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Eu, professora: trajetória de uma professora em formação.

História de: Vanessa dos Santos Oliveira
Autor: Vanessa dos Santos Oliveira
Publicado em: 10/01/2022

Sinopse

Um breve relato sobre a minha trajetória como professora em formação.


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História completa

Meu nome é Vanessa dos Santos Oliveira, tenho 21 anos, nasci na cidade de Rio Branco - Ac no dia 11 de setembro de 2000. Minha mãe se chama Maria Ângela Carneiro dos Santos e meu pai Ricardo José Vasconcelos Oliveira. Morei durante toda minha infância com meus pais e minha avó paterna, até ela vir a falecer em 2015. Apesar de ser filha única grande parte da minha infância, minha prima morou conosco então fomos criadas basicamente como irmãs.

Antes mesmo de começar a frequentar a escola minha avó paterna me ensinava a ler e escrever em casa já que ela era professora naquela época, somente quando eu completei cinco anos minha mãe teve coragem de me colocar em uma escola, pois antes nela havia o medo de que eu não conseguisse me adaptar ao ambiente escolar. Como naquela época ainda não tinha a lei que fazia com que a criança já entrasse no fundamental com seis anos, tive que estudar durante três anos o Pré-escolar (Pré I, Pré II e Pré III), o que ocasionou no meu ingresso quase tardio no ensino fundamental. Não lembro-me de muita coisa desse período escolar, mas foi nessa época que comecei a desenvolver o gosto pela leitura que carrego até hoje.

Na minha infância eu brincava bastante de escolinha, achava muito divertido, então vez ou outra eu falava para minha mãe que gostaria de ser professora quando eu crescesse. Essa vontade acabou aumentando um pouco mais durante o 6º ano do Ensino Fundamental devido uma professora na época, eu a admirava bastante. Estudei o Ensino Fundamental I completo em uma escola pública próxima a minha casa, os dois primeiros anos do Ensino Fundamental II estudei na Instituição São José e os dois últimos em uma escola da rede pública. A partir deste período eu pude perceber a diferença da educação em ambas as escolas. No decorrer dos anos, a vontade de tornar-me professora foi diminuindo e abrindo espaço para outras vontades, principalmente durante o ensino médio.

No período do Ensino Médio, entre os anos de 2016 a 2018, estudei na escola Lourival Pinho, durante esse período eu tentei descobrir um curso de graduação que eu gostaria de fazer. Em 2017 eu descobri qual curso que eu tinha maior vontade de fazer, porém, o mesmo não tinha no Acre, na região onde vivo e os meus pais não tinham condições financeiras de manter-me em outro estado. Então em 2018, quando fui prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no mesmo ano em que concluí o Ensino Médio, eu havia decidido fazer o curso que a nota fosse suficiente para não “parada” e um deles era o Curso de Licenciatura em Pedagogia, que acabou sendo o que, no fim, optei por fazer.

Em 2019, ano que ingressei no Curso de Licenciatura em Pedagogia, na Universidade Federal do Acre- UFAC, confesso que estava mais empolgada pelo fato de estar na Universidade do que no curso, porque inicialmente não era um curso que eu pretendia terminar, ainda tentaria novamente prestar o Enem para novas e outras possibilidades. Inicialmente o curso era completamente diferente do que eu havia imaginado, apesar de gostar bastante de ler os textos das disciplinas, a maioria eram bastante densas e complicadas de compreender somente com uma leitura. Depois de alguns meses, coloquei na minha cabeça que eu iria tentar ao máximo terminar o curso caso eu começasse a gostar, então após um ano e eu decidi que não deixaria de lado um ano de estudo e eu até estava começando a gostar do curso. Em 2020, que seria o segundo ano cursando, apareceu o COVID-19 que deu origem a uma pandemia e fez com que absolutamente tudo fosse estagnado. Inicialmente eram 15 dias sem aula que acabaram se tornando quase um ano.

Depois de praticamente um ano todo parado devido a pandemia, em 2021 a UFAC decidiu retomar as aulas, porém de maneira remota, tornando este período um processo de adaptação de todos os alunos da Universidade e dos professores (as), visando oferecer aos estudantes aulas na modalidade remota. Acredito que o ensino remoto foi bastante complicado, gerou muitas dúvidas, inclusive no próprio trancamento das disciplinas e do curso, este fato ocorreu por várias vezes no decorrer deste ano. Foi complicado por diversos fatores, tanto em relação a saúde mental como até mesmo a aprendizagem, que ao meu ver foi bastante complexa, até porque você estudar em casa o foco total que deveria ser para aula acaba desviando-se para outras coisas, para afazeres por exemplo, e acaba não tendo um aprendizado total como deveria acontecer, sem falar no sinal de internet no estado, não é de qualidade e por esse motivo, compromete bastante as aulas.

Apesar de todas as complicações no decorrer do ensino remoto, permaneci firme e, atualmente curso o 5º período do Curso de Licenciatura em Pedagogia, quase chegando na reta final do curso, com o passar do tempo eu comecei a me apropriar e gostar bastante do curso, e durante esse ano refleti bastante sobre a professora que quero ser no futuro e como quero dar o meu melhor para exercer essa profissão. Espero que em 2022 venhamos a retornar às aulas presenciais para que possamos ter um melhor aproveitamento das aulas, que também possamos concluir essa etapa, considerando que a aprendizagem é algo contínuo e não devemos parar de sempre aprimorar nossos conhecimentos após a graduação.

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