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Eu, professora: trajetória de uma professora em formação.

História de: FERNANDA MARIA DINIZ BARROS
Autor: FERNANDA MARIA DINIZ BARROS
Publicado em: 10/01/2022

Sinopse

Este relato faz parte de um trabalho acadêmico da disciplina de Ensino de Língua Portuguesa I, sob responsabilidade da professora Tatiane Castro, pela Universidade Federal do Acre.

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História completa

Meu nome completo é Fernanda Maria Diniz Barros, nasci no ano de 2001, no dia 21 de julho, em Rio Branco, no estado do Acre, no mesmo ano do ataque terrorista de 11 de setembro. O múltiplo de sete é determinante na minha data de nascimento e o número sete significa muitas coisas, representa a perfeição, a consciência, a resiliência e a espiritualidade. Cresci ao redor de uma família muito feliz e completa, meus pais possuem um casamento sólido e saudável, e toda a minha família costumava juntar-se aos finais de semana para churrascos e almoços em união, também tínhamos a tradição de tomar sopa todas as terças-feiras. Minha mãe se chama Nilcea Diniz, 50 anos e meu pai João Raimundo, 56 anos, tenho um único irmão que se chama Filipe. Ele foi embora de casa aos 24 anos e quando ele se foi, nossa relação melhorou bastante, hoje sinto falta de nossas brigas cotidianas. Nunca fui a melhor aluna da sala, estudava em casa para chegar na escola e poder conversar. Fazia os trabalhos de aula em casa, aqueles que a professora ainda não havia nem passado, para poder brincar na sala de aula. Expulsa de classe eu perdi a conta de quantas vezes fui, mas minhas notas eram impecáveis, minha mãe também é educadora e sempre ouviu dos meus professores: “Ótima aluna, mas conversa demais.” Até meus quinze anos, tinha certeza que gostaria de me formar em Direito, ao concluir o Ensino Médio, a única certeza que eu tinha era que não tinha certeza de nada. Estudei no centro de Rio Branco - Acre a vida toda, o Ensino Fundamental concluí no Colégio Acreano e o Médio no colégio José Rodrigues Leite. Guardo um parágrafo especial a essas instituições,me proporcionaram as melhores experiências da vida! Fiz grandes amigos, muitas festas de aniversários, professores que se tornaram amigos e dias maravilhosos nos corredores escolares. Durante o ano de 2017, participei de diversos projetos voltados ao empreendedorismo, viajei o Brasil por meio deles, fui para Porto Alegre - RS em agosto quando meu projeto ganhou o concurso estadual e fomos competir pelo prêmio Miniempresa Brasil 2018 by DELL, meu projeto sustentável seria a produção de luminárias de vidro com garrafas reutilizáveis e a minha miniempresa se chamava Light Company, este projeto valoriza a aprendizagem do mercado econômico e foi um divisor de águas em minha vida. Não ganhamos o prêmio nacional, contudo, conhecemos Gramado e Canela, valeu a viagem. Também fomos convidados para o X Fórum Internacional de Jovens Empreendedores, ocorrido no Piauí. Quando me formei no ensino médio, fiz vestibular e influenciada pela minha mãe, escolhi fazer Pedagogia, minha mãe tem paixão pelo trabalho e acabou me convencendo de que eu amaria o curso, que seria fácil e que eu me apaixonaria pelo ensino (risos). O primeiro ano aconteceu de modo presencial, e eu não tenho palavras para descrever a intensidade que vivi no ano de 2019. Tomávamos café no quiosque à beira do lago da universidade, a Universidade Federal do Acre (UFAC), matavamos aula para ir beber e comíamos no restaurante universitário. Logo em março de 2021, fomos surpreendidos com a pandemia mundial do Coronavírus (COVID-19), interrompendo o ano letivo, prosseguindo de maneira assíncrona até o presente momento. A pandemia trouxe muitas mortes e foi um momento difícil para todos, felizmente minha família nunca apresentou fortes sintomas e ninguém morreu, sinto-me constantemente abençoada por isto. Aos poucos, voltamos a rotina, que nunca mais será a mesma, o uso de máscaras demonstra ser essencial e o álcool em gel também não poderia entrar em desuso. A perspectiva profissional para o futuro ainda é uma dúvida, existe a previsão de que nos formamos em janeiro/2023, mas a carreira docente no cotidiano escolar não me é atrativa, penso que existem diversas possibilidades pelas quais posso seguir.

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