Busca avançada



Criar

História

Expedito por engano

História de: Rubem Dias dos Santos
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 18/02/2008

Sinopse

Em sua entrevista, Seu Expedito fala do passado pacato de Maués e da virada para o guaraná lá ocorrida nos anos 1960. Conta também à respeito de seus pais: sua mãe morreu quando ele tinha 9, e seu pai trabalhava na mandioca e no guaraná. Em seguida, Seu Expedito fala de sua passagem pelo exército e sua entrada na Embrapa e na Ambev como plantador de guaraná. A partir daqui, descreve minuciosamente o passo a passo da produção de guaraná, os diversos tipos de produtos e,  adubos, etc. Ao fim da entrevista, fala sobre sua experiência como vereador e Secretário de Obras de Maués.

Tags

História completa

Eu me criei no interior. Eu vim pra cidade com 14 anos, não, 16 anos... casa era até boa, assim. Era taipa. A taipa é aquele barro, barrinho. Era feita de, era coberta de palha, mas era cercada de taipa. Tinha a cozinha da onde trabalhava na agricultura, tinha o barracão onde trabalhava no guaraná, que o meu pai tinha sete guaranazais, ele colhia assim, uma base de hoje, 3 toneladas de guaraná. Porque naquela altura dava muito guaraná, dava muito. Num hectare de guaraná você trabalhar colhia seiscentos quilos, quatrocentos quando não dava. E hoje, um hectare de guaraná quando 100 quilos, 120, é muito. Não sei por que diminuiu? As técnicas aumentaram, tem muitosagrônomoque trabalha e não entende. Naquele tempo não, era plantar eDeus dará. Deus a terra pra viver.

Antes, quando os meus pais trabalhavam, qualquer guaranazalzinho dava seiscentos, quatrocentos quilos, hoje em dia precisa de seiscentos e tantos hectares, alguma coisa assim, trezentos, nem mais sei quantos hectares tem porque aumentaram muito. Diz que colhe 35 toneladas, 30... Pouca produção pra muita área. E não é ela não, é todo mundo que planta guaraná está abandonando o guaraná porque não está dando mais. Você sabe que nesse ano num deu, acho que num deu 150 toneladas até agora. Daqui da produção de Maués, porque muito é abandonado. Além de abandonado, o guaraná não dando, não deu, às vezes não dá. Porque a pessoa tem 5 hectares e colhe 500 quilos. Não tem como. Não tem como limpar, não tem como tratar, beneficiar o guaranazal.

Ver Tudo PDF do Depoimento Completo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | atendimento@museudapessoa.org
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+