Busca avançada



Criar

História

Experiência de intercâmbio na Alemanha

História de: Nina Franco Lins
Autor:
Publicado em: 23/03/2016

Sinopse

Nina Franco Lins, nascida em três de outubro de 1994, em Nova Iorque, inicia sua história de vida contando como seus pais se conheceram. Os dois, brasileiros, trabalhavam em Nova Iorque na época. Apesar de ter nascido no exterior, foi criada no Brasil. Cresceu em São Paulo, concluiu o Ensino Fundamental em um colégio pequeno onde fez amizades que a acompanham até hoje. Nina narra como optou por viajar pelo AFS e fala de sua experiência como intercambista na Alemanha, do período preparatório ao retorno. Hoje, estuda Artes Visuais na ECA [Escola de Comunicação e Artes] da USP [Universidade de São Paulo] e continua estudando alemão. Nina pretende viver novas experiência no exterior e quem sabe um dia hospedar um intercambista. 

Tags

História completa

Meu nome é Nina Franco Lins. Eu nasci em Nova York, no dia três de outubro de 1994. Minha mãe chama Vera Franco e meu pai Ricardo Brandão Estellita Lins. Meus pais são brasileiros, mas eles se conheceram em Nova York e eles moravam lá na época em que eu nasci. Minha mãe é jornalista e meu pai é designer gráfico. [Se conheceram] através amigos brasileiros, acho que foi numa exposição de artistas latinoamericanos, eles tinham amigos em comum e se conheceram lá.

[Quando eu tinha dez meses] a gente veio pra São Paulo, eu acho que a gente passou um ano aqui, aí meus pais se separaram e eu fui morar no Rio com a minha mãe por um ano também, mais ou menos. E depois a gente voltou pra São Paulo. Eu moro até hoje com a minha mãe nessa mesma casa, um apartamento ali na Avenida Angélica, e eu ia sempre pra casa do meu pai, que mora na mesma casa até hoje também. Ele trabalha em casa, tem um estúdio no andar de baixo e mora no andar de cima. E, sei lá, eu sempre ia lá uma vez por semana, aquela divisão de pais separados, um final de semana sim, outro não.

Eu brincava de boneca bastante. Acho que em casa eram mais essas coisas de filha única (risos), porque eu não tinha como brincar de esconde-esconde, essas brincadeiras com mais gente. Mas na escola sim, na escola esconde-esconde, pular corda. Eu fazia ginástica olímpica, então eu queria ser ginasta. Eu fiz por sete anos e eeu quis por um bom tempo ser ginasta.

Eu estudei numa escola muito pequena, até a oitava série eu estudei basicamente com as mesmas pessoas, eu lembro mais disso. Era acolhedor. Eu tinha duas super amigas e minha mãe também era um pouco amiga das mães delas. E não sei, eu vivia na casa delas, elas viviam em casa. A Alice que é uma super amiga, eu passava muito tempo na casa dela. Ela tem mais quatro irmãos, acabava convivendo com os irmãos dela, que também eram da escola.

A Alice ia fazer intercâmbio também e ela ia pra Alemanha. E ela falou desse programa do AFS, ela já tinha decidido em novembro, eu comecei a ver no começo do ano, no começo de 2011. Eu achei super legal a ideia da organização ser completamente voluntária e de você poder escolher, essa ideia de ter os países e você não cair num lugar específico também e eu comecei a ir atrás disso. Mas eu fui um pouco depois, comecei a ver em fevereiro, março. A minha primeira opção era França, mas acabei indo pra Alemanha também (risos). Eu até encontrei a Alice na Alemanha quando eu estava lá, a gente foi no mesmo período, só que ela passou seis meses e eu fiquei um ano.

[As pessoas da família hospedeira] foram super atenciosos, receber uma pessoa que eles não conheciam por um ano em casa, me levaram pra viajar, a gente teve uma relação bem legal, a gente tem uma relação legal até hoje. E acho que foi bem importante ter conhecido eles. Eu nunca tinha pensado em morar numa cidade tão pequena por tanto tempo. E não sei, acho que é bom também ter essa noção do tempo, isso foi importante porque lá tinha muito tempo pra fazer tudo, o tempo não passava (risos). E tinha tempo pra ler, pra desenhar, pra passear com cachorro, fazer mil coisas que aqui não dá muito tempo de fazer. E acho que essa noção do tempo foi importante, foi diferente

Eu fui pra Alemanha no segundo semestre do segundo ano e voltei pra acabar, pra fazer o último semestre do terceiro. E na escola que eu estava eu ia ter que repetir, eu não queria repetir e eu acabei mudando de escola pra fazer só o último semestre e prestar vestibular direto. Eu fiz, estudei um pouco, mas não estava, tinha uma pressão um pouco maior, mas eu ainda não estava dentro disso tudo, eu acabei fazendo um ano de cursinho depois e foi tranquilo.

Depois de um ano de cursinho eu sair de lá era a melhor coisa possível (risos). E não sei, você começa a fazer cursinho e você entra naquele pique de ter que passar, ter que passar na ECA [Escola de Comunicação e Artes]. E foi ótimo ter rolado. O bom de lá é que dá pra pegar matérias em Cinema ou na Cênicas, ou na FAU [Faculdade de Arquitetura e Urbanismo], FFLCH [Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas]. Enfim, eu acho que isso é o mais legal.

[Eu sinto falta] deles e da comida bastante também (risos). Acho que isso que eu falei também, de ter mais tempo. E de estar num lugar novo que você não conhece tudo completamente, sai um pouco da rotina, do cotidiano. Isso era legal também. Eu queria receber alguém, mas por enquanto ainda não dá porque eu acho que eu estou com pouco tempo pra receber e dar toda essa atenção para um intercambista. Mas não sei, acho que quando eu morar sozinha talvez eu receba alguém.

Ver Tudo PDF do Depoimento Completo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | atendimento@museudapessoa.org
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+