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História

Alagados me representa!

História de: José (Zezito) Lima dos Santos
Autor: Coleção Alagados
Publicado em: 11/08/2020

Sinopse

Zezito explica como morar em Alagados impulsionou-o em diversos âmbitos da vida - comunitária, religiosa, política, etc -, e narra sobre um encontro inusitado com um policial.

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História completa

Para mim, eu não separo o bairro aqui de outro bairro. Para mim ele me representa, me expressa tudo o que eu queria na minha vida, na graça de Deus eu recebi do bairro do Uruguai. Ele para mim é tudo, com todos os problemas, com todos! Dominique dizia uma coisa: "- Os Alagados mais lindo do mundo!" Eu digo também: "- Os Alagados mais lindos do mundo!" Porque, como é que diz, me... me impulsionou. Me impulsionou, eu não tenho outra palavra a dizer, me impulsionou. Em tudo o que você me fazer uma pergunta eu vou lhe dizer: me impulsionou na base comunitária em todo o segmento: paroquial e comunitário, quer dizer, na vida da paróquia. Me impulsionou na política porque eu não faço política, não sou politiqueiro mas, o que eu mexo lá dentro na política, eles me dão atenção. Me impulsionou na área judiciária, eu vou lá, essa semana mesmo tive um problema e fui lá resolver. Me impulsionou na segurança pública que eu tenho hoje um diploma, você vai ver, um diploma federal por causa disso. Então.. a igreja nem se fale, nem se fale. Então, porque é que eu vou falar mal de um bairro desse? Não. Ele me impulsionou em todas as esferas da vida. Então a minha resposta é essa. Um dia, um delegado, conversando comigo, fui levar um problema daqui do bairro na delegacia distrital. Eu, num dia de domingo, tive um problema aqui da paróquia mesmo. Fui resolver com ele e tal. Ai quando terminou ele adentrou conversando, puxou conversa da comunidade, puxou da igreja, isso um delegado. Ele disse: “ - vamos conversar mais porque está uma conversa boa e eu estou gostando”, Conversamos sobre igreja e tudo, ai foi puxando, puxando ai ele disse assim: "- Mas vem cá, você é tão feliz no seu bairro, você representa o seu bairro, você é tão feliz." Eu disse: "- Sou porque não tenho nenhum problema com a justiça, com polícia e nem nada". Ele disse: "- Vem cá, que beleza seria se nas comunidades fosse todo mundo assim como você, que não tivesse problema". Ai eu brinquei com ele:"- Ai doutor seria bom, e se também se não tivesse esse emprego". Ele disse: "- Porque?" Eu disse: "- Porque aí não teria problema, seria só felicidade". Ele disse: "- Que beleza de pergunta e de resposta”. Aí ele disse: “ - Que bom”. Ai conversou sobre igreja, sobre eucaristia, conversou tanto, e puxou conversa, depois resumindo ele disse: "- Olha, quando tiver tempo vem aqui para gente bater um papo, indique isso para mim, porque vocês conhecem a comunidade e eu não conheço”. Ele disse: "- Vocês nos ajudam porque eu não tenho esse conhecimento que vocês tem. Sempre está aqui, mas não conhece. E vocês conhecem tudo, explica tudo pra nós. Venha sempre conversar com a gente porque é importante".

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