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História

“Eu procuro sempre avançar.”

História de: Maria Filomena Aparecida da Silva
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 27/07/2008

Sinopse

Maria Filomena Aparecida da Silva, mais conhecida por Filó, relata sobre a mudança de hábitos em sua vida, após começar a trabalhar na área socioambiental. Filó acredita que um mundo melhor é possível e sempre procura conscientizar o próximo.

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História completa

P/1 – Filó, pra começar eu quero que você me fale o seu nome completo, a data e o local do seu nascimento.


R – Tá. O meu nome é Maria Filomena Aparecida da Silva. Eu nasci no dia 10 de outubro de 1960, em São Paulo. Mas, todos me conhecem por Filó. [risos]


P/1 – E, Filó, você é formada em que?


R – Eu sou formada em Educação Artística. Mas, a minha profissão é produtora de televisão. Eu comecei fazendo produção já na faculdade, né? Por conta de ser ________, então nós tínhamos que montar cenário e fazer a produção de figurino, iluminação, e sempre sobrava pra mim. Porque eu preferia fazer isso do que decorar texto. [risos]


P/1 – E atualmente, assim, qual é a sua atividade principal? O que é que você faz?


R – Eu faço produção de programas pra a televisão, documentários e também faço produção de eventos. Então, a cobertura desse evento, patrocinado pelo Instituto Ethos, eu tô fazendo pela Fotossíntese, que é a empresa que eu trabalho.


P/1 – E como que você conheceu o Instituto Ethos?


R – Eu conheci o Instituto Ethos através do __________ de Carvalho, que é jornalista ambientalista. Então, quando eu comecei a trabalhar com ele eu fui me inteirando mais dentro dessa área, né, de sustentabilidade, ética, foi assim que eu cheguei até o Instituto Ethos. E aí, por uma coincidência, tenho um amigo que trabalhou lá. Então, foi tudo caminhando.


P/1 – E essa questão do meio ambiente, né, você foi procurar uma produtora que... Você diz que seu chefe é ambientalista...


R – Isso.


P/1 – Como que esse tema surgiu na sua vida?


R – Bom, meio ambiente, eu acho que é um tema, eu acho que é um assunto muito próximo da vida de todos nós, né? _______ temos uma preocupação com relação ao meio ambiente, porque tá muito na mídia e tá muito próximo, muito próximo de você. E, pra mim, foi muito gratificante começar a trabalhar com o Ricardo, a partir do momento que ele, há 15 anos, 20 anos, ele faz isso, e eu comecei a aprender um pouco mais e tentar me informar mais. E, por conta disso, até colocar algumas práticas do que eu tenho visto, na minha própria vida, na minha própria casa, passar isso pros meus amigos, pra minha própria família e pro meu marido.


P/1 – Tipo o que? Você tem algum exemplo, assim, do que mudou da sua vida?


R – Ah! Eu tenho, tenho exemplo...


P/1 – História?


R – Tenho. Tenho muitas histórias. Tipo, da conta de luz, né? E, antes o computador ficava ligado 24 horas, e aí, de uns dois, três anos pra cá, a gente começou a tirar todos os utensílios domésticos, tudo que é parte elétrica da casa que você não usa, da tomada. E a economia foi assim 80%. E isso é um exemplo, né? Reciclar lixo. A gente separa o lixo pra poder jogar na caçamba de reciclado: o plástico com plástico, papel com papel, e, alumínio com alumínio, lata com lata, e assim vai. A economia de água também. Não ficar muito tempo no chuveiro. É, eu moro em casa, não moro em apartamento, então, por... e também tem o cachorro, então, por morar em casa, tem que lavar pelo menos uma ou duas vezes por dia o quintal. E aí, a gente não usa mangueira, né, usa o balde. Então, tudo isso é um tipo de economia. Não gosto de lavar o meu carro pra não ter que [risos], pra não ter que gastar água. Eu sou totalmente contra. Meu carro, ele só é lavado quando chove.


P/1 – Bacana. [risos] E você vê, assim, na sua atuação... Você falou um pouco do impacto desse tema pra a sua vida pessoal, né? E na sua atuação como profissional, você consegue ter um retorno, assim, você vê o impacto da sua atuação na sociedade, nos projetos que você faz?


R – A gente acaba convivendo um pouco mais também com as pessoas que tem a mesma ideologia que você. É um... Acaba se ampliando o relacionamento, né? Então, por conta da minha profissão, eu acabei conhecendo muitos ambientalistas, muitos futurólogos, muitas pessoas que agem em prol da sustentabilidade, né? Que têm um bem comum, que têm um objetivo ético e sustentável.


P/1 – E nesses dez anos aí que o instituto existe, né, de 1998 até agora, você, fazendo uma retrospectiva, assim, tem alguma ação que você tenha achado "Pô, essa foi imprescindível"? Assim, algum marco nesse tema da sustentabilidade? Ou de meio ambiente?


R – Ou do meio ambiente? Eu acho que essas reuniões, eu acho que a própria fundação do Instituto Ethos, eu acho que é... A própria... Eu acho que o próprio Instituto Ethos já é um marco e o que ele tem feito com reuniões com empresários, a preocupação que você sente das pessoas, já é um marco. E você já começa a pensar e você começa a ver como as pessoas se mobilizam em prol de um objetivo mesmo, né? As empresas, é... Políticos, eu não digo, porque eu não tenho conhecimento. Mas, as próprias empresas é o que me deixa, assim, mais impressionada.


P/1 – E o que você acha, assim, na sua vida profissional, que você sente mais dificuldade? Assim, o desafio que você observa que você ainda não conseguiu resolver, mas que você tá caminhando, assim?


R – Acho que eu não tenho nenhum desafio a resolver... Eu acho que não tenho nenhum desafio. Porque eu sou produtora, eu tenho que resolver todos os desafios, pelo menos tentar.


P/1 – E como um tema mais geral de sustentabilidade, ou mesmo Instituto Ethos, que é que você acha que poderia ser um próximo passo? Assim, que é que você acha que tá faltando de ação, sabe?


R – Eu acho que as pessoas têm que ser mais éticas. Eu acho que tem que existir uma campanha de conscientização maior, tipo "Não jogue o lixo no chão", "Não jogue um cigarro pelo vidro, pela janela do seu carro", que isso vai ajudar a entupir mais o bueiro, vai ajudar mais as enchentes. E eu acho que deveria ter uma campanha maior de conscientização para as pessoas. E é isso o que eu acho. Porque não adianta você ser rico, ser pobre, você ter estudo, você não ter estudo, você tem que se conscientizar de que o mundo é seu, de que vai... O mundo, pra mim, não vai acabar. Nós é que vamos acabar. O mundo vai se reciclar, ele vai continuar, vai se adaptar. Agora a gente tem que ter consciência de que se nós queremos viver, continuar vivendo, nós temos que tomar conta do mundo que nós gostamos tanto. E, viver é tão bom!


P/1 – Ah, que ótimo! [risos] Filó, tem alguma coisa que tenha vindo a sua cabeça, enquanto a gente conversava, que você gostaria de registrar, mas que a gente não tenha tocado?


R – Eu acho que a gente tem que realizar esse sonho. Que é o sonho de você ter um mundo melhor pra você deixar pros seus filhos, pros seus sobrinhos, pros filhos dos amigos, pras gerações que estão vindo. E, eu acho que começa por uma ação que cada um faça. É isso.


P/1 – E você acha que na sua vida já teve caminhos por aí? Assim, avanços nesse sentido?


R – Já. Muitos avanços. E eu procuro sempre avançar. E a cada dia que passa, eu percebo que existe um desafio maior em conscientizar o meu vizinho, a pessoa que trabalha comigo, é... o vizinho do outro lado, a pessoa da frente. E esse é um grande desafio. Que não é fácil, porque, às vezes você tá passando na rua, você vê a pessoa lavando a calçada com esguicho, e você vai falar com ela, ela pode ser mal-criada, mal educada com você, mas tudo bem, eu já fiz a minha parte. E eu acho que em algum momento ela vai pensar: "É verdade. Eu tô agindo de forma errada. Eu deveria economizar água".


P/1 – Bacana. Filó, o que é que você achou de contar um pouquinho dessa sua vida pra gente aqui?


R – Achei muito legal [risos]. O museu é da pessoa.


P/1 – Ah, que legal. Então, eu quero agradecer em nome do museu, em meu nome também, por você compartilhar com a gente essa memória. Obrigada, Filó.


R – Obrigada. Tem que continuar esse trabalho.


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