá na Master Card, euroticket ou no SERASA. Então essa empresa é baseada em tecnologia.

 

P/2- E as relações dentro do negócio Credicard? O que significam?

 

R- Como assim relações?

 

P/2- Entre pessoas.

 

R- Se eu entendi o que você perguntou.

 

P/2- Seria o relacionamento interno.

 

R- Ah, assim, eu não vejo muito conflito não. As pessoas se respeitam eu acho. Lógico que todo mundo tem sua meta pra atingir. Então todo mundo procura... Porque acaba tudo dependendo um pouco da tecnologia. Eu estou vendo o que depende da gente, né, então a ansiedade da pessoa ver o que ela desenhou pronto e (inaudível) da tecnologia então acaba tendo aquela cobrança, mas não chega a ser, todo fundo todo mundo se encontra ali e bebe uma cerveja ali sem brigar, né? A discussão fica muito mais no profissional, às vezes, então não tem aquilo de ficar de mal com o cara “não, nunca mais gente conversa com você”, não; têm discussões sim, mas no final todo mundo se entende.

 

P/2- Como que você avalia o impacto da sua passagem na Redecard pra sua vida pessoal e profissional?

 

R- Na Redecard que eu virei gerente. A parte gerencial foi aqui. Pessoal? Acho que não alterou muito não. Eu não tive muita mudança do que eu era para o que eu sou hoje em relação a Credicard ou Redecard, não teve muito não. Teve muito gerenciamento. Aprendi muita coisa assim que eu falo dentro da Redecard o meu aprendizado foi maior aqui.

 

P/1- E quais são esses maiores aprendizados que você teve aqui na Redecard?

 

R- ah, sim. Gerenciamento. Eu era um cara muito técnico então pessoa técnica não conversa muito com os outros, né, fica muito meio... Então eu tive que ver esse lado e aí que entra aquele que era o meu diretor de ensinamento, né, então aí eu cresci muito nesse lado aí gerencial.

 

P/1- O que você acha de a Redecard comemorar os seus 10 anos de existência recolhendo depoimentos de funcionários e as funcionárias?

 

R- Eu acho que valoriza quem está e quem passou por aqui. Que eu acho que todo mundo dá uma contribuição pra empresa, né, mesmo quem saiu já. Então quem está é bom, é legal saber que reconhecem. Eu não estou aqui me escondendo, sabem que eu estou aqui. E a história só quem viveu sabe contar (risos).

 

P/1- Com certeza. João, qual que é o seu maior sonho?

 

R- Meu maior sonho… Se eu falar que é ganhar na mega-sena é sacanagem, né? Todo mundo fala isso (risos).

 

P/1- Por que não, né? (risos). 

 

R- É um dos... O meu maior sonho, pô. Eu não faço assim muito plano pra frente não. Eu pego muito do que está acontecendo agora, tá? Aqui na empresa eu espero continuar aqui dentro, né? Na hora que for o momento exato, certo, consegui subir. Não planejo tipo assim: “quero logo chegar.” Eu acho que eu não aprendi tudo ainda. Na parte gerencial eu tenho falha, eu sei me avaliar. Então espero crescer sim, mas vamos com calma, tem muita coisa pra fazer ainda.

 

P/1- E na sua vida pessoal?

 

R- Ah, na vida pessoal eu conseguir terminar a minha casinha lá em Toc-Toc Pequeno pra eu continuar com as minhas pescarias, lá, comprar minha moto de novo, que eu tive que vender pra quando eu comprei a casa, e a minha filha terminar logo a faculdade que está me dando um custo do caramba (risos). 

 

P/2- O que é a faculdade dela?

 

R- Ela faz nutrição. Está passando para o terceiro ano agora.

 

P/1- Você tem mais filhos?

 

R- Não, só tenho uma filha.

 

P/1- Uma filha. Ok.

 

R- Uma filha e dois cachorros (risos).

 

P/1- Ok, João. O que você achou de ter participado dessa entrevista?

 

R- Achei legal. É a primeira vez que eu faço isso, a primeira entrevista que eu participo. Já fiz uma coletiva assim que eu consegui me esconder atrás dos outros, pelo menos não precisava falar nada, né? 

 

P/1- Agora não deu, né? (risos)

 

R- Não agora não. Agora eu estou de frente aqui pro crime aqui. Não tem jeito. Achei legal, fiquei feliz de terem lembrado de mim porque eu não precisei ir lá e falar: “oh, estou aqui, lembra de mim? O João que está aqui há 10 anos?” Achei legal. Agradecer até deterem citado o meu nome pra participar (risos).

 

P/1- Nós é que agradecemos a sua presença e a sua disponibilidade.

 

P/2- Obrigada.

 

P/1- Obrigada João.

 

R- Espero ter contribuído e falado alguma coisa que interessa pra vocês.

 

P/1- Com certeza, com certeza.







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